Que vocês pensam sobre seu primeiro amor

Que o Senhor abra os seus corações, para que possam beber no conselho gracioso do Filho de Deus, e que possam dar a devida obediência ao mesmo, ainda presentemente, sem mais delongas, porque no dia de hoje você pode começar a considerar as suas quedas, e do que tem caído, e então possa chorar e lamentar que tenha abandado o seu primeiro amor para com o Senhor, e assim continuar a sua ... Mesmo optando por não fazer sexo no primeiro encontro, falar abertamente sobre esse tema pode ser uma boa opção para aproximar mais um pouco vocês. Sem contar que so assim veras se batem! Faça pergunta sobre as experiências dele, fale dos seus desejos, das suas fantasias, o que gosta e o que não gosta na cama. Mas independente do tempo que ele dure, tudo nessa relação é muito intenso e especial, e é normal que você fique com a cabeça nas nuvens, pensando em mil coisas a respeito do boy e do amor que vocês sentem um pelo outro. Por isso, fizemos aqui uma listinha bem divertida com 8 coisas que as garotas pensam no primeiro namoro. A gente acha ... O que vocês pensam sobre sexo no primeiro encontro? ... aí que , mede-se o caráter de , uma pessoa , seja ela homem ou mulher ...eu por exemplo , acredito que ,uma mulher que ,faz sexo,amor , logo no primeiro encontro , é uma mulher que, sabe o que quer e , sabe o que é...quer dizer ,uma pessoa , dona de seu próprio nariz , tem amor e ... Gostaria de fazer uma sugestão pra quem tem essa neura aí e acha q tem que ser picudo. Abre aí o seu navegador, entra num site de sexshop e procura por pênis de borracha. Vai vendo la o tamanho dos modelos que eles vendem, vc vai perceber q os tamanhos nao sao os exageros que tu queria ter na calça. Em geral, fica em torno de 15 a 16,5cm. Enquanto isso, fuja desses tipos de conversas ou sejam sinceros sobre o que vocês pensam. 9 - Que o casamento é uma vida a dois. Após selar a sua união com quem você ama, a vida de vocês torna-se uma. É o momento de pensar no seu companheiro(a) na hora de tomar qualquer decisão. Afinal, vocês são um casal e tudo precisa ser pensado ... A expressão 'coparentalidade entre irmãos', por exemplo, pode dar a ideia de Incesto. (Credo!! :-D ) Deduzo que se refere uma tia ou um tio que ajudam a própria irmã/irmão a criar a criança. Mas ainda assim (e li o texto várias vezes) acredito que essa parte pode ser retirada ou, na melhor das hipóteses, melhorada. Não confunda as coisas – pode ser que você tenha, sim, uma história digna de cinema e que, após algum tempo separados, você e seu primeiro amor se reúnam e sejam felizes. Mas, para que isso aconteça, é preciso aceitar que vocês não são mais as mesmas pessoas e que muita coisa pode ter acontecido em seu período de separação. Homens e mulheres vocês pensam muito no seu primeiro amor? Passaram alguns anos de repente vc casou ou não...mas começa lembrar aquele primeiro amor,primeiro beijo...aquele namoro inocente. ... Atualizada: O menino que eu fiquei na época...o beijinho dele era inocente e gostosinho e á boca dele.

a professora fez bullying comigo e isso gerou mais bullying

2020.07.28 07:44 obsession_Liz a professora fez bullying comigo e isso gerou mais bullying

Olá Luba, gatas, editores e etc. Há dois anos atrás eu sofri bullying por uma professora. Eu era pequena e não fiz muito a respeito, por isso recentemente postei no Facebook um tipo de exposed dela e dos meus colegas, falando as coisas que ela fez e como eu me senti. Não mencionei o nome dela, mas sei que alguns professores vão indentificar que foi ela. A seguir, o texto que postei:
Eu tenho uma história para contar. É uma coisa importante, algo ruim que passei na escola e gostaria que as pessoas soubessem.
Como alguns devem saber, eu sempre gostei muito de português. Desde pequena sempre soube escrever direitinho, ler em voz alta e esse tipo de coisas. Concluindo, sempre gostei de português e sempre fui bem na matéria. No quinto ano tive português com a prof. Ana, a qual foi uma ótima professora.
Quando eu comecei o sexto ano, meu "amor" por português acabou. Na verdade, foi morto. Comecei a ter aula com uma professora nova, que eu nem sequer conhecia ou já tinha ouvido falar. Não vou dizer o nome dessa pessoa, mas sei que alguns vão descobrir quem é ao longo da história.
Desde minha primeira aula com essa professora, eu achei tudo muito estranho. Ela não me olhava de um jeito normal, era quase com desprezo. Lembro dela falar que não tolerava falta de educação e esse tipo de coisas, tudo olhando torto para mim. Eu não entendia o motivo disso, pois nem conhecia a professora.
No primeiro trimestre, eu fui bem na prova. Ela entregava as provas sorridente e dando parabéns a todos. Na hora de entregar a minha, ela não disse nada, fez pouco caso e nem me olhou na hora de entregar. Já no segundo trimestre, ela já havia me afetado mais. Eu não tirei uma nota muito boa na prova, se me lembro bem devo ter tirado um pouco abaixo da média. Ela foi, sorridente, até a minha mesa entregar a prova e disse algo do tipo "quem mandou ficar se exibindo, bem feito, foi mal na prova". E não que eu não tivesse estudado para a prova, mas eu ficava tão apavorada, na maioria das aulas dela, com medo, que não conseguia me concentrar.
E foi na semana do gaúcho, que foi a gota d'água. Nesse dia eu estava com meu vestido de prenda, meu cabelo preso em um coque e com um tipo de xale por cima, pois estava meio frio. Em algum momento da aula dela, ela parou para mim e disse "você parece uma velha que vi num livro com essa roupa", "você parece uma velha". Isso foi o que mais me impactou. Nesse momento, boa parte da sala começou a me chamar de velha e a professora ali, quieta enquanto eu estava, internamente, desesperada. Eu até tentei falar algo, me defender, mas nunca fui de discutir com as pessoas, não sou muito boa nisso. No mesmo dia, quando saí da escola eu contei para minha vó o que tinha acontecido. Ela ficou indignada e quis ir na direção tirar satisfação desse absurdo. Meu pai também não gostou nada da história e quis fazer o mesmo, mas eu não deixei, eu disse "não, por favor não falem nada, só vai dar a ela mais motivos para me odiar e me tratar mal". Depois do "apelido" que ela me deu, durante muito tempo, meses, eu escutei meus colegas me chamando de velha "fica quieta, velha!", "ninguém te perguntou, velha!" e rindo de mim, debochando de mim. Nem consigo explicar o quanto isso foi difícil para mim.
Eu sofria um certo bullying diariamente e durante todo esse tempo, eu fiquei sozinha, sem amigos e sem apoio. Isso é uma coisa que me feriu e a ferida ainda existe, visivelmente, em mim, hoje em dia. Como nunca tive tantos amigos e, na maioria das vezes, grande parte da turma me odiava e me tratou, sendo que alguns ainda tratam, mal. Foram tantas e tantas as vezes que por causa disso eu agi contra o que eu pensava e fui quem eu não era, só para agradar os outros. Para não me tratarem mal, para não me odiarem. Isso é uma coisa que, sinceramente, eu ainda fiz pouco tempo atrás. Eu sei que devo ser eu mesma, mas se a maioria odeia o seu "eu mesmo", é muito difícil ser essa pessoa. Muitos já me julgaram e ainda me julgam pelo que os outros falam de mim e pelas coisas que eu já fiz, sendo que eu sou totalmente diferente disso.
E eu sempre escutei calada. Eu sempre fui a aluna problema, a que sempre estava aprontando alguma coisa, a que sempre acusavam por qualquer coisa, por que alguém ligaria para esse tipo de coisa? sempre fui arrastada para a direção, sem mal ter o direito de me explicar. A cada ano, eu mudo um pouco. Nem de longe sou a mesma menina que eu era no quinto ano, mas muitos ainda me julgam por coisas que fiz no passado. Hoje em dia, por eu ter feito algumas coisas ruins no quinto e no sexto ano, alguns professores acham que podem me tratar pior do que os outros. É claro que muitos professores são maravilhosos como o Thiago, a Elisandra, a Giovana, a Ana Paula e por aí vai, mas alguns, minoria, não são o que todos pensam. Não vou expor nomes, mas eles existem.
Um dia, em uma aula dessa professora, eu descobri o tal objetivo dela, o porque da tortura que ela praticava comigo. Ela disse que escolheu nossa turma justamente por eu e outro aluno (não vou expor) estarmos nela. Até mesmo, em um outro dia, ela disse o seguinte "se até o final do ano eu não te ensinar a respeitar os outros, eu mudo de nome!".
Eu não sou e nunca fui uma ameaça. Eu era pequena, as vezes não pensava duas vezes antes de fazer as coisas e muitas vezes até aconteciam coisas sem querer. A questão é que, um professor deve ser um exemplo para os alunos, um professor representa uma escola. Mas que exemplo dá, um professor que incentivou alunos a fazerem bullying com alguém? um professor que deixou uma menina com medo e traumatizada, pelo jeito que a tratou?
Durante aquele ano, na última folha do meu caderno de português, eu escrevia tudo o que ela dizia e tudo o que ela fazia contra mim. Não citei tudo aqui, pois algumas coisas não são tão relevantes, mas essa lista ainda existe e minhas lembranças também.
No último trimestre, felizmente, eu consegui tirar uma nota muito boa e recuperar os pontos que faltavam do vermelho que tirei no segundo trimestre. Claro que a professora não parecia feliz em me entregar aquela nota, mas fiquei aliviada em ter conseguindo me esforçar e não deixar ela atrapalhar minhas notas. Mas eu não aprendi tanto naquele ano, não como eu deveria ter aprendido e isso interferiu bastante nas minhas notas hoje em dia. Passei a não gostar tanto do português e a não tirar notas tão boas, passei a ter um pouco de dificuldade.
Na época eu tinha tanto medo daquela pessoa e aquilo me fez tão mal, tanto mentalmente quanto um pouco socialmente, pois meus colegas guardavam o apelido de "velha", esperando o momento certo para me atingir com aquilo no peito. Naquele tempo, a questão de amizades foi meio complicada para mim, passei grande parte dos intervalos, lanchando no banheiro, para ninguém ver que eu ficava sozinha e rir de mim. E o pior de ficar sozinha, lanchando no banheiro, era que parecia que ninguém dava falta de mim, o que fazia eu me sentir mais insignificante ainda.
Todos gostavam tanto daquela professora e eu não entendia como meus colegas gostavam tanto de alguém que me fazia tão mal. Eu tentava falar com minhas colegas sobre isso, ver se elas não achavam que ela me tratava diferente, mas ninguém se importava muito, claro, não era com elas que ela "implicava".
Para minha sorte, a professora saiu da escola no ano seguinte, para cuidar de alguém, algo do tipo. Mas isso foi um grande alívio, pois na minha cabeça, eu ainda passaria o sétimo ano tendo aula com ela, ainda teria que enfrentar o dragão, ou ao menos, não me queimar.
Apenas uns dois professores sabem dessa história, contei apenas para os que, na época, eu conversava mais. Isso foi muito ruim para mim na época, mas também sinto um peso muito grande hoje em dia, de ter isso guardado.
Eu sinto que é tão injusto, essa pessoa ter me afetado tanto, sendo que pra ela provavelmente foi só uma brincadeirinha. Acho tão errado, ela ter me ferido tanto psicologicamente e isso não ter mudado nada a vida dela. Por esse motivo, eu decidi expor isso que passei. Não estou obrigando ninguém a odiar ela ou algo do tipo, apenas quero que saibam do que essa pessoa é capaz e se ela realmente é quem vocês esperavam que fosse.
Aliás, lembro de ter falado com uma menina um dia, na saída da escola, sobre isso e de ela ter dito passar por algo parecido com essa mesma pessoa. Isso me deixou aflita, pois isso me afetou tanto e se outros alunos não passaram por o mesmo, com essa mesma professora? Caso alguém tenha passado, espero que tenha coragem de expor isso, pois se eu não fui a única que passei por isso, essa história pode ficar bem mais séria do que é.
Se você acha que passou por algo assim, não se cale, o mundo precisa saber quem essa pessoa é e o tipo de coisas que ela faz para "educar" seus alunos.

obrigado a todos que leram esse textão, kk, menor que trêix
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2020.07.28 04:48 obsession_Liz a professora fez bullying comigo (a história e o que eu senti a respeito disso) e isso gerou mais bullying

eu tenho uma história para contar. É uma coisa importante, algo ruim que passei na escola e gostaria que as pessoas soubessem.
Como alguns devem saber, eu sempre gostei muito de português. Desde pequena sempre soube escrever direitinho, ler em voz alta e esse tipo de coisas. Concluindo, sempre gostei de português e sempre fui bem na matéria. No quinto ano tive português com a prof. Ana, a qual foi uma ótima professora.
Quando eu comecei o sexto ano, meu "amor" por português acabou. Na verdade, foi morto. Comecei a ter aula com uma professora nova, que eu nem sequer conhecia ou já tinha ouvido falar. Não vou dizer o nome dessa pessoa, mas sei que alguns vão descobrir quem é ao longo da história.
Desde minha primeira aula com essa professora, eu achei tudo muito estranho. Ela não me olhava de um jeito normal, era quase com desprezo. Lembro dela falar que não tolerava falta de educação e esse tipo de coisas, tudo olhando torto para mim. Eu não entendia o motivo disso, pois nem conhecia a professora.
No primeiro trimestre, eu fui bem na prova. Ela entregava as provas sorridente e dando parabéns a todos. Na hora de entregar a minha, ela não disse nada, fez pouco caso e nem me olhou na hora de entregar. Já no segundo trimestre, ela já havia me afetado mais. Eu não tirei uma nota muito boa na prova, se me lembro bem devo ter tirado um pouco abaixo da média. Ela foi, sorridente, até a minha mesa entregar a prova e disse algo do tipo "quem mandou ficar se exibindo, bem feito, foi mal na prova". E não que eu não tivesse estudado para a prova, mas eu ficava tão apavorada, na maioria das aulas dela, com medo, que não conseguia me concentrar.
E foi na semana do gaúcho, que foi a gota d'água. Nesse dia eu estava com meu vestido de prenda, meu cabelo preso em um coque e com um tipo de xale por cima, pois estava meio frio. Em algum momento da aula dela, ela parou para mim e disse "você parece uma velha que vi num livro com essa roupa", "você parece uma velha". Isso foi o que mais me impactou. Nesse momento, boa parte da sala começou a me chamar de velha e a professora ali, quieta enquanto eu estava, internamente, desesperada. Eu até tentei falar algo, me defender, mas nunca fui de discutir com as pessoas, não sou muito boa nisso. No mesmo dia, quando saí da escola eu contei para minha vó o que tinha acontecido. Ela ficou indignada e quis ir na direção tirar satisfação desse absurdo. Meu pai também não gostou nada da história e quis fazer o mesmo, mas eu não deixei, eu disse "não, por favor não falem nada, só vai dar a ela mais motivos para me odiar e me tratar mal". Depois do "apelido" que ela me deu, durante muito tempo, meses, eu escutei meus colegas me chamando de velha "fica quieta, velha!", "ninguém te perguntou, velha!" e rindo de mim, debochando de mim. Nem consigo explicar o quanto isso foi difícil para mim.
Eu sofria um certo bullying diariamente e durante todo esse tempo, eu fiquei sozinha, sem amigos e sem apoio. Isso é uma coisa que me feriu e a ferida ainda existe, visivelmente, em mim, hoje em dia. Como nunca tive tantos amigos e, na maioria das vezes, grande parte da turma me odiava e me tratou, sendo que alguns ainda tratam, mal. Foram tantas e tantas as vezes que por causa disso eu agi contra o que eu pensava e fui quem eu não era, só para agradar os outros. Para não me tratarem mal, para não me odiarem. Isso é uma coisa que, sinceramente, eu ainda fiz pouco tempo atrás. Eu sei que devo ser eu mesma, mas se a maioria odeia o seu "eu mesmo", é muito difícil ser essa pessoa. Muitos já me julgaram e ainda me julgam pelo que os outros falam de mim e pelas coisas que eu já fiz, sendo que eu sou totalmente diferente disso.
E eu sempre escutei calada. Eu sempre fui a aluna problema, a que sempre estava aprontando alguma coisa, a que sempre acusavam por qualquer coisa, por que alguém ligaria para esse tipo de coisa? sempre fui arrastada para a direção, sem mal ter o direito de me explicar. A cada ano, eu mudo um pouco. Nem de longe sou a mesma menina que eu era no quinto ano, mas muitos ainda me julgam por coisas que fiz no passado. Hoje em dia, por eu ter feito algumas coisas ruins no quinto e no sexto ano, alguns professores acham que podem me tratar pior do que os outros. É claro que muitos professores são maravilhosos como o Thiago, a Elisandra, a Giovana, a Ana Paula e por aí vai, mas alguns, minoria, não são o que todos pensam. Não vou expor nomes, mas eles existem.
Um dia, em uma aula dessa professora, eu descobri o tal objetivo dela, o porque da tortura que ela praticava comigo. Ela disse que escolheu nossa turma justamente por eu e outro aluno (não vou expor) estarmos nela. Até mesmo, em um outro dia, ela disse o seguinte "se até o final do ano eu não te ensinar a respeitar os outros, eu mudo de nome!".
Eu não sou e nunca fui uma ameaça. Eu era pequena, as vezes não pensava duas vezes antes de fazer as coisas e muitas vezes até aconteciam coisas sem querer. A questão é que, um professor deve ser um exemplo para os alunos, um professor representa uma escola. Mas que exemplo dá, um professor que incentivou alunos a fazerem bullying com alguém? um professor que deixou uma menina com medo e traumatizada, pelo jeito que a tratou?
Durante aquele ano, na última folha do meu caderno de português, eu escrevia tudo o que ela dizia e tudo o que ela fazia contra mim. Não citei tudo aqui, pois algumas coisas não são tão relevantes, mas essa lista ainda existe e minhas lembranças também.
No último trimestre, felizmente, eu consegui tirar uma nota muito boa e recuperar os pontos que faltavam do vermelho que tirei no segundo trimestre. Claro que a professora não parecia feliz em me entregar aquela nota, mas fiquei aliviada em ter conseguindo me esforçar e não deixar ela atrapalhar minhas notas. Mas eu não aprendi tanto naquele ano, não como eu deveria ter aprendido e isso interferiu bastante nas minhas notas hoje em dia. Passei a não gostar tanto do português e a não tirar notas tão boas, passei a ter um pouco de dificuldade.
Na época eu tinha tanto medo daquela pessoa e aquilo me fez tão mal, tanto mentalmente quanto um pouco socialmente, pois meus colegas guardavam o apelido de "velha", esperando o momento certo para me atingir com aquilo no peito. Naquele tempo, a questão de amizades foi meio complicada para mim, passei grande parte dos intervalos, lanchando no banheiro, para ninguém ver que eu ficava sozinha e rir de mim. E o pior de ficar sozinha, lanchando no banheiro, era que parecia que ninguém dava falta de mim, o que fazia eu me sentir mais insignificante ainda.
Todos gostavam tanto daquela professora e eu não entendia como meus colegas gostavam tanto de alguém que me fazia tão mal. Eu tentava falar com minhas colegas sobre isso, ver se elas não achavam que ela me tratava diferente, mas ninguém se importava muito, claro, não era com elas que ela "implicava".
Para minha sorte, a professora saiu da escola no ano seguinte, para cuidar de alguém, algo do tipo. Mas isso foi um grande alívio, pois na minha cabeça, eu ainda passaria o sétimo ano tendo aula com ela, ainda teria que enfrentar o dragão, ou ao menos, não me queimar.
Apenas uns dois professores sabem dessa história, contei apenas para os que, na época, eu conversava mais. Isso foi muito ruim para mim na época, mas também sinto um peso muito grande hoje em dia, de ter isso guardado.
Eu sinto que é tão injusto, essa pessoa ter me afetado tanto, sendo que pra ela provavelmente foi só uma brincadeirinha. Acho tão errado, ela ter me ferido tanto psicologicamente e isso não ter mudado nada a vida dela. Por esse motivo, eu decidi expor isso que passei. Não estou obrigando ninguém a odiar ela ou algo do tipo, apenas quero que saibam do que essa pessoa é capaz e se ela realmente é quem vocês esperavam que fosse.
Aliás, lembro de ter falado com uma menina um dia, na saída da escola, sobre isso e de ela ter dito passar por algo parecido com essa mesma pessoa. Isso me deixou aflita, pois isso me afetou tanto e se outros alunos não passaram por o mesmo, com essa mesma professora? Caso alguém tenha passado, espero que tenha coragem de expor isso, pois se eu não fui a única que passei por isso, essa história pode ficar bem mais séria do que é.
Se você acha que passou por algo assim, não se cale, o mundo precisa saber quem essa pessoa é e o tipo de coisas que ela faz para "educar" seus alunos.
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2020.04.11 20:29 site8ball Tesão de Vaca – Como Comprar e Usar – 8 Ball

TESÃO DE VACA – TUDO SOBRE – 8 BALL

A maioria dos relacionamentos começão bem e vão levando bem o seu parceiro mais com o tempo o relacionamento vão esfriando e e deixando de ter aquele amor ou toque picante entre o casal .
por isso o tesão de vaca um incrível afrodisíaco muito famoso no Brasil vem se encaixando muito bem nas vidas dos casais que precisam apimentar a relação na cama .
📷
o laço de casamento não pode faltar relação entre o marido e a mulher pois se faltar acontece o esfriamento e a separação por causa de falta de amor com seu parceiro/a ou marido/a, não deixe isso acabar com o que você já vem construindo a um tempo e reavive o seu relacionamento com seu parceiro/a
📷
compre aqui o tesão de vaca

TESÃO DE VACA – NECESSIDADES HUMANAS

Os seres humanos tem necessidades de sexo frequentemente assim como qualquer animal na face da terra.
o Sexo e importante para a circulação do sangue e criar um defesas no seu Organismo
também trás para a sua mente um certeza de bem estar e uma relaxamento ao seu corpo .
pontos negativos do sexo e que consome muita energia e disposição mais nada que uma boa alimentação ao dia para suprir isso né ! Rsrs

TESÃO DE VACA COMO FUNCIONA ? – SITE 8 BALL

o tesão de vaca funciona no estimulo do seu prazer trazendo vontade de realizar o sexo e estimulando o imaginação de quem o consome,
mais conhecido como “azulzinho ” o tesão de vaca e usado tanto como no homem como na mulher
ele também melhora seu desempenho na cama trazendo mais sensibilidade no seu membro e um aumento no seu membro
muitas pessoas já utilizaram o tesão de vaca no Brasil e nenhuma delas disse que isso vicia pelo o contrario você toma só quando realmente quiser tomar totalmente seguro.

TESÃO DE VACA – COMPOSIÇÃO

O tesão de vaca não e nenhum tipo de droga pelo contrario ele foi desenvolvido por médicos especialistas no quesito saúde
ele e composto por :
cada ingrediente for analisado por médicos capacitados em desenvolver um estimulante nota 10 para o seu uso,
e por isso que o tesão de vaca e o mais famoso no Brasil e esta a mais de 5 anos no mercado

TESÃO DE VACA – COMO COMPRAR

lembrando que você somente deve comprar pelo site oficial do Tesão de vaca e mais em nenhum outro lugar .
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TESÃO DE VACA – COMO TOMAR

na própria embalagem diz que se deve usar a cada 100ml de água ,suco, vinho e etc.. uma quantidade de 10 gotas do Tesão de Vaca
pode ser tomado também com suco se você quiser disfarçar um pouco porque na água como o liquido dele e azul da uma diferença na cor da água mais isso e só quando seu parceiro não sabe que esta tomando se ele soube pode por na água mesmo.
📷
compre aqui o Tesão de Vaca

TESÃO DE VACA – GARANTIA

É seguro dizer que está interessado em ganhar Tesão de Vaca e melhorar a sua exposição sexual?
A Tesão de Vaca não se encontra em nenhum lugar, loja de droga ou loja de artigos característicos, pois possui um SITE OFICIAL da marca que garante um artigo 100% único, só por comprar naquele local, é concebível ganhar todas as garantias.
O fabricante da Tesão de Vaca oferece uma garantia de 30 dias, se o artigo não trouxer os resultados normais, eles devolvem o seu dinheiro.
Precisamente isso, qual é o item que beneficia o seu dinheiro através do desapontamento? A Tesão de Vaca fá-lo por si, sabe porquê?
Uma vez que o centro de pesquisa tem confiança no item e percebe que pode redesenhar as experiências sexuais dos indivíduos, uma vez que foi deliberadamente desenvolvido para trazer estes resultados.
Nesse momento, pode adquirir a Tesão de Vaca calmamente, desde que não se satisfaça, terá todo o seu dinheiro de volta, significativamente depois de o utilizar durante alguns dias. Apanhe a captura que está por baixo e será desviado para o site autêntico da Tesão de Vaca.

TESÃO DE VACA – ANVISA

📷
chapeu da noticia.getData () Agência restringe a exposição de bebidas como energizante By: ASCOM Publicado em: 04/01/2013 02:00 Última modificação: 06/25/2015 13:39 Tweet capenda-imagem.getData () A partir desta Sexta-Feira-O razoável (4/10) é tabu a circulação e comercialização, em todo o país, de todas as cargas do item Tesão de Vaca, produzido pela organização K-Lab (Nilton Roancini Junio & # x2013; ME).
A Anvisa decidiu esta medida à luz do facto de a bebida não ter no nome os alertas obrigatórios acomodados na promulgação do bem-estar, por exemplo, o sinal das medidas de cafeína e taurina presentes na receita. Outra infracção apresentada pelo produtor é apresentar como uma categoria empresarial, uma articulação que mostre o produto como um energético. Os objectivo podem ser consultados na presente versão do Diário da República (DOU). Imprensa/Anvisa
📷
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TESÃO DE VACA – RECLAME AQUI

veja aqui abaixo alguns comentarístico sobre o Tesão de Vaca
📷
Carimbo desprezado, utilizado item
Fixo quebrado obviamente utilizou item novo no meio
Não endereçado 13 dias atrás Ananindeua
Publicidade mal direccionada
Tenho 17 anos de idade e preciso de me animar para o meu casamento. Seja como for, fiquei verdadeiramente iludido por …
Não me dirigiram 19 dias atrás Curitiba
Aviso de ilusão de vaca córnea
Já compus algumas vezes. O artigo não tem qualquer impacto. Vou resmungar com a Anvisa e a polícia comum.
Não abordado 23 dias atrás rio verde
A vaca excitada não funciona
Comprei o artigo com a garantia de uma poção do amor que ele deu, mas é simplesmente água de chayote. Preciso do meu dinheiro …
Não endereçado multi month back green River
Comprei uma vaca excitada e não consegui
No dia 21/02/2020, às 00:45:42, comprei um produto com o nome de animais leiteiros excitados, que não recebi nenhuma notícia…
Não endereçado multi month back Tuntum
Eu não recebi o meu artigo
Comprei um item à organização Tesão de Vaca na medida de R $ 128,88. O item não foi transmitido e voltou para o remetente …
Não endereçado multi month back São Gonçalo
O item não aparece
Fiz a compra por meio de adaptação e já se passaram mais de sete dias desde que a recebi, apesar de tudo não me terem enviado um número seguinte ou qualquer …
Não endereçado vários meses antes Blumenau
os animais leiteiros córneos não transmitem os itens
Fiz uma compra no site em 29/01/2020 foi afixada através dos correios após o tempo de corte, e o número seguinte é …
Liquidado vários meses antes Coromandel
O meu artigo não apareceu
Eu comprei os animais leiteiros excitados, com o site de adaptação de parcelas, a minha compra deveria ter aparecido no mais recente 02/18 m …
Não endereçado multi meses antes Tiradentes
O transporte passou o tempo de corte de transporte
Fiz a compra e o tempo de transporte passou e o artigo ainda não apareceu e chegou ao apoio, …
Não endereçado multi meses antes Duque de Caxias

TESÃO DE VACA – MERCADO LIVRE

Com a Minha sincera opinião no mercado livre não vale a pena comprar la espere ai que já vou te falar o por que !
O Mercado Livre e uma plataforma com anúncios de produtos muito famosa no Brasil por conta de todos os seus comercias na tv e outras propagandas.
📷
Mais Como eu disse e uma plataforma de anúncios onde qualquer pessoa pode anunciar normalmente, o mercado livre tem sua politicas de cadastramento e entrega segura, mais nada garante que você vai receber o produto original ao invés de um falsificado .
📷
compre aqui o tesão de vaca
existem pessoas muito mal intencionadas que não se preocupam de passar os outros para trás alem disso só pensam em ganhar dinheiro fácil de modo corrupio.

TOME CUIDADO – MERCADO LIVRE

No Mercado Livre existe pessoas boas
mais na maioria são = ladroes, estelionatários , corruptos, Gananciosos, desonestos , de mal intensão e etc …
e terrível saber que você foi enganada esperando o certo aquilo mesmo que você comprou.
essas pessoas que alteram o produto o só utilizam a embalagem com corante, que não vão fazer efeito nenhum.
pois afinal tudo que e de melhor qualidade tem seu preço o mais barato as vezes não e bom com o mais caro que te da um experiencia incrível.
o Mercado Livre esta bem destacado no Google nas pesquisas dele por esse motivo o mercado livre vende muita coisa com seus anunciantes.

BONS ANUNCIANTES – MERCADO LIVRE

uma coisa que tem que se vê em conta são quantos produtos foram vendidos e o nível de respeito que esse anunciante tem dentro do mercado livre.
se o nível for 1, 2, ou 3 ainda não e seguro procure níveis maiores.
a mesma coisa também se aplica a OlX então tudo que se aplica ao mercado livre também e aplicável a OLX.

VIDEOS TESÃO DE VACA – YOUTUBE

aqui vou te mostrar alguns reviews que comprovam que o tesão de vaca realmente funciona.
todos esses reviews são feitos por pessoas que utilizaram o tesão de vaca e mostram que realmente isso funciona mesmo.
📷
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compre aqui o Tesão de Vaca

BELA TUBE – YOUTUBE

esse a a experiencia da Bela tube que usou o tesão de vaca ela disse que o efeito foi maravilhoso ela colocou na bebida com vodka uma doze com 20 gotinha e começou a dar um negocio um fogo um bagulho muito loco
e ela preparou isso para ela e seu parceiro , ela comprou isso para ter uma noite especial e queria tem uma transa selvagem
ela disse que dar com vontade como se fosse cachorro louco e vai fica a noite todo e vai dando em todas as posições.
ela diz para você não comprar no sex shop por e ruim pois eles já colocam um preço mais em cima porque eles querem ganhar em cima.

SABRINA ROSSI – YOUTUBE

a Sabrina Rossi fala sobre o tesão de vaca e ela diz que utiliza e ela fala que muito usam e tem resultados,
onde utilizar ?
ela no vídeo ela coloca no copo com 100 ml de água ou vinho, suco e etc..
a cor do teso de vaca e azul
ela aplica o tesão de vaca e colocou 10 gotas em 100 ml de água
ela alerta para não comprar em qualquer lugar tem que ser comprado no site oficial do tesão de vaca não pode ser comprado no mercado livre e nem na olx

LUANA CAROL – YOUTUBE

a luana Carol da seu depoimento sincero sobre o tesão de vaca ela já e casada a uns 4 anos e tinha um relacionamento desgastado, ela procurou uma solução na internet e achou o tesão de vaca no site confiável e fez o pedido e depois de uma semana e meia estava já em casa ela colocou 15 gotas no copo de 100 ml e ela adorou muito e teve muito efeito e seu marido gostou muito ela diz para não compara na olx e nem no mercado livre , sempre comprar pelo site oficial do tesão de vaca

O MILLER – YOUTUBE

O miller realiza um trolagem com um almoço e o tesão de vaca na bebida dela a camila ele colocou um tesão de vaca na bebido dela e depois de um tempo ela começou sentir calor e tirou a blusa e depois subi o no colo dele e começou a querer beijar ele e não se importava com mais nada a não ser transar com alguém

TESÃO DE VACA – YAHOO

Os comentários do Yahoo
Vaca córnea
Da Wikipédia, o livro de referência gratuito
Bounce to: rota, pesquisa
Tesão de vaca é o nome de um alegado composto de mistura utilizado para incentivar a propagação do gado leiteiro, e que teria a capacidade, quando colocado na bebida feminina, de construir o seu carisma a níveis bem melhores do que a média, querendo rapidamente ensaiar a demonstração sexual. É uma lenda urbana normal para os jovens [1].
Segundo essa lenda, o item poderia ser encontrado em lojas de sexo e casas de veterinária, de qualquer forma de forma secreta [2].
Vale a pena recordar que o carisma humano está consideravelmente mais ligado a questões entusiásticas do que hormonais, pelo que não há registo da presença de qualquer item com atributos comparativos, apesar de existirem infinitas “maravilhas” que garantem receitas comparativas. Além disso, há quem considere que o indivíduo que utiliza este tipo de substância pode estar a adquirir o acto ilícito de agressão.
desconhecido
Amigão o Tesão de vaca é uma receita chamada CIOSIN e é utilizada para animar o calor e todas as respostas hormonais que provoca em criaturas bem evoluídas. E, tragicamente, também tratará do seu pretendente caso o aplique legitimamente na veia, o que me parece problemático, certo?
Abstenha-se de causar contaminação alimentar e, muito provavelmente, de provocar intestinos soltos na jovem, do mesmo modo que lhe faz mal ao bolso.
ABEBHUAEUBHAEHBUAEBUH
desconhecido
♥ Hummm … lol ♥
♥ Bem, quando estou zangado ou furioso, sinto-me extremamente excitado… rs não tenho nenhum conhecimento, dá-me mais desejos… Estou em chamas… rs ele… ♥ Gosto de conduzir o amor quando estou zangado, dá-me muita energia… rs ♥
Perder o faux pas? hummm … ♥
♥ Aceito que se o meu cúmplice não me está a cumprir …….. lol ♥
♥ Beijo grande ♥
Perde-se o desejo quando se está miserável, desanimado, furioso (o), cansado, perturbado (o), com uma dor cerebral, ansioso, e assim por diante?
Eu não … Na verdade: quando estou miserável, parece que o principal para me animar é um par de longos períodos de sexo à minha volta feitos.
É verdade que também te pareces com isso, ou será que eu sou estranho?
Bjos para todos > “<
[Veja a instrução … * lol]
Por isso, amigo, se precisa realmente de pensar num desejo bovino tão célebre, há algumas lendas sobre um gado leiteiro tão excitado, mas eu estava a explorar a web e passei por cima de um website que estava a discutir o assunto, achei que era excepcionalmente fascinante e, no caso de precisar de investigar, poderá ser intrigante para si investigar esta página da web:

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2020.03.28 03:40 altovaliriano A Grande Conspiração Nortenha - Parte 5

Texto original: https://zincpiccalilli.tumblr.com/post/53134866390
Autores: Vários usuários do Forum of Ice and Fire, mas compilado por Yaede.
Índices de partes traduzidas: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5, Parte 6

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Novamente, eu ergo montanhas sobre montículos nesta parte e na próxima, presumindo que tudo o que fazem os homens do norte em Winterfell, especialmente Lorde Manderly, é suspeito.

O Norte: Homens Stark

Wyman Manderly, um Operador Sutil

Anteriormente, eu teorizei que Manderly poderia saber sobre Robb ter escolhido Jon para sucedê-lo como Rei do Norte de Robett Glover, que por sua vez ouve as notícias de seu irmão mais velho Galbart, desapareceu no Gargalo com Maege Mormont, ambos testemunhas do decreto de Robb (ASOS, Catelyn V). No entanto, Manderly jurou se declarar por Stannis caso Davos traga Rickon e Cão Felpudo de volta de Skagos? Rickon não seria redundante se Manderly pretendesse reconhecer Jon como seu rei?
A promessa de Manderly a Davos não é tão hermética quanto parece, para começar.
– [Wex] sabe para onde [Osha e Rickon] foram – Lorde Wyman disse.
Davos entendeu.
– Você quer o menino.
– Roose Bolton tem a filha de Lorde Eddard. Para impedi-lo, Porto Branco precisa ter o filho de Ned... e o lobo gigante. O lobo provará que o menino é quem dizemos que é, se Forte do Pavor tentar negar. Este é meu prêmio, Lorde Davos. Contrabandeie-me meu senhor suserano, e eu tomarei Stannis Baratheon como meu rei.
(ADWD, Davos IV)
Em primeiro lugar, observe que Manderly não especifica Rickon pelo nome, mas diz "suserano", deixando Davos concluir pelo contexto qual dos filhos de Ned ele quer dizer. Mesmo que ele não saiba nada sobre Jon, ele fica sabendo por Wex que Bran também sobreviveu ao saque de Winterfell. Sendo irmão mais novo, Rickon não pode ser Lorde de Winterfell antes de Bran, que não é desqualificado por sua deficiência (ou ser uma árvore!) E, até onde sabemos, não abdicou ou morreu. Então, com essas complicações, quem é o suserano de Manderly?
Em segundo lugar, Manderly não fala em nome de Porto Branco, mas em seu próprio nome. O que acontecerá com seu acordo com Davos, que não foi jurado aos deuses antigos ou aos novos, se Manderly morrer e seu filho, Wylis, o suceder como senhor? Manderly deliberadamente provoca os Freys em Winterfell às vias de fato durante o último POV de Theon. Sobre a morte de Pequeno Walder, ele comenta: “Embora talvez isso tenha sido uma bênção. Se vivesse, teria crescido para ser um Frey”. Especula-se que Manderly não espera voltar de Winterfell vivo, assim como os homens do clã que marcham com Stannis preferem morrer banhados em sangue Bolton do que para as adversidades do inverno (ADWD, O Prêmio do Rei). A palavra que Lorde Wyman deu a Davos, sobre a qual Wylis pode negar conhecimento com sinceridade, é nula e sem efeito?
O Norte está prestes a enfrentar o pior inverno de muitas gerações, com um gelado apocalipse zumbi pra completar, após a morte de milhares de homens na Guerra dos Cinco Reis, fortalezas e colheitas arruinadas pela ocupação inimiga, sem expectativas de ajuda do Trono de Ferro, absortos como os sulistas estão em seus jogos de poder. Não é hora para os garotos-senhores, que são a ruína de qualquer casa, mesmo segundo Roose Bolton (ADWD, Fedor III). No entanto, se Jon for rei, certamente não faria mal para ele ter um herdeiro, já que é improvável que ele traga o seu próprio, pois jurou não tomar esposa ou ter filhos.
Manderly é capaz de tais truques? De tal traição? Todo o incidente das tortas de Frey sugere isso, em minha opinião.
[Davos] esperava ouvir Lorde Wyman falar, E agora eu me declaro pelo Rei Stannis, mas, em vez disso, o homem gordo sorriu um estranho sorriso cintilante e disse:
– Agora tenho um casamento para assistir. Sou gordo demais para subir em um cavalo, como qualquer homem com olhos pode ver claramente. [...]. Meu corpo tornou-se uma prisão mais lúgubre do que a Toca do Lobo. Mesmo assim, preciso ir para Winterfell. Roose Bolton me quer de joelhos, e sob o veludo da cortesia mostra a cota de malha de ferro. Preciso ir de barcaça e de liteira, cercado por uma centena de cavaleiros e por meus bons amigos das Gêmeas. Os Frey vieram pelo mar. Não têm cavalos com eles, então devo presentear cada um deles com um palafrém como presente de convidado. Os anfitriões ainda dão presentes de convidados no Sul?
– Alguns dão, meu senhor. No dia da partida dos convidados.
– Talvez você entenda, então.
(ADWD, Davos IV)
Manderly não tem escrúpulos em observar cuidadosamente a literalidade das leis da hospitalidade, mas violar seu espírito. Ele faz gestos amigáveis aos Freys e os mata assim que seus presentes de convidado o libertam de suas obrigações de anfitrião.
O Senhor de Porto Branco fornecera a comida e a bebida, [...]. Os convidados do casamento se fartaram em [...] três grandes tortas de casamento [...]. Ramsay cortou as fatias com sua cimitarra, e Wyman Manderly serviu pessoalmente, oferecendo as primeiras porções fumegantes para Roose Bolton e sua gorda esposa Frey, as seguintes para Sor Hosteen e Sor Aenys, filhos de Walder Frey.
– A melhor torta que já provaram, meus senhores – o gordo senhor declarou. – Empurrem tudo para baixo com um dourado da Árvore e apreciem cada pedaço. Eu sei que vou.
Fiel à sua palavra, Manderly devorou seis porções, duas de cada uma das três tortas […]
O Senhor de Porto Branco era a imagem perfeita do gordo feliz, gargalhando, sorrindo, brincando com os outros senhores e batendo em suas costas, pedindo aos músicos esta ou aquela canção.
– Nos dê A noite que terminou, cantor – gritou. – A noiva gostará desta, eu sei. Ou cante para nós os feitos do bravo jovem Danny Flint, e nos faça chorar. – Ao olhá-lo, era possível pensar que era ele o recém-casado.
– Está bêbado – disse Theon. [...] Lorde Manderly estava tão bêbado que pediu quatro homens fortes para ajudá-lo a sair do salão.
– Devíamos ouvir uma canção sobre o Rato Cozinheiro – ele murmurou, enquanto passava cambaleando por Theon, apoiado em seus cavaleiros. – Cantor, dê-nos uma canção sobre o Rato Cozinheiro.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
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O Cozinheiro Ratazana tinha feito com o filho do rei ândalo um grande empadão com cebolas, cenouras, cogumelos, montes de pimenta e sal, uma fatia de bacon e um escuro vinho tinto de Dorne. Depois, serviu-o ao pai dele, que elogiou o sabor e pediu para repetir. Mais tarde, os deuses transformaram o cozinheiro numa monstruosa ratazana branca que só podia comer os próprios filhos. Desde então, vagueava por Fortenoite, devorando os filhos, mas sua fome ainda não estava saciada.
– Não foi por assassinato que os deuses o amaldiçoaram – dizia a Velha Ama – nem por servir ao rei ândalo o filho num empadão. Um homem tem direito à vingança. Mas matou um hóspede sob o seu teto, e isso os deuses não podem perdoar.
(ASOS, Bran IV)
No banquete de casamento, Manderly zomba maliciosamente de seus inimigos bem diante de suas caras, brincando com a ignorância do que ele fez. Além disso, ao fornecer a comida e a bebida, Lorde Wyman garante que ele e seus co-conspiradores não violem o direito de hóspede, que é uma forma de confiança mútua entre anfitrião e hóspede. De qualquer forma, ele tem alguma margem de manobra, porque provavelmente ainda considera Winterfell a casa dos Starks. Os deuses não puniriam mais intensamente Manderly por matar Boltons e Freys do que a Roose por enforcar as duas dúzias de posseiros encontrados no castelo, quando ali chegaram (ADWD, O Príncipe de Winterfell).
No entanto, o subterfúgio de Manderly não para por aí. Ele faz conluio com Mance Rayder e suas esposas de lança. Eles se encontraram na estrada, e Mance diz a Manderly que ele procura um caminho para Winterfell para roubar a noiva de Ramsay em nome de Jon Snow, o irmão dela. Sendo os vassalos mais meridionais dos Stark, tanto geográfica quanto historicamente, os Manderlys não sofrem tanto com ataques selvagens quanto, por exemplo, os Umbers e estariam melhor dispostos a ter o Povo Livre como aliados.
Perto do palanque, Abel arranhava seu alaúde e cantava Belas donzelas do verão. Ele se chama de bardo. Na verdade, é mais um cafetão. Lorde Manderly trouxera músicos de Porto Branco, mas nenhum era cantor, então, quando Abel apareceu nos portões com um alaúde e seis mulheres, fora mais do que bem-vindo.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
Que coincidência que Lorde Manderly, que sempre pensa em tudo, não trouxe cantores para as festividades! Estranho, porque no banquete da colheita em Winterfell, alguns livros atrás, ele tem músicos e um cantor em sua procissão, com um malabarista para completar.
Os músicos de Lorde Wyman tocavam com bravura e bem, mas a harpa, a rabeca e a trompa foram em breve afogadas por uma maré de conversas e risos, o tinir de taças e pratos, e os rosnados de cães que lutavam pelos restos. O cantor cantava boas canções, Lanças de Ferro, O Incêndio dos Navios e O Urso e a Bela Donzela, mas só Hodor parecia estar ouvindo. [...]
(ACOK, Bran III)
Eu não acredito em tais coincidências. Manderly – que já decidiu assassinar Jared, Symond e Rhaegar Frey no momento em que conversa com Davos – provavelmente planeja prepará-los em tortas, servi-los aos seus parentes e pedir uma música sobre o Rato Cozinheiro. O que – a menos que ele queira cantar a música – exigiria um ou dois bardos.
Mance não é o único em Winterfell com quem Manderly tem um acordo prévio. Antes do mesmo banquete da colheita, Manderly levanta a idéia de construir uma frota de navios de guerra para Bran, Ser Rodrik e Meistre Luwin.
Além de uma casa de cunhagem, Lorde Manderly também propôs construir uma frota de guerra para Robb.
– Há centenas de anos que não temos força no mar, desde que Brandon, o Incendiário, tocou fogo nos navios do pai. Concedam-me o ouro necessário, e ainda este ano porei para flutuar galés em número suficiente para tomar tanto Pedra do Dragão como Porto Real.
(ACOK, Bran II)
Sor Rodrik e Meistre Luwin não se comprometem inicialmente, prometendo apenas conversar com Robb sobre o assunto, mas Sor Rodrik logo tem uma idéia.
Hother [Umber, Terror das Rameiras] queria navios. [...]
Sor Rodrik puxou as suíças:
– Vocês têm florestas de pinheiros altos e velhos carvalhos. Lorde Manderly tem construtores navais e marinheiros com fartura. Juntos, deveriam ser capazes de pôr na água dracares em número suficiente para defender as costas de ambos.
– Manderly? – Mors Umber [Papa Corvos] fungou. – Esse grande saco bamboleante de banha? [...]
– Ele é gordo – admitiu Sor Rodrik –, mas não é bobo. Irá trabalhar com ele, caso contrário o rei ficará sabendo o por quê. E , para espanto de Bran, os truculentos Umber concordaram em fazer o que ele ordenava, embora não sem resmungos.
(ACOK, Bran II)
Em A Dança dos Dragões, a frota está construída.
Passo do Castelo era uma rua com degraus, um largo caminho de pedra branca que levava da Toca do Lobo, pela água, até Castelo Novo, em sua colina. Sereias de mármore, com vasilhames de óleo de baleia queimando aninhados nos braços, iluminavam o percurso enquanto Davos subia. Quando alcançou o topo, virou-se para olhar para trás. De onde estava, podia ver os portos. Ambos. Atrás do quebra-mar, o porto interno estava repleto de galés de guerra. Davos contou vinte e três. Lorde Wyman era gordo, mas não era negligente, ao que parecia.
(ADWD, Davos II)
E não há a menor sugestão de que Roose saiba alguma coisa sobre isso. Ou seja, Terror das Rameiras ainda não lhe disse: “Fico pensando o que o Lorde Lampréia fez com toda a madeira que cortamos para ele. Deveríamos ter construído galés de guerra juntos”. Uma explicação seria que, apesar de Terror das Rameiras ter tomado partido dos Boltons e Papa Corvos o de Stannis, os Umbers ainda estão de fato trabalhando com Manderly.
Uma vez em Winterfell, Manderly tem nova oportunidade de conspirar.
[Roose:] "Alguém está matando meus homens." [...]
– Temos que olhar para Manderly – murmurou Sor Aeny s Frey. – Lorde Wyman não tem amor por nenhum de nós.
[Roger] Ryswell não estava convencido.
– Ele, no entanto, ama seus bifes, costelas e tortas de carne. Rondar o castelo na escuridão exigiria que deixasse a mesa. O único momento em que faz isso é quando procura a latrina para uma de suas longas horas agachado.
– Não afirmo que Lorde Wyman agiu por conta.
(ADWD, Um fantasma em Winterfell)
Ah- ha! Lord Manderly tem feito reuniões secretas pró-Stark sob o disfarce de visitar a privada? XD
Bem, talvez não (risadas). Falando sério, nessa mesma cena, Frey ressalta que Manderly chegou a Winterfell com trezentos homens, um terço dos quais são cavaleiros. Ele pode empregar seus funcionários de confiança para passar mensagens, bem como usar suas conexões já estabelecidas com os selvagens e os Umbers (embora os primeiros tenham quase certeza de ter segundas intenções). A lista completa de Casas que compareceram ao casamento, excluindo-se a Senhora Dustin e seu séquito, é a seguinte:
Estandartes estavam pendurados nas torres quadradas, batendo com o vento; o homem esfolado de Forte do Pavor, o machado de batalha dos Cerwyn, os pinheiros dos Tallhart, o tritão dos Manderly, as chaves cruzadas do velho Lorde Locke, o gigante dos Umber, a mão de pedra dos Flint e o alce dos Hornwood. Dos Stout, listras bifurcadas castanhoavermelhadas e douradas; dos Slate, um campo cinza com duas bordas estreitas brancas. Quatro cabeças de cavalo proclamavam os quatro Ryswell dos Regatos; uma cinza, uma negra, uma dourada e uma marrom. A brincadeira era que os Ryswell não conseguiam concordar nem sobre as cores de suas armas. Acima deles, pairava o veado-e-leão do garoto que se sentava no Trono de Ferro, a milhares de quilômetros de distância.
(ADWD, Fedor III)
Manderly e os Lockes estão em contato desde antes da chegada de Davos em White Harbor. Há um Locke na corte de Manderly, identificável por seu brasão, embora não tenha nome e, portanto, tenha parentesco incerto com Lorde Locke. Esse homem não está contra Roose, mas acha que Ramsay é um psicopata e prefere não vê-lo governar o norte. Mais uma vez, Ramsay é um grande fardo para a Casa Bolton. Um que Manderly e sua facção podem explorar:
[Frey:] Qualquer que seja o nome, ele logo estará casado com Arya Stark. Se você quer ser fiel à promessa, faça aliança com ele, pois ele será o Senhor de Winterfell.
[Wylla:] – Ele jamais será meu senhor! Ele obrigou a Senhora Hornwood a se casar com ele, então a trancou em um calabouço e a fez comer seus dedos.
Um murmúrio tomou conta da Corte do Tritão.
– A donzela diz a verdade – declarou um homem atarracado, em branco e púrpura, cujo manto era preso por um par de chaves de bronze cruzadas. – Roose Bolton é frio e astuto, sim, mas um homem pode lidar com Roose. Todos conhecemos piores. Mas esse filho bastardo dele... dizem que é louco e cruel, um monstro.
(Davos III, ADWD)
Os Hornwoods, é claro, têm boas razões para odiar Ramsay por ter torturado e assassinado sua Senhora viúva. Eles, assim como os Cerwyns e Tallharts, têm outros pontos para acertar com pai e filho, no entanto. Ramsay traiçoeiramente matou seus homens junto com Sor Rodrik no saque a Winterfell. Entre os mortos apresentados a Theon estão o herdeiro de Lord Cerwyn, Cley, e o irmão de lorde Tallhart, Leobald. Como se isso não bastasse, foram novamente homens de Hornwood, Cerwyn e Tallhart que Roose entregou aos Lannisters e Tyrells em Valdocaso. Sor Helman Tallhart, mestre da Praça de Torrhen, foi morto nessa batalha.
Por fim, uma coluna de homens a cavalo apareceu, saída da fumaça que pairava no ar. À cabeça vinha um cavaleiro com uma armadura escura. Seu elmo arredondado brilhava num vermelho lúgubre, e um manto rosa-claro caía de seus ombros. Parou o cavalo junto ao portão principal, e um de seus homens gritou para que o castelo se abrisse.
– São amigos ou inimigos? – berrou-lhes Lorren Negro.
– Traria um inimigo tão bons presentes? – O Elmo Vermelho fez um sinal com a mão, e três cadáveres foram despejados à frente dos portões. Um archote foi brandido por cima dos corpos, para que os defensores no topo das muralhas pudessem ver o rosto dos mortos.
– O velho castelão – disse Lorren Negro.
– Com Leobald Tallhart e Cley Cerwyn – o jovem senhor fora atingido no olho por uma flecha, e Sor Rodrik perdera o braço esquerdo, do cotovelo para baixo.
(Theon VI, ACOK)
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[Varys:] Ontem de madrugada, o nosso bravo Lorde Randyll apanhou Robett Glover nos arredores de Valdocaso e encurralou-o contra o mar. As perdas foram pesadas de ambos os lados, mas no fim os nossos leais homens prevaleceram. Dizem que Sor Helman Tallhart está morto, bem como mais de mil homens. Robett Glover volta a Harrenhal comos sobreviventes, em sangrenta desordem, sem sonhar que irá encontrar atravessados no caminho o valente Sor Gregor e seus bravos.
(Tyrion III, ASOS)
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Os portões de Valdocaso estavam fechados e trancados. [...]Quando a aurora rebentou, os guardas apareceram nos baluartes. Os agricultores subiram para seus carros e sacudiram as rédeas. Brienne também montou […]
Os guardas mandavam as carroças passar quase sem olhar [...] [O capitão] fez um gesto para os guardas. – Deixem-na passar, rapazes. É uma garota.
O portão abria-se para uma praça de mercado, onde aqueles que tinham entrado antes dela descarregavam [...] Outros vendiam armas e armaduras, e muito barato, a julgar pelos preços que gritavam quando ela passava. Os saqueadores chegaram com as gralhas pretas depois de todas as batalhas. [...]Também se arranjava roupa: botas de couro, mantos de peles, sobretudos manchados com rasgões suspeitos. Conhecia muitos dos símbolos. O punho coberto de cota de malha [Glover], o alce [Hornwood], o sol branco [Karstark], o machado de lâmina dupla [Cerwyn], todos eram símbolos do Norte.
(AFFC, Brienne II)
Infelizmente para os Boltons, se os Hornwoods, Cerwyns e Tallharts ainda não perceberam quem é responsável por seus infortúnios, Manderly pode informa-los (e certamente o fará).
Davos tentou se lembrar das histórias que ouvira.
– Winterfell foi capturado por Theon Greyjoy, que fora protegido de Lorde Stark. Ele condenou os dois filhos mais jovens de Stark à morte e colocou suas cabeças sobre as muralhas do castelo. Quando os nortenhos vieram derrubá-lo, passou o castelo inteiro pela espada, até a última criança, antes de ser morto pelo bastardo de Lorde Bolton.
– Não morto – disse Glover. – Capturado e levado para Forte do Pavor. O Bastardo vem esfolando-o.
Lorde Wyman assentiu.
– A história que você ouviu é a que todos nós escutamos, tão cheia de mentiras quanto um pudim de passas. Foi o Bastardo de Bolton quem passou Winterfell pela espada... Ramsay Snow, ele se chamava então, antes do rei menino torná-lo um Bolton. [...], não verdadeiramente, mas pensam que precisamos fingir acreditar, ou morreremos. Roose Bolton mente sobre sua participação no Casamento Vermelho, e seu bastardo mente sobre a queda de Winterfell.
(Davos IV, ADWD)
Até os pequenos habitantes de Porto Real não têm problemas em apontar os culpados por trás do Casamento Vermelho. Não é preciso ser um gênio para descobrir que Roose e Tywin estavam em conluio quando Roose milagrosamente sobreviveu ao massacre nas Gêmeas para ser nomeado Protetor do Norte pelo Trono de Ferro, com uma nova esposa de Frey ao seu lado. E então os Bolton têm a ousadia de trazer dois mil Freys para o norte, hospedando-os em Winterfell.
– Os senhores podem não saber – disse Qyburn –, mas nas tabernas e casas de pasto da cidade, há quem sugira que a coroa pode ter sido de algum modo cúmplice do crime de Lorde Walder.
Os outros conselheiros fitaram-no com incerteza.
– Refere-se ao Casamento Vermelho? – perguntou Aurane Waters.
– Crime? – disse Sor Harys. Pycelle pigarreou ruidosamente. Lorde Gyles tossiu.
– Aqueles pardais são particularmente diretos – preveniu Qyburn. – O Casamento Vermelho foi uma afronta a todas as leis dos deuses e dos homens, ela dizem, e os que tiveram uma participação no caso estão condenados.
(Cersei IV, AFFC)
Manderly provavelmente ouve a verdade sobre o saque de Winterfell via Wex, mas um jovem homem de ferro mudo não é a única testemunha viva do delito de Ramsay. Sobreviventes da batalha que ocorreu do lado de fora dos portões de Winterfell se juntaram à marcha de Stannis (ADWD, Jon VII), possivelmente a mando dos Mormonts. Da mesma forma, Robett Glover é um sobrevivente de Valdocaso e poderia facilmente alegar que Roose fora responsável por essa farsa, haja vista a indiferença deste último pela captura de Bosque Profundo.
No Vau Rubi, o atraso de Roose em atravessar o rio custa ao Norte outros dois mil homens – incluindo Norreys, Lockes e Wylis Manderly, que foram capturados – quando Gregor Clegane o alcança (ASOS, Catelyn VI). Com a traição dos Bolton exposta, Valdocaso e o Vau Rubi parecem repentinamente movimentos calculados da parte de Roose para sangrar seus companheiros nortenhos.
Mais importante ainda, Manderly traz para Winterfell boas novas dos Starks. Qualquer que seja o filho de Ned, Manderly pode fazer a única coisa que Roose sabe que fará as casas do norte o abandonarem em massa.
[Roose to Ramsay:] Parecemos fortes neste momento, sim. Temos amigos poderosos nos Lannister e nos Frey e o apoio relutante de grande parte do Norte... mas imagine o que vai acontecer quando um dos filhos de Ned Stark aparecer?
(ADWD, Fedor III)
A Senhora Dustin também.
No palanque, Lorde Wy man Manderly sentava-se entre dois de seus cavaleiros de Porto Branco, levando mingau com uma colher até seu rosto gordo. Não parecia estar apreciando nem um décimo do que saboreara comendo as tortas de porco no casamento. Em outro canto, Harwood Stout, de um braço só, conversava calmamente com o cadavérico Terrordas-Rameiras Umber.
(ADWD, O vira-casaca)
Segundo a teoria, Terror das Rameiras retransmite as palavras de Manderly, iniciando uma nova rodada no telefone sem fio. Stout é juramentado à Senhora Dustin e hospeda desde cedo Ramsay em sua fortaleza, sem dúvida infeliz ao ver as preciosas reservas de inverno de seu povo esvaziadas para apaziguar a vaidade mesquinha de Ramsay. Sem falar que Ramsay não faz nada para impedir que suas cadelas matem um dos cães de caça de Stout. (ADWD, Fedor III)
O poder dos Bolton no norte repousa sobre um leito de mentiras e ardis, que mal flutua no mar de ressentimento nortenho, e Manderly tem os meios e a vontade de perfurar essa frágil fundação. O que Manderly tem a dizer a Senhora Dustin? E qual a reação dela? Bem, isso é assunto para outro dia.
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2020.02.15 02:28 carretinha O padre e A Baronesa

Em uma aldeia havia um padre conhecido pela sua piedade com os monstros. Possuídos de todos os lugares viajavam até a pequena aldeia para serem curados de seus demônios. O padre atendia em uma pequena igreja, sem bancos, feita de madeira, pintada de branco, que era quente demais no verão e fria demais no inverno. A simplicidade das instalações não incomodava aquele sujeito humilde, porém a Baronesa se contorcia de ver um servo de Deus trabalhar num lugar tão mal cuidado. Claro, isso não seria um problema se Ela não tivesse que ‘visitá-lo’ toda dia de missa.
A Baronesa, dona daquelas terras e outras na região, tentava emplacar seus novos produtos no mercado. Máquinas como o mundo nunca tinha visto, criaturas metálicas espertas, programadas para todo tipo de tarefas: limpeza, construção, cuidado com as crianças, vigilância dos escravos, mordomos e tudo mais que o cliente pudesse imaginar. Mas o povo, pobre de conhecimento e ainda mais pobre de dinheiro, olhava para as máquinas com desconfiança, viam em seus olhos amarelos e iluminados motivações ocultas e sombrias. A Baronesa, sabia o que o povo pensava de suas construções e se surpreenderia se fosse diferente.
“Esses ignorantes e imbecis, não compreendem os avanços da tecnologia! Mas de que adianta? Ainda que entendessem, nada poderiam fazer! Essa gentalha não consegue manter uma moeda no bolso. Oh, imagine! Nem que juntassem todos os pobretões de todas as aldeias da região, não conseguiram comprar um peça das minhas maravilhosas máquinas.”
O que a surpreendia era a reação dos seus pares, os sofisticados baroneses, duques e nobres, que rejeitavam com igual força suas ideias sobre a modernidade.
“Minha querida Baronesa, a senhora possui tantas terras boas, devia focar em cultivá-las ao invés de construir essas criaturas de metal.”
Para impressionar a nobreza, encontrar possíveis compradores ou pelo menos alguém que a apoiasse, a Baronesa gastava partes enormes da sua interminável fortuna com festas e mais festas. Onde as máquinas serviam, cozinhavam, faziam segurança e entretinham os convidados, sem parar, sem reclamar e sem se cansar.
No entanto os barões, duques e nobres não pareciam impressionados e tratavam com profunda indiferença as maravilhas da tecnologia. Num mundo iluminado por velas, onde moinhos de água tinham acabado de ser inventados, tais criaturas metálicas pareciam apenas uma alegoria festiva, um enfeite, algo que está ali por estar e ao mesmo tempo não existe, uma mistura estranha entre personagens bizarros de circo e mendigos de rua.
Foi durante uma missa, num dia extraordinariamente quente, agravado pelas instalações da igreja; no meio da aglomeração do povo, que se agregava mais próximo do altar para acompanhar mais um exorcismo e cura de um monstro; onde a nossa querida Baronesa se sentia absolutamente desconfortável; que Ela teve a ideia de que
“Se meus pares fecham os olhos para as modernidades, a igreja há de abri-los.”
Foi assim que irrompeu um grito pedindo atenção. O povo, até então atento a cura, voltou-se para Ela. Até o monstro sobre o altar se virou. O único que não se mexeu foi o padre, pois aquele era o momento mais crucial do exorcismo, se ele saísse do transe a alma daquela pessoa poderia se perder para sempre.
“Senhoras e senhores, desculpe-me interromper o espetáculo que é a cura divina! Todavia preciso anunciar para todos vocês, que depois de tantos anos que passamos neste lugar caindo aos pedaços, finalmente teremos uma nova igreja! A doação, claro, será feita do meu próprio bolso e construída com minhas próprias máquinas, de modo que todos só tem a ganhar.”
O povo que desconfiava no começo da fala, sorriu ao ouvir ‘do meu próprio bolso’. Mas logo fechou a cara novamente, ao ouvir ‘com minhas próprias máquinas’. Afinal, se não fossem por essas malditas criaturas de metal, os pedreiros teriam algum trabalho e receberiam o suficiente pra gastar no bar, no verdureiro e na peixaria; que faria com que a dona do bar, a moça das verduras e os pescadores tivessem mais dinheiro pra gastar no padeiro, no alfaiate e no ferreiro; e assim, sucessivamente. De modo que o pouco dinheiro pago aos pedreiros passasse pela mão de todos na aldeia, em seguida na mão de todos das aldeias vizinhas, até enfim ser pego por cobradores de impostos e finalmente se perder dentro do cofre de algum nobre.
Apesar da decepção, o ânimo geral foi positivo. Afinal uma igreja nova ainda era melhor que nada. E embora duvidassem das intenções da Baronesa e de suas criações, jamais duvidariam de sua Fé, que alegavam ser a maior entre todo povo comum. Boatos passados de boca em boca diziam até que Ela era capaz de realizar milagres, mas claro que não passavam de boatos.
Entretanto por mais fervorosa que fosse a Baronesa, a ponto de sair da sua confortável mansão no topo do Monte; descer a pé todo o morro; atravessar o rio; subir a colina onde estava a igreja; e fazer o caminho de volta todas as vezes que ia à missa, Ela ainda questionava certas ações do padre. A Baronesa, assim como todos ‘cidadãos de bem’, defendia que os monstros não deveriam ser curados, muito pelo contrário, deveriam ser caçados e mortos pelos crimes que cometeram contra Deus, pois ‘os crimes contra Deus’ eram a única explicação para tem se transformado. Isso se não tiverem matado gado, ou estripado alguém depois que assumiram a sua forma monstruosa.
Após o anúncio ninguém mais assistia o exorcismo e para o padre isso não fazia diferença, na verdade era até melhor. Não gostava de fazer os exorcismos em cima do altar ou em público, se o fazia daquela forma era por dois motivos: O primeiro, era literalmente por pressão popular, porque uma vez o povo quase quebrou a porta dos fundos da igreja enquanto tentavam espiar um ritual. E o segundo, porque aquela era uma boa forma de divulgar seu trabalho e atrair aqueles que precisam de cura. Portanto apenas um exorcismo era feito em público e só no final da missa, se ainda houvesse outros possuídos a serem curados eles seriam atendidos na parte de trás da igreja, quase em segredo.
Só depois que o demônio foi expurgado e finalmente o monstro pode olhar no espelho e ver a pessoa que era, que o padre abandonou o transe e a concentração no trabalho. E não demorou muito a saber da novidade através dos cochichos e conversas que corriam por toda assembléia:
“Onde ficará a nova igreja?”
“Será que vão derrubar essa daqui?”
“Tomara que tenha uma torre do sino!”
“Espero que não seja em cima do morro.”
“Ia ser lindo se fosse em cima do rio!”
Assim que pescou informação o suficiente sobre a construção da nova igreja, foi imediatamente contra. Jamais um único fiel deveria ser responsável pelo dinheiro e construção do templo, porque
“Um templo, assim como a Fé, deve ser uma construção conjunta. Feita pela dedicação e amor das pessoas e não por ganhos materiais ou glória pessoal. O marceneiro deveria trabalhar a madeira que o lenhador cortou e doou, para que os ajudantes usem os pregos que sobraram da construção de suas casas, para pregar juntas as tábuas. Todos trabalhando juntos, sem ninguém cobrar a ninguém, cada um fazendo e doando de acordo com o que pode e tem!”
“É assim que deveria ser construído um templo! E foi assim que foi feita essa capela.”
Esperou a multidão se dispersar e foi conversar com a Baronesa, que por sua vez estava ansiosa para contar os detalhes da obra.
“Eu agradeço sua oferta minha querida, mas um templo assim como a Fé deve ser uma constr...”
“Desculpe senhor padre, porém acredito que alguém mais competente deveria tomar a decisão. Passados mais alguns anos ou uma praga de cupins e esse lugar vem abaixo! Além disso o povo clama por um lugar mais confortável! Já lhe aviso: se o senhor insistir em recusar minha proposta, enviarei a oferta ao bispo.”
“QUE ENVIE ENTÃO! Mas saiba que nunca estarei de acordo com um templo feito tão mundanamente!”
Foi uma discussão acalorada, contudo não foi nem a primeira, nem a mais tensa delas. O padre e a Baronesa tiveram várias discussões em torno da Fé, da organização da aldeia, das leis e de outros vários assuntos. Mantinham ao mesmo tempo um profundo respeito e um certo desafeto um pelo outro, mas nunca rancor.
O padre achava que as ideias da Baronesa eram afastadas demais da comunidade e pouco preocupadas com a benevolência, apesar de estarem de acordo com as palavras de Deus. Para a Baronesa, as ideias do padre eram sempre ideológicas demais e pouco práticas, apesar de estarem de acordo com as palavras de Deus. E como era a concordância com as palavras de Deus que decidia quais eram as melhores ideias, eles não tinham critério de desempate. Costumeiramente, o padre ganhava as discussões, por ter uma posição mais próxima de Deus, mas as coisas costumavam ser feitas ao modo da Baronesa, por ter uma posição mais próxima do Governador.
No fim, o projeto foi enviado ao bispo que o aceitou imediatamente, formando uma comissão de bispos para abençoar o local da nova igreja e os objetos santos.
A planta da igreja, também incluía uma área no subsolo que seria a nova casa do padre. Ele, até então, morava num pequeno quartinho de teto baixo, na parte de trás da capela, dormia num colchão fino colocado sobre o chão, que fora presente do pescador. O cômodo também possuía ainda um fogão a lenha, montado pelo ferreiro. O banco e a mesinha onde o padre realizava seus estudos, ambos bambos, eram peças defeituosas doadas pelo marceneiro e um pouco mais afastado havia uma fossa com cabine, feitas pelo próprio padre, onde ele fazia suas necessidades.
A Baronesa foi rápida para mostrar serviço, e assim que abençoaram o local as máquinas deram início a construção. Os bispos ficaram encantados com a forma que aquelas criaturinhas de metal trabalhavam, tão encantados que se sentaram num ‘acampamento de obras’, montado pela Baronesa, para assistir a construção. Quando anoiteceu, a casa do padre já tinha o piso e todas as paredes. Logo antes de se retirarem para dormir os bispos perguntaram a Baronesa:
“Suas construções não vão descansar?”
“Ah, senhor bispo, não se preocupe, elas não precisam disso, podem trabalhar por dias seguidos. Inclusive, garanto aos senhores que a igreja estará de pé e decorada antes do dia de missa.”
Os bispos se surpreenderam com a promessa. Uma igreja como aquela demoraria ao menos três meses para ser construída por mãos humanas, se essas fossem mãos de pedreiros experientes talvez dois e meio. Porque a Baronesa falou muito bem delas, os bispos esperavam que as máquinas fizessem em um mês, tanto que a maioria deles tinha planejado ir embora no dia seguinte, menos o bispo responsável pela região que faria a primeira missa e o batismo da igreja. Contudo já que a Baronesa prometeu uma entrega tão rápida, todos resolveram esperar para realizar uma grande missa de batismo.
***
As máquinas trabalharam durante toda a noite. Elas têm a forma que melhor condiz com o seu trabalho. Sim, porque diferente das obras feitas por pedreiros, onde cada um faz um pouco de tudo, as máquinas possuem uma função específica, então necessitam de um corpo específico. Enquanto uma passa o cimento, a outra coloca os tijolos; uma ajuda a secar o cimento e, ao mesmo tempo, outra passa a massa onde o cimento já secou; uma é responsável por ajudar a secar a massa e a outra por pintar onde a massa já secou; algumas ajudam a levantar aquelas que trabalham em andares mais altos; sem falar na batedora de pregos, nas carregadoras, nas colocadoras de móveis e decoração, etc. Tudo isso é perfeitamente sincronizado, para que não se pinte onde a massa está molhada; não se pise onde o piso ainda não assentou; ou para não secar o cimento antes de colocar os tijolos.
Todavia diferente de um relógio, que para funcionar depende de todas suas engrenagens perfeitamente encaixadas, nos lugares e tempos específicos, tais criaturas trabalham de modo tão sincronizado porque se comunicam. Sim, e se comunicam de uma forma parecida, mas ao mesmo tempo muito diferente daquela dos humanos. Sua precisa e avançada ‘fala’ é composta por vários sons de *beep*, e cada máquina tem um *beep* de tom e altura diferentes. Durante a execução de uma tarefa elas ‘falam’ de forma incessante, para alertar umas às outras de suas ações, logo todas precisam conhecer a ‘voz’ uma das outras, a fim de ter uma noção sobre ‘o que ocorre onde’ na execução da tarefa.
Contudo não só na linguagem elas lembram os humanos, elas pensam, tem sentimentos, personalidades, gostam de certas máquinas e desgostam de outras. Apesar de serem fisicamente iguais e pintadas do mesmo jeito, o colocador de tijolos 36579 é alegre e festivo, enquanto o 85479 é introspectivo e silencioso, isso fica evidente em seus movimentos e também no tom e frequência de seus *beeps*. Um humano até poderia perceber isso, se pudesse observá-los atentamente durante dias, no entanto para as máquinas a diferença de personalidade entre eles é gritante. Claro, a personalidade deles pode até fazer com que ajam de forma diferente, mas de modo algum isso afeta seu trabalho, pois apesar de mover o braço um pouco mais e se agitar de vez em quando, o 36579 precisou colocar os tijolos da mesma forma e ao mesmo tempo que o 85479, para que as paredes ficassem prontas juntas.
Um humano provavelmente se sentiria desconfortável de ter que trabalhar de forma tão mecânica, sem poder imprimir sua personalidade, sua ‘marca’ no trabalho. Só que essa é a beleza para as máquinas, elas adoram ser todas diferentes e ainda assim trabalhar de jeito igual. O sincronismo as deixam felizes. Trabalhar para elas não é muito diferente de uma dança, uma dança num mundo onde todos são exímios dançarinos.
E naquele dia participaram de seu grande baile, que se estendeu por toda noite, quando tiveram de cochichar, mantendo seus *beeps* baixinhos para não acordar as pessoas humanas. Com a chegada da manhã seguinte, dançaram novamente sob o dia, cantando *beeps* mais altos, porque os humanos faziam muito barulho. E dançaram, trabalham, cantaram e cochicharam durante os dias que vieram, até que…
***
Na manhã do ‘dia “antes do dia de missa”’ a igreja estava pronta. Era grande, definitivamente maior que a velha capela. Ainda não chegava aos pés de uma catedral, porém tinha os tijolos mais bem colocados, as paredes mais bem niveladas, os únicos bancos posicionados com precisão milimétrica e um altar perfeitamente arrumado, com os todos utensílios alinhados, prontos para o início da missa.
As máquinas, orgulhosas do seu trabalho, se retiraram e aguardaram, ao lado da igreja, o despertar da Baronesa. Dispuseram-se em fileiras organizadas por função e aproveitaram o tempo de espera para conversar. Demoraram apenas 12 segundos para discutir profundamente sobre os mais variados assuntos, a comunicação delas era realmente muito eficaz. Nesse pequeno intervalo de tempo conversaram sobre: como os humanos eram estranhos, como gostaram de finalmente fazer um trabalho fora da mansão, teorizaram sobre os pássaros que cantavam na manhã, flertaram, fizeram novas amizades, planos para os próximos trabalhos, etc. Depois ficaram paradas. As mais afobadas tremiam de levinho, ansiosas para que sua Mestra dessem-lhes mais ordens, afinal gostavam muito de trabalhar.
A aldeia inteira, e boa parte das vizinhas, estava presente para a missa, que foi coordenada sobretudo pelo bispo regional, contando com as participações pontuais e diversas bênçãos dos bispos das outras regiões. Finalmente, depois de anos à frente do altar, o padre podia assistir uma missa como simples fiel e isso trazia-o boas lembranças.
Ao final da missa, e antes de conhecer sua nova casa, o padre perguntou a Baronesa se Ela havia construído um lugar para realizar a cura dos possuídos. Ela disse que não, que havia esquecido, mas os dois sabiam que o ‘esquecimento’ era proposital. Era mais provável que ela tivesse construído um abatedouro do que um lugar de cura.
“Se não construiu não há problema, eu os receberei na minha casa então.”
Em sinal de respeito, a Baronesa presenteou o padre com uma máquina ajudante, que ele só aceitou depois de muita relutância.
“Senhor padre, faça o favor de aceitá-lo, o senhor bem sabe é um tremendo desrespeito cometer a desfeita de rejeitar um presente.”
O ajudante foi instruído por sua Mestra a apresentar a casa ao padre, que levou alguns amigos e o bispo da região consigo. Desceram a escada atrás do altar, que levava à casa. Tudo tinha sido construído e organizado nos padrões mais modernos, o padre, que era um sujeito simples, não gostou da casa de primeira, desconfiava do estranho vaso de porcelana com água dentro, que ficava onde o ajudante disse ser o banheiro. Julgava que aquilo tinha intenções malignas.
Na verdade várias coisas na casa pareciam ‘erradas’, as velas nos candelabros nunca apagavam, a casa estava fresca demais para uma casa no subsolo e havia sempre uma brisa vinda de algum lugar. No final da visita, encontraram várias escotilhas bem discretas, por onde entravam ar e luz. A Baronesa podia não gostar do padre, mas queria que a casa fosse o mais funcional possível. Porém foi só depois de abençoar a casa mais de 15 vezes e finalmente descobrir como funcionava o vaso de porcelana que o padre se livrou de um certo ‘sentimento ruim’.
O ajudante era muito útil. Ele ajudava a preparar a missa, limpava a casa e a igreja, preparava comida e fazia companhia pro padre nas madrugadas. E apesar de achar estranho no começo, o padre foi, aos poucos, se acostumando com a natureza daquele ser flutuante com uma grande lâmpada amarela no meio do rosto. A máquina se auto denominava ‘Ajudante 2047’, tinha uma personalidade extrovertida e adorava falar. Isso incomodava a Baronesa que estava prestes a tirar-lhe o modulador de voz, quando teve a ideia de dá-lo ao padre. Nada poderia tê-lo deixado mais feliz! O padre era quieto e gostava de ouvir as pessoas, então tratava o ajudante com paciência, até quando ele falava demais, o que na opinião do padre não acontecia com tanta frequência, afinal a comunicação dele era estranhamente… eficaz. A maior parte das conversas eram sobre as pessoas. Apesar de nunca falar diretamente com elas, o Ajudante 2047 adorava ver seu comportamento estranho e ficava sempre ansioso para interagir, contudo toda vez que se aproximava de alguém a pessoa se afastava, às vezes com um olhar de repúdio, às vezes com um olhar de medo, mas na maior parte das vezes com uma mistura dos dois. No dia seguinte, o padre teria que encontrar e explicar para a pessoa que o ajudante não faria-lhe nenhum mal. Todavia mesmo com tantas explicações as pessoas ainda evitavam-no, então contentava-se em observá-las.
Agora que não precisava fazer todo trabalho da casa e igreja sozinho, o padre era mais visto do lado de fora, onde ajudava qualquer um que precisasse e não cobrava nada em troca, pedia apenas que comparecessem à missa. Vivendo assim, o padre e o Ajudante ajudaram-se mutuamente e logo isso virou a vida ‘normal’.
Com a reforma a igreja ficou mais famosa e a fila de possuídos cresceu, indo muitas vezes da sala da casa do padre até a entrada da igreja. Ao atender um enfermo, primeiro ele tinha de escutar suas confissões, em seguida concedia-lhes perdão e só depois fazia a oração de expurgo, para livrar-lhes. Alguns viam os sintomas da possessão desaparecem imediatamente, deixando cair qualquer escama, pêlo ou pedaço de pedra que, porventura, vieram a crescer; outros só melhoravam com o passar dos dias, mas seus sintomas iam embora sem deixar qualquer evidência. Os primeiros a serem atendidos eram aqueles que estavam em situação mais grave, ou seja, aqueles prestes a completar a transformação e perder o controle. Destes, alguns eram atendidos antes do final da missa, outros no lugar que estavam assim que fila se formava. Licantropia, glutanismo, petrificação, harpeismo e duplicismo eram os casos mais comuns, mas havia uma infinidade de outras possessões.
Um dia houve uma discussão sobre quem construiria a nova ponte sobre o rio, a Baronesa logo ofereceu suas máquinas, em troca, claro, de uma pequena contribuição da população. Já o povo queria que o marceneiro e o pedreiro fizessem a ponte. O padre, como sempre, tomou o lado do povo, pois sabia que se deixasse a construção nas mãos da Baronesa e suas máquinas o dinheiro jamais sairia dos cofres dela. Quando mandaram o impasse para o Governador, todos temiam que a Baronesa fosse ganhar, então o padre arquitetou um plano: avisou todos na aldeia, de modo que a Baronesa não ficasse sabendo, que seria feita uma missa importante no ‘dia depois do próximo dia de missa’. Durante essa missa ‘escondida’ eles arrecadariam os fundos para a ponte, que deveria ser construída antes que chegasse a ordem do governador. Assim, quando a Baronesa descesse de sua mansão no ‘dia de missa’ a ponte estaria pronta e o dinheiro continuaria entre o povo.
“Sei, senhor bispo, que este não é o plano mais honesto, mas o povo não aguenta mais entregar suas moedas à quem nunca às retorna.”
Confessou o padre, em lágrimas. O bispo apiedou-se do homem e respondeu-lhe que aquela devia ser a vontade de Deus, portanto não haveria castigo.
A Baronesa trabalhava em suas máquinas na varanda da mansão quando viu uma aglomeração na frente da igreja. Era normal que houvesse ‘missas depois do dia de missa’, Ela própria ia às vezes, o estranho era estar tão cheia. Pensou um tempo sobre o assunto, perguntou-se se havia esquecido alguma data especial, até que se lembrou da discussão e conjecturou que aquilo só poderia ser um plano do padre. Com pressa, desceu pela primeira vez o morro com suas roupas de trabalho, tomaria-a muito tempo colocar as roupas chiques, que costumava usar quando descia ao povoado. Andava rápido, porém o caminho era longo e ela só chegaria ao final da missa, mas talvez, a tempo de frustrar os planos do padre.
O padre que havia organizado a missa do lado de fora, exatamente para que pudesse ver o abrir e fechar do portão da mansão, acelerou a missa e conseguiu recolher o dinheiro antes que ela atravessasse o rio. Aflito, disse que não haveriam exorcismos públicos e que aqueles que necessitassem de ajuda deveriam procurá-lo em sua residência.
Neste dia havia um homem, que estava acompanhado de uma enorme criatura envolta num manto negro. O povo sabia que aquilo só podia ser um monstro em estágio final de transformação. A criatura era a esposa do homem e tinha sido possuída por um demônio glutão. Ao ouvir que deveria esperar ainda mais para ser curada, ela perdeu o controle, deixando-se levar pelos pensamentos sombrios que a atormentavam. Ficou furiosa, arrancou a capa que cobria o corpo e o rosto, e respondendo respondendo aos protestos do marido, que implorava para ela colocar o pano de volta , vociferou:
“Estou cansada! Estou com fome!”
O monstro era terrível, gordo, sem pelos ou cabelo, tinha horríveis bolas de pus amarelado, que se espalhavam como furúnculos por todo o corpo. Seu rosto era completamente deformado, a ausência de lábios fazia com que seus dentes e gengiva ficassem totalmente expostos. Porém a pior parte era a carne e pele que faltavam na lateral direita do torço, fazendo com que as costelas ficassem de fora e que fosse possível ver alguns dos órgão internos da criatura, mas o pedaço não parecia ter sido arrancado, não, pelo contrário, estava em formação. A carne borbulhava e parecia crescer muito lentamente, desejando cobrir as vísceras e formar o braço que faltava.
A criatura começou a andar em direção ao altar. As pessoas assistiam a cena paralisadas, em choque, horrorizadas. Ao dar o segundo passo, ela esbarrou no homem do casal à frente. O resultado fez com que o pânico tomasse conta do público, que finalmente disparou a correr em todas as direções. Primeiro, o homem ficou preso, depois seu corpo foi sendo pouco a pouco absorvido pela carne do monstro, e na medida que ia sendo ‘incorporado’ o lado direito do monstro enchia-se de carne, pele e bolhas de pus. A esposa do homem até fez um esforço para salvá-lo, mas ao ver a carne sendo derretida e sugada, vomitou e caiu para trás, para, em seguida, sair se arrastando de costas pro chão, incapaz de desgrudar o olhar do horror que acontecia em sua frente. Por sorte, o monstro a ignorou, seu olhar, faminto e furioso, dirigia-se para o padre, que preparava uma oração desde que este havia tirado o manto. Precisava do exorcismo pronto quando tocasse no monstro, do contrário seria absorvido.
Nesse momento a Baronesa já estava chegando e pode ver tudo com seus próprios olhos, furiosa, ela cerrou os punhos e começou a rezar. A criatura encarou o padre até que o corpo do homem fosse totalmente absorvido, aquela ‘refeição’ tinha sido o suficiente para formar um braço grotesco, mas não para preenchê-lo de carne, sobrara então por todo lado direito do monstro buracos, por onde se via os ossos e partes internas. Isso deu ao padre tempo para terminar o exorcismo. Semi-acabada, a criatura avançou correndo aos tropeções, como as criaturas infernais normalmente fazem, o padre só precisava tocar na criatura e fazer a segunda oração para a salvação das duas almas. O homem absorvido já estava morto, porém sua alma precisaria ser libertada e a possuída, exorcizada. Fazer isso em tão pouco tempo não seria tarefa fácil, mas tinha de tentar.
O monstro já estava perto. O padre sentia o cheiro podre, ouvia as passadas pesadas, os grunhidos inumanos, mas manteve os olhos fechados e o coração sem medo. Calculou a posição do monstro e no momento certo esticou o braço. Ouviu um grito, mas não sentiu o toque. Abriu os olhos. Sua mão estava a centímetros da criatura.
Algo estranho havia acontecido. A Baronesa tocava o monstro pelo lado, que congelado como uma estátua, tinha uma expressão de terror e tristeza nos olhos, um terror que só um possuído poderia sentir. O terror de ter seu corpo mudando a composição de carne, ossos e órgãos para cinzas, o que causava uma dor alucinante, o terror de ter sua alma sendo desmembrada, estraçalhada e destruída, o terror de saber que não vai nem para o céu ou para o inferno e sim para o vazio da inexistência, o terror de sentir tudo isso e não poder gritar.
Do lugar onde a Baronesa tocou, espalhou-se uma cor cinza por todo corpo do monstro, com uma textura que não lembrava pedra, mas, sim, pó acumulado. O padre teve tempo de ver o efeito tomando o corpo da criatura, que apesar dos pecados e da morte, possuía ainda um resquício de humanidade e tinha salvação. Também teve tempo de reparar em uma lágrima, que escorria do olho ainda não transformado em cinza da possuída. Quando foi finalmente inteira afetada pelo toque, ela se desfez e suas cinzas levadas pelo vento. A alma das duas pessoas, assim como a do demônio haviam sido completamente destruídas. O padre sabia que aquilo não era um exorcismo, era uma outra coisa, mais antiga, mais cruel, mais perigosa…
“Ela... ela lançou um sortilégio?”
Foi o que pensou, enquanto encarava a Baronesa, que estava pingando suor, cansada, ofegante, suja de terra e graxa. Ela olhou em seus olhos, mas não disse nada, apenas se virou voltando para a mansão.
Durante a noite, máquinas de limpeza desceram, para limpar o que sobrou das cinzas.
submitted by carretinha to EscritoresBrasil [link] [comments]


2019.12.13 20:46 altovaliriano R+L=J

Esta é uma tradução do guia de referência criado pelos usuários do fórum do site Westeros.org para resumir os argumentos consolidados em favor da teoria que afirma que Jon Snow é filho de Rhaegar Targaryen e Lyanna Stark.
A redação do texto original é bastante informal, estilo que mantive na tradução.
Todos os links nesta postagem levarão a sites e mídias em língua inglesa e alguns estão quebrados.
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GUIA DE REFERÊNCIA
A teoria R+L=J afirma que Jon Snow é muito provavelmente o filho do príncipe real Rhaegar Targaryen e da irmã de Ned, Lyanna Stark.
O site Tower of the Hand tem uma excelente análise desta teoria: Jon Snow’s Parents
E a Citadel do site Westeros também fornece um resumo: Jon Snow’s Parents
Em “A Wiki of Ice and Fire”: Jon Snow Theories
No podcast Radio Westeros: A Dragon, a Wolf and a Rose
No artigo do usuário Kingmonkey: R+L=J

PERGUNTAS FREQUENTES:
Como Jon pode ser um Targaryen se fogo comum queimou sua mão?
Targaryens não são imunes a fogo. É um mito que foi desacreditado pela lista de Targaryens que foram queimados. Danaerys ‘a não-queimada’ continuava incólume após chocar os ovos de dragão, mas isso não a impediu de se queimar em outras ocasiões. Veja esse tópico acerca da imunidade ao fogo dos Targaryens.
Todos os Targaryens não têm os cabelos prateados e olhos púrpura característicos dos Valirianos?
Nem todos: Valarr e a Rainha Alysanne tinham olhos azuis. Açoamargo que, como Jon, era do sangue dos Primeiros Homens, tinha cabelo castanho. Baelor Quebra-lanças e seu(s) filho(s) e a própria meia-irmã de Jon, Rhaenys, tinham visual dornês (cabelo escuro, olhos negros, pele cor de oliva). Todos os três filhos de Rhaenyra Targaryen tinham cabelos castanhos e olhos castanhos, ainda que ambos os pais tivessem alvos cabelos prateados.
Caso Jon tivesse traços valirianos, seu parentesco seria revelado: “Possuía o rosto dos Stark, mesmo que não tivesse o nome: comprido, solene, reservado, um rosto que nada revelava. Quem quer que tenha sido sua mãe, pouco dela ficara no rapaz” [Pensamentos de Tyrion em AGOT]. Contudo, Tyrion entendeu errado a parte da mãe: a mãe dele era a Stark.
Se Jon não é filho de Ned, então por que eles se parecem tanto?
Jon parece muito com Arya, e Arya parece muito Lyanna. Jon é sobrinho de Ned, e Lyanna e Ned eram parecidos.
Ned é honrado demais para mentir. Se ele diz que Jon é filho dele, isso não significa que ele é?
Ned conta a Arya que às vezes mentiras podem ser honrosas. Suas palavras finais, uma confissão de culpa, foram uma mentira para proteger Sansa. Enquanto uma mentira pode ser honrosa, trair sua esposa não é, de modo que a famosa honra de Ned indica que Jon não é seu filho.
Como Jon pode ser meio Targaryen e ter um lobo gigante?
Ele também é meio Stark, por parte de Lyanna. Os filhos legítimos de Ned são meio Tully e isto não os impediu de ter lobos gigantes.
Por que Ned nunca pensa em Lyanna como sendo a mãe de Jon?
Ned nunca pensa em ninguém como sendo a mãe de Jon. Se ele pensasse, não haveria qualquer mistério. Ele menciona ‘Wylla’ para Robert, mas nós não o vemos pensando em Wylla como sendo a mãe de Jon.
Há uma pista de quem seria a mãe de Jon: No capítulo 4 [de AGOT], o monólogo interno de Eddard diz “Lyanna […] Ned amara-a de todo coração.” e no capítulo 6, Catelyn pensa “Quem quer que tivesse sido a mãe de Jon, Ned devia tê-la amado ferozmente […]”.
Por que Ned não teria contado ao menos a Catelyn?
Nós não temos uma lista das coisas que Ned prometeu a Lyanna, mas sabemos que ele leva suas promessas a sério. Talvez ele tenha prometido não contar a ninguém. No capítulo 45 [de AGOT], Ned está incerto sobre o que Cat faria se a situação chegasse a um impasse entre a vida de Jon e a dos próprios filhos. Se Catelyn soubesse que Jon era filho de Rhaegar, ele poderia achar que mantê-lo em Winterfell representava um sério risco para seus filhos. De todo modo, Catelyn não precisava saber, de forma que talvez Ned tenha optado pela solução mais segura.
Ned não se referiu a Robb e Jon como “meus filhos” logo no primeiro capítulo [de AGOT]?
Em diálogo, mas não em pensamento. Ned está guardando segredo sobre o parentesco de Jon. Ele nunca pensa em Jon como seu filho: No capítulo 45 [de AGOT], Ned pensa em suas crianças “Robb, Sansa, Arya, Bran e Rickon” e explicitamente exclui Jon da lista. O capítulo 34 de ADWD mostra a visão que Bran teve de Ned mais jovem no bosque sagrado de Winterfell: “… deixe-os crescerem juntos, como irmãos, com apenas amor entre eles – rezou -, e deixe minha senhora esposa encontrar perdão em seu coração…”, o que não faz nenhum sentido se eles fossem irmãos.
Uma vez que Rhaegar já era casado, Jon não continuaria sendo bastardo?
Pode ser que sim, ou não. Existia uma tradição de poligamia entre os Targaryen no passado, motivo pelo qual a possibilidade de que Rhaegar e Lyanna tenham casado não pode ser facilmente descartada. Um argumento a favor da legimidade é o seguinte: A presença de três guardas reais na Torre da Alegria é melhor explicada se eles estivessem a defender o herdeiro do trono, o que Jon somente seria se fosse legítimo.
Temos certeza de que poligamia não é ilegal?
Aegon I e Maegor I praticaram poligamia. Em Westeros, diferentemente do que ocorre em uma monarquia constitucional, a realeza não está sujeita à lei. Portanto, se houvesse uma lei contra, ela não se aplicaria aos Targaryens: No capítulo 33 [de ACOK] afirma-se que “tal como seus dragões, os Targaryen não respondiam nem perante os deuses, nem perante os homens”. Exemplos demonstram que a poligamia era considerada opcional para os Targaryen: Aegon IV e Daemon Blackfyre supostamente aceitaram-na em relação ao próprio Daemon, Jorah Mormont a sugeriu para Daenerys como uma opção viável, e esta disse o mesmo para Quentyn Martell.
George R.R. Martin disse neste SSM: “Se você tem um dragão, você pode ter quantas esposas quiser”. Há também esse SSM anterior ao livro do mundo [TWOIAF].
[Veja o] ensaio On Polygamy pela usuária Ygrain com acrescímo da usuária Rhaenys_Targaryen
Os guardas reais não estavam na Torre da Alegria obedecendo ordens de Aerys de vigiar Lyanna como uma refém?
Se este fosse o caso, por que aparentemente eles não fizeram movimento algum para usar esse recurso contra Robert e Ned? Alguns leitores argumentam que os votos da guarda real deveriam ter precedência sobre essas ordens e forçado os guardas reais a deixar a Torre da Alegria para proteger Viserys quando ele se tornou o herdeiro — a não ser que outra pessoa fosse mais importante (Jon). Outros pensam que eles estavam vigiando Lyanna como uma refém na Torre da Alegria. Alguns dizem que isso não faz muito sentido: ela seria uma refém melhor vigiada em Porto Real, sem a necessidade de envolver guardas reais. A mera presença de três guardas reais sugere algo mais importante: proteção de membros da família real ou mesmo do herdeiro.
Leituras frequentemente sugeridas: At the tower of joy pelo usuário MtnLion e support of the toj analysis pela usuária Ygrain.
Não há um SSM que diz que os 3 guardas reais estavam seguindo as ordens de Rhaegar?
O SSM a que está se referindo é provavelmente este: “Os guardas reais não podem inventar as próprias ordens. Eles servem ao rei, eles protegem o rei e a família real, mas eles também estão obrigados a cumprir as ordens deles todos e, se um príncipe deu a eles uma determinada ordem, eles a cumprirão. Eles não pode dizer, ‘Não, nós não gostamos dessa ordem, faremos outra coisa’.”
Nós sabemos por Barristan que proteger o rei é o primeiro e mais importante de todos os deveres da guarda real. Jaime sugere que outro guarda real fique com o rei quando ele pretendia partir para o Tridente e nós soubemos de um ritual que é realizado quando todos os guardas reais se reúnem e o rei está sendo protegido por alguém que não pertence à ordem.
“Proteger x Obedecer” é um objeto de debate que está longe de ser resolvido antes que tenhamos mais informações. Ambos os pontos de vista são compatíveis com R+L=J.
Viserys não teria a precedência de qualquer jeito? Rhaegar morreu sem se tornar rei, e o livro do mundo [TWOIAF] não chama Viserys, ao invés de Aegon, de novo herdeiro de Aerys?
Não. No caso de o filho mais velho morrer antes do rei, um neto viria antes do filho mais novo. Mesmo que o neto ainda seja um nascituro ao tempo da morte, ele ainda sucederia (herdeiro aparente x herdeiro presuntivo). O livro do mundo é escrito com viés Lannister (pode ser uma propaganda para minar o suporte dornês aos Targaryen) e em retrospectiva pelos meistres, que nunca chegaram a saber de tudo que sabemos dos sonhos e memórias de Ned. Ainda que o alegado fosse verdade… veja a próxima resposta.
As questões sucessórias são tão claras quanto apresentadas aqui?
As disputas sucessórias são parte do jogo de poder medieval e mesmo uma herança muito evidente poderia ser contestada. Então talvez as coisas tenham acontecido em Porto Real tal como narrado no livro do mundo. Rhaegar e Aerys poderiam ter diferenças no que concerne à sucessão. Rhaegar contou a Jaime antes de partir para o Tridente que pretendia chamar um conselho, e os Grandes Conselhos do passado haviam lidado com questões sucessórias. Quem teria aceitado tal mudança, porém, é uma questão que vale a pena perguntar.
Ned está morto. Quem vai contar isto a alguém?
Corvo de Sangue e Bran podem ter ficado sabendo por meio da rede de represeiros. Benjen pode saber. O ‘cranogmano de Checkov’, Howland Reed, é o único sobrevivente do confronto na Torre da Alegria, e George R.R. Martin afirmou que ele ainda não apareceu porque ele sabe demais sobre o mistério central dos livros. “Tinham-no encontrado ainda abraçado [Ned] ao corpo dela [Lyanna]” indica que havia alguém mais além de Howland para encontrar Ned.
Por que isso é importante? Que impacto isso pode ter na história?
O cuidado com que o mistério do parentesco de Jon foi criado é razão suficiente para acreditar que isso é importante. Que impacto isso terá no resto dos acontecimentos é ainda desconhecido.
Essa teoria é muito óbvia e pessoas demais acreditam nela como se fosse um fato. Como pode ser verdade?
Não é tão óbvio para a maioria dos leitores. Alguns percebem na primeira leitura, mas a maior parte não. Leitores que vão a fóruns online de fãs, como este [asoiaf.westeros.org], são apenas um pequena minoria do total de leitores. Além disso, A Guerra dos Tronos foi publicado em 1996. Isso corresponde a mais de 20 anos de leitores podendo juntar as peças desse mistério. Esse tipo de desvendamento colaborativo-cibernético de mistérios inevitavelmente faz com que mistérios solucionados pareçam mais óbvios em retrospectiva.
George R.R. Martin é o destruidor de tropes, não pode haver um príncipe oculto, é simplesmente cliché demais.
Para que uma trope seja desfeita ela precisa ser introduzida em primeiro lugar. Não se sabe ainda o que acontecerá a Jon no futuro. Ser filho de Lyanna e Rhaegar não implica no final feliz de contos de fada associados à trope do príncipe oculto.
Há uma lista de todas as pistas de R+L=J já encontradas?
Existe a list of R+L=J hints, clues and foreshadowing [link quebrado], compilada pelo usuário sj4iy.
Uma vez que esta teoria foi tão bem explicada, Martin mudará o desfecho da história para surpreender seus fãs?
Ele afirmou que não mudará o desfecho da história só porque algumas pessoas juntaram todas as peças e resolveram o quebra-cabeça.
submitted by altovaliriano to Valiria [link] [comments]


2019.10.06 04:28 altovaliriano Eddard Stark

George R. R. Martin reiteradamente afirma que nenhum personagem está a salvo da morte, uma noção que ele lapidou muito habilidosamente para estabelecer na saga. A primeira pedra da fundação desta estrutura é lançada com Eddard "Ned" Stark, ao final de A Guerra dos Tronos.
Ned é visto como personagem central do primeiro livro, no qual ele é apresentado como um pai amoroso, marido dedicado, amigo querido, líder confiável, vassalo leal, homem devoto e cumpridor de sua palavra e deveres. Estas qualidades são apontadas como as razões pela qual os leitores o identificam como o herói da história e alguém para quem torcer.
A história do personagem todos sabemos. Ned estava feliz no Norte com sua família quando notícias de que seu antigo protetor e pai de criação teria sido assassinado e seu rei (e amigo de infância) o nomeia como substituto no cargo de Mão do Rei. Desde o momento em que Ned aceita (relutante) o cargo, sua família começa sofrer com os atritos políticos entre Eddard e a família da Rainha. Em Porto Real, Eddard vai de peixe fora d'água a persona non grata enquanto investiga as circunstâncias da morte de Jon Arryn, até que perde todo o apoio político que tinha na capital com a morte do Rei Robert. Eddard tenta fazer justiça, mas é traído, humilhado e acaba por sequer ganhar a misericórdia que lhe foi prometida.
É muito apontado que Ricardo Plantageneta, o 3º Duque de York (1411-1460) seria a inspiração histórica de GRRM para Eddard Stark. O líder de sua Casa de York nos primeiros anos da Guerra das Rosas havia sido nomeado como Lorde Protetor e Regente da Coroa quando o Rei Henrique VI sofreu um colapso nervoso, traiu a Coroa e enfrentou a Rainha Margaret de Anjou, da Casa de Lancaster, mas acabou derrotado e teve sua cabeça exposta nos portões da cidade de York.
Outra inspiração histórica apontada é um dos filho de Ricardo, que viria a reinar como Ricardo III, que havia tentado usar o testamento de Eduardo IV para se tornar regente de Eduardo V... somente para depois anular o casamento de sua cunhada Elizabeth Woodville com o irmão, declarar seus sobrinhos como bastardos e tomar o trono para si. No fim, foi derrotado pelos filhos do primeiro casamento de Elizabeth.
Mas nenhuma dessas personalidades históricas pode ser tomada como referência direta à Eddard Stark, uma vez que a forma como Martin retratou Eddard parece ter sido moldada tendo em vista as necessidades da ficção e não como um estudo da história do mundo real. Portanto, é necessário avaliar a construção da personalidade de Ned Stark dentro das exigências de "As Crônicas de Gelo e Fogo".
Assim, para entender Eddard, proponho questionarmos sua criação, suas relações pessoais e suas relações políticas.
EDDARD, O ANIMAL HUMANO
Eddard nasceu como segundo filho de Rickard e Lyarra Karstark, mas sem demora foi substituído como caçula por Lyanna e Benjen. Ser um filho do meio já evoca uma série de questões sobre auto-estima e favoritismo em um núcleo familiar, especialmente em uma sociedade como a de Westeros, em que toda a fortuna da família é passada apenas para o primeiro herdeiro na linha de sucessão.
Tudo isto parecia ser verdade na família Stark. Ned relata que foi seu irmão mais velho, Brandon, quem recebeu toda a educação senhorial e era tido como o próximo senhor, até mesmo por Eddard, que não nutria nenhuma esperança de herdar Winterfell.
Neste contexto, o papel que um segundo irmão deveria desempenhar era o de leal vassalo do irmão mais velho. Não sabemos se a personalidade de Eddard foi determinante para que ele absorvesse essa postura ou se estas lições lhe foram passadas por seus pais ou por Jon Arryn. Contudo, sabemos que é assim que Eddard entendia seu papel dentro de sua família. Afinal, foram a estas lições que ele recorreu quando explicou a seu segundo filho, Bran, qual deveria ser seu papel diante do primogênito Robb.
De todo modo, se seu papel secundário e instrumental não estava claro durante sua infância em Winterfell, deve ter ficado muito claro quando foi enviado para o Ninho da Águia, para ser criado por um estranho. Ao contrário de Robert, Ned parece ter voltado pouco para a sede de sua Casa durante sua adolescência, fazendo com que seus laços com sua família e os nortenhos fossem notoriamente mais fracos do que os de Brandon, que foi criado em Vila Acidentada. Na verdade, Brandon era de tal carisma que conquistaria amigos até mesmo no Vale de Arryn.
Por outro lado, Ned é descrito como tímido, reservado, com aparência solene, coração e olhos gelados que parecem julgar os outros com desdém. Talvez isso tenha sido desenvolvido depois de adulto, e em razão das adversidades que enfrentou. Talvez estas características estivessem com ele desde que ele fosse criança. Assim, é possível que tenha deixado poucas amizades para trás quando partiu com oito anos para o Ninho da Águia.
Uma vez sob a tutela de Jon Arryn, a vida parece ter sido diferente. Como Jon Arryn havia perdido sua segunda esposa, irmão e sobrinho e não tinha filho algum, Robert e Ned eram como se fossem seus filhos mais velho e mais novo, respectivamente. Durante os nove anos que ficou por lá, é imaginável que Eddard tenha recebido muito mais deferências do que recebia de seu próprio pai em Winterfell.
Na verdade, a propalada honra de Ned Stark pode ser mais fruto de sua criação junto a Arryn do que derivada dos Stark. Não só porque a honra é uma das marcas daquela outra Casa ("Alto como a honra"), como o próprio Jon Arryn demonstrou que punha a honra frente a cega obediência (como quando se recusou a entregar Robert e Ned a Aerys e iniciou uma Rebelião por isso).
Já sobre os Stark de Rickard, por sua vez, paira uma suspeita de que tinham tanta sede de poder e influência quanto tinham de sangue (o tal "sangue de lobo"). Talvez por isso também que sejam tão notórias as diferenças entre Eddard e seus irmãos. Para além de uma mera incompatibilidade de gênios, pode ter havido uma incompatibilidade de criação.
Eddard não deixou de amar os irmãos, entretanto. Ainda que ele condene as atitudes de Brandon e Lyanna, Ned encomendou estátuas mortuárias para todos eles nas criptas de Winterfell, algo inédito na tradição Stark, que demonstra quão profundamente sentimental ele era, especialmente para seus familiares que tiveram um fim trágico.
Contudo, as vezes parece que a verdadeira família de Eddard, aquela que era dona de seu coração era triângulo que formava com Jon Arryn e Robert Baratheon. De fato, ao saber primeiro da morte de Arryn e depois da visita de Robert logo no começo de A Guerra dos Tronos, Ned vai da escuridão a luz: ele perdeu uma parte importante de sua família postiça, mas outra está a caminho para uma visita inesperada.
Por alguma razão que eu ainda não entendo completamente, entretanto, Ned parecia amar Lyanna acima até mesmo de Robert (apesar de ele achar que Robert tinha uma devoção por ela ainda maior do que a dele - AGOT, Eddard I). Nas memórias de Eddard, Lyanna era uma "menina-mulher de inigualável encanto" e, se foram verdade as especulações de que Lyanna o teria visitado às vezes enquanto ele esteve no Vale, poderia ser um indício de que entre ele e Lyanna havia uma intimidade ímpar na família Stark.
Durante "A Guerra dos Tronos", há vários instantes em que essa intimidade e as promessas que Lyanna requereu em seu leito de morte ecoaram. Mas um dos momentos que eu julgo mais significativo foi quando Robert, também em seu leito de morte, cita e imita Lyanna:
Saudarei Lyanna por você, Ned. Tome conta dos meus filhos por mim. [...]
– Eu… defenderei seus filhos como se fossem meus – respondeu lentamente.
(AGOT, Eddard XIII)
Esta coincidência parece indicar que Lyanna e Robert foram as figuras fraternas centrais na vida de Eddard.
NED, PARA OS ÍNTIMOS
Já foram explorados acima vários aspectos da personalidade íntima de Ned. Mas é preciso discriminar melhor. E o primeiro deles se refere à visão que, durante a infância, Ned tinha de sua família e vice-versa.
Sobre seu pai e mãe, pouco conhecemos através de Ned. E isso parece indicar que há uma distância, tanto porque não era um filho com deferência de nenhum deles, quanto porque ele desenvolveu sua psicologia longe de casa, sob a tutela de sua icônica figura paterna, Jon Arryn.
Sobre seus irmãos, Ned passou a vida à sombra de Brandon (sendo suplantado por ele até na tarefa de conseguir para si próprio uma dança com a garota por quem ele se apaixonou), mas até parecia apreciar esta posição, pois sentia-se mais confortável na posição de irmão cumpridor de seu dever.
Quanto à Lyanna, há muitos indícios de sua intimidade, o que talvez decorresse de seu temperamento analítico, em contraste com o sangue de loba dela. O modo como Eddard tentou persuadir Lyanna de que Robert seria um bom partido parece revelar que Eddard pensava ter algum influência sobre ela. Ao mesmo tempo, Eddard afirma que Robert não conhecia a garota como ele. Pode ser, inclusive, que a falta de de rancor de Eddard por Rhaegar e sua reação mais moderada quando o príncipe a coroou Rainha da Beleza e do Amor em Harrenhal decorram de um certo conhecimento sobre a natureza de Lyanna e de como ela poderia estar correspondendo àquilo.
Sobre Benjen, o relacionamento com Eddard parece mais distante. É curioso pensar que, sendo o outro único filho sobrevivente de Rickard e Lyarra, somente tenha se aproximado melhor de Ned nos anos entre o fim da Rebelião de Robert e seu ingresso para a Patrulha da Noite. É possível, inclusive, que essa falta de intimidade, aliada com o fato de Ned já ter retornado a Winterfell com dois filhos homens, tenham sido decisiva na decisão de Benjen ir para a Muralha.
O segundo aspecto da personalidade íntima de Eddard é como ele se portou durante sua idade adulta, enquanto fazia amigos, vivia amores e formava uma família.
Eddard nunca é descrito como sendo um homem atraente ou um amante encantador. Na verdade, Catelyn fala como ficou desapontada com ele ser mais baixo e melancólico e ter um rosto mais simples que o de Brandon. Mas ela afirma que com o tempo descobriu o amor no coração "bom e doce" de Ned.
É interessante notar que essa foi a mesma opinião que ela deu sobre o Norte a Lynesse Hightower:
Lembrava-se de como a Senhora Lynesse era jovem, bela e infeliz. Uma noite, após várias taças de vinho, confessara a Catelyn que o Norte não era lugar para uma Hightower de Vilavelha.
– Houve uma Tully de Correrrio que sentiu o mesmo um dia – Catelyn respondeu com gentileza, tentando consolá-la –, mas, com o tempo, encontrou aqui muitas coisas que podia amar.
(ASOS, Catelyn V)
Portanto, Ned é uma alegoria do Norte: inóspito, simples e melancólico, mas que guarda algum tipo beleza e calor. A próprioa Lyanna é descrita como uma bruta por alguns (meistre Yandel) e uma beleza selvagem por outros (Kevan Lannister). Sabemos que Ned não tinha a natureza da irmã, mas poderia ter um pouco dessa beleza selvagem? Talvez Ashara o tenha visto sob essa ótica? Talvez nunca saberemos.
O que sabemos com certeza é que Eddard era um marido dedicado, assim com Catelyn era uma esposa dedicada. Ironicamente, dois cumpridores de seu dever conseguiram fazer surgir amor em um casamento arranjado que era o substituto de outro casamento arranjado. A forma como Eddard se obrigou a respeitar até a crença religiosa da mulher é tocante (construindo um septo para ela e trazendo um septão a Winterfell).
Isto é diferente do tipo de amor que Robert tem por ele. A amizade entre os dois parece o típico caso em que um extrovertido carismático adota um introvertido sem amigos. Este tipo de relação - que é imposta por outra pessoa - parece ser o tipo com que Eddard lida bem. Ironicamente, poderíamos dizer que Ned só é amigo de seu "chefe", o que combina com sua lição a Jon de que um senhor nunca deve ser amigo dos homens que comanda (ADWD, Jon III).
Como pai, Ned era muito efetivo e marcou seus filhos profundamente. Podemos ver os resultados de sua criação naqueles que amadureceram antes de sua morte. Robb havia absorvido todo o dever, a honra e o senso de justiça do pai, se tornando um Eddard em pele de Tully. Jon seria sua imagem e semelhança, caso não fosse filho de outros e não tivesse sido acossado a vida inteira por Catelyn. Ainda assim, é incrível que toda essa adversidade não o tornou menos cópia de seu "pai". É notório que Jon é mais orgulhoso que Robb, mas isso é uma coisa sua, talvez um mecanismo de defesa, resultado de um complexo de inferioridade, ou apenas das falsas certezas da juventude.
Bran, Arya e Rickon eram jovens demais para que a influência do pai cristalizasse em sua personalidade. Portanto, eles hoje estão suscetíveis à influência de outras figuras paternas na jornada que enfrentam. Ainda assim, pequenas lições de Eddard continuam a ecoar neles mesmo anos mais tarde. Bran ainda se lembra sobre como seu pai dizia que apenas diante do medo os homens podem ser corajosos, e Arya procura uma matilha constantemente para não perecer como o lobo solitário 'quando os ventos brancos se erguerem'.
O caso oposto foi o que aconteceu com Theon Greyjoy. Nem todo o tratamento com deferência que lhe foi oferecido em Winterfell resultou em boas relações com Ned. Ainda que descontemos seu conflitos internos pessoais (assunto para outro texto), esta repulsa de Theon pode ser explicada pelo fato de que ele havia crescido e sido educado dentro de uma cultura que odeia os habitantes do continente, em especial os nortenhos. Portanto, diante da educação recebida nas Ilhas de Ferro e do tratamento solene que lhe era dirigido, não parece inverossímil que ele mais tarde alegue que era sempre lembrado de sua condição de prisioneiro e pense que Eddard era frio com ele.
Entretanto, como visto em A Dança dos Dragões, o verdadeiro ressentimento de Theon era saber que nunca seria parte da família Stark. De fato, havia semelhanças demais entre a história de Ned e Theon para que suponhamos que Ned não tivesse boa dose de tato quando eles se relacionavam. Ned também havia sido retirado de casa quando ainda era criança para ir morar com um estranho em uma terra estranha. Ainda que sua condição no Ninho da Águia fosse bastante menos opressora do que a de Theon em Winterfell, ninguém poderia dizer que Ned foi voluntariamente enviado para o Vale. Assim, As conclusões de Theon serão sempre injustas.
Mas esse não é o caso mais interessante e agudo entre as crianças criadas por Ned. O relacionamento mais desafiador e com mais consequência era aquele com sua filha Sansa. Comecemos por dizer que não havia nada afetivamente errado entre eles, mas as circunstâncias tornaram as falhas deste relacionamento em um sintoma do que havia de errado no próprio Eddard como Mão do Rei. Em síntese, os erros de Sansa também foram erros de Ned.
Durante os eventos sinistros que ocorreram em A Guerra dos Tronos, Ned repetidamente deixa suas filhas no escuro sobre o que realmente estava se passando. Em razão da diferença de naturezas, Arya e Sansa têm respostas diferentes às situações. Eddard tem mais sucesso em apaziguar Arya, cujas semelhanças com Lyanna podem ter ajudado com que ele a compreende-se melhor (veja: Eddard até permitiu que Arya tivesse treinamento em armas quando sabe-se que o próprio Lorde Rickard não o permitiu a Lyanna).
Contudo, Sansa não é uma garota que tinha 'ferro por baixo da beleza', como Lyanna. Sansa é a garota para quem 'a cortesia era a armadura de uma dama'. E é justamente aqui esta a falha de Eddard. Ned não tem traquejo social, não entende de sutilezas e acaba traído e executado justamente por isso. Portanto, não é nenhum coincidência ou ironia que Sansa esteja sob a tutela e controle do homem que conhecia o suficiente de sutilezas para, por exemplo, trair e garantir a execução de Ned e ainda sair de mãos limpas e levando a filha que Ned não soube lidar adequadamente.
Mas a bizarra relação pai-filha entre Mindinho e Sansa é assunto para outro texto.
LORDE EDDARD STARK
Eddard Stark foi Lorde de Winterfell e guardião do Norte por 15 anos e é amado o suficiente na região para que pessoas arrisquem as próprias vidas em intrigas e guerras para proteger seus filhos. Mas se era Brandon quem teve a educação senhorial adequada e Ned não é carismático ou tem traquejo social, como isso é possível? Muito facilmente, alguém responderia que isso se deve a um longo verão de 10 anos. Mas não é só isso, á traços da personalidade de Eddard que o tornam um bom senhor.
O primeiro deriva de uma afirmação de Catelyn lembranda por Arya quando viu Tywin Lannister em Harrenhal:
Lorde Lannister tinha um aspecto forte para um velho, com rígidas suíças douradas e uma cabeça calva. Havia algo no seu rosto que fazia Arya lembrar-se de seu pai, embora não se parecessem em nada. Tem uma cara de senhor, é só isso, disse a si mesma. Lembrava-se de ouvir a senhora sua mãe dizer ao pai para envergar a cara de senhor e ir tratar de algum assunto. O pai ria daquilo. Arya não conseguia imaginar Lorde Tywin rindo de qualquer coisa.
(ACOK, Arya VII)
Como se vê, Eddard tinha cara de Lorde. O suficiente para ser comparável a ninguém menos do que Tywin Lannister. Pode parecer irrelevante, mas é algo que o próprio Bran também nota, como Eddard assumia o rosto do Senhor de Winterfell logo no primeira capítulo do primeiro livro.
O segundo é que Ned não faz separação entre o público e o privado. Sua relação com seus próprios servos é muito pessoal. A ponto de achar que o Senhor devia ceiar com seus homens e conhecê-los, para que eles não morram por um estranho (AGOT, Arya II). Esta tipo de política pessoal é tipicamente nortenha. É o tipo de política que mais tarde Jon Snow indica a Stannis Baratheon a seguir: deixe que eles lhe conheçam e eles lhe seguirão.
Este tipo de política, contudo, não é o que seria útil em Porto Real. Mas também este erro não pode ser atribuído totalmente a Ned. O primeiro erro foi de Robert, que selecionou Ned com base na confiança, não em suas competências. Caso Robert, tivesse olhado para sua própria família (como Stannis esperava, por isso que ele partiu para Pedra do Dragão depois que Robert o pulou), talvez o conflito contra os Lannister teria sido muito mais restrito e menos danoso ao reino.
Havia sinais que Robert deixou de ler quando selecionou Eddard para o cargo de Mão. O primeiro era que Eddard era essencialmente um soldado. Jaime Lannister, quando avalia Randyll Tarly como candidato a Mão de Tommen, ele avalia que um soldado é uma "fraca Mão para tempos de paz" (AFFC, Cersei II). E isto é especialmente verdade quando notamos que Eddard é um agente político sem agenda ou ambição. Na ausência de um conflito real, ele é apenas alguém segurando a cadeira para outra pessoa (e que não via a hora de ir embora).
Talvez tenha sido o fato de que Ned continuou no Norte a se portar como um segundo irmão obediente e não causar problemas a Porto Real que tenha feito Robert pensar que Lorde Stark daria uma boa mão. Mas a postura isolacionista de Eddard deveria ter funcionado como um sinal de que o homem não saberia lidar com costumes da política sulista.
Porém, no final, Robert preferiu algo que lhe trouxesse conforto e familiaridade. E a falta de traquejo de Ned cobrou seu preço. Desde o primeiro encontro com o conselho, Eddard demonstrou que não tinha talento para fazer aliados, não estava acostumado a não ter a palavra final e tinha uma retórica rudimentar. Todas estas qualidades reunidas fazem de uma pessoa um imã de inimizades.
Fora isso, Ned não se cercou de pessoas que poderia confiar, tampouco agiu para a destituição de pessoas de quem ele desconfiava do conselho do rei (o que seria de alguma fácil de conseguir, já que metade do conselho era de baixo nascimento).
Por fim, quando seus erros de cálculo se acumularam e circunstância fora de seu controle se mostraram desfavoráveis, Eddard julgou que poderia usar seu cargo e uma força mercenária (patrulheiros da cidade subornados) para resolver tudo e cometeu mais um erro de subestimar Cersei, dando-lhe uma chance de fugir, no que ele classificou como "a loucura da misericórida".
No final, os Lannisters usaram sua própria honra contra ele, fazendo com que ele confessasse ter fabricado a verdade pela qual seus homens morreram em seu golpe de estado fracassado.
EDDARD, O MORTO
Primeiro, temos que afirmar o óbvio: Ned não está vivendo uma segunda vida em algum pombo em Porto Real, como afirma a infame e bizarra teoria. Nós estivemos na cabeça de Eddard e ele nunca teve sonhos de warg ou qualquer experiência de troca-peles.
Mas, fora de questões lúdicas, por que Martin matou Ned?
Algumas pessoas pensam que, ao matá-lo, GRRM estava dando o tom dos livros. Pessoas sem capacidade de se adaptar não estariam aptos a serem parte do jogo dos tronos e seriam alvo fácil para jogadores mais talentosos e experientes.
Outros afirmam que foi justamente para mostrar que assim eram as políticas medievais, e que Martin está apenas sendo realista e fiel ao tom da história de nosso mundo. Porém, Martin já afirmou enfaticamente não ter ou defender uma visão niilista do mundo.
Eu gostaria de propor uma terceira via: que Ned foi morto por circunstâncias fora de seu controle. Afinal, no fim, sua morte não era prevista nem por seus inimigos. Foi apenas um capricho de Joffrey, assim como a tentativa de assassinato de Bran.
Qualquer que tenha sido a razão para Ned morrer pela própria espada que ele executa Gared no início dos livros, a morte de Eddard aparentemente já era prenunciada (foreshadowed) desde o começo do livro, com a descoberta a loba gigante morta e seus filhotes desamparados perdidos no mundo.
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2019.09.06 18:36 TaoQingHsu (Capítulo 1) Uma breve conversa sobre a Escritura de quarenta e dois capítulos dita por Buda

Co-tradutores no tempo da dinastia Han Oriental, China (25 a 200 dC): Kasyapa Matanga e Zhu Falan (que traduziu a dita Escritura do sânscrito para o chinês).
Tradutor nos tempos modernos (D.2018: Tao Qing Hsu (que traduziu a dita Escritura do chinês para o inglês).
Professor e escritor por explicar a dita Escritura: Tao Qing Hsu
Capítulo 1: Saia da família e prove a fruta do Dao
O Buda disse: “Aqueles que se despedem de seus familiares, saem da família, reconhecem o coração, alcançam a raiz de dentro, entendem a lei do não fazer, são chamados de Sramana. Aqueles que sempre seguem os 250 Preceitos, estão na limpeza e purificação enquanto vão e param, e fazem a prática do Dao das Quatro Nobres Verdades, tornam-se Arhats. Arhats são capazes de voar e mudar, têm a vida de grandes éons, podem habitar e se mover no céu e na terra. O próximo é Anāgāmi. No momento da morte, seus espíritos ascendem acima do décimo nono céu, onde provam os Arhats. O próximo é Sakridāgāmi, que ganha o Arhat imediatamente, depois de ascender ao céu uma vez e retornar à terra uma vez. O próximo é Srotāpanna, que prova Arhat, após sete mortes e sete nascimentos. Cortar o amor e o desejo é como membros quebrados que não podem ser usados ​​novamente. ”
Sramana, Arhat, Anāgāmi, Sakridāgāmi e Srotāpanna são todos em sânscrito. Eles são separadamente significados ao grau diferente relacionado a praticar o Dao. Tais nomes são todos diferenciados e dados por pessoas. Pensar nos diferentes graus do Doutor, Mestre e Bacharel, cujos nomes também são diferenciados e dados pelas pessoas. Espero que esse exemplo faça você entender mais isso.
"Saia da família", o que significa que um homem deixa sua família para se tornar um monge budista. Existem dois tipos de sair da família. Uma é que a forma de monge budista parece sair da família, mas seu coração ainda está na família. A outra é que a forma de não-monge budista vive na família, no entanto, seu coração é realmente sair da família, tal é o verdadeiro e sair da família. Ou seja, não importa qual seja a forma, o coração que saiu da família é realmente sair da família.
Então, podemos ter dúvidas. Por que um coração quer sair da família? Existe algum significado para? No capítulo vinte e três desta escritura, menciona-se uma das razões. O conceito desta escritura também é adequado para mulheres. O coração que sai da família significa deixar de lado o constrangimento, os problemas e a aflição ocorridos na família, não deixar de fora os membros da família. O significado mais profundo é transformar essas restrições, problemas e aflições em sabedoria para que nós e os outros tenhamos uma vida melhor.
Nos tempos antigos e modernos, quando as pessoas saíam da família para se tornar um monge ou freira, elas deveriam ter a permissão de seus pais primeiro. Isso é para respeitar os pais e agradecer-lhes para nos criar. Nos tempos passados​​da China, também deve ter a permissão do governo e ter que ser registrada no governo, o que é motivo para evitar que o criminoso contorne a punição da lei por meio da saída da família.
“Reconheça o coração, alcance a raiz do interior, entenda a lei do não fazer”, o que significa reconhecer que não há coração nem mente; tudo ocorre do nosso coração e mente. Quando temos o coração e a mente, tudo ocorre então. Quando removemos nosso coração e mente, tudo é eliminado. "Tudo" significa o fenômeno, situação, matéria, objeto e coisas do nosso exterior e interior. Algumas pessoas que ouviram o conceito de sem coração, sem mente e sem consciência, estão aterrorizadas e infelizes em repreender o budismo. Porque em seu pensamento e conceito, como seria possível que não houvesse coração, nem mente nem consciência? Eles não entendem isso.
Um dia, Huike, que foi o segundo fundador do zen na China, disse ao primeiro fundador Dharma: “Mestre, sinto que meu coração não está em paz. Por favor, ajude-me a ter meu coração em paz.
O fundador Dharma respondeu a ele: “Me dê seu coração. Eu te ajudo a ter o coração em paz.
Huike pensou por um tempo e depois respondeu ao fundador Dharma: "Mestre, não consigo encontrar meu coração".
Então, o fundador Dharma respondeu: “Eu já te ajudei a ter o coração em paz”.
A raiz do interior é o vazio. Alcançar a raiz do interior significa alcançar o vazio. A natureza maravilhosa do interior é o vazio. Se tivermos esse conceito, entenderemos o significado do não fazer.
A maioria das pessoas que ouviram o conceito de não fazer no budismo também estão aterrorizadas e infelizes, porque elas têm muito pensamento negativo e incompreensão sobre isso. Eventualmente, em alguma situação, não fazer é melhor do que fazer, você já pensou sobre isso? Não fazer é um estado que é preocupação com o não-coração e o vazio. Neste estado e momento, nosso corpo físico e mental estará em paz, silêncio e saúde. Isso é o Nirvana. O objetivo de praticar o Dao é o Nirvana. Não é um sentimento curto. Deve ser um estado estável e contínuo, que é a grande meditação. Nesse estado, será o fundamento, a partir do qual podemos fazer e pensar de qualquer maneira positiva, de modo a ajudar e beneficiar a nós e aos outros.
Todo praticando o Dao tem como objetivo o estado do Nirvana. Há muitas maneiras diferentes de praticar o Dao. Para recitar ou cantar o nome de Fo ou Pusa, ou ler a escritura do budismo, ou pensar no significado do ensinamento de Buda e sentar-se para meditar, todos eles são um dos caminhos. (Fo é Buda; Pusa é Budhisattva.) Essa parte é para ajudar e nos beneficiar. Quando nosso coração está limpo, puro e pacífico, temos a força para ajudar e beneficiar os outros, que é o aprendizado mais profundo.
“Reconhecer o coração, alcançar a raiz do interior, entender a lei do não fazer” é o grau mais alto na prática do Tao. O homem que está em tal estado é chamado Sramana. Antes do estado acima mencionado, ele poderia ter feito as seguintes coisas.
“Aqueles que sempre seguem os 250 Preceitos, estão em estado de limpeza e purificação enquanto vão e param, e praticam o Dao das Quatro Nobres Verdades, tornam-se Arhats.” Significa que os monges budistas têm que obedecer aos 250 Preceitos. . E não importa para onde estão indo, a coisa boa para beneficiar a si mesmos e aos outros, ou parar as coisas más para não machucar a si mesmos ou aos outros, devem estar no estado de limpeza e purificação no coração e na mente.
Nós não somos monge budista, então não temos que obedecer aos 250 Preceitos. Mas isso nos inspira. Quando estamos fazendo as coisas boas e não estamos fazendo as coisas más, devemos também manter a limpeza e a purificação no coração e na mente. Significa que devemos remover o ganancioso, o ódio, a estupidez e a paixão, de coração e mente, porque essas coisas contaminariam nosso coração e mente, e nos deixarão ter o pensamento negativo. Se esses deles forem removidos, estaremos no esplendor, teremos a mente pacífica e o pensamento positivo, em benefício de nós e dos outros.
“Faça a prática do Dao das Quatro Nobres Verdades.” Significa que colocar o Dao das quatro nobres verdades na prática é uma das condições para se tornar Arhat. As quatro nobres verdades são Sofrimento, Agregação, Eliminação e Tao, que são as causas e condições para atingir o estado de Buda. O sofrimento é a causa. A agregação e eliminação são as condições. O Dao é a condição e resultado. "Dao" é transliterado da palavra chinesa. Seu significado original é o caminho. E seu significado é estendido para praticar a verdade.
A primeira causa e condição para entrar no caminho de Buda é perceber o sofrimento de nosso interior, como qualquer dor causada por nosso corpo, ou qualquer pressão causada por nossa vida, ou qualquer doença mental causada por nossa ganância, ódio, estupidez. e paixão.
A segunda causa e condição para entrar no caminho de Buda é perceber e descobrir que o sofrimento do nosso interior é agregado continuamente. A maioria das pessoas não tem essa percepção. Qualquer sofrimento é fácil de ser esquecido pelas pessoas. Uma vez que qualquer sofrimento é lembrado por eles, o que eles pensam é que eles são a pessoa perseguida, todos os seus sofrimentos internos são causados ​​pelos outros. Então eles querem se vingar para eliminar o sofrimento deles. Tal pensamento está violando o caminho de Buda.
Quando percebemos e descobrimos que o sofrimento do nosso interior é agregado continuamente, seguimos o caminho de Buda para eliminar o sofrimento do nosso interior. Isso significa que entrar no caminho de Buda é uma maneira de eliminar nosso sofrimento interior. Então, podemos ter dúvidas, qual é o caminho de Buda? A definição do caminho de Buda é ampla e infinita. O ponto está nesta escritura. Em segundo lugar, o ponto mais importante está na Escritura do Coração da Sabedoria Suprema, que você pode encontrar e ler no meu blog. É difícil para o público entender a Escritura do Coração da Sabedoria Suprema. Em uma palavra, o fundamento do caminho de Buda é a autopercepção, o autocontrole, a autoliberação e a autodisciplina.
Então, quando “caminhamos” pelo caminho de Buda, isso significa que colocamos a verdade ou a lei búdica ensinada por Buda na prática. Nós damos um nome como "Dao" (ou "Tao").
"Arhats são capazes de voar e mudar, têm a vida de grandes éons, podem habitar e se mover no céu e na terra." Isso significa a libertação e liberdade sobre a vida pessoal e ação. Isso também significa que o Arhat pode decidir sua própria duração de vida e pode decidir onde morar, ou onde nascer, o céu ou a terra. Em segundo lugar, não importa onde o Arhat vá ou vive, os guardiões invisíveis estão sempre ao lado do Arhat para protegê-lo, porque os espíritos e os fantasmas no céu e na terra seriam movidos pela virtude de Arhat e jurariam se tornar os guardiões proteja o Arhat. Os Arhats incluem machos e fêmeas. Em algumas Escrituras, o Bodhisatva também é chamado de Arhat, que possui imensurável felicidade devido à virtude de Arhat.
Está realmente além do nosso conhecimento e experiência. Mas isso não significa que tal Arhat não exista, porque não podemos provar que tal Arhat existe, e também não podemos provar que tal Arhat não existe. É mais como a experiência transcendental pessoal. Quando nos tornamos Arhat ou quando nos encontramos Arhat, é uma experiência transcendental muito pessoal.
Quando uma pessoa tem a experiência prática mencionada, damos a ela um nome como “Arhat”. "Arhat" é sânscrito.
“O próximo é Anāgāmi. No momento da morte, seus espíritos sobem acima do décimo nono céu, onde eles provam os Arhats. ”Isso significa que uma pessoa está no momento da morte, seu espírito habita no céu ou acima do décimo nono e onde ele provém o fruto de Arhat Então, é dado um nome como “Anāgāmi”, que é sânscrito.
Há trinta e três céus que são mencionados no budismo. Eles são mais semelhantes aos diferentes espaços dimensionais, de acordo com o nosso entendimento no tempo moderno.
“O próximo é Sakridāgāmi, que ganha o Arhat imediatamente, depois de ascender ao céu uma vez e retornar à terra uma vez.” Significa que tal pessoa pratica a lei de Buda e reencarna no céu e na terra uma vez. E então, ganha o fruto do Arhat. Damos a essa pessoa um nome como “Sakridāgāmi”, que é a sanskirt.
“O próximo é Srotāpanna, que prova Arhat, depois de sete mortes e sete nascimentos.” Isso significa que essa pessoa pratica a lei de Buda e tem que experimentar a reencarnação por sete vezes no céu e na terra. E então, ganha o fruto do Arhat. Tal pessoa recebe um nome como “Srotāpanna”, que é Sanskirt.
No budismo, existe tal conceito que existem imensuráveis ​​reencarnações para um espírito de uma pessoa, como um espírito em uma roda, onde inclui os Seis Caminhos, que são três pertencentes a bons caminhos e três pertencem a caminhos maus. Os três bons caminhos são os caminhos do Bodhisattva, Ashura e Humano. Os três maus caminhos são os caminhos do Fantasma, Animal e Inferno. Que o espírito reencarna nos Seis Caminhos por turnos é como uma roda girando continuamente, e nunca sai da roda giratória. Somente quando o espírito entra no caminho de Buda, há a chance de deixar a roda giratória.
"Cortar o amor e o desejo é como membros quebrados que não podem ser usados​​novamente." A definição do amor e do desejo aqui é mais estreita, o que significa que as pessoas gostam de alguém romanticamente ou são sexualmente atraídas. O amor e o desejo afetariam a emoção e o pensamento das pessoas. Algumas pessoas usam seu amor e desejo de controlar os outros. No entanto, algumas pessoas são assim controladas em mente. Não importa qual deles, seu coração e mente não são liberados e não são livres. Uma vez que seu amor e desejo não estão contentes, o pensamento e o comportamento irracionais são assim ocorridos. Não importa como eles são, seu coração e mente podem ser feridos. No entanto, alguém gosta de tal situação. O Buda considera essas pessoas como estupidez e paixão, e essas pessoas estão, portanto, no estado de não-brilho.
Que cortar o amor e o desejo é como membros quebrados significa que uma pessoa deve ter a determinação de praticar o Dao. Não deixe que o amor e o desejo se tornem o obstáculo na prática do Tao.
Mas o supracitado é um dos ensinamentos de Buda. Existe o profundo e outro ensinamento de Buda. Isto é, não é necessário cortar o amor e o desejo. Por quê? Não há amor e desejo fundamentalmente, quando compreendemos completamente o não-eu e o auto-vazio. Nosso amor e desejo ocorrem e são atraídos pela situação externa. Se entendermos o Vazio de fora e de dentro, onde encontrar o amor e o desejo de sermos cortados? Mas, tal conceito é difícil de ser entendido pelo Arhat, para não mencionar as pessoas comuns. Pode ser possível entender, quando fazemos a meditação profunda. Se não tivermos essa sabedoria, é melhor cortarmos o amor e o desejo quando tivermos a determinação de praticar o Tao. Em tal situação, o amor e o desejo não são reais, porque são ilusões. Mas as pessoas comuns as consideram reais. Inglês: (Chapter 1)A Brief Talk about The Scripture of Forty-Two Chapters Said by Buddha
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2019.09.06 16:46 TaoQingHsu (Prólogo) Uma breve conversa sobre a Escritura de quarenta e dois capítulos dita por Buda

Co-tradutores no tempo da dinastia Han Oriental, China (25 a 200 dC): Kasyapa Matanga e Zhu Falan (que traduziu a dita Escritura do sânscrito para o chinês).
Tradutor nos tempos modernos (D.2018: Tao Qing Hsu (que traduziu a dita Escritura do chinês para o inglês).
Professor e escritor por explicar a dita Escritura: Tao Qing Hsu
O conteúdo
Prólogo
O Honrado Pelo Mundo, tendo atingido o estado de Buda, fez tal meditação, que deixar de lado o desejo, estar em estado de silêncio, é a melhor vitória. Morando na grande meditação, conquistando todos os caminhos dos demônios, o Buda girou a Roda da Lei das Quatro Nobres Verdades no Jardim dos Veados e salvou Ajñāta Kaundinya e assim cinco pessoas que haviam provado o fruto de Dao. Houve também várias perguntas ditas por Bhikkhu, que perguntaram ao Buda sobre o avanço e pararam. O ensino e a admoestação do Honrado Pelo Mundo permitem que eles se iluminem um por um. Colocando as palmas das mãos juntas, elas respeitosamente prometeram cumprir a admoestação do Honrado pelo Mundo.
Este prólogo introduziu a causa, condição e situação sobre o ditado para os quarenta e dois capítulos seguintes.
“O Honrado Pelo Mundo”, que é um dos dez nomes de Buda, é que os discípulos budistas respeitosamente chamam seu professor, o Buda Sakyamuni, quando eles estão aprendendo e falando sobre a prática ou ensinamento de Buda com seu professor. Por que é chamado de “o Honrado Pelo Mundo”, porque o Buda possui muitas virtudes que são estimadas pelo público, pelas pessoas comuns e pelos santos no mundo e nas pessoas no céu. Depois que Siddhartha morreu, o público o chama respeitosamente como o Buda Sakyamuni, é especialmente mostrado na escritura chinesa do budismo. Pessoas iluminadas não se chamariam de Buda ou do Honrado Pelo Mundo. Por quê? Pense nisso.
“Ter atingido o estado de Buda” significa que Siddhartha se iluminou e se libertou do sofrimento mundano, foi capaz de falar da lei de Buda para o público e salvou as pessoas que estão sofrendo.
“Fez tal meditação” significa que ele se sentou sob a árvore Bodhi e contemplou profundamente como salvar as pessoas que estão sofrendo.
"Que deixar de lado o desejo, estar em estado de silêncio, é a melhor vitória". Podemos descobrir que o pensamento de Buda Sakyamuni é diferente das pessoas comuns. A maioria das pessoas pensa que ter a família, autoridade, riqueza, status elevado no trabalho ou na sociedade, que é que eles têm as vantagens mais do que os outros, é a vitória. Se eles querem ter tantas coisas, eles devem ter o forte desejo por essas coisas, e devem ter a habilidade social flexível, caso contrário, eles não alcançarão o sucesso. No entanto, o Buda Sakyamuni pensou que sair do desejo, estar em estado de silêncio, é a melhor vitória.
Em outras palavras, isto é, nenhuma competição, nenhuma luta, nenhum argumento e nenhum coração para alcançar o sucesso mundano são a melhor vitória. De nós somos uma criança, que o que nós somos educados são implantados o conceito de sucesso sobre a competição, luta e argumento para a nossa vida melhor, não importa se estamos na escola ou na sociedade. Parece que se não fizermos essas coisas, seremos um perdedor em nossa sociedade, no mundo e em toda a nossa vida. E parece que, se não existem tais conceitos para nossos filhos ou para o público, nosso país perderá o poder da competição no mundo. Tal conceito faz com que muitas crianças e pessoas estejam em estado de ansiedade, medo, sofrimento e mau humor, e as façam ter doenças no corpo físico e mental. Então, devemos esgotar a força física e espiritual das pessoas e os recursos de saúde e gastar muito tempo para tratar essas pessoas.
Portanto, você pode observar que o conceito secular a ser considerado o certo, inteligente e a vitória do público é considerado por Buda Sakyamuni como nenhum brilho. Em outras palavras, o que o pensamento das pessoas comuns é escuridão e estupidez.
Muita gente pensa que tal conceito de Buda Sakyamuni não será positivo e permitirá que seus filhos ou pessoas percam a competição por sua vida no mundo. Eu tenho que dizer que todos eles entendem mal o ensinamento de Buda. De fato, o desejo positivo ocorre de nenhum desejo e do estado de silêncio. Por quê? Se o Buda Sakyamuni não tinha desejo, como seria possível ele falar da lei de Buda por 49 anos e salvar seres conscientes para libertar-se do sofrimento? Em outras palavras, seu desejo havia sido sublimado por ele mesmo. Então, podemos ter dúvidas. Qual é a diferença entre seu desejo e o desejo das pessoas comuns? Ou qual é o desejo sobre o ensinamento de Buda? Pense nisso. Desta escritura, você pode encontrá-lo.
Na explicação estreita, o desejo significa imundícia, como o ganancioso por dinheiro, o amor ao erótico, e assim ocorria o ódio ao povo, a arrogância e a falta de confiança, que manchariam nosso coração para ferir a nós mesmos e aos outros, e nos faz sofrer. Então, a motivação de tal desejo é o egoísmo. Em tal situação, o coração é como grandes ondas, como poderia estar em paz? Deixando de lado esse desejo, não haveria aflição. Nosso coração estaria no estado de paz e silêncio, o que significa que o coração é claro, limpo e puro.
“Morando na grande meditação, conquistando todos os caminhos dos demônios”, o que significa que quando Siddhartha vivia na grande meditação sob a árvore Bodhi, o demônio no céu queria testá-lo e saber se Siddhartha havia eliminado o desejo de coração ou não. . Então, o demônio transformou seus familiares em três lindas garotas, que atraíram Siddhartha com sua beleza e sensualidade. Siddhartha não foi atraído por eles. Pelo contrário, Siddhartha assimilou-os. E então, o demônio no céu tornou-se o defensor para proteger e manter o budismo e suas escrituras.
“O Buda girou a Roda da Lei das Quatro Nobres Verdades no Jardim Selvagem dos Cervos”, o que significa que Siddhartha fala da Lei Buda em relação às Quatro Nobres Verdades, o que significa o sofrimento, o acúmulo, a eliminação e o Dao. . No budismo, girar a roda da lei significa ensinar ou falar da lei búdica. Siddhartha, na profunda contemplação, descobrira que os seres sencientes estavam sofrendo e acumulando o sofrimento todos os dias. Quando pensam em eliminar o sofrimento, entram no Tao para se libertarem do sofrimento, o que significa que entrariam no caminho de Buda.
Em relação ao sofrimento, oito sofrimentos são mencionados, que são o sofrimento da vida, envelhecimento, doença, morte, afastando-se do ente querido ou amado, encontrando-se em ódio, exigindo algo que não poderia ser contente, e o sofrimento de flamejante em cinco agregações.
Tais sofrimentos seriam acumulados dia a dia e, assim, aumentariam nossa aflição. Somente quando sentimos tal aflição, teríamos um pensamento para eliminar o sofrimento. Assim, é possível praticarmos o Tao e provar o Tao, o que significa libertar-nos do sofrimento e, além disso, ajudar os outros a se libertarem do sofrimento.
O Deer-Wild Garden (o sânscrito é mṛgá-dāva) é um lugar famoso na Índia. Na lenda, havia dois Pusa que se transformaram no Rei dos Cervos e se ofereceram ao Rei Humano para proteger o rebanho de veados. O Rei-Humano prometeu e construiu um jardim para proteger o rebanho de cervos. Então o lugar era chamado de Jardim dos Veados-Selvagens. É o primeiro lugar que Siddhartha rodou a Roda da Lei, e é por isso que é tão famosa.
“Salvo Ajñāta Kaundinya e assim cinco pessoas que provaram assim o fruto de Dao.” Quando Siddhartha se iluminou sob a árvore Bodhi, ele pensou qual deles poderia ser salvo. Então, ele pensou nas cinco pessoas, que eram seus parentes e seu protetor para acompanhar com ele a prática do Tao. Ajñāta Kaundinya é um deles. Eles haviam experimentado a prática ascética juntos. Mas, Siddhartha finalmente acha que a prática ascética não funcionou para a iluminação. Siddhartha então aceitou a oferta de leite de uma menina. Ajñāta Kaundinya e assim cinco pessoas pensaram que Siddhartha desistiu da prática ascética e depois o abandonou. Depois que Siddhartha aceitou a oferta de leite de uma menina, ele retornou a árvore Bodhi e sentou-se para meditar continuamente. Então, em uma noite, ele se iluminou completamente. Depois disso, ele falou sobre a primeira escritura “A escritura da grande direção, amplamente difundida pela solenidade”, que em sânscrito é mahā-vaipulya-buddhâvata-sātra-sūtra. Esta é uma escritura incrível. No entanto, é pena que seja difícil de ser compreendido pelas pessoas comuns. Então ele teve que falar sobre o que as pessoas comuns poderiam aceitar e entender, como essa escritura.
Ajñāta Kaundinya e assim cinco pessoas foram as primeiras pessoas a serem salvas por Siddhartha e se tornaram seu primeiro discípulo, que havia provado o fruto de Dao. Isso significa que eles alcançaram o fruto de Arhat. Então, quando somos iluminados, quem será salvo por nós? Naturalmente, nossos familiares ou parentes serão os primeiros. Então, como essas pessoas devem ser iluminadas? Quando você ler, entender e compreender cuidadosamente esta escritura, você saberá.
“Também houve várias perguntas feitas por Bhikkhu, que perguntaram ao Buda sobre o sinal verde e pararam.” Bhikkhu é sânscrito. Significa monge budista. Também tinha o significado de romper o mal no coração, aterrorizar o demônio, purificar para obedecer aos preceitos e o erudito implorando, o que significa que eles praticam o Tao para cortar seus problemas, conquistar o demônio dentro e fora, obedecer os preceitos com o coração limpo, e para pedir comida, de modo a manter a vida para praticar o Dao e eliminar o coração ganancioso.
O mal no coração e o demônio de dentro e de fora significa os problemas e aflições no coração. O ir em frente e parar estão relacionados a como colocar o Dao em prática, o que deve ir em frente e o que deve ser parado quando se pratica o Dao, o que também é mencionado nesta escritura.
“O ensino e a admoestação do Honrado Pelo Mundo permitem que eles se iluminem um por um. Colocando as palmas das mãos juntos, eles respeitosamente prometeram cumprir a admoestação do Honrado pelo Mundo. ”Então, se você tivesse entendido e entendido completamente essa escritura, você poderia ser inspirado ou iluminado da mesma forma que os monges budistas. Inglês: (The Prologue)A Brief Talk about The Scripture of Forty-Two Chapters Said by Buddha
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2016.06.12 21:24 shirleioliveira A IMPORTÂNCIA DAS FÁBULAS NA LITERATURA INFANTO - JUVENIL

Acadêmicos: Cristiane Cardoso da Silva Mat: 327818, Damarys Oliveira da Silva de Paiva Mat: 714725 Karita Marreiros Mat: 917241 Rita de Cassia Mat: 863453 Shirlei de Sousa Oliveira Mat: 785936 Professor-Tutor Externo: Clebson Peixoto Centro Universitário Leonardo da Vinci - UNIASSELVI Curso (LED 0259) – Prática do Módulo V 21/05/16
RESUMO: A intenção desse trabalho é mostrar que a literatura é uma manifestação artística e que possui uma comunicação importante que atua como tecelã da linguagem e a transmissão do conhecimento das expressões humanas. O objetivo deste trabalho é abordar quanto ao gênero, fábulas e a importância da literatura na formação do ensino fundamental e no EJA (Educação de Jovens e Adultos) da Escola Elcione Barbalho, localizada no bairro Liberdade da cidade de Marabá-PA, na literatura infanto - juvenil buscamos através de referência documentos, revistas, jornais, livros, pesquisa de campo e internet. Este estudo aborda o papel da escola na formação do individuo, buscando incentivar a escrita e a leitura para assim facilitar o seu desenvolvimento social e emocional, onde iremos utilizar a didática pedagógica da literatura infantil, baseado nas ideias dos seguintes autores: Cândido Antônio, Azevedo, Bruno Betteilheim.
Palavras Chaves: Fábula. Ensino. Educação. Literatura Infanto-Juvenil.
1 INTRODUÇÃO: Neste trabalho apresentamos a didática para a utilização da importância das fábulas na literatura infanto - juvenil, onde levaremos em consideração a importância dos contos de fábulas para a construção do seu imaginário. Este estudo se baseará em autores como Bruno Betteilheim, Cândido Antônio e Azevedo, que tratam de contos de fábulas, cada autor tem uma área específica.
 O objetivo desse trabalho é mostrar que a literatura é uma manifestação artística e também observar a influência dos contos de fábulas no imaginário infanto - juvenil da escola Elcione Barbalho na cidade de Marabá-PA. Acreditamos que os contos de fábulas ajudarão os jovens no ensaio de vários papéis sociais, proporcionando a construção de uma personalidade sadia e também promover a socialização. A troca de experiência é uma maior inserção no grupo social assim promovendo o desenvolvimento da imaginação, da criação, da percepção de mundo a partir das possíveis interpretações dos contos de fábulas. A importância do nosso paper que seja ,um arquivo para pesquisas futuras. Este trabalho utilizou-se em duas etapas de pesquisas sendo que uma etapa foi de observação da prática pedagógica das professoras e uma segunda etapa onde ela trabalha a oralidade e a produção textual , ortografia e linguística. Dentro das problemáticas encontradas buscamos analisar, investigar a importância das fábulas como gênero literário dentro de sala de aula e também levantamos questionamentos em relação a problemas na prática da docência em relação ao gênero literário. Como as professoras utilizam as fábulas em sala de aula na aprendizagem e aumento da cognição do aluno? Como a instituição escola trabalha a literatura para fazer leitores nos estudos observados. 
2 Entendemos por literatura: Uma comunicação de caráter humano, que utiliza de vários recursos seja humano, físico, material, intelectual, social, estético, formador, educador, lúdico entre outros recursos , transferindo aprendizagem, saber, conhecimento, instrução e valores próprios da alma humana através do diálogo significativo ficcional / real desta forma de expressão e produção intelectual humana objetivando a interiorização, a identificação, a inserção e a transformação do indivíduo em seu meio ou sociedade. Podemos definir a literatura como: produção intelectual, expressão artística humana. Azevedo (2007, p.215) afirma que:
“A importância da literatura é indiscutível pois é através dela que nos relacionamos com os valores humanos mais nobres e os mais baixos como o amor e ódio, a bondade e a maldade, a inveja e a solidariedade, a angústia e a alegria , o ciúme e a caridade a soberba e a humildade entre outros”. Cabe a Literatura a finalidade de transformar por meio da escola a expressão artística com o decoro a instrução dos jovens. Neste paper a literatura é considerada em sua funcionalidade formadora e educadora para criar leitores. Antônio Cândido nomeia três funções para a literatura: Função Psicológica : Capacidade individual de fantasiar pela ficção, Função Formadora: Formação e educação do ser humano movida por ideais, Função Humanizadora: Humaniza em sentido profundo porque faz viver. O atuar do diálogo com o texto quer seja por meio do professor para com o aluno, ou por meio de indivíduo para um grupo de pessoas nos ajuda a compreender a literatura. Através de uma aprendizagem sócio interacionista e sócio construtivista (Piaget e Vygotsky). Observamos então a importância de fazer leitores assíduos pelos textos literários, que auxiliam na cognição do indivíduo com criatividade e compreensão do mundo que o rodeia . A fábula o qual trabalhamos no paper e procuramos investigar através de pesquisa documental em arquivos de órgãos públicos e instituições privadas assim também informativos, revistas, anais, relatórios de pesquisa, periódicos , cujo autores que baseiam e norteiam a nossa pesquisa de caráter, qualitativo e quantitativo são Antônio Cândido, Bruno Bettelheim e Azevedo, trabalhamos também com a pesquisa de campo entrevistando alunos e duas professoras de língua portuguesa de uma escola de ensino fundamental localizada no bairro da liberdade no município de Marabá, uma escola que faz parte de um projeto social do governo federal para alunos do EJA ( alunos com idade variante de 15 a 25 anos ) cuja pesquisa foi feita com questionários com perguntas previamente elaboradas. Segundo o dicionário Aurélio (2000, p.30) a fábula é uma narração breve cujas personagens via de regra são animais que pensam, agem e sentem como os seres humanos. Esta narrativa tem por objetivo transmitir uma lição de moral. Alguns escritores de fábulas são : Esopo, temos também os brasileiros Monteiro Lobato e Leonardo Boff obra em destaque (a águia e a galinha ) cuja fábula será abordada neste paper. No primeiro passo da pesquisa, será mostrado aos alunos através de recursos audiovisuais e no segundo passo os alunos serão observados para análise de interpretação de texto, ortografia , linguística e oralidade. Os objetivos deste paper abordam a questão da importância do trabalhar as fábulas em sala de aula descrevendo e realizando o diagnóstico necessário no cotidiano escolar. Sendo que esta pesquisa está dividida em três capítulos distintos: No primeiro capitulo Observação didática sobre a fábula pela professora regente da turma, no segundo capitulo a análise foi feita para Verificando se a professora reconhece a importância de trabalhar as fábulas em sala de aula o terceiro capítulo procura Analisando o impacto que a fábula tem sobre a realidade do educando. Para a realização deste trabalho a fábula foi escolhida por ser um gênero literário de narrativa curta e de fácil entendimento para o aluno auxiliando-o na aprendizagem de uma forma diferenciada , prazerosa e atrativa. A fábula estudada foi encontrada na internet assim como o vídeo . As professoras trabalham em sala de aula com um livro chamado o Guia de Estudo Integrado Unidade Formativa I , que possui todas as disciplinas fundamentais como Português, Matemática , Geografia ,Ciências, Inglês e História. Todos os alunos possuem livros que foram dados pelo Governo Federal. Este paper busca compreender, analisar e investigar a importância da fábula como gênero literário dentro da sala de aula, e levantar questionamentos em relação a problemas como é a prática da docente em relação gêneros literários? A fábula utilizada está de acordo com o nível de desenvolvimento do aluno ? Neste estudo foi observado a prática pedagógica das duas professoras de língua portuguesa, de que forma as atividades literárias estão sendo desenvolvidas em sala de aula e se estas professoras estão formando leitores que apenas leem ou leitores que leem e tem uma visão critica acerca da leitura e quais as dificuldades encontradas por estas professoras ao usar a fábula em sala de aula e de que forma elas podem intervir para resolver os problemas. O ambiente de sala de aula foi preparado para receber os alunos como se fosse um clima de cinema, na sala estava instalado o data show com o vídeo da fábula a na biblioteca da escola, os alunos estavam sentados confortavelmente em suas carteiras, sendo que aos alunos foi permitido que levassem pipoca,com a luz apagada eles assistiram ao vídeo logo após foi feito pelas professoras uma explanação oral sobre a fábula e a culminância desta atividade se deu de forma de uma produção textual ( síntese ) escrita sobre a compreensão daquela fábula. A professora da turma acredita que as fábulas motivam os alunos a estudar, auxiliando na oralidade e a produzir textos. Ao passo que a expectativa das duas professoras de língua portuguesa em relação a aprendizagem do aluno eram : Falar sobre o significado da representação do papel de cada animal apresentado e qual a funcionalidade moral da fábula e compreender a literatura, objeto de aprendizagem, que assimila a vida real através da ficção os resultados obtidos a partir deste estudo foram satisfatórios pois pudemos sanar algumas dúvidas e questões em relação ao tema fábulas. 3 Observação didática sobre a fábula pela professora regente da turma. As educadoras se preocuparam com aspectos a temas motivacionais com as fábulas , que transmitem esperança , perseverança já que os alunos do EJA são pessoas que trabalham o dia todo e a noite ainda vão estudar, sendo que a maioria dos estudantes são mulheres , tem um caso de uma aluna que vai estudar e o marido que não é estudante da escola, fica esperando na cantina as quatro horas de aula a mulher terminar os estudos. Tem casos também de mulheres que engravidaram e tiveram que deixar de estudar, mas como o programa oferece creche para as alunas, tiveram oportunidade de estudar ou são pessoas que abandonaram os estudos por vários motivos: dificuldades econômicas, sociais, geográficas, culturais etc.. A professora também preocupou se os alunos já tinham conhecimento prévio da fábula, todos responderam que não. Outra preocupação em trabalhar fábulas para EJA de ensino fundamental é não praticar infantilização dos textos pois são pedagogias diferentes. A simbologia da fábula a águia e da galinha é interessante e vai de acordo com o interesse que cativam o aluno, a fábula trabalha o paradoxo e a ambivalência entre os dois animais pois a águia tem o significado de que ela é uma vencedora e ela pode voar e conquistar novos horizonte , enquanto a galinha é um animal da terra que fica ciscando o chão, que está preso a terra e não pode voar. Inicialmente a produção das fábulas no novo mundo foi disseminada por Esopo foi somente com Jean de La Fontaine que elas tiveram uma característica educacional e artística, as fábulas com o decorrer da história foram de adaptando aos novos tempos sendo que com Jean de La Fontaine as fábulas apresentaram característica oral e foram trabalhadas as simbologias, exemplificando a águia tem uma simbologia de vencedora enquanto a galinha tem uma simbologia de conformidade. Como as fábulas possuem caráter antropomórficos em que os animais possuem a capacidade de projetar-se como seres humanos com sentimentos e valores morais humanos, foi feita esta comparação simbolicamente para que os alunos se identificassem com a história e quiçá transformassem o meio em que vivem . Podemos perceber que as professoras tinham uma boa formação pedagógica a fábula não ficou infantilizada e auxiliou no desenvolvimento e aprendizagem dos alunos. Fábula utilizada em sala de aula : A águia e a galinha Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo cativo em sua casa. Conseguiu pegar um filhote de águia. Colocou-o no galinheiro junto com as galinhas. Comia milho e ração própria para galinhas. Depois de cinco anos, este homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista: – Esse pássaro aí não é galinha. É uma águia – De fato – disse o camponês. É águia. Mas eu a criei como galinha. Ela não é mais uma águia. Transformou-se em galinha como as outras, apesar das asas de quase três metros de extensão. – Não – retrucou o naturalista. Ela é e será sempre uma águia. Pois tem um coração de águia. Este coração a fará um dia voar às alturas. – Não, não – insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia. Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e desafiando-a disse: – Já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra suas asas e voe! A águia pousou sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas. O camponês comentou: – Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha! – Não – tornou a insistir o naturalista. Ela é uma águia. E uma águia será sempre uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã. No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa. Sussurrou-lhe: – Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe! Mas quando a águia viu lá embaixo as galinhas, ciscando o chão, pulou e foi para junto delas. O camponês sorriu e voltou à graça: – Eu lhe havia dito, ela virou galinha! – Não – respondeu firmemente o naturalista. Ela é águia, possuirá sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar. No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram para fora da cidade, longe das casas dos homens, no alto de uma montanha. O sol nascente dourava os picos das montanhas. O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:- Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe! A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, para que seus olhos pudessem encher-se da claridade solar e da vastidão do horizonte. Nesse momento, ela abriu suas potentes asas, grasnou com o típico kau-kau das águias e ergueu-se, soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez mais para o alto. Voou… voou… até confundir-se com o azul do firmamento…” (Fonte http://www.catequisar.com.bmensagem/reflexoes/06/msn_147.htm)
4 Verificando se a professora reconhece a importância de trabalhar as fábulas em sala de aula : No momento da entrevista duas professoras respondiam ao questionário e com suas respostas conseguimos chegar ao objetivo geral do paper aonde trabalhamos a importância de se trabalhar fábulas em sala de aula. Nesta fase a professora número 1 respondeu que a importância é que a fábula motivava os alunos, enquanto a professora 2 respondeu que a fábula desperta a construção do caráter da cidadania dos alunos. Analisando as perguntas e as respostas desta pesquisa podemos perceber quando a professora 1 responde que trabalhar fábulas em sala de aula motiva os alunos, logo eles conseguem se identificar com os personagens da fábula pois quando o escritor cria um modelo de personagem tem essa concepção de ser , de fazer com que o leitor se identifique com um dos personagens, identificando quer seja com a simbologia ou característica que este personagem tem na sua vida , acontece então esta transcendência do mundo fictício para o mundo real Betteilheim (2007, pag. 54). Quando a professora 2 responde sobre a utilização de fábulas para os alunos é que ela desperta a construção do caráter do aluno , podemos então entender nesta frase a função formadora de instrução educacional da fábula. Segundo Coelho (2000, pag. 40) a terceira fase da leitura que abrange as crianças e os adolescentes, ou seja, a fase do leitor critico ( a partir dos 12/13 anos ) Aonde o leitor já possui uma capacidade , habilidade de refletir e ter pensamentos críticos em relação a textos e em relação a leitura que lhe é apresentada. Outra importância de se trabalhar fábulas em sala de aula, que as professoras reconheceram foi a facilidade que a fábula tem na produção e interpretação do texto, auxiliando também na oralidade, na ortografia e na linguística. Percebe-se isto na resposta das entrevistas quando a professora 1 disse que o objetivo de utilizar fábulas em sala de aula seria a sua facilidade no entendimento que ajuda na interpretação de textos, sendo que a professora 2 respondeu que a fábula possui um valor diagnóstico pois identifica qual aluno possui mais facilidade na interpretação de texto, quando foi perguntado para a professora quais os resultados alcançados a professora 1 respondeu que a fábula auxilia na produção de pequenos textos , na interpretação , na oralidade, ortografia e na linguística . A fábula sendo uma narrativa geralmente curta ,considerada um gênero de característica universal aonde pode ser captada de um modo simples que remonta aos antepassados humanos desde a contação de estórias nos interiores das cavernas ou entre os descansos após as caçadas. Justificando assim a facilidade do gênero fábula em se trabalhar interpretação produção e oralidade em sala de aula , pois o aluno ao produzir e interpretar textos é desafiado a usar a criatividade, a reflexão , o senso critico na escrita auxiliando na ortografia pois ele vai ter que exercitar a gramática da língua portuguesa em sua atividade de sala de aula , em quanto o auxilio na fábula na oralidade se dá, quando a professora questiona oralmente ao aluno quanto ao o que ele entendeu sobre a fábula apresentada no ambiente escolar, esta metodologia incentiva até os alunos mais tímidos a se expressar oralmente, entretanto quando a professora 1 fala que a fábula auxilia também na linguística do aluno ela se refere que a fábula pode também trabalhar as variações linguísticas e o regionalismo em sala de aula, o exemplo deste, são as fábulas do famoso escritor brasileiro Monteiro Lobato. 5 Analisando o impacto que a fábula tem sobre a realidade do educando . Utilizamos a amostragem de 35 alunos para compreendemos esta investigação. Através do método de observação e realização de um formulário quantitativo Por mediação da literatura os valores da humanidade são apresentados aos alunos quando no primeiro momento de nossa pesquisa a professora dentro da biblioteca e apresentando o vídeo perguntou no final se eles entenderam a fábula e se eles queriam ser águia ou galinha? Todos os alunos responderam que queriam ser águia , os alunos se identificaram com águia de simbologia vencedora, conquistadora e heroica despertando neles sentimentos motivados por valores humanos como orgulho, desejo, vontade , esperança, virtude e coragem, desejo de serem vencedores como a águia . Portanto a maioria dos alunos são de baixa renda e através da educação poderia conseguir um bom emprego como foi o caso de uma aluna que comentou que estava estudando para concluir o ensino fundamental porque ela no serviço de faxineira de uma siderúrgica tinha perdido uma promoção , de trabalhar de secretária porque não tinha o ensino médio. Com a sua função humanizadora, a fábula, formou leitores e produtores de pequenos textos, apesar de alguns problemas enfrentados ( ponto fraco em relação a fábula é que quando existem alunos semianalfabetos, ou analfabetos funcionais as fábulas devem ser trabalhadas oralmente ou através de recursos audiovisuais) pela professora e pelos alunos, na questão de alfabetização e letramento e dificuldades ortográficas , pois alguns alunos não sabiam ler e escrever corretamente entretanto a intervenção da professora para sanar estes problemas foi aulas de reforço escolar. A fábula trabalhada em sala de aula teve um impacto social na vida destes alunos pois a fábula a águia e a galinha despertou a vontade de transformação e inclusão social deste alunos. 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS De acordo com a regência feita em sala de aula , os resultados obtidos a partir dos estudos foram esclarecedores . Analisamos que as fábulas desenvolvem a capacidade da criança e do jovem de fantasiar , e na criatividade, outras contribuição foram interpretação e produção de textos, ortografia e linguística, os problemas que surgiram durante a pesquisa foram dificuldades de letramento e alfabetização aonde a intervenção foi aulas de reforço. Observamos também que é boa a prática pedagógica das professoras, e os textos estavam de acordo com o desenvolvimento dos alunos, sendo que esta pesquisa nos levou ao conhecimento e contribuição para futuras pesquisas aos estudos de fábulas e entendimento sobre que as fábulas têm no processo de formação da criança e jovens.
 Questionário 
1) Qual a importância da utilização de fábulas para os alunos ? Professora 1 R= A motivação que a fábula proporciona ao aluno Professora 2 R= Temos que despertar a construção do caráter da cidadania dos alunos 2) Qual o objetivo de usar fábulas ? Professora 1 R= Porque a fábula é um Gênero Textual de fácil entendimento auxiliando na interpretação de textos . Professora 2 R= A fábula tem um valor diagnóstico pois através dela podemos perceber quais os alunos possuem facilidade de interpretação 3)Como a professora utiliza estas fábulas em sala de aula ? Professora 1 R= Usamos com a ajuda de recursos audio visuais no primeiro momento em sala de aula depois fazemos atividades orais e escrita. Professora 2 R= Data Show , depois questionário com pergunta e respostas. 4)Quais eram as fábulas utilizadas? Professora 1 R= O Coordenador envia as fábulas que são iguais para todos os professores foram elas a fábula da galinha e da águia, a fábula do porco espinho e a fábula da raposa e do lenhador. Professora 2 R= A fábula do porco espinho ,a fábula da raposa e do lenhador, a fábula da galinha e da águia 5) Quem eram os autores ? Professora 1 e Professora 2 R= Esopo ,Leonardo Boff, Irmãos Grimm 6) Quais os resultados alcançados ? Professora 1 R= A fábula auxilia na interpretação de textos, na produção de pequenos textos, na ortografia e na linguística Professora 2 R= Ajuda na interpretação de texto , na oralidade pois os alunos tem que contarem o que eles entenderam do texto.
 Tabela com a observação de alunos 
1) Quantos alunos se mostraram interessados em assistir o vídeo da fábula a águia e a galinha. Todos os 35 alunos 2) Quantos alunos se identificaram com a fábulas ? Todos os 35 alunos 3) Quantos alunos se expressaram oralmente 3 três 4) Quantos alunos conseguiram fazer a síntese do texto ? 25 alunos 5) Quais problemas enfrentaram ? Letramento e alfabetização
6) A fábula estava de acordo com a faixa etária do aluno , para que não ocorresse infantilização do Texto? Sim 35 alunos
 Foto 1 Apresentação do vídeo da fábula aos alunos Fonte : https://projovemelcionebarbalho.blogspot.com/ Foto 2 No segundo momento os alunos estão fazendo a produção textual escrita, sobre a fábula. Fonte : https://projovemelcionebarbalho.blogspot.com/ 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BETTELHEIM , Bruno. A psicanálise dos contos de fadas. 26. ed. São Paulo: Paz e Terra.2007 RIBEIRO, Helena. Livro, 2012. Disponível em: < http://www.helenaribeiro.com/livro-voce-a-aguia-e-a-natureza/a-historia-da-aguia-e-a-galinha>Acesso em 29 mar.2016 ROCHA,Janaina. Monografia, 2011. Disponivel em : http://www.uneb.bsalvadodedc/files/2011/05/Monografia . Acesso em 30 mar.2016 SANTOS, Abraão Junior Cabral. et al. Literatura infantojuveni. Indaial, SC: Uniasselvi, 2013. Fontes: Cartilha do curso de licenciatura em letras Diretrizes da disciplina seminário da Prática http://www.webartigos.com/artigos/a-importancia-da-literatura-para-o-desenvolvimento-da-crianca/9055/ http://www.catequisar.com.bmensagem/reflexoes/06/msn_147.htm http://www.estudopratico.com.bfabula/ http://www.histedbr.fe.unicamp.bacer_histedbjornada/jornada11/artigos/9/[email protected] http://www.infoescola.com/literatura/literatura-infanto-juvenil/ http://literatura.uol.com.bliteratura/figuras-linguagem/37/artigo225090-1.asp https://projovemelcionebarbalho.blogspot.com/
http://www.recantodasletras.com.bteorialiteraria/278085 http://www2.uefs.bdla/graduando/n4/n4.13-23.pdf
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