O que é o verdadeiro amor entre um homem e uma mulher

O amor é baseado no respeito e no crescimento individual de cada um dos membros do casal. 8. Se o amor aperta, não é do seu tamanho. Se o amor dói, significa que não é amor, que estamos confundindo sentimentos e que estamos nos destroçando. Ou seja, se estivermos nos afogando, é hora de sair da água. Como sabemos que o amor verdadeiro entre um homem e uma mulher é possível? 3 Leia O Cântico de Salomão 8:6. A expressão “a chama de Jah”, usada para descrever o amor, tem muito significado. O amor verdadeiro é “a chama de Jah” no sentido de que Jeová é o Originador desse tipo de amor. Agora é o momento para você abrir o seu coração para um homem honrado. Você é uma mulher bonita, forte, e surpreendente assim que você um homem que não só elogiar que, mas também elevar você. Don ‘ T abaixar-se a seus padrões ou continuar a tolerar suas mentiras apenas porque você o ama ou está confortável com ele. O amor entre um casal além de paixão, é claro, tem de tudo, tem até um que de irmão, amigo, meio paterno ou materno e por isso mesmo é pleno. O amor verdadeiro respeita, perdoa, compreende, ajuda, apoia e quer sempre o melhor ao parceiro. O amor verdadeiro é de essência fértil a todo engrandecimento humano e em todos os sentidos. O amor verdadeiro pode também estar relacionado com temas religiosos, porque quem acredita em Deus, acredita que Ele é a fonte de amor, e demonstra um amor verdadeiro aos seres humanos. É muito comum encontrar pessoas que sentem uma forte necessidade de encontrar o seu amor verdadeiro e expressar este mesmo sentimento por outra pessoa. O amor verdadeiro entre um homem e uma mulher é o doar recíproco – a doação incondicional e sem exigência de reconhecimento, pois esta é a natureza do mundo. Aqueles que param de doar, perdem a capacidade de amar. Portanto, caem no egoísmo, na solidão e no desespero. Arquivo da Categoria: O verdadeiro Amor entre um homem e uma mulher ... O Verdadeiro Amor só tem início dentro de nós mesmos, quando temos total consciência de que o Amor é só e apenas Felicidade, Alegria e Paz. O Verdadeiro Amor só tem início dentro de nós mesmos quando temos, também consciência, … 2- Prioriza o tempo com você. Nada é mais importante para um homem apaixonado do que estar com a mulher que lhe provoca paixão. Claro que ele tem seus próprios afazeres e diversões, mas manifesta o quanto é importante estar com você, demonstrando grande alegria quando vê você. Deus criou o homem e a mulher para estarem juntos. O amor mantém o casal unido, mesmo nos momentos mais difíceis (Cânticos 8:7). Amar é uma decisão. Quando um homem e uma mulher gostam um do outro, precisam tomar uma decisão: amar ou não amar. O amor é mais que atração. Uma das formas mais representativas do amor é a que se pratica entre o homem e a mulher. A análise desse encontro, seus labirintos, as brechas por onde se deixa entrever, oferecem-nos uma série sucessiva de paisagens psicológicas muito interessantes, que ilustram o que é e em que consiste realmente o amor, já que falamos dele sem grande ...

Descriptografando a Carta Rosa

2020.09.26 01:53 altovaliriano Descriptografando a Carta Rosa

Texto original: https://cantuse.wordpress.com/2014/09/30/the-pink-lette
Autor: Cantuse
Partes traduzidas: 1) A Estrada Para Vila Acidentada, 2) Uma Aliança de Gigantes e Reis, 3) Despindo o Homem Encapuzado, 4) Confronto nas Criptas, 5) Tendências Suicidas
---------------------------------------------------
OBS: Esta é a última parte que traduziremos por agora.
---------------------------------------------------

O MANIFESTO : VOLUME II, CAPÍTULO VII

Não há como negar que resolver o mistério da Carta Rosa é uma imbróglio complicado. Já existem dezenas de teorias.
Resolver esse mistério tem sido um dos grandes objetivos do Manifesto desde o início, e acho que fiz um bom trabalho de construção progressiva até este ponto.
NOTA: O ideal era que você tivesse lido todos os ensaios até este ponto, mas se você insiste em ler assim, eu sugiro que pelo menos você leia Confronto nas Criptas e Tendências Suicidas primeiro.
Vamos direto ao assunto. Neste ensaio, estou apresentando os seguintes argumentos.
À luz das muitas teorias anteriores estabelecidas aqui no Manifesto, podemos desenvolver um entendimento muito convincente da chamada Carta Rosa e do que ela realmente diz.
[...]

A CARTA ROSA

Esta seção é apenas uma recapitulação da carta, seu texto e as várias outras características que possui.
Coloco esta seção aqui como uma referência fácil durante a leitura deste ensaio.

O texto

Seu falso rei está morto, bastardo. Ele e toda sua tropa foram esmagados em sete dias de batalha. Estou com a espada mágica dele. Conte isso para a puta vermelha.
Os amigos de seu falso rei estão mortos. Suas cabeças estão sobre as muralhas de Winterfell. Venha vê-las, bastardo. Seu falso rei morreu, e o mesmo acontecerá com você. Você disse ao mundo que queimou o Rei-para-lá-da-Muralha. Em vez disso, você o enviou para Winterfell, para roubar minha noiva.
Terei minha noiva de volta. Se quer Mance Rayder de volta, venha buscá-lo. Eu o tenho em uma jaula, para que todo o Norte possa ver, a prova de suas mentiras. A jaula é fria, mas fiz um manto quente para ele, com as peles das seis putas que o seguiram até Winterfell.
Quero minha noiva de volta. Quero a rainha do falso rei. Quero a filha deles e a bruxa vermelha. Quero sua princesa selvagem. Quero seu pequeno príncipe, o bebê selvagem. Quero meu Fedor. Mande-os para mim, bastardo, e não incomodarei você e seus corvos negros. Fique com eles, e eu arrancarei seu coração bastardo e o comerei.
Estava assinado:
Ramsay Bolton
Legítimo Senhor de Winterfel
(ADWD, Jon XIII)

A descrição da carta

Bastardo, era a única palavra escrita do lado de fora do pergaminho. Nada de Lorde Snow ou Jon Snow ou Senhor Comandante. Simplesmente Bastardo. E a carta estava selada com um pelote duro de cera rosa.
Estava certo em vir imediatamente – Jon falou. Está certo em ter medo.
(ADWD, Jon XIII)

DIFICILMENTE O BASTARDO

Acho que já fiz um argumento convincente de que Mance Rayder está disfarçado de Ramsay Bolton (veja o Confronto nas Criptas).
Mas tenho certeza de que os leitores apreciariam pelo menos uma rápida avaliação das muitas outras razões pelas quais não acredito que a carta possa ser de Ramsay.
Especificamente, esta seção está identificando maneiras pelas quais a carta é incoerente com o que sabemos sobre Ramsay. Não acredito que nada disso por si só desqualifique Ramsay como autor, mas coletivamente elas geram grandes dúvidas.
Se minuciosas listas de evidências o aborrecem, pule para a próxima seção.

Falta o botão

Todas as cartas anteriores de Ramsay foram seladas com "botões" bem formados de cera:
Empurrou o pergaminho, como se não pudesse esperar para se ver livre dele. Estava firmemente enrolado e selado com um botão de cera dura rosa.
(ADWD, A noiva rebelde)
Clydas estendeu o pergaminho adiante. Estava firmemente enrolado e selado, com um botão de cera rosa dura.
(ADWD, Jon VI)
A Carta Rosa é lacrada com "pelote duro de cera rosa", uma discrepância notável.

Cabeças na Muralha

Enfiar cabeças em lanças parece um tanto incoerente com o estilo pessoal de Ramsay e com os maneirismos de Bolton observados a esse respeito: esfolar ou enforcar.

Sem pele ou sangue

Um dos artifícios mais conhecidos de Ramsay é o envio de mensagens escritas com sangue e com pedaços de pele anexados.
Não há menção de sangue usado como tinta, nem está implícito, como ocorre em outras cartas que parecem ser dele. Definitivamente, não há menção a um pedaço de pele, o que é estranho, considerando que Ramsay afirma ter Mance Rayder e todas as seis esposas de lança ... certamente uma delas poderia fornecer um pouco de pele.

Como Ramsay saberia?

Por que Ramsay pede Theon a Jon ?
Se Theon foi entregue a Stannis, e Stannis tinha toda a intenção de matá-lo, por que Ramsay acreditaria que Theon está agora com Jon?
Nem mesmo Mance Rayder saberia disso.
Além disso, “Arya” foi entregue a Stannis também, via Mors Papa-Corvos.
Por que ele acreditaria que Arya está com Jon?
Se todo a hoste de Stannis foi realmente destruída, você deve se perguntar onde Ramsay ficou sabendo destes detalhes, principalmente com relação a Theon.
É uma suposição sensata pensar que Stannis pode enviar "Arya" de volta a Castelo Negro (na verdade, foi o que Stannis faz), mas mesmo uma formação primária em inteligência [militar] torna óbvio que Theon seria de grande valor estratégico em uma batalha contra Winterfell, mas em nenhum outro lugar.
Uma pessoa pode então arguir que isso só pode significar que o corpo de Theon não foi descoberto entre os mortos. No entanto, dadas as condições meteorológicas, essa provavelmente é uma tarefa impossível de realizar. Portanto, Ramsay não teria nenhuma base e nenhuma confiança para pensar que Jon tinha Theon em absoluto.

ENDEREÇADO À MULHER VERMELHA

No início deste ensaio, declarei que a Carta Rosa se destinava especialmente a Melisandre. Preciso lhes dar as evidências. Tanto aquelas dedutivas (ou razoáveis), quanto aquelas que estão implícitas ou que foram estabelecidas daquele jeito inteligente e sutil que Martin faz com frequência.

Missão de Mance

Como já estabeleci no Manifesto, a missão de Mance baseava-se em saber onde seria o casamento de Arya.
Assim, quando Jon recebeu seu convite de casamento, Mance deveria partir para Vila Acidentada.
Jon acidentalmente recebeu o convite enquanto estava no pátio de treinamento, lutando com Mance disfarçado de Camisa de Chocalho. Assim, Mance foi capaz de simplesmente ouvir o local. Mas não podemos presumir que Mance e Melisandre apostaram tudo em terem a sorte de ouvir qual seria o local.
Uma dedução simples conclui que Mance era capaz e estava determinado a ler as cartas no quarto de Jon até que surgisse a localização.
NOTA: Se esta explicação parece insuficiente, eu apresento o argumento por completo em um ensaio anterior A estrada para Vila Acidentada.
Isso também significa que o convite não era realmente para Jon, mas sim para Melisandre e Mance, como um 'gatilho' para o início de sua missão. Novamente, eu explico a base para essas conclusões no ensaio mencionado acima.
Isso estabelece o precedente de que as mensagens enviadas para Castelo Negro podem, de fato, ter a intenção de se comunicar secretamente com Melisandre.

Ratos Cinzentos

Aqui há um exemplo de Martin possivelmente invocando um dispositivo que é sua marca registrada: enterrar recursos de enredo relevantes para uma história em outra, geralmente via metáforas ou alegorias inteligentes.
Três citações devem ser suficientes para você entender (em negrito, para dar ênfase nas partes principais):
Três deles entraram juntos pela porta do senhor, atrás do palanque; um alto, um gordo e um muito jovem, mas, em suas túnicas e correntes, eram três ervilhas cinza de uma vagem negra.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
:::
Se eu fosse rainha, a primeira coisa que faria seria matar todos esses ratos cinzentos. Eles correm por todos os lados, vivendo dos restos de seus senhores, tagarelando uns com os outros, sussurrando no ouvido de seus mestres. Mas quem são os mestres e quem são os servos, realmente? Todo grande senhor tem seu meistre, todo senhor menor deseja ter um. Se você não tem um meistre, dizem que você é de pouca importância. Esses ratos cinzentos leem e escrevem nossas cartas, principalmente para aqueles senhores que não conseguem ler eles mesmos, e quem diz com certeza que eles não estão torcendo as palavras para seus próprios fins? Que bem eles fazem, eu lhe pergunto.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
:::
Lorde Snow. – A voz era de Melisandre.
A surpresa o fez afastar-se dela.
Senhora Melisandre. – Deu um passo para trás. – Confundi você com outra pessoa.À noite, todas as vestes são cinza. E subitamente a dela era vermelha.
(ADWD, Jon VI)
A noção de que todos os mantos são cinza parece equivocada: Melisandre equivale a um meistre .
O que é verdade em muitos sentidos: ela é definitivamente uma conselheira de Stannis e 'sussurra' em seu ouvido. E talvez o mais notável seja o fato de que muitos questionam quem realmente está no comando: Stannis ou sua mulher vermelha?
Quando você vê esses paralelos, a alusão a ela usar vestes cinzas tem uma conexão forte e interessante com o conceito de cartas em que alguém está 'torcendo as palavras'.
Afinal, eu dei argumentos convincentes de que o convite de casamento de Jon era para Mance e Melisandre e foi enviado por Mors Papa-Corvos. Alguém contestaria a noção muito razoável de que outras cartas seriam igualmente confidenciais?
Outra coisa engraçada sobre essa ideia é que Melisandre literalmente distorce as palavras para seus próprios propósitos:
O som ecoou estranhamente pelos cantos do quarto e se torceu como um verme dentro dos ouvidos deles. O selvagem ouviu uma palavra, o corvo, outra. Nenhuma delas era palavra que saíra dos lábios dela.
(ADWD, Melisandre)

Uma bela truta gorda

Há um outro elemento temático que sugere que as cartas podem possuir conteúdos secretos, uma característica interessante atribuída a duas cartas diferentes em As crônicas de gelo e fogo.
A primeira carta é a de Walder Frey, enviada a Tywin após o Casamento Vermelho:
O pai estendeu um rolo de pergaminho para ele. Alguém o alisara, mas ainda tentava se enrolar. “A Roslin pegou uma bela truta gorda”, dizia a mensagem. “Os irmãos ofereceram-lhe um par de pele de lobo como presente de casamento.” Tyrion virou o pergaminho para inspecionar o selo quebrado. A cera era cinza-prateada, e impressas nela encontravam-se as torres gêmeas da Casa Frey.
O Senhor da Travessia imagina que está sendo poético? Ou será que isso pretende nos confundir? – Tyrion fungou. – A truta deve ser Edmure Tully, as peles…
(ASOS, Tyrion V)
A segunda é a carta ostensiva que Stannis escreveu a Jon Snow enquanto estava em Bosque Profundo. Não vou citar a carta (é um texto imenso), apenas um elemento da descrição:
No momento em que Jon colocou a carta de lado, o pergaminho se enrolou novamente, como se ansioso para proteger seus segredos. Não estava seguro sobre como se sentia a respeito do que acabara de ler.
(ADWD, Jon VII)
O que estou tentando apontar aqui é que a primeira mensagem de Walder Frey definitivamente tinha uma mensagem inteligentemente escondida. E por alguma razão, Martin decidiu mostrar que a carta 'queria' enrolar-se novamente.
A segunda mensagem também quer enrolar-se e, se você a ler com atenção, há um grande número de coisas que são totalmente incorretas ou atípicas em relação a Stannis nela. Cavaleiros homens de ferro? Execução por enforcamento?
Já tomei a liberdade de esquadrinhar tortuosamente os livros e não consigo encontrar de pronto outros exemplos em que as cartas foram personificadas dessa maneira.
Junto com os pontos anteriores, este não reforçaria a ideia de que Melisandre (e Mance por um tempo) está recebendo mensagens camufladas enquanto está em Castelo Negro?

Carta de Lysa

Outra indicação de que tais 'cartas codificadas' não são incomuns é que uma das primeiras cartas que vimos nos livros era uma: a que Catelyn recebe de Lysa.
Seus olhos moveram-se sobre as palavras. A princípio pareceu não encontrar nenhum sentido. Mas depois se recordou.
Lysa não deixou nada ao acaso. Quando éramos meninas, tínhamos uma língua privada.
(AGOT, Catelyn II)
* * \*
Deve ser apontado que isso também faz sentido de uma perspectiva puramente lógica. Como já argui veementemente que Stannis, Mance e Melisandre conspiraram juntos, faria sentido que todas as partes precisassem ser capazes de se comunicar de uma forma que protegesse a referida conspiração.
Nesse ponto, tal tipo de carta constitui a opção mais adequada, como mostram as cartas de Walder Frey e Lysa Tully.
Esse tipo de proteção de carta – enterrar uma mensagem secreta em outra mensagem, de modo que não possa ser detectada – é conhecido como esteganografia.
A Dança dos Dragões faz de tudo para educar os leitores de que nem sempre se pode confiar nos meistres com segredos: ouvimos isso de Wyman Manderly e Barbrey Dustin. No entanto, se um rei ou outro oficial escrever suas cartas com mensagens secretas esteganográficas, os verdadeiros detalhes serão ocultados até mesmo dos meistres. Na verdade, foi exatamente isso que observamos na carta de Walder Frey a Tywin Lannister.
Meu objetivo final neste ensaio é convencê-lo de que a Carta Rosa é uma mensagem esteganográfica de Mance Rayder para Melisandre. A forma como foi escrita esconde seus segredos de qualquer meistre (ou Jon Snow) que tente interpretá-la.
A principal desvantagem de tentar decifrar qualquer mensagem esteganográfica é esta:
Por que eles não encontraram nada? Talvez eles não tenham procurado o suficiente. Mas há um dilema aqui, o dilema que capacita a esteganografia. Você nunca sabe se há uma mensagem oculta. Você pode pesquisar e pesquisar, e quando não encontrar nada, você pode apenas concluir “talvez eu não procurei com atenção”, mas talvez não haja nada para encontrar.
ESTRANHOS HORIZONTES, ESTEGANOGRAFIA: COMO ENVIAR UMA MENSAGEM SECRETA
Isso significa que a única maneira real de provar a você que Mance escreveu a Carta Rosa é se eu conseguir encontrar uma tradução irresistivelmente convincente de qualquer conteúdo secreto que ela possa ter.
E mesmo assim você pode argumentar que não é verdade. Embora eu espere que você não diga isso quando terminar este ensaio.

Querida Melisandre

Além de todos os pontos acima, Melisandre consegue tornar tudo ainda mais explícito. Antes da chegada da Carta Rosa, Melisandre diz:
Todas as suas perguntas serão respondidas. Olhe para os céus, Lorde Snow. E, quandotiver suas respostas, envie para mim. O inverno está quase sobre nós. Sou sua única esperança.
(ADWD, Jon XIII)
Isso parece enfaticamente dizer a Jon que ela quer vê-lo depois que a carta chegar.
Observe como ela está lá quando Jon decide ler a carta em voz alta no Salão dos Escudos. Eu sei que isso parece um detalhe trivial, mas considere que ela não apareceu antes do início da reunião e que ela desapareceu quase imediatamente após Jon terminar.
Isso está relacionado à principal preocupação que a vemos expressar em sua conversa com Jon antes da chegada da carta: abandonar a caminhada para resgatar os que estavam em Durolar.
Mas por que?
Este é um ponto que revelarei mais tarde no Manifesto. Por enquanto, deve bastar saber que Melisandre queria ver ou ouvir o conteúdo dessa carta.

VERNÁCULO SELVAGEM

Nas próximas duas seções, demonstrarei por que a Carta Rosa foi escrita por Mance. Esta primeira seção consiste em detalhes o que vemos no texto, a linguagem usada e assim por diante.
Em particular, existem frases que são bastante específicas para Mance (ou que excluem Ramsay), e também detalhes que são específicos para a conspiração Mance-Melisandre.
Se minuciosas listas de evidências o aborrecem, pule para a próxima seção.

“Falso Rei”

Esta frase é especificamente o que Melisandre usa para se referir a Mance Rayder, ela o chama de falso rei duas vezes. Quase não aparece em nenhum outro lugar em A Dança dos Dragões , a exceção sendo uma instância onde Wyman Manderly declara Stannis um falso rei.

“Corvos Negros”

Os selvagens são as únicas pessoas que usam os termos corvo ou corvo negro em um sentido depreciativo.
A única exceção a isso é Jon Snow (o que é interessante), quando ele está tentando convencer o povo livre.

“Princesa Selvagem” e “Pequeno Príncipe”

O termo princesa selvagem abunda na Muralha, uma invenção dos irmãos negros que então se espalhou entre os homens da rainha.
O pequeno príncipe foi especificamente apresentado na Muralha, primeiro por Melisandre e depois por Goiva:
Melisandre tocou o rubi em seu pescoço. – Goiva está amamentando o filho de Dalla, além do seu próprio. Parece cruel separar nosso pequeno príncipe de seu irmão de leite, senhor.
(ADWD, Jon I)
Faça o mesmo, senhor. – Goiva não parecia ter nenhuma pressa em subir na carroça. – Faça o mesmo pelo outro. Encontre uma ama de leite para ele, como disse que faria. Prometeu-me isso. O menino... o menino de Dalla... o principezinho, quero dizer... encontre uma boa mulher pra ele, pra que ele cresça grande e forte.
(ADWD, Jon II)
Embora uma pessoa possa pensar que Melisandre está sugerindo de maneira sutil que sabe sobre a troca do bebê, isso não fica claro. O trecho sobre Goiva certamente deixa isso explícito.
O verdadeiro ponto aqui é que a terminologia aqui só foi vista antes na Muralha. Além disso, uma vez que nem Val nem o filho de Mance são verdadeiramente da realeza, não faz muito sentido que Mance ou qualquer uma das esposas de lança digam que são, mesmo que sob tortura.

Para que todo o Norte possa ver

O autor afirma que tem Mance Rayder em uma jaula para que todo o Norte possa ver.
Mance disse algo muito semelhante a Jon anteriormente:
Ele queimou o homem que tinha que queimar, para todo mundo ver. Fazemos o que temos que fazer, Snow. Até mesmo reis.
(ADWD, Jon VI)

INCLINAÇÃO PARA A SAGACIDADE

Além dos vários atributos já citados que favorecem Mance como autor, há um que se sobressai a todos:

Disfarçado de Camisa de Chocalho

Observe:
Vou patrulhar para você, bastardo – Camisa de Chocalho declarou. – Darei conselhos sábios, ou cantarei canções bonitas, o que preferir. Até lutarei por você. Só não me peça para usar esse seu manto.
(ADWD, Jon IV)
É muito difícil negar que esta não seria uma grande alusão ao próprio Mance em quase todos os detalhes. É tão certeiro que estou surpreso de que Melisandre ou Stannis não o tenham repreendido ou o mandado calar a boca.
Stannis queimou o homem errado.
Não. – O selvagem sorriu para ele com a boca cheia de dentes marrons e quebrados. – Ele queimou o homem que tinha que queimar, para todo mundo ver. Fazemos o que temos que fazer, Snow. Até mesmo reis.
(ADWD, Jon VI)
Esta é uma maneira inteligente de sugerir que Stannis queimou o Camisa de Chocalho verdadeiro no lugar de Mance, apenas porque o mundo precisava ver Mance morrer, não porque os crimes de Mance justificassem a execução.
Eu poderia visitar você tão facilmente, meu senhor. Aqueles guardas em sua porta são uma piada de mau gosto. Um homem que escalou a Muralha meia centena de vezes pode subir em uma janela com bastante facilidade. Mas o que de bom viria de sua morte? Os corvos apenas escolheriam alguém pior.
(ADWD, Melisandre)
Como observei em outro ponto do texto, muito provavelmente se esperava que Mance subisse aos aposentos de Jon e lesse suas cartas, se assim fosse necessário para descobrir o local do casamento. Portanto, esta passagem parece ser uma dica engraçada de que ele pode ter estado nos aposentos de Jon, sem nunca tê-lo matado.

Disfarçado de Abel

O apelido de Mance por si só é uma pista inteligente, mas ele dá um passo além em muitos aspectos ao se passar por Abel.
Perto do palanque, Abel arranhava seu alaúde e cantava Belas donzelas do verão. Ele se chama de bardo. Na verdade, é mais um cafetão.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
Aparentemente, muito pouco se sabe sobre a música. No entanto, um exame cuidadoso de um capítulo em A Tormenta de Espadas revela o primeiro verso da música (pelo menos na minha opinião):
– Vou à Vila Gaivota ver a bela donzela, ei-ou, ei-ou...
Co’a ponta da espada roubarei um beijo dela, ei-ou, ei-ou.
Será o meu amor, descansando sob a tela, ei-ou, ei-ou.
(ASOS, Arya II)
Uma escolha de música inteligente considerando sua inspiração em Bael, o lendário ladrão de filhas que se escondeu nas criptas Stark.
O mesmo poderia ser dito sobre a deturpação de “A Mulher do Dornês” quando ele mudou a letra para ser sobre a “filha de um nortenho”.
Além disso, há ocasiões em que ele toca uma música “triste e suave”, que já demonstrei ser um sinal para as esposas de lança.

UMA TRADUÇÃO LINHA-A-LINHA

Essa é a parte essencial do texto. Vou percorrer toda a Carta Rosa e explicar o que ela realmente diz. Lembre-se de que você deve ter chegado a este ponto no Manifesto tendo lido os textos anteriores, o que significaria que você já assumiu as seguintes premissas (ou pelo menos suspendeu sua descrença sobre elas):
Há apenas uma nova suposição que eu gostaria de fazer, uma bem sensata:
Mance saber esse único detalhe fornece uma pista impressionante para decifrar a Carta Rosa.
Agora vamos lá...

Primeiro parágrafo

Seu falso rei está morto, bastardo.
Isso significa que Stannis fingiu sua morte.
Ele e toda sua tropa foram esmagados em sete dias de batalha.
Isso diz mais ou menos a mesma coisa. Eu acredito que diz ainda mais, mas vou guardar para mais tarde.
Estou com a espada mágica dele.
Como parte da simulação de sua morte, a Luminífera de Stannis será levada para "Ramsay". Isso permite que os Boltons concluam que Stannis está morto, apesar haver uma quantidade limitada de outras evidências sobre isso.
Conte isso para a puta vermelha.
Literalmente, isso está instruindo Jon a contar a Melisandre. É muito interessante que Melisandre tenha implorado a Jon para 'envia-a para mim' depois de ler a carta, e o autor da carta está sugerindo exatamente a mesma coisa.
Coletivamente, o primeiro parágrafo parece um resumo dos principais detalhes: está dizendo que Stannis fingiu sua morte, provavelmente ganhou a batalha, mas que os Boltons estão convencidos da própria vitória. É muita informação de inteligência transmitida em um único parágrafo.
A linha sobre a espada é o que eu acredito ser um sinal a Melisandre para que começasse quaisquer próximos passos que ela tenha em mente (que serão discutidos posteriormente neste Manifesto).

Segundo parágrafo

Os amigos do seu falso rei estão mortos.
Isso significa que os aliados de Stannis também estão fingindo morte. Muito provavelmente, isso significa as tropas daqueles que viajam com Stannis. Por exemplo, Mors Papa-Corvos e seu bando de meninos verdes.
Suas cabeças estão sobre as muralhas de Winterfell.
Usar 'sobre' no sentido de estar perto de algo, isso significa que Mors está nas redondezas de Winterfell.
Venha vê-los, bastardo.
Esta é uma das várias provocações da carta, embora implique que Jon deveria viajar para Winterfell.
Seu falso rei mentiu, e você também. Você disse ao mundo que queimou o Rei-para-lá-da-Muralha.
[na versão brasileira, a frase começa com “Seu falso rei morreu, e o mesmo acontecerá com você”, uma tradução errada do texto original]
Este é o início do anúncio de que Mance Rayder está vivo. A parte em que o autor diz 'Você disse ao mundo' é muito semelhante ao que Mance disse a Jon: “Ele queimou o homem que tinha que queimar, para todo mundo ver. Fazemos o que temos que fazer, Snow. Até mesmo reis.” (ADWD, Jon VI)
Em vez disso, você o enviou para Winterfell, para roubar minha noiva.
Isso informa Jon e Melisandre que Mance terminou em Winterfell. Isso é importante porque, se você se lembra, Mance partiu originalmente para Vila Acidentada. Esta linha, portanto, confirma para onde Mance foi. Também revela que o autor conhecia a missão de Mance.
No todo, o parágrafo parece sugerir que Jon ou alguém precisa se juntar a Mors do lado de fora de Winterfell.
Este parágrafo declara ainda que Jon quebrou seus votos ajudando Stannis e Mance na tentativa de roubar Arya Stark. Isso é interessante porque Jon de fato não queria fazer isso, ele apenas queria resgatar Arya na estrada, presumindo que ela já tivesse escapado. O fato de a carta declarar esses detalhes mostra um esforço calculado para minar a honra e a legitimidade de Jon.

Terceiro parágrafo

Terei minha noiva de volta.
Isso nos diz claramente que “Arya” foi resgatada.
Se quer Mance Rayder de volta, venha buscá-lo. Eu o tenho em uma jaula, para que todo o Norte possa ver, a prova de suas mentiras.
Isso requer uma perspicaz (porém, simples) interpretação da falsa execução do próprio Mance.
Se assumirmos que minha teoria no Confronto nas Criptas está correta, duas observações podem ser feitas:
O acréscimo de ' prova de suas mentiras ' indica que Ramsay não está sob a magia de disfarce e, portanto, caso ele seja encontrado, isso arruinaria o truque.
Tudo isso somado, a implicação da frase dupla:
A jaula é fria, mas fiz um manto quente para ele, com as peles das seis putas que o seguiram até Winterfell.
Esta é uma referência à maneira como Melisandre disse que as seduções [glamors] funcionam: vestindo-se a sombra de outra pessoa como capa. Também parece uma possível alusão a usar a pele de outra pessoa, de acordo com o conto de Bael, o Bardo.
Na íntegra, o terceiro parágrafo parece deixar uma mensagem de que Mance conseguiu se disfarçar de Ramsay, que Ramsay está vivo como um prisioneiro nas criptas e que ninguém parece saber disso. Também pode significar que nenhuma das esposas de lança traiu seu segredo.

Quarto parágrafo

Ao contrário dos parágrafos anteriores, acredito que o quarto parágrafo é direcionado diretamente a Jon Snow. Melisandre pode saber o segredo por trás de seu conteúdo, mas este parágrafo foi elaborado para ter um efeito específico sobre Lorde Snow.
Quero minha noiva de volta. Quero a rainha do falso rei. Quero a filha deles e a bruxa vermelha. Quero sua princesa selvagem. Quero seu pequeno príncipe, o bebê selvagem. Quero meu Fedor.
Essas frases apresentam uma lista de demandas, muitas das quais Jon não tem capacidade de cumprir. Ele não tem permissão para enviar Selyse, Shireen, Melisandre, Val ou o filho de Mance para Winterfell.
Além disso, ele não tem ideia de quem é Fedor.
E independentemente da identidade de Ramsay (o real ou o disfarçado), ambos saberiam que Jon não tem ideia de quem é Fedor.
Esses pedidos colocaram Jon em uma posição tênue. A carta declara abertamente que Jon violou seus juramentos à Patrulha da Noite, participou de uma mentira quando colaborou para resgatar Arya usando Mance, o que também beneficiou a causa de Stannis.
Mande-os para mim, bastardo, e não incomodarei você e seus corvos negros. Fique com eles, e eu arrancarei seu coração bastardo e o comerei.
Esta ameaça sugere fortemente que Jon precisa cooperar ou ele será atacado. Considerando que os Boltons são aliados dos Lannisters, é razoável concluir que os Boltons também usariam a oportunidade para destruir as forças de Stannis em Castelo Negro e fazer muitos reféns.
A carta deixa claro: o envolvimento de Jon com Mance e Stannis resultou em uma ameaça à Muralha, à Patrulha da Noite e à família de Stannis e ao assento de poder.
Jon é então forçado a um dilema:
Em ambos os casos, ele está ferrado e proscrito como um violador de juramentos.
Então, por que Mance enviaria uma linguagem tão provocativa para Jon e Melisandre?
A resposta deriva de vários fatos, alguns dos quais serão discutidos posteriormente no Manifesto. Mas a resposta simples é esta:
O que posso dizer neste momento é que Mance, Melisandre e Stannis sabem que Jon estava disposto a violar seus votos quando era necessário servir à Patrulha da Noite (e por extensão aos sete reinos).
Forçando Jon a se tornar um violador de juramentos, Melisandre e Stannis são capazes de usá-lo de outras maneiras, particularmente de maneiras que não envolvem sua permanência na Patrulha.
Com que propósito Stannis e Melisandre usariam Jon Snow, o violador de juramentos?
Infelizmente para Jon, ele mesmo forneceu a Stannis o motivo para 'roubá-lo' da Patrulha da Noite.
Explicar melhor isso é um dos pontos principais do Volume III do Manifesto.

CONCLUSÕES

A carta como um todo parece ser coerente com as teorias que descrevi até agora, particularmente com o resultado do ‘confronto nas criptas’.
Como discuto nos apêndices, também é coerente com algumas interpretações reveladoras das visões de Melisandre.
Obviamente Melisandre acreditava que a Carta Rosa responderia às perguntas de Jon sobre Stannis, Arya e Mance, e a carta o fez. Ela pensou que isso o obrigaria a confiar nela.
Embora a Carta Rosa tenha respondido suas perguntas, ele ignorou tanto a carta quanto Melisandre quando se recusou a procurá-la e agiu por conta própria. Acredito que isso se deva em grande parte ao fato de ele não perceber que havia segredos no texto; ele entendeu a carta pelo significado literal.
Existem algumas grandes questões que permanecem abertas:
Além disso, parece que Melisandre queria um ou ambos das seguintes coisas:

IMPLICAÇÕES

As perguntas e conclusões que podemos fazer parecem sugerir que chegamos a um beco sem saída. De fato, se continuarmos a tentar entender as coisas pelo ângulo de Mance Rayder, será.
Se dermos um passo para trás e começarmos a investigar algumas das outras pistas, preocupações e mistérios em A Dança dos Dragões, surgem novas ideias que nos levam de volta a Mance e Stannis.
Para aguçar seu apetite, aqui estão as questões importantes, antes de avançarmos para o próximo volume do Manifesto:
Essas e outras perguntas são respondidas no próximo volume do Manifesto, ‘O Reino irá Tremer’.
E, finalmente, para terminar com algum floreio, aqui está uma passagem de A Dança dos Dragões:
O Donzela Tímida movia-se pela neblina como um homem cego tateando seu caminho em um salão desconhecido.
(ADWD, Tyrion V)
submitted by altovaliriano to Valiria [link] [comments]


2020.09.23 03:55 Davizinhothebrave A teoria dos Gadus determinados

A teoria dos Gadus determinados
O que são os gados?
Para entendermos o que seria um comportamento gadal ou ate mesmo como se indentifica um gado primeiro precisamos estabelecer o que é um gado. Segundo o filosofo Lucas Inultencilios , “ O termo gado se refere a massa de pessoas que é facilmente manipulada fazendo referencia a quando o rebanho de gados e manipulado pelo boiadeiro “ , com isso podemos deduzir que gado é todo aquele que é facilmente manipulado por mulheres , logo todo homem que se deixa ser manipulado por mulheres no comportamento de fazer tudo que elas pedem pode ser taxado de gado
Porem com o passar do tempo esse termo foi ficando mais amplo na nossa sociedade , foram adicionadas novas condições para taxar alguém , hoje não é apenas os manipulados pelo sexo oposto que caem no uso do termo gado , com meus estudos sobre o comportamento gadal e possível afirmar que gado também é todo aquele que dá a entender ter interesse em pegar mulher , mais especificamente todo homem que faz algo com intenção de pegar mulher poderá ser taxado , mas ainda sim essa definição não está completa, pois há casos específicos e delicados de serem analisados como por exemplo : quando uma mulher vai atrás de um homem e o mesmo não a impede de fazer algo , ele pode ser taxado ? A reposta para essa pergunta é sim, pois mesmo que não haja comportamento de busca ou ação de ir atrás, o ato de deixar rolar conscientemente ainda sim pode ser classificado como gado
Como saber que gado eu estou analisando?
Agora que sabemos qual é a definição de ser gado podemos classificá-los da forma devida e assim determinar que categoria se encaixa cada gado
Com meus estudos sobre esse assunto, minhas observações e experiencia nessa área em que se encontram os gados eu resolvi classificar esse grupo tão popular, mas com tão pouco conhecimento devido sobre o mesmo
Pois bem há três formas de se classificar um gado entre elas estão, o gado esperançoso, o gado guerreiro e o gado supremo. Cada um desses tem uma peculiaridade que os fazem estar sempre atrás de uma mulher, mas de formas diferentes assim podemos catálogos e saber que tipo de gado estamos analisando
Gado esperançoso
Gado esperançoso é todo aquele rapaz que quer pegar mulher mais vive atrás de maneiras ou desculpas para não ir atrás, eles são passivos e calculistas agem com paciência levam tempo para tomarem coragem para ir atrás de quem desejam. A característica psicológica desses indivíduos sugere timidez, falta de confiança e medo da rejeição. Um gado esperançoso pode ser facilmente visto como aquele que esta sempre na friend zone , ele não faz muito contato com o alvo que deseja se relacionar, o medo da rejeição pode ser presente em vários aspectos como por exemplo não contar para ninguém pois esse individuo pode contar para o alvo desse amor platônico e assim esse gado esperançoso acabara sendo rejeitado
Gado guerreiro
Gado guerreiro é todo aquele que está em constante busca de alguém para se relacionar , esse tem sempre tendência de dar o primeiro passo assim fazendo analogia aos guerreiro nas batalhas que sempre iam em frente não importando a dificuldade da luta, tinham constante determinação e independente de tudo sempre acreditavam no sucesso , assim são os gados guerreiros estão sempre a espreita de uma oportunidade, nunca deixam-na passar , para eles não importam dificuldade nem um desafio é grande demais , esses por sua vez tem . A característica psicológica de confiança porem também de carência impulsividade, mas também são visionários, pessoas otimistas e seguras de si, o gado guerreiro talvez seja disputa de pódio com o esperançoso quando o assunto é ser o mais comum na nossa sociedade
Gado supremo
Gado supremo é todo aquele que não diretamente ou deixa com clareza que ele quer pegar alguém , nunca vão atrás pois fazem jogos mentais e deixam a ação e o desejo de ir atrás para o alvo da paquera , são mestres da sedução a distancia raramente apenas em situações que fogem da curva eles fazem o primeiro contato com a pessoa desejada , esses por sua vez são pessoas na qual sua feição e semblante são tão chamativas que não é preciso que elas façam muita coisa para que haja um interesse de outra parte em tomar o primeiro passo assim eles quase nunca agem de forma a dar o primeiro passo .A característica psicológica desses indivíduos se dão como pessoas misteriosas com um ar de despreocupação, são pessoas que geralmente estão afastadas de grupos pequenos
Todo esse conceito ainda é apenas um começo, pois ainda tem muita coisa para ser determinada como por exemplo o termo gado engloba apenas homens ate o momento pois minhas pesquisas ainda estão determinando se é possível ampliar mais para outros gêneros como o feminino por exemplo
Como sabemos quem é gado e quem, não é?
Bom em teoria todo mundo é gado , pois como todos sabem temos instintos animais ate por que o ser humano é uma espécie de animal , com isso o desejo de pegar mulher esta dentro de todos nós assim que completamos 5 anos já que é ai que acaba a mielinização da medula que é quando a cabeça da criança já esta formada , dessa maneira mesmo que subconscientemente nós já estamos sentindo atração pelo sexo oposto no caso a mulher e pelo ambiente em que o feto foi formado ele já nasce com uma das três classificações do gadismo ou seja todo homem é gado , apesar de que muitos apenas consideram gado quando surge o interesse em pegar mulher, mesmo quando o interesse propriamente dito ainda parece oculto ele já incluso subconscientemente por isso mesmo quando o individuo não parece estar interessado em ninguém sua mente continua a trabalhar nessa área .
Como saber o quão gado você é?
Mesmo os classificando em três grupos de gados ainda sim não é o suficiente pois cada pessoa é uma pessoa diferente que vive em uma intensidade diferente por isso também os subloquei em três níveis no qual medem a quantidade de gadeza que esta inserida em sua vida dessa forma podendo saber se alguém é gado , o verdadeiro gado ou ate mesmo o maior gado do mundo
Pois bem esses níveis são medidos assim , se você tem menos de 50% dos contatos formados por mulheres ( com exceção de mulheres da família e de 4 amigas no máximo ) você é gado lvl 1 , se mais de 50% dos seus contatos é formado por mulheres com as exceções acima você é o verdadeiro gado lvl 2, agora se 50% dos seus contatos são formados por mulheres com as exceções e você já com mais de 4 mulheres no mesmo dia você é o maior gado do mundo lvl 3
Agora pois bem, mas como saberemos qual a porcentagem de nossos contatos?
Vejamos , um cálculo que eu desenvolvi para medir o nível de gadeza , bem simples , pegue o número de contatos que você tem e divida-o por 2 , depois conte quantos contatos tem de mulheres na sua agenda , tire as mulheres de sua família e também 4 amigas no máximo , no final da conta pegue o resultado da divisão dos contatos menos a subtração do número de mulheres pelo número de parentes e amigas se der positivo significa que deu menos de 50%, mas se der negativo significa que deu mais de 50% , exemplo prático :
NC (número de contatos) = 350 = 175
2
NM (número de mulheres) =200
PA (parentes e amigas) =50
200 – 50 = 150
175 – 150 = 25 positivo logo menos de 50%
NC (número de contatos) = 430 = 215
2
NM (número de mulheres) = 360
PA (parentes e amigas) = 80
360 – 80 = 280
215 – 280 = -65 negativo logo mais de 50%
É possível não ser gado?
Com os cálculos estabelecidos é hora de saber é possível não ser gado? A resposta para isso é sim , mas se o cérebro masculino mesmo quando nem parece estar pesando em mulher esta mesmo assim só que inconscientemente como que é possível deixar de ser gado , isso é simples , medimos anteriormente a intensidade da gadeza no homem , e tudo que vem com intensidade vai com intensidade , princípio da mola , do mesmo jeito é com os gados pois chega uma hora que ele se torna o maior gado do mundo e ao chegar no topo de sua gadeza ele não vê mais sentido naquilo pois é ai que todo homem para de ser gado por que como ele não vê mais finalidade para aquilo a intensidade com que ele vai sendo gado vai diminuindo de forma que ele encontre alguém no qual ele queira se casar e é ai que entra a mudança de ser gado para ser casado , pois o casado ele já alcançou o nível máximo de gadeza e não vê mais necessidade para aquilo o conforto mental que ele tem de saber que não precisa pegar mais mulher o deixa em paz
Conclusão
Gado é aquele que faz tudo para pegar mulher, entretanto todo homem é gado pois nosso cérebro ainda que mesmo sem percebermos estamos inconscientemente pensando em mulher já que nossos instintos animais sentem a necessidade de pegar mulher
Escrito por:
David Lucas “Davizinho the legend “Mangabeira
Pesquisado por:
David Lucas “Davizinho the legend “Mangabeira
Baseado na explicação de Lucas Inultilismo acerca dos gados
Bibliografia
https://pt.glosbe.com/pt/la/gado
21/09/2020
https://www.passeidireto.com/arquivo/26197597/resumo-embriologia-moore-sistema-nervoso-desenvolvimento-dos-membros-superiores-/2#:\~:text=5ª%20SEMANA%20%5Cu2013%20INICIA%20A,o%201º%20ANO%20pós-natal.
21/09/2020
https://www.youtube.com/watch?v=6WnzofvtEIA&t=220s
21/09/2020
submitted by Davizinhothebrave to u/Davizinhothebrave [link] [comments]


2020.09.10 23:51 Helamaa 😳👉🏻👈🏻

a carência tá imoral e eu tô procurando uma namoradinha, se vcs conhecerem alguma mina que tenha esses requisitos, me avisem redpillada channer, dogoleira, wgtow, ancap, , jogadora de poker, bv, virgem, sem amigos, crente, fã da UDR,magrela, footlet,escuta Chico Buarque, weeabo, hikkimori, otaku, gameri, hetero,federal,trader de bitcoin,hacker, defacer, cubista, penspinner, recordista de memorização de baralhos, timida, mãe de pet, hidratada, não consumidora de açucar, saudável, youtuber, netolover, pooper, cambista, shitposter, anarquista, materialista, roquista, travesquista, mono talon vlogger, blogueira, e-girl, intolerante a lactose, intolerante a gluten, grinder e hipnóloga, fiel, niilista existencialista, metaleira, headbanguer, pelo no suvaco, patriota, masoquista, ballbuster, jogadora de minecraft, buceta fedida, que não tenha medo de chuta minhas bolas pelo amor de deus eu nao consigo encontrar uma menina pra chutar minhas bolas por favor deus eu imploro nao agusnto mais isso nao eh um meme porque voces tem medo de me chutar no saco. Raça: nórdica Altura: 170cm+ Pele: 1 ou 2 (Fitzpatrick) Olhos: 7+ (Martin) Cabelos: qualquer cor, mas apenas lisos ou ondulados (FIA) Nariz: reto ou virado para cima Crânio: dolico ou mesocefálico Óculos: não Aparelhos: não Queixo furado: não Covinhas: não Orelha presa: não Orelha de abano: não Franja em V: não Pelos no corpo: muito pouco Tatuagem: não Graduação: apenas cursos voltados à pesquisa Faculdade: apenas bem conceituadas Habilidades matemáticas: sim Idiomas: fluência em inglês e mais outro idioma Álcool, cigarro, drogas: não, nenhum Personalidade: introversão Cultura: europeia ocidental RELIGIÃO: Cristã Ortodoxa Gostar de escutar rogério skylab:
Para ser sincero, você precisa ter um QI muito alto para entender Rogério Skylab Para ser sincero, você precisa ter um QI muito alto para entender Rogério Skylab. O humor é extremamente sutil e, sem uma compreensão sólida de filosofia moderna, a maioria das piadas vai passar despercebida pelo telespectador médio. Há também a visão niilista de Rogério, que está habilmente tecida em sua caracterização - sua filosofia pessoal se baseia fortemente na literatura de Nododaya Volya, por exemplo. Os fãs entendem essas coisas; eles têm a capacidade intelectual para realmente apreciar a profundidade dessas piadas, para perceber que elas não são apenas engraçadas - elas dizem algo profundo sobre a VIDA. Como conseqüência, as pessoas que não gostam de Rogério Skylab são verdadeiros idiotas - é claro que eles não apreciariam, por exemplo, o humor no bordão existencial de Rogério "Chico Xavier é viado e Roberto Carlos tem perna de pau", que é uma referência criptíca para o épico Pais e Filhos do russo Turgenev. Estou sorrindo agora mesmo imaginando um desses coitados simplistas coçando a cabeça em confusão enquanto as músicas se desenrolam na tela de seu computador. Que tolos… como eu tenho pena deles. E sim, a propósito, eu tenho uma tatuagem do Rogério Skylab. E não, você não pode vê-la. É só para os olhos das damas. E mesmo elas, precisam demonstrar de antemão que possuem um QI com diferença absoluta de no máximo 5 pontos do meu (de preferência para baixo).
Rotina, Habitos e interesses: Nofap + Banho Gelado + comer carne crua + comer virado pra parede + biohack + dormir no chão + Jordan Peterson + mewing + HBD + PUA + jelq + dormir 5 horas por dia + café gelado sem açúcar + hipismo + compilação mitadas Enéas + alho cru + podcast do Joe Rogan + redpill + Brain Force + Jejum + meditação iasd + músicas para concentração, foco e inteligência + teste de QI da internet + grupos de linhagem viking do facebook + ficar longe do poste de internet 4G + youtube do varg vikernes + essência de morango da turma da mônica no narguilé + jogar vape na cara de todo mundo que tentar entrar no bloco da faculdade + 5 segundos de calistenia no deserto do atacama + darkcel + óculos do aécio na foto de perfil + ler quotes do nietzsche no brainy quote + criar galinha no quarto sem os pais saberem + Alho cru + uma colher de azeite quando acorda e outra antes de dormir + jejum de 24hrs a cada 72hrs + assistir VT no premiere logo que chega do estádio + canal Ultras World + LibreFighting + Operation Werewolf + comprar os artigos do Paul Waggener + Centhurion METHOD + humilliation exposure com a finalidade de criar uma crosta na sua mente capaz de desenvolver uma resiliência que resiste à humilhação como se ela fosse nada + tomar banho descalço em chuveiro de academia com chão mijado + musculação caseira + hackear o sono + Empreender + 10 livros de auto ajuda por mês + PUA + Selo super fã da fúria e tradição + Biokinesis + 432hz music + Mexer o pau sem piscar o cú + meditação transcendental + veganismo + minoxidil para cultivar uma barba + filmografia Jason Stataham + assistir vikings + redpill + ir no cinema sozinho + treino saitama + coach quântico + enema de café + dieta lair ribeiro + agua alcalina + O Método de Wim Hof + sabedoria hiperbórea + artigos da Nova Resistência + Biblioteca do Dídimo Matos + dormir virado pra patede assoviando no escuro pra espantar o curupira + dar 3 pulinhos toda vez que levantar da cama + dizer amém quando um 1113 azul passar por você na rua + 100 flexões por dia + 6 meses de jelq + injaculação guiada + sociedade thule + energia vril + chapéu de alumínio para se proteger das armas psicotronicas emitidas pela CIA + caderno de anotações smiliguido + pedir a bênção ao carteiro toda segunda de manhã + 3 horas de academia + 4 horas de corrida + mascar café + exercícios penianos do Dr. Rey + maratona saga Rocky + trilha sonora saga Rocky + trilogia Mercenários + filmes do Jason Statham + assoviar o hino do Palmeiras de ponta-cabeça + intro do Canal do Nicola em loop + palestras do Antonio Conte + vídeos do Rodrigo Baltar + dicas do Gustavo Gambit + aulas de italiano + dormir ouvindo Ultraje a Rigor + ler Walden pelado na mata atlântica de madrugada + ouvir músicas em velocidade aumentada + canto gregoriano árabe + ensinar hino do botafogo pra calopsita + fritar comida com banha de porco + assistir videos de situaçoes de risco com a finalidade de se preparar para o perigo + Terapia Holistica com formandos da UFPR no Jardim Botânico + Radiestesia para harmonizar vibração da casa + Metatron 432HZ no YouTube entoando a oração EU SOU + ler O Código da Vinci + Jesus Quântico + Barra Fixa na praça de madrugada escutando audiolivro do Jordan Peterson na voz do cara dos Fatos Desconhecidos + grupo POPEYE AFIANDO A PIKA + MyInstants AEEE KASINAO + Memes do Fausto Silva + ler O Evangelho dos Animais + stories do Copini no Instagram + Canal SocialGames7 com Gustavo Gambit e CIA + textos de Raphael Machado (Nova Resistência) + ser ex-membro do grupo Comunismo Ortodoxo + Monja Coen + Fazer origami com papel do bis + perder dinheiro com maquina de pegar ursinho + fumar palheiro com o avô + quebrar palito de dente no meio depois que usar + rezar Pai Nosso em aramaico + tentar se comunicar com o ashtar sheran + virar catequista e passar Plínio Salgado para as crianças + Limpeza de 21 dias de São Miguel Arcanjo + arrancar a fimose comendo cu apertado de galinha caipira + Regata branca WifeBeater com calça jeans clara e bota marrom + Ingressar na legiao estrangeira + Comprar toras de eucalipto pra reproduzir o centurion method mas nunca começar o treinamento + vender máquina de cartão de crédito + ler os escritos do Unabomber + Escutar a discografia do Paul Waggener + ler todos os livros do Pavel Tsatsouline + ouvir rap eslavo de cunho político suspeito + café com um cubo de manteiga dentro precedendo a primeira refeição do dia + beber 2L de leite por dia + Stronglifts 5x5 + Dieta Cetogênica + Canal Jason PROJETO GIGA + Cd do TRETA + comprar torre de chopp no prensadão + 2 cápsulas de Tadalafellas antes do sexo + só comprar comida japonesa importada pra dieta + comer arroz sem sal com peixe cru sem tempero enrolado em folha do fundo do mar + memes da página Dollynho Puritano + Deus Vult na capa do Facebook + acessar o dogolachan pelo computador da escola pra postar fanfic gay do Gilberto Barros + Trollar atendentes do mcdonalds no habbo hotel + ligar para o Motel Astúrias perguntar quando custa a bolacha Bauducco que aparece no site + Mandar entregar pizza na Rua dos Tamoios casa n°18 com portão vermelho + cosplay de russo no Omegle pedindo pra mostrarem a bunda + Dormir imaginando uma linha pra fazer viagem astral + recitar Homero pra mendigo + tomar antibiótico no café da manhã + Meditar imaginando o raio de luz violeta que representa a energia transmutadora + Workshop Reiki do Canal Luz da Serra MULHERES TERRAPLANISTAS RALEM.
Primeiro de tudo! Vai tomar no cu, MULHERES terraplanistas! Junto com todas que me contrariaram nos últimos meses falando "dur hur você não sabe nada de paleontologia, vai assistir seus desenhos filipinos e não encha o saco". TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! LERAM DIREITO? TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! A farsa ficou tão óbvia, que eles não tem mais como esconder que TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! Alguns mais penas, outros menos penas, MAS TODOS TEM. E aproveitando no mesmo vídeo, NÃO TEVE METEORO PORRA NENHUMA! Provavelmente as mudanças climáticas naturais, junto com a separação gradual dos continentes, é que extinguiu a mega-flora e a mega-fauna. E se teve algum meteoro, apenas acelerou o processo em uma região muito especifica. Agora só falta as ((especialistas)) e a (((Academia))) admitir que dinossauros nunca existiram e que foi tudo um erro grotesco de interpretação de pessoas que não sabiam que caralhos eram aqueles esqueletos. São apenas aves e mamíferos ancestrais de milhões de anos atrás. E antes que eu me esqueça, vai todo mundo que me contrariou tomar no cu!
GOSTAR DE MIM POR QUEM EU SOU E NAO PELA MINHA APARENCIA
Sério, de verdade, ser uma pessoa bonita não é fácil em nossa sociedade atual; não é só os olhares de desejo das mulheres e dos homens que me incomoda, e sim, o fato de ser só isso para as pessoas. Sou muito mais que apenas um cara bonito. Tenho qualidades além dessas, e saber que as pessoas não ligam para elas, pois estão entorpecidas de anseio pela minha formosura, me entristece muito.
Não suporto mais ser bonito. Tudo que eu queria era poder nascer de novo num corpo de uma pessoa feia, pois sério, vocês não sabem como me dói saber que por culpa de algo que nasceu em mim (a incrível beleza), serei rotulado eternamente por isso.
Eu trabalho, estudo, procuro, conheço, aprendo! Sou um ser-humano como qualquer outro e não só mais um rostinho bonito.
Pergunta antes de eu poder te namorar: Você é ocultista?
Essa é a pergunta de um milhão de dólares que raramente vejo sendo feita.
Se você ainda não for, pra se tornar minha namorada precisará ser e aqui está como fazer isso
É fato que a maior parte da literatura especializada ocidental acredita em Deus e Cristo, somente olhando-o por uma lente diferente. Não há um ritual que lhe aproxime de Deus, as coisas raramente são tão simples. Entretanto, com estudo e meditação o caminho começa a ficar mais claro.
Entenda que não sou nenhum senhor da verdade, e o que te falo hoje posso descobrir ser mentira amanhã. Saiba também que um dos maiores problemas desse meio é a falta de um início claro, sendo as obras tidas como introdutórias porcarias completas. Dito isso, lhe respondo o seguinte:
  1. O caminho mais completo para se aproximar do que você quer começa com noções do pensamento Helênico. Entenda que boa parte da visão de mundo cristã vem da antiguidade clássica, principalmente as noções de harmonia e belo. Não te peço para ler tudo o que já foi jogado ao chão pelos gregos, mas saiba um pouco das origens das coisas. Tenha uma ideia básica dos quatro humores gregos, e que essa é uma das origens para atribuirmos personalidades aos elementos da natureza. Entenda um pouco dos seus deuses e Cosmos, porque eles serão utilizados no futuro de forma metafórica em textos. Saiba que quando aparecer um hermafrodita em um texto especializado não há conexão com desvios modernos, mas com um simbolismo mais antigo (Salvo engano, sua origem é Platônica. Mais especificamente, O Banquete, durante os discursos sobre amor).
  2. Entenda que boa parte da origem da magia ocidental vem da confluência da cultura grega com a egípcia, incluindo a alquimia. A tábua esmeralda é um texto obrigatório. Leia um pouco sobre o Axioma de Maria, A judia. Aprenda um pouco da simbologia alquímica, porque será importante para você no futuro. É dentro da alquimia que irão discursar sem final sobre a trindade (pelo menos os da corrente de Paracelso). Não se pretenda nenhum mestre dos espagíricos, porque os químicos farão isso melhor do que você. Entenda que não havia essa separação absoluta entre o material e o espiritual, então os dois conhecimentos andaram juntos ao decorrer da história. Entenda também que haviam escritores voltados especificamente para a alquimia espiritual, enquanto outros à química.
  3. Estude a Cabala. Eu entendo que para alguns seja difícil dar atenção à Cabala Judaica com o surto conspiracionista chanístico sobre a índole de todo um povo, mas querendo ou não o judaísmo é o Pai da fé cristã, sendo Jesus judeu. Entenda que a árvore da vida é um estudo sobre Deus e suas emanações, e dela virá uma boa parte de seu conhecimento.
  4. Leia as coisas atuais sobre o assunto. Dê atenção aos escritores herméticos, principalmente.
Ocultismo é um saco, pelo menos se você for estudar seriamente. Você pode perder a vida se tiver um projeto ambicioso como se aproximar de Deus.
Você também pode pular algumas etapas no que te falei. Sobre a parte do pensamento grego, saiba que boa parte é "dispensável". Dito isso, recomento que entenda um pouco sobre o funcionamento do Cosmos de Ptolomeu. Entenda também alguns dos símbolos planetários, porque seu entendimento irá lhe ajudar no futuro.
Pra me namorar também tem que gostar dos animes:
Akame ga Kill! Akarui Sekai Keikaku Ana Satsujin Asu no Yoichi! Azumanga Daioh Balance Policy Black Cat BlazBlue: Remix Heart Chichi ga Loli na Mono de Choujigen Game Neptune: The Animation - Dengeki Comic Anthology Come Come Vanilla! Criminale! Dog Style Domina no Do! Eden no Ori Evangelion Fullmetal Alchemist K-on! Naruto Shingeki no Kyojin Yu-gi-oh
Sobre assistir Yu-gi-oh; quando eu era adolescente, gostava (na época que passou na TV Globinho e era moda), mas hoje em dia não gosto mais; então não assistiria de novo.
Quanto às minhas lembranças marcantes de Yu-gi-oh:
Em 2003, Yu-gi-oh era moda e todo mundo na escola da quinta e da sexta série jogava com cartinhas piratas, já o pessoal da sétima e da oitava não se interessava. A propósito, em 2003 tiveram duas grandes modas de brinquedos baseados em animes, cartinhas de Yu-gi-oh e Beyblade. Outro brinquedo que todo mundo da quinta e da sexta série levava pra escola em 2003 depois que passou a moda de Yu-gi-oh e começou a moda da Beyblade era a Beyblade.
Outra lembrança marcante que tenho de Yu-gi-oh é que em 2003 na escola o pessoal criava suas próprias cartinhas, fazendo desenhos e estatísticas.
Fujimura-kun Mates Gantz Gou-Dere Bishoujo Nagihara Sora♥️ Higurashi no Naku Koro ni Kai: Matsuribayashi-hen Hitsugi no Chaika Ichigo 100% Ichinensei ni Nacchattara In Bura!: Bishoujo Kyuuketsuki no Hazukashii Himitsu Jigokuren: Love in the Hell Jinzou Shoujo JoJo no Kimyou na Bouken Part 4: Diamond wa Kudakenai JoJo no Kimyou na Bouken Part 5: Ougon no Kaze JoJo no Kimyou na Bouken Part 6: Stone Ocean JoJo no Kimyou na Bouken Part 7: Steel Ball Run Kaibutsu Oujo Lucky☆Star Mahou no Iroha! Mahou Tsukai Kurohime Monster Hunter Orage Mujaki no Rakuen Needless Zero Nyotai-ka Onihime VS Oretama Perowan!: Hayakushinasai! Goshujinsama♪ Re:Marina Rosario to Vampire Saitama Chainsaw Shoujo Sankarea School Rumble Shingetsutan Tsukihime Shocking Pink! Shurabara! Sora no Otoshimono Sora no Otoshimono Pico Akame ga Kill! Ana Satsujin Asu no Yoichi! Azumanga Daioh Balance Policy Black Cat BlazBlue: Remix Heart Chichi ga Loli na Mono de Choujigen Game Neptune: The Animation - Dengeki Comic Anthology Come Come Vanilla! Dorohedoro Nekopara Pet Toaru Kagaku no Railgun Magia Record: Mahou Shoujo Madoka☆Magica Gaiden Rikei ga Koi ni Ochita no de Shoumei shitemita.Rikei ga Koi ni Ochita no de Shoumei shitemita. Isekai Quartet 2Isekai Quartet 2 Ishuzoku Reviewers Somali to Mori no Kamisama Eizouken ni wa Te wo Dasu na!Eizouken ni wa Te wo Dasu na! Itai no wa Iya nano de Bougyoryoku ni Kyokufuri Shitai to Omoimasu.Itai no wa Iya nano de Bougyoryoku ni Kyokufuri Shitai to Omoimasu. Jibaku Shounen Hanako-kun Haikyuu!!: To the TopHaikyuu!!: To the Top Darwin's GameDarwin's Game Kyokou SuiriKyokou Suiri Plunderer
PRE REQUISITO: GOSTAR DE FILMES DE FAROESTE.
IMPORTANTE: Se você gosta de filmes de super heroi, pare de ler e va se foder.
Se você é assim, fique longe de mim.
NÃO QUERO AS MULHERES QUE: As que falam palavrões As que fumam As que usam drogas As que postam foto com bebida Que bebem (menos 🍷, isso é coisa de dama) As que vão para balada, festa, rave etc As que postam foto com decote ou sensuais
Há uma coisa que eu quero que você entenda sobre nós os homens.
Quando você colocar uma foto sua nua no facebook, fazendo uma pose gostosa, mostrando os seios ou como vemos em várias fotos mostrando o bumbum ou deitada sedutoramente em sua cama, a única coisa que você faz é que as pessoas tenham desejo sexual por você, claro em A maioria dos casos por parte de homens.
Eu sei que você vai ficar tão emocionada com os 500 likes, 120 comentários e as inúmeras mensagens privadas! Você vai querer postar cada vez mais fotos para se sentir cada vez mais no topo.
Mas há algo importante que você precisa saber:
Na verdade nenhum desses caras que gostam, comentam ou enviam mensagens privadas te ama. Tudo o que eles querem é usá-la e depois atirá-la para o lixo, para ser honesto nenhum deles a levaria para sua casa para ser sua esposa, acredite em mim, você para eles não é mais que uma menina de programa em busca de popularidade barata No Facebook.
Os homens ricos os que tem o que você procura "dinheiro" ou os pobres admiram as mulheres que se vestem com decência e se respeitam. Uma vestimenta decente que não revela muito o seu corpo, leva-os a amar e a respeitar-te, isto a simples vista nos diz que és uma mulher virtuosa, alguém a quem se pode levar para casa para ser esposa e mãe.
Isto em muitos casos diz-lhes que você foi criada com princípios morais e lhes dá detalhes do seu bom histórico familiar.
Eles não se preocupam muito com a maquiagem excessiva, uma mulher digna de propor casamento sempre se distingue do monte, não importa como.
Valoriza seu corpo, lembre-se que para encontrar diamantes é preciso cavar, respeita, e um verdadeiro homem vai te respeitar de um modo ou de outro.
Mas você terá muito respeito: Mulher, não mostre seu corpo no facebook, você não sabe que tipo de pessoas, venha suas coisas, você é uma mulher bela, não precisa de fotos, nem mostrar tanto, você pode conquistar com sua simpatia, com seu educación con seu sonrrisa,
As que já ficaram com amigos seus, ou que ficam com mais de 3 em um único ano As que não trabalham ou estudam (ou que estão em um curso irrelevante de humanas) As que não sabem o básico de uma casa, como lavar, passar roupa, cozinhar, trocar fralda, etc As interesseiras As que estão pedindo presentes sempre As que já estão comprometidas As não gostam de crianças ou dizem que não querem ter filhos (pessoas que não querem ter filhos não são confiáveis) As que tem piercing de bufalo
submitted by Helamaa to smurfdomuca [link] [comments]


2020.08.10 02:17 YatoToshiro Fate/Gensokyo #53.5 Jeanne d'Arc Alter (Fate/Grand Order) Parte 2


https://preview.redd.it/z555wif5h2g51.png?width=5000&format=png&auto=webp&s=1cb1df50f74d352beb095b625613f4e4bcf831e9
Orleans: The Wicked Dragon Hundred Years 'War
Jeanne Alter é criada por Gilles de Rais (Caster) através do poder do Santo Graal, como uma versão de Jeanne d'Arc distorcida por seu ódio pela França e por Deus. Após sua criação, ela convoca o Chevalier d'Eon, Vlad III, Atalanta, Santa Martha e Carmilla enquanto adiciona o Melhoramento Louco para transformá-los em Servos Furiosos. Ela ordena que destruam a França, declarando que Deus perdoará todas as suas transgressões. Ela também diz que está tudo bem se Deus os punir, pois sua campanha destrutiva é um meio de provar a existência e o amor de Deus. Gilles então traz Pierre Cauchon antes dela. Jeanne Alter furiosamente o lembra do ridículo que ela suportou durante a vida. Ela também zombeteiramente diz a ele para dizer a todos que a malvada Jeanne d'Arc está aqui e rugir como um leão valente. Ela diz que sua fé é frágil e o acusa de ser um herege por implorar a uma bruxa que o poupe, quando ele implora a ela que poupe sua vida. Ela então começa a queimá-lo vivo até que nada mais reste. Ela então ordena que seus servos destruam a França novamente, começando com Orleans. Depois de explicar a seus Servos que agora são Servos Furiosos, Jeanne Alter declara que a humanidade não tem valor, pois falhou em provar seu amor a Deus. Ela decide que a bandeira deles será dragão quando Gilles diz que eles precisam de um símbolo para se reunir, citando sua conexão com dragões. Posteriormente, as forças de Jeanne Alter conquistaram Orleans, matando Carlos VII no processo. Durante o curso de sua campanha, Jeanne Alter e suas forças destroem muitas cidades e matam muitas pessoas. Um dos mais proeminentes é Lyon, onde Jeanne Alter derrotou e amaldiçoou seu protetor, Siegfried.
Jeanne Alter e seus servos eventualmente encontram Ritsuka, Mash Kyrielight e Jeanne quando chegam no recentemente destruído La Charite. Ela zomba de Jeanne e se declara a outra "ela". Ela chama a resposta para a pergunta de Jeanne sobre por que ela destruiu a cidade óbvia, já que ela está destruindo a França. Ela então pergunta que queria salvar a França e seu povo, apesar de saber que eles iriam ridicularizá-la e traí-la. Enquanto Jeanne hesita em responder, Jeanne Alter declara que não será mais enganada ou traída. Ela confessa que não consegue mais ouvir a voz de Deus, e interpreta isso como um sinal de que a França não é mais abençoada por ele. Assim, ela destruirá o país de acordo com Sua dor. Ela declara que salvará a França transformando-a na terra dos mortos. Ela diz a Jeanne que não conseguia entender, acusando-a de ser uma virgem sagrada que finge não ver ódio e alegria e é incapaz de crescimento humano. Ela começa a atear fogo no console do Archaman Romani quando ele diz que o crescimento humano dos Servos seria classificado como Espíritos Heróicos. Jeanne pergunta se ela realmente é "ela", mas Jeanne Alter apenas zomba de suas dúvidas. Ela chama Jeanne de nada mais do que o resíduo que ela jogou fora. Ela então ordena que Vlad e Carmilla a matem. Quando Maria Antonieta intervém, Jeanne Alter pede a D'Eon que confirme sua identidade. Ela diz a Marie que ela é inadequada para participar da batalha porque ela viveu uma vida de luxo, e morre sem saber o que aconteceu. Ela se pergunta se Marie pode entender seu ódio. Depois que o grupo escapa quando Mozart repele Vlad e Carmilla com Requiem for Death, Jeanne Alter ordena que Martha os siga e observe. Ela diz a Vlad que Martha ficará bem sozinha, já que seu Nobre Fantasma pode ser destruído. Mas ela concorda que precisa ser cuidadosa e decide retornar a Orleans para convocar servos adicionais. Ela então ordena que Vlad, Carmilla e D'Eon continuem destruindo a França, e sai dizendo a eles que até mesmo os anti-heróis têm dignidade.
Mais tarde, Jeanne Alter convoca Charles-Henri Sanson e Lancelot quando ela retorna a Orleans. Ela fica sabendo da morte de Martha, perguntando-se se ela cometeu suicídio, e irritada por manter sua sanidade, apesar de seu Melhoramento Maluco. Ela acha mais provável que tenha lutado com todas as suas forças, então eles não podem baixar a guarda. Ela afirma que partirá com "ele" na próxima vez. Ela diz que vai deixar os Servos recentemente convocados, então ordena que Gilles contate Carmilla. Ela então pergunta a ele quem ele pensa ser a verdadeira Jeanne, ela ou Jeanne, ao que ele responde. Depois que Gilles a lembra da traição e do ridículo que ela sofreu na vida, Jeanne Alter declara que tudo foi um erro que deve ser corrigido. Ela concorda com Gilles que sua vingança é justa, dizendo que suas palavras lhe dão força. Ela então ordena que Sanson e Lancelot montem em seus wyverns e partam com ela. Mais tarde, ela confronta o grupo nas ruínas de Lyon, após resgatar Siegfried. Ela então ordena que seu dragão pessoal, Fafnir, os incinere, mas ele bloqueia a Luminosité Eternelle de Jeanne e o Lorde Chaldeas de Mash. Ela é forçada a recuar quando Fafnir é atingido por Balmung. Depois de se retirar para o céu, ela ordena que Sanson e Lancelot matem o grupo, dizendo que Carmilla se juntará mais tarde.
Jeanne Alter posteriormente ataca a cidade protegida por Georgios com Sanson enquanto seus cidadãos ainda estão sendo evacuados. Depois que Marie derrotou Sanson, Jeanne Alter achou engraçado que aqueles com maior potencial foram os primeiros a cair. Ela está irritada por Jeanne já ter escapado com Georgios e acha ridículo que ganhar um Servo deu esperança a Jeanne. Ela então pergunta a Marie por que ela está tentando salvar os cidadãos, embora ela tenha sido decapitada por seus próprios cidadãos. Marie responde que sua morte foi inevitável porque ela não era mais necessária para o povo. Ela então pergunta a Jeanne Alter quem ela é, mas Jeanne Alter também diz a ela para calar a boca. Ela então ativa o Palácio de Cristal e luta contra Jeanne Alter, que ela acaba perdendo.
Voltando para Orleans, Jeanne Alter confirma que Marie morreu e pergunta a Gilles sobre a condição de Sanson. Ele responde que a mente de Sanson pereceu com Marie, dizendo que ele só está apto para ser um soldado de infantaria agora. Jeanne Alter está aborrecida porque Georgios escapou graças ao fato de Marie a estar segurando. Ela começa a pedir para encontrar o grupo quando D'Eon interrompe para relatar que o grupo está indo para Orleans. Jeanne Alter ordena que eles se preparem para a batalha e Gilles para reunir os dragões e servos. Ela declara que o mundo será destruído se eles vencerem, e mesmo se eles perderem, o mundo já se foi. Ela também diz que, mesmo que Caldéia corrija a era, uma jornada sem fim pela frente. Apesar disso, eles e Jeanne ainda têm fé no mundo, para grande aborrecimento de Jeanne Alter. Ela decide destruir o grupo por esse motivo, não querendo que eles restaurem o mundo, dizendo que é o desejo dela e de Gilles.
Jeanne Alter e suas forças confrontam o grupo enquanto eles marcham em direção a Orleans. Ela diz a Jeanne que eles são iguais, mas Jeanne rejeita firmemente essa ideia. Ela então exibe a horda de dragões com ela, declarando que eles devorarão tudo na França. Depois, os dragões lutarão e se devorarão em uma guerra sem fim. Ela fica chocada quando o General Gilles de Rais chega com seu exército e começa a bombardear os dragões com artilharia. Depois que seus servos e Fafnir são mortos na batalha, Jeanne Alter é convencida por Gilles a retornar ao castelo.
Dentro do castelo, Jeanne Alter ordena que Gilles a defenda enquanto convoca um novo Servo. Ela concorda com sua sugestão de convocar o Rei Arthur, embora duvide que um cavaleiro inglês responda a sua convocação. Quando Ritsuka, Mash e Jeanne chegam na sala do trono, ela fica surpresa que eles chegaram mais rápido do que o esperado, então ela não precisa modificar a convocação. Jeanne pergunta se ela se lembra de sua família, mas Jeanne Alter não consegue se lembrar. Descobrindo que não importa se ela se lembra ou não, ela invoca Servos das Sombras e ordena matar o grupo. Depois de destruídos, ela luta contra o grupo pessoalmente. Ela é derrotada, mas se recusa a acreditar que perdeu porque tem o Graal. Quando ela começa a morrer, ela diz a Gilles que ela ainda não destruiu a França. Ela fica consolada quando Gilles diz que destruirá a França em seu lugar. Ela então desaparece, revelando que o Graal era seu centro.
Da Vinci and The Seven Counterfeit Heroic Spirits
Como seu conceito já existia, Jeanne Alter nunca foi verdadeiramente destruída na Singularidade de Orleans. Já que Gilles de Rais, que a desejou, e o Santo Graal, que fez isso acontecer, foram mortos e capturados, as chances de ela ser convocada novamente eram infinitesimais. No entanto, ela foi capaz de invocar-se invertendo o desejo de Jeanne d'Arc de não ter uma versão alterada de si mesma. É uma técnica de quebra de regras que só foi possível graças à popularidade de Jeanne como Espírito Heroico. Insatisfeita por ser uma falsificação, Jeanne Alter procurou superar seu eu original. Usando o Louvre como base e querendo vingança por Orleans, ela cria versões falsificadas de Alexandre, Hector, Siegfried, Arash, Arjuna, Gilles de Rais, Brynhild com o propósito de superar seus originais. Ela também deu a cada um deles histórias de fundo específicas centradas em torno dela por um desejo inerente de ser o protagonista. Continuando com seu plano que começou desde a Singularidade de Orleans, ela além disso melhorou seus valores de Saint Graph por meio do Counterfeits ’Riot, tornando-se publicamente uma Serva. Com relação à convocação dos Espíritos Heróicos Falsificados, em algum momento durante o período do Motim das Falsificações, parece que Jeanne Alter queria esquecer todas as suas existências exceto a dela.
Eventualmente, Jeanne Alter localizou Ritsuka, Mash, Leonardo da Vinci e EMIYA, que procurava impedir sua falsificação. Eles a encontram sendo desconfortavelmente abraçada pela falsificada Brynhild. Ela os elogia por localizá-la, presumindo que eles seguiram os rastros deixados pelas falsificações. Ela chuta Brynhild para longe, apenas para ela rastejar de volta. Ela explica que o comportamento de Brynhild inadvertidamente resultou de seu desejo de que um de seus sete seguidores fosse mulher. Pedindo ao grupo para ignorar Brynhild, ela revela as circunstâncias de seu retorno. Ela aceita que é uma falsificação da Jeanne original, mas ainda quer superá-la, pois Da Vinci especulou com razão. Ela continua que, embora seja uma falsificação, não há regras dizendo que ela não pode fazer nome para si mesma no mundo. Ela continua ainda que as pessoas imaginam que a morte de Jeanne justificaria sua vingança, declarando-se um aspecto de Jeanne. Portanto, como ela nasceu do ódio e da intenção assassina, Jeanne Alter é uma Anti-Herói e uma Serva da classe Vingador. Ela então ordena que Brynhild ataque o grupo. Ela nega a dedução da EMIYA de que a maioria de seus Servos falsificados eram homens pelo desejo inconsciente de ser o protagonista, apontando Brynhild. Mash suspeita que ela queria uma amiga, mas Jeanne Alter nega. Ela afirma que os Servos falsificados eram meramente peões dispensáveis, então luta contra o grupo com Brynhild. Depois que Brynhild é derrotada, Jeanne Alter se culpa por ser incapaz de convocar Brynhild da forma adequada. Ela presume que Brynhild vai culpá-la antes que ela morra, como ela presume que os outros morreram. No entanto, Brynhild diz que ela e as outras falsificações desfrutaram de seu tempo com ela antes de desaparecer. Jeanne Alter afirma que as falsificações foram um peão criado para sua diversão, mas Da Vinci a repreende por não perceber seus verdadeiros sentimentos. Ela explica que as falsificações já ultrapassavam os originais e estavam sinceramente se divertindo, apesar de serem falsas. Ela continua que eles tiveram cuidado e preocupação genuínos por Jeanne Alter. Isso confunde Jeanne Alter, pois ela não consegue entender por que alguém se importaria com uma garota vingativa como ela. Da Vinci diz a ela para abraçar seu desejo de vingança e seu papel como Anti-Herói para se tornar uma Serva completa. Jeanne Alter hesita com a ideia de ser convocada quando Ritsuka diz que eles a aceitariam. Depois de um longo período de reflexão, ela aceita seu complexo de inferioridade para com Jeanne e seu desejo de ser desejada. Ela aceita que seu ódio nunca cessará e ela sempre será uma Vingadora, não importa quantas vidas ela salve. No entanto, apesar de tudo isso, ela diz que responderá à convocação de Ritsuka. No entanto, ela começa a lutar contra o grupo por vingança por eles terem derrotado suas falsificações. Depois de ser derrotada, ela diz que se divertiu. Ela revela que seu eu futuro formará um vínculo com Ritsuka enquanto seu eu atual desaparecerá. Ela assume que seu eu futuro não terá memórias de ser um Espírito Heróico falsificado, então o atual queria criar pelo menos uma memória. Ela diz a Ritsuka para assumir a responsabilidade por seu futuro eu e se despede deles antes de desaparecer.
Salomon: The Grand Time Temple
Jeanne Alter está entre os Servos do "evento especial" ajudando a Caldéia contra os Pilares do Deus Demônio.
Shinjuku: The Malignant Quarantined Demonic Realm
Jeanne Alter estabelece seu próprio território em Shinjuku após sua convocação após formar uma trégua com Artoria Alter para se deixarem em paz. Em algum ponto, ela foi gravemente ferida por Baal disfarçada de James Moriarty, forçando-a a se retirar para o esgoto. Mais tarde, ela tenta incinerar o verdadeiro Moriarty quando ele se intromete em seu território. Ela é mais tarde atacada por EMIYA Alter sob as ordens de Baal, irritada por ele ter transformado uma espada em uma arma moderna. Ela então liberta La Grondement Du Haine em uma tentativa de destruí-lo, mas para sua irritação, ele usou um escudo para bloqueá-lo e escapar. Tendo se esforçado demais com aquele ataque, ela desmaia e espera para desaparecer. Ela se pergunta se alguém vai roubá-la e jogá-la no rio ou contaminá-la enquanto ela desaparece. No entanto, ela é salva pela chegada de Ritsuka, Moriarty e Artoria Alter. Depois de se insultar, Jeanne Alter pergunta por que ela veio, uma vez que eles tinham trégua para se deixarem em paz. Artoria Alter responde que não é mais o caso e se gaba de ter um Mestre, segundo a crença de Jeanne Alter. Ela assume que seu Mestre é totalmente incompetente até que Ritsuka se apresente como dito Mestre. Ela pede a Ritsuka para deixá-la se juntar a eles, alegando que ela é uma Serva melhor do que Artoria Alter ou Moriarty. Ela falha em detalhes de como ela é melhor do que eles quando os inimigos chegam em cena, tendo sido atraída pelo cheiro de seu Nobre Fantasma. Após a batalha, ela pergunta a Mash por que ela não os está ajudando como um Shielder. Mash responde que ela está atualmente em licença de serviçal devido a certas circunstâncias, o que decepciona Jeanne Alter, já que Mash é seu último bastião de defesa. Ela se lembra de Mash se recusando a soltar seu escudo enquanto segurava as lágrimas de medo. Por causa disso, ela assume que Mash é um ser humano melhor do que ela, já que ela realmente sente medo. Artoria Alter a acusa de tentar roubar Mash, explicando que ela é um de seus cavaleiros já que Galahad a está possuindo. Jeanne Alter conta que ela pode fazer o que quiser, já que Mash não é Galahad. Ela então tenta incinerar Moriarty, assumindo que foi ele quem a feriu tão gravemente. Ela pára quando Ritsuka diz que pode confiar em Moriarty, pois foi outro ele quem a atacou. Mas, como os outros, ela não pode confiar nele. Mesmo assim, ela permite que ele os acompanhe quando Da Vinci diz que Moriarty arriscou a vida para proteger Ritsuka. Ela se irrita por Artoria Alter não permitir que ela os acompanhe, dizendo que ela tem os mesmos direitos que Moriarty. Ela então nota as roupas de Artoria Alter e pergunta por que ela as escolheu. Artoria Alter responde que um bom criado sempre se veste de acordo com sua localização. Em resposta, Jeanne Alter revistou as ruínas de uma boutique próxima sob o pretexto de que era suspeita. Ela retorna e cerca os outros e Hessian Lobo com as chamas de seu Nobre Phantasm no sinal de Moriarty para impedir a fuga de Hessian Lobo. No entanto, o grupo não consegue matá-lo e ele escapa. Jeanne Alter e Artoria Alter percebem que Moriarty pretende ter como alvo o Fantasma da Ópera e Christine Daaé em seguida. Eles então se preparam para lutar entre si até que Moriarty convença a atrasar até que Phantom e Christine estejam mortos.
Após o retorno do grupo ao esconderijo de Artoria Alter, Jeanne Alter expressa sua repulsa por ele e por Cavall II. Ela espera que Ritsuka dê sua opinião sobre sua nova roupa, embora esteja desapontada com a resposta. Depois de um telefonema de Edmond Dantès, o grupo descobre que o outro Moriarty é o líder de seu inimigo, a Aliança Fantasma do Demônio. Isso exacerba ainda mais a desconfiança de Jeanne Alter e Artoria Alter em relação a seu próprio Moriarty. Em resposta, Moriarty diz que eles devem derrotar Phantom para que ele possa ganhar sua confiança. Ele avisa que eles seriam mortos se atacassem Phantom diretamente, com o que Jeanne Alter e Artoria Alter concordam. Ele explica que eles seriam severamente superados em número pelos 200 Coloraturas estacionados em Kabukicho se eles atacassem diretamente. Ele, Jeanne Alter e Artoria Alter lembram de ter destruído algumas Coloraturas antes, mas Moriarty revela que eles reabastecem seus números com 36 horas. Moriarty explica que as coloraturas atribuem a patrulha de Kabukicho que também sequestram pessoas regularmente. Jeanne Alter adora que Artoria Alter reconheça que Excalibur Morgan está sendo inútil em destruir Kabukicho quando Moriarty revela que a energia mágica de Shinjuku comparável à Idade dos Deuses a reduziria significativamente. Os dois quase entrando em uma briga quando Artoria Alter zombeteiramente implica que Jeanne Alter não se sairia muito melhor. Moriarty então pede que tragam para ele uma Coloratura, que ele usará para observar Kabukicho. Depois de deixar o esconderijo, Jeanne Alter afirma que se Moriarty os traísse, seria em um momento crucial. O grupo então percebe que Coloratura está sequestrando pessoas, então eles entram para capturar uma. Após capturar uma Coloratura e ajudar a fuga do povo, o grupo retorna ao esconderijo. Lá é revelado que as Coloraturas são construídas a partir de humanos, com sua carne e nervos sendo colocados nas bonecas. Depois de afirmar que os humanos uma vez transformados em Coloraturas não podem ser salvos, Moriarty revela que equipou a Coloratura com uma bomba. O dito Coloratura será devolvido com os outros quando eles retornarem a Kabukicho em seus intervalos regulares, e então sua bomba será acionada. A explosão causará confusão entre as Coloraturas, que o grupo usará como uma oportunidade para matar Phantom e Christine. Jeanne Alter concorda com o plano, pois o Colortura não é mais verdadeiramente humano. Ela até os acha piores do que o espírito maligno e coisas do gênero, já que pelo menos esses têm vestígios de suas personalidades originais, ao contrário dos Coloraturas. Depois que Moriarty termina de manipular a Coloratura, e dá o detonador para Ritsuka, o grupo segue para Kabukicho.
Colocando o Coloratura armado com os outros, Moriarty ordena que Artoria Alter e Jeanne Alter tomem suas posições. Dez minutos depois, a bomba é detonada por Moriarty em vez de Ritsuka após ver sua determinação em fazê-lo. A explosão resultante espalha as Coloraturas, então Artoria Alter e Jeanne Alter se movem para destruí-los. Eles são mais tarde chamados por Mash para ajudar Ritsuka e Moriarty contra EMIYA Alter, mas eles estão ocupados lidando com as Coloraturas ainda ativas. Eles chegam justamente quando EMIYA Alter recua graças à intervenção de Hassan do Braço Amaldiçoado, desapontado por seus ataques mal errados. Jeanne Alter pergunta quem é o Braço Amaldiçoado e se pergunta se ele é um inimigo, mas Mash diz que ele é um aliado. Juntamente com Cursed Arm, o grupo foge de Kabukicho e retorna para o esconderijo.
De volta ao esconderijo, o grupo relaxa após sua missão bem-sucedida. Porém, logo revelou que Hassan é um membro disfarçado da Aliança do Demônio Fantasma, Yan Qing. Ele toma Ritsuka como refém, mas Artoria Alter e Jeanne Alter chegam para detê-lo. Ele se esquiva de seus ataques e foge enquanto Artoria Alter o persegue em sua motocicleta, com Jeanne Alter a seguindo. Infelizmente, eles não são capazes de resgatar devido ao atraso dos soldados Hornet e do Rei Lear convocado por Yan Qing. Jeanne Alter e Artoria Alter mais tarde Moriarty por permitir que Ritsuka fosse sequestrada.
Felizmente, Ritsuka é resgatado da base da Phantom Demon Alliance, Barrel Tower, por Sherlock Holmes. Jeanne Alter e Artoria Alter expressam imediatamente sua preocupação e alívio ao retornarem. Voltando ao esconderijo, Jeanne Alter chama Sherlock de peso morto quando ele se apresenta como um Conjurador impróprio para combate. No entanto, ela o agradece por salvar Ritsuka. Ela diz a ele para ir embora, mas ele diz que não pode. Ela acaba brigando com Artoria Alter novamente quando o primeiro avisa Ritsuka contra ser muito gentil com Moriarty. Depois de saber do Nome Verdadeiro de Moriarty, sua desconfiança dele aumenta ainda mais; Jeanne Alter o compara às raposas que aparecem nos contos de moralidade. Sherlock então explica como o objetivo da Aliança de destruir o planeta é possível sem utilizar forças externas, fazendo o que Thomas Edison e o Rei Leão tentaram fazer. Sem entender o que os outros querem dizer, Jeanne Alter exige saber o que Edison e o Rei Leão tentam fazer. Mash primeiro explica que o Rei Leão tentou usar Rhongomyniad para preservar uma parte da humanidade e destruir o resto enquanto a Incineração da Humanidade estava ocorrendo. Jeanne Alter chama o Rei Leão de idiota pela trama, dizendo que ela deveria ter se permitido morrer com todos os outros. Ela então expressa seu ódio por reis que tentam resolver as coisas por si próprios e reis que simplesmente desistem. Mash então explica que Edison procurou preservar a América separando-a da linha do tempo. Da Vinci percebe e revela que Shinjuku está em uma linha do tempo abatida. Apesar de ser informado de que não terá efeitos adversos na história, Ritsuka decide salvar Shinjuku de qualquer maneira. Sherlock então revela o método pelo qual o maligno Moriarty usará para destruir o planeta. O malvado Moriarty planeja usar os poderes do Fantasma com o qual se fundiu, Der Freischutz, para carregar um meteorito na Torre do Barril e, em seguida, dispará-lo no núcleo do planeta como uma bala mágica para destruir o planeta. Jeanne Alter está aborrecida porque Moriarty acabou de perceber que ele foi fundido com Der Freischutz o fez um Arqueiro e o deixou disparar balas e mísseis de um caixão que ele nunca carregou em vida. Ironicamente, ela acha que o plano da Aliança para destruir o planeta é ainda pior do que quando ela tentou destruir a França. Ela e Artoria Alter concordam com a decisão de Sherlock de eliminar Yan Qing, achando sua habilidade de transformação problemática. O grupo então sai para roubar roupas para o propósito do plano de Sherlock e Moriarty. Depois de derrotar alguns bandidos e suas Coloraturas hackeadas, Ritsuka, Artoria Alter e Jeanne Alter trocam de roupa.
Agora usando vestidos, Ritsuka, Artoria Alter e Jeanne Alter entram em uma festa organizada por Yan Qing. Jeanne Alter, insultada, compara Artoria Alter a uma boneca de cera em seu vestido, enquanto Artoria Alter a compara a uma bruxa de verdade em seu vestido. No entanto, os dois compartilham a alegria de ver Ritsuka claramente desconfortável com seu disfarce. Jeanne Alter os segura enquanto Artoria Alter tira fotos deles com o telefone com câmera que ela tirou de um transeunte e os carrega para o servidor de Chaldea. Ela então se pergunta quando Yan Qing vai aparecer, expressando seu ódio por seu vestido. Depois de ver Artoria Alter dançar com Ritsuka, ela afirma não se importar com a dança e fica irritada que Artoria Alter tenha passado por instinto. Um convidado da festa tenta convidá-la para dançar, mas sua carranca o afasta. Agora que perdeu a paciência, ela agora quer queimar todo o prédio. Yan Qing então aparece diante dos convidados disfarçados de Artoria Alter. Ele eventualmente toma conhecimento dela e ordena que os Hornets ataquem. Juntamente com Moriarty, o grupo derrotou o Hornets seguido por Romeu e Julieta. Mais Hornets então aparecem, com Yan Qing sendo disfarçado como um deles. Ritsuka tira o vestido deles para chocá-lo a se revelar como parte do plano de Moriarty. Yan Qing revela seu verdadeiro nome e luta contra o grupo. Sentindo que vai perder, Yan Qing ativa uma bomba sob o prédio para derrubá-lo, fazendo com que o grupo escape. Depois de matar Yan Qing, Moriarty pondera se o orgulho é necessário para viver. Jeanne Alter responde que o orgulho não tem valor para ela como uma farsa. Ela fica confusa quando Artoria Alter a chama de panda gigante por não se orgulhar. O grupo então se prepara para partir quando são encontrados por Hessian Lobo.
Confrontado por Hessian Lob, o grupo vê que ele foi fundido com outro Fantasma, o Homem Invisível, como indica sua invisibilidade. Sua classe então muda de Cavaleiro para Vingador, e instantaneamente atinge Ritsuka já que eles são os únicos humanos por perto. Incapaz de derrotá-lo, o grupo decide quem ficará para trás para segurar Hessian Lobo enquanto o resto foge. Jeanne Alter assume a tarefa para que os outros possam escapar. Ela diz a eles para usarem esse tempo para encontrar uma maneira de derrotar Hessian Lobo permanentemente. Ela rejeita a sugestão de Artoria Alter de escolher alguém de forma justa. Ela chama Ritsuka de patético por não querer sacrificar seus aliados. Ela nega a suposição de Sherlock de que seu desejo de afastar Hessian Lobo é motivado por sua simpatia por ele como um companheiro Vingador. Ela explica que simplesmente odeia vê-lo correndo como um monstro estúpido, acreditando que deveria pelo menos ter um objetivo. Ela decide que vai dar um objetivo, então ela dá um fim real. Antes que os outros saiam, Sherlock diz a ela para cuidar de seus pés, e Artoria Alter confia nela para segurar Hessian Lobo. Enquanto luta contra Hessian Lobo, Jeanne Alter proclama que sabe como ele pensa, já que eles são iguais. Ela diz que o ódio deles nunca desaparecerá, independentemente de quantas pessoas eles matem até o dia da morte. Ela declara que vai tirar Hessian Lobo de sua miséria, dizendo que os sonhos fugazes que eles veem antes da morte são o único consolo para os Vingadores. Eventualmente, porém, Hessian Lobo a fere fatalmente. Ela está irritada, mas não está gostando de sua vingança, mas percebe que não pode mais. Depois de sofrer outro ferimento, ela solta La Grondement Du Haine em um esforço para segurá-lo. Ela explica que as chamas vêm de seu próprio corpo, duvidoso que possa afastá-las. Ela entende que as chamas não vão matá-lo, mas tem certeza de que vão desacelerá-lo por um tempo. Infelizmente, ela finalmente cai depois que Hessian Lobo se feriu novamente. Ela contempla sua natureza como uma farsa, incapaz de compreender verdadeiramente a dor de ser queimada viva. Ela chama Jeanne de idiota por querer vingança depois de ser queimada na fogueira, acreditando que ela era louca por não ter feito isso. Ela continua que o mundo está irremediavelmente escuro, alegando que o máximo que uma pessoa dita boa pode fazer é fechar os olhos. Ela se lembra de como costumava pensar que nunca ajudaria humanos de boa índole como Jeanne, achando-os patéticos e indefesos. Depois de chamar Jeanne de símbolo da humanidade, ela chama Ritsuka de idiota sem consideração por não tê-la convidado para dançar. Ela então se lembra do conselho de Sherlock antes de cair na inconsciência.
Jeanne Alter é capaz de sobreviver escapando em um buraco de homem no último momento, como Sherlock aconselhou. Ela se encontra com Edmond, e eles resgatam William Shakespeare de seu confinamento na Torre do Barril. Ambos tentam atacar Moriarty, que foi revelado como o verdadeiro cérebro para destruir o planeta, mas ele consegue se esquivar de ambos. Jeanne Alter explica como ela sobreviveu e mostra que trouxe Shakespeare para ajudar. Depois que Shakespeare e Hans Christian Andersen convocam os Grandes Detetives para ajudar Ritsuka, o grupo luta contra Moriarty após ele se fortalecer com o Graal. Depois que Moriarty e os outros desaparecem e o asteróide Bennu é destruído, Jeanne Alter diz a Ritsuka para chorar pelos Servos, já que eles estão destinados a desaparecer. Ela grita com EMIYA Alter para não se intrometer na conversa quando ele concorda. Ela então pergunta a ele o que aconteceu com Artoria Alter, se perguntando se ela foi esmagada por Bennu. EMIYA Alter responde que ela foi visitar algum lugar antes de desaparecer, que Ritsuka e Jeanne Alter percebem ser Cavall II. Depois que EMIYA Alter desaparece, ela de repente corta as comunicações com Chaldea. Ela então coloca seu vestido de festa e exige uma dança de Ritsuka. Depois de dançarem, Jeanne Alter se sente satisfeita e começa a desaparecer. Ela diz a Ritsuka que vai praticar mais da próxima vez, esperando que eles façam o mesmo, antes de finalmente desaparecer.
submitted by YatoToshiro to Fate_GensokyoBR [link] [comments]


2020.08.07 03:52 YatoToshiro Fate/Gensokyo #48 Saber of Red (Fate/Apocrypha) Parte 1


https://preview.redd.it/9oorxngvkhf51.png?width=5000&format=png&auto=webp&s=22792ce3e062457b2b9f10ebd903e1bd32f703af
O Nome Verdadeiro do Sabre é Mordred, O Cavaleiro da Traição. E o "filho" do Rei Arthur, mas ela é realmente feminina apesar de ter sido criada como o herdeiro secreto do sexo masculino. ao trono. Ela ficou conhecida como um "vilão raro" que conseguiu manchar uma lenda gloriosa no final de sua vida.
Ela foi concebida entre Artoria e sua irmã, Morgan le Fay, através de circunstâncias não-ortodoxas. Artoria, normalmente mulher, era um pseudo-homem na época devido à magia de Merlin, então Morgan a encantou com um feitiço para extrair esperma dela. Morgan desenvolveu-a dentro de seu próprio ovário e transformou a criança em um clone de Artoria, homúnculo. Devido ao seu status de homúnculo, ela recebeu um período de crescimento muito mais rápido do que um ser humano comum, e sua vida útil foi muito menor. Ela foi criada em segredo e disse para esconder seu status e obedecer ao rei até a hora certa.
Disseram que é seu direito herdar o trono, Morgan pediu-lhe que um dia derrotasse o rei dos cavaleiros e ocupasse o "lugar" dele. Ela tinha a mesma obsessão que sua mãe, mas antes de tudo isso era sua adoração pelo rei Arthur. Ela sentiu vergonha de seu nascimento retorcido, inconscientemente agindo com ciúmes de pessoas normais e, com a inocência especial que as crianças possuem, ela adorou o "rei perfeito". Dado um capacete que lhe disseram para nunca remover na frente dos outros, ela acabou sendo enviada a Camelot sob a recomendação de Morgan e, através de uma apresentação de sua soberba esgrima, tornou-se um dos Cavaleiros da Távola Redonda. Ela recebeu sua espada, apesar de suas origens desconhecidas por causa de suas habilidades e cavalaria mental direta.
Ela protegia o caminho dos cavaleiros muito parecido com o que só podia ser encontrado nos livros de figuras, trabalhando duro diariamente para ser o cavaleiro ideal, enquanto escondia sua antipatia pelos outros. No final, até essa inocência foi destruída por Morgan, que revelou os segredos de seu nascimento. Ela soube de sua paternidade e foi informada de que o rei também não sabia. Morgan tentou incutir que o rei nunca aceitaria uma criança tão imunda, mas ela ficou chocada, envolvida em alegria. Embora não seja um ser humano adequado, compartilhando o mesmo sangue que o rei, sendo o "filho" de um rei superior, ela se orgulhava do fato de não ser humana. Ela sentiu que, em nome, realidade, mente e corpo, estava apta a ser a verdadeira sucessora do rei dos cavaleiros.
Ela foi sem ter o menor sentimento de rebelião, estimulada pela verdade e se aproximou do rei com deleite. Criado sem pai, o rei era a forma de um "pai" divino para ela, mas Artoria a rejeitou com muita clareza. Ela disse que, embora Mordred certamente tenha nascido das conspirações dela e de sua irmã, ela não reconhecerá Mordred como seu "filho" nem lhe dará o trono. Mordred acreditava que tudo se devia ao ódio do rei por Morgan, que seria impossível que seu "filho" fosse aceito. Pensando que essa era a razão de seu título ser o mais fraco, acreditando que, por mais que tentasse, mesmo que se destacasse por todos, que o rei a veria para sempre como uma criança suja desde o momento em que nasceu em Morgan, seu grande amor pois o rei até então a fez queimar o ódio.
Como resultado disso, a desconfiança da Távola Redonda em relação ao rei se espalhou e os reinados do poder em Camelot foram tomados quando o rei partiu para a expedição de Roma. Mordred tornou-se o líder da rebelião, representando o descontentamento nacional em relação a Arthur. Depois que o rei finalmente voltou de uma batalha longa e cansativa, Mordred se enfureceu, alegando que odiava o rei e que apenas ela estava apta para o trono. A verdade era que ela só queria ser aceita por Artoria e queria ser chamada de "filho" por ela. O conflito acabou levando a uma luta final, a Batalha de Camlann, onde os dois exércitos estavam morrendo em uma batalha acalorada. Os poucos cavaleiros que ficaram com o rei logo morreram, deixando apenas os dois de pé.
Os dois se enfrentaram em uma colina de espadas no meio de um campo de batalha em chamas, onde Mordred apontou que o país havia terminado e que o vencedor não importava mais porque tudo se foi. Culpando a situação do rei por não lhe dar a coroa, ela perguntou se o rei odiava tanto o "filho de Morgan". Artoria respondeu sem emoção: "Nem uma vez eu te desprezei. Só havia uma razão para eu não lhe dar o trono. Você não tinha a capacidade de um rei". Mordred avançou enquanto impulsionado pela paixão e acabou sendo derrotado em um único combate, desmoronando enquanto ainda era perfurado pela lança sagrada Rhongomyniad. Livre da máscara imposta a ela, com um rosto idêntico ao seu "pai", ela disse ".... Pai", enquanto tentava tocar o rei com as mãos encharcadas de sangue pelo menos uma vez, mas não foi nem concedida esse desejo quando ela caiu. Por estar preso a uma forte maldição, Mordred ainda balançou a espada após a morte, deixando um ferimento fatal em Artoria, que mais tarde morreu por causa de seus ferimentos.
submitted by YatoToshiro to Fate_GensokyoBR [link] [comments]


2020.07.16 16:48 0TW9MJLXIQ Texto de Kampz no SerBenfiquista

Vou ser absolutamente sincero, estou completamente esgotado do Benfica...
Podem dizer que isto não é o Benfica, que é o SLV, mas a verdade é que o meu dinheiro vai para esta instituição e os atletas que a representam "jogam" em nome do Sport Lisboa e Benfica com o manto sagrado e o nosso emblema, o tal que não serve para chineses ao peito.
Se isto não é o Benfica é culpa nossa - dos sócios - que deixaram o clube ser tomado de assalto por um cavalo de troia, carregado até ao tecto de dragartos e mercenários, e que não era feito de madeira mas sim totalmente transparente.
Mais, é culpa nossa irmos para 17 anos disto e nunca termos feito nada relevante para mudar, encolhendo os ombros e deixando passar pelos pingos da chuva, como se nada fosse, uma notícia de (mais) um desfalque ao clube no valor de 2 milhões de €.
Ao contrário do que já fiz no passado, não tenho paciência para ir procurar e trabalhar dados, pelo que cito o excelente post acima, resumindo do seguida em que se tornou o nosso clube:
Certamente me esqueci de muito e em muitos pontos tanto mais poderia ser dito... Mas é o meu desabafo. E que se desengane quem ache que é pelo título do Porto, na verdade só agora fui à internet confirmá-lo!
O problema do Benfica não se resolve com JJ ou 100M€ em transferências, ou com a saída de algumas peças da estrutura. Tem que sair o Presidente e toda a corja responsável, ou que legitima, uma gestão absolutamente danosa e corrupta, com dano muito material no clube.
A única solução para isto é:
1.1) Garantir que as eleições não são marteladas (muito difícil); 1.2) Se tal não for possível, correr com o Vieira nem que seja ao pontapé; 2) Fazer uma auditoria forense fortíssima ao clube, custe o que custar; 3) Com base nas evidências, colocar em tribunal todos aqueles que tiverem lesado o clube; 4) Também com base em evidências, despedir com justa causa quem for necessário; 5) Negociar a saída de todos os restantes mercenários que nada acrescentem; 6) Encostar o "lixo" que não conseguirmos limpar nos dois pontos anteriores; 7) Contratar Benfiquistas competentes e sérios para os cargos relevantes; 8) Implementar mecanismos de controlo interno que impeçam a pilhagem do clube; 9) Garantir uma gestão financeira responsável e equilibrada do clube, por profissionais de topo; 10) Implementar uma gestão desportiva profissional e ambiciosa, em todas as modalidades; 11) Investir no fortalecimento dos laços perdidos entre Benfiquistas e Benfica; 12) Rever os estatutos (e.g. limitação de mandatos) de forma a restabelecer a democracia.
Reparem que o desporto - o core business e objetivo fundamental - só aparece no ponto 10! É que há tanto a fazer de limpeza antes para garantir que conseguimos repor o que nos foi roubado e ter um clube (e SAD) preparados para gerir o Benfica como deve ser...
Se não é em Outubro, para mim, acabou.
E mesmo para os vieiristas, acabará pouco depois.
submitted by 0TW9MJLXIQ to benfica [link] [comments]


2020.05.09 03:01 altovaliriano Petyr Baelish é o herói trágico de ASOIAF

Texto em inglês: shorturl.at/htxCS
Autor: u/BeautifulMania
--------------------------------------------------------
Permita-me começar do começo.
Petyr Baelish nasceu em 268 dC, tendo 27 anos no início da A Guerra dos Tronos.
Seu pai lutou ao lado de Hoster Tully na guerra dos Reis das Nove Moedas, e a amizade deles deu a Petyr a chance de ser promovido por uma grande casa depois que ele nasceu.
A lembrança mais antiga que vemos de Petyr é quando as jovens Catelyn e Lysa lhe serviram tortas de lama, as quais ele comeu tanto que ficou doente por uma semana. Isso mostra o quão jovem ele era quando foi enviado para Correrrio, e é muito provável que suas primeiras lembranças conscientes tenham ocorrido em Correrrio.
Ele era jovem demais para perceber as diferenças entre ele e seus irmãos de criação e entender algo de hierarquia social. Ele cresceu ao lado de Cat, Lysa e Edmure como iguais.
Os Tully eram sua família e Correrrio era sua casa.
Vemos o quão influente a criação foi no relacionamento de Ned e Robert. Eles estavam mais próximos um do outro do que seus irmãos verdadeiros, e os dois encaravam Jon Arryn como pai.
Hoster era uma figura paterna para Petyr, e ele foi criado pelas palavras Família, Dever e Honra. Ele cresceu em um castelo idealizado, sonhando com cavaleiros das canções e amor verdadeiro, muito parecido com Sansa.
Até Peixe Negro era como um tio:
E no entanto, durante todos os anos de infância e juventude, foi Brynden, o Peixe Negro, que os filhos de Hoster procuraram com suas lágrimas e suas histórias, quando o pai estava muito ocupado ou a mãe doente demais. Catelyn, Lysa, Edmure… e, sim, até mesmo Petyr Baelish, o protegido do pai deles… Escutara-os a todos pacientemente, tal como a escutava agora, rindo de seus triunfos e solidarizando-se com seus infantis infortúnios.
(AGOT, Catelyn VI)
Quando ele e os Tully ficaram mais velhos, no entanto, as diferenças entre acabaram sendo evidentes.
Petyr, que veio do menor dos Dedos do Vale, ganhou o apelido de Mindinho, um lembrete constante de suas origens humildes, propriedades pobres e nascimento baixo.
No entanto, ele aspirava ser um Tully, como foi criado para ser. Ele era idealista e amoroso, e, apesar do apelido, acreditava que poderia superar seu baixo nascimento. Não era como se ele tivesse escolhido nascer filho de um senhor pobre. O que tornava um homem melhor do que outro, simplesmente por nascer de uma casa diferente? Aos seus olhos, nada.
Eventualmente, à medida que as crianças cresceram, as coisas começaram a mudar. Ele, Cat e Lysa brincavam de beijar, como crianças curiosas costumam fazer, e Petyr acabou desenvolvendo sentimentos por sua irmã adotiva, Catelyn Tully.
Ele se apaixonou por ela e, mais tarde, quando os senhores Bracken e Blackwood vieram visitar Correrrio, ele e Cat passaram a noite dançando. Petyr e Edmure ficaram bêbados naquela mesma noite e ele tentou beijar Cat. Quando ela rejeitou seus avanços, vemos como ele ficou arrasado aqui:
e Petyr tentou beijar a sua mãe, mas ela o afastou. Riu dele. Ele pareceu tão magoado que eu achei que o meu coração fosse estourar, e depois bebeu até perder os sentidos em cima da mesa. Tio Brynden levou-o para a cama antes que meu pai o encontrasse naquele estado.
(ASOS, Sansa VII)
Foi quando ele foi estuprado por sua outra irmã adotiva, Lysa Tully. Ele foi arrastado para a cama, bêbado demais para andar, muito menos para dar consentimento. Lysa então entrou em seu quarto e o confortou. Um jovem Petyr, em sua confusão bêbada, acreditava que ela era Cat e confessou seu amor por ela.
Lysa acabou engravidando desse encontro, algo que abordarei um pouco mais adiante.
Alguns meses depois, quando Petyr tinha apenas 14 anos, ele descobriu que Cat se casaria com Brandon Stark, de 20 anos.
Agora, tente imaginar as coisas da perspectiva de Petyr. Ele ama Catelyn, e devido ao seu encontro bêbado com Lysa, crendo que ela era Cat, acreditava que ela também o ama. Agora aqui vem este homem mais velho do Norte selvagem, conhecido como o lobo selvagem de sangue quente, para roubar Cat contra sua vontade. Foi um casamento arranjado, e até sabemos que Catelyn não amava Brandon, mas estava simplesmente cumprindo seu dever.
Bem, Petyr foi criado pelas palavras Família, Dever e Honra. A família vem antes do dever, e Cat não era apenas sua família, mas a família que ele acreditava erroneamente que o amava como ele a amava. Ele acreditava que tirara a virgindade de Cat e, portanto, tinha que proteger sua honra.
Então, ele fez o que achava certo e desafiou Brandon - apesar da grande diferença de idade e da capacidade física - a um duelo tanto por Cat, quanto por ele mesmo.
Antes do duelo, Petyr pediu a Cat seu favor, ainda acreditando que ela o amava. Como sabemos, ela o recusou e deu a Brandon, pois era seu dever. E Edmure, o garoto com quem havia sido criado como irmão, se ofereceu para ser o escudeiro de Brandon. Dois de seus familiares mais próximos, a quem ele amava, escolheram um estranho a ele, e ainda assim ele lutou.
Aquela luta terminara quase tão depressa como começara. Brandon era um homem-feito, e empurrou Mindinho ao longo de toda a muralha e pela escada da água abaixo, fazendo chover aço sobre ele a cada passo, até deixá-lo cambaleando e sangrando de uma dúzia de ferimentos. “Renda-se!”, ele gritou, mais de uma vez, mas Petyr limitara-se a balançar a cabeça e continuou lutando, carrancudo. Quando o rio já lhes batia nos tornozelos, Brandon finalmente acabou com a luta, com um golpe brutal dado por trás que cortou a malha e o couro de Petyr e se enterrou na carne mole sob suas costelas, tão profundamente que Catelyn teve certeza de que a ferida era mortal. Ele a olhara ao cair e murmurara “Cat”, enquanto o sangue vermelho vivo brotava por entre os dedos recobertos de cota de malha. Catelyn julgara que tivesse esquecido aquilo.
(AGOT, Catelyn VII)
Apesar de ter sido espancado quase até a morte, Petyr nunca desistiu de tentar salvar a mulher que amava. Ele era idealista e sonhador, novamente, exatamente como Sansa.
Esse duelo foi a última vez que ele viu o rosto de Cat (até o começo da história dos livros). Ele enviou uma carta para ela depois, mas ela apenas a queimou sem ler.
Ele ficou tão machucado que não podia andar nem montar a cavalo, e, mesmo assim, o homem que ele via como pai o expulsou de sua casa em uma ninhada liteira antes mesmo de estar completamente curado.
Mas o duelo foi realmente a razão disso?
Gostaria de passar a vida naquela costa desolada, rodeada de mulheres porcas e cocozinhos de ovelha? Era isso que meu pai queria para Petyr. Todo mundo pensou que foi por causa daquele estúpido duelo com Brandon Stark, mas não é verdade.
(ASOS, Sansa VII)
Hoster descobriu a gravidez e providenciou o aborto da criança.
O pai disse que eu devia agradecer aos deuses por um senhor tão grande como Jon Arryn estar disposto a me aceitar manchada, mas eu sabia que era só por causa das espadas. Tinha de me casar com Jon, senão meu pai iria me expulsar como fez com o irmão, mas era a Petyr que eu estava destinada. Estou lhe contando isso tudo para que compreenda como nos amamos um ao outro, quanto tempo sofremos e sonhamos um com o outro. Fizemos juntos um bebê, um precioso bebezinho. – Lysa encostou as mãos na barriga, como se a criança ainda estivesse ali. – Quando o roubaram de mim, prometi a mim mesma que nunca deixaria que voltasse a acontecer.
(ASOS, Sansa VII)
Petyr perdeu sua família e sua casa por engravidar Lysa, depois que ela o estuprou.
De uma só vez, enquanto estava à beira da morte, Petyr perdeu a mulher que amava, sua irmã adotiva, seu tio adotivo, foi traído por seu irmão adotivo, foi expulso de sua casa pelo homem que via como pai. Ele perdeu tudo o que já havia conhecido ou amado. E por que? Por tentar fazer o que ele achava certo e por seguir os ideais com os quais foi criado como Tully.
Todo mundo acredita que seus problemas decorrem de seu amor não correspondido a Cat, mas é muito mais profundo do que isso. Ele perdeu tudo e foi banido do único lugar ao qual sentia que pertencia.
Essa perda devastadora do mundo acaba transformando o Petyr idealista em Mindinho, mas Mindinho é uma máscara necessária.
Petyr Baelish é um herói. Sua história é o conto clássico do oprimido lutando contra a elite corrupta. Um garoto pobre e humilde, pequeno em estatura e desprezado a vida inteira. O amor de sua vida foi arracando dele contra seus desejos por um homem mais poderoso e rico. Um homem que pertencia a uma casa selvagem do norte que detém o domínio de mais de dois terços de Westeros.
Depois que ele testemunha a natureza feia da cultura Westerosi e o sistema que a governa, o jovem Petyr Baelish decide minar e destruir o sistema social distorcido que favorece o nascimento e a crueldade acima do mérito e da bondade.
Através de muito trabalho e planejamento cuidadoso, ele sobe a escada social passo a passo, enfrentando uma elite de classes mais altas muito mais afortunada do que ele.
Uma verdadeira réplica de Davi vs. Golias.
Petyr Baelish, como o clássico herói dos contos de fadas, acaba por acabar com o malvado rei Joffrey.
O próprio Joffrey é uma pura manifestação de quão falho é realmente o sistema Westerosi. Ele representa tudo o que Petyr Baelish despreza. Ele era uma criança cruel e incompetente, mas foi colocado no comando de todo o reino simplesmente por ser seu "direito de nascença".
Enquanto haja um sistema que permita que isso aconteça, o reino nunca poderá realmente prosperar. Um líder deve ser alguém que conquiste sua posição, não alguém que simplesmente tenha o direito a ela.
E assim todo o sistema deve ser destruído e reconstruído.
Esse fardo é pesado, mas alguém precisa dar um passo à frente e suportá-lo. Alguém tem que mudar a maneira como as coisas são, porque simplesmente não podem continuar como estão. Será difícil, haverá sacrifício, inocentes sofrerão no processo, e o homem que carrega esse fardo pode ter que abrir mão de sua própria alma para seguir em frente, mas esse é o preço de um mundo melhor, e Petyr Baelish está pagando. Para todos nós.
Petyr Baelish é o Proxeneta Que Foi Prometido e o verdadeiro herói de As Crônicas de Gelo e Fogo.
submitted by altovaliriano to Valiria [link] [comments]


2020.05.02 00:14 NoiteAmorosa PROCURO NAMORADINHA

EU QUERO UMA NAMORADINHA: redpillada channer, dogoleira, wgtow, ancap, jogadora de lol, jogadora de poker, bv, virgem, sem amigos, crente, fã da UDR,magrela, footlet,escuta Chico Buarque, weeabo, hikkimori, otaku, gamer, furry, fujoshi, hetero,federal,trader de bitcoin,hacker, defacer, cubista, penspinner, recordista de memorização de baralhos, timida, mãe de pet, hidratada, não consumidora de açucar, saudável, youtuber, netolover, pooper, cambista, shitposter, anarquista, materialista, roquista, travesquista, mono talon vlogger, blogueira, e-girl, intolerante a lactose, intolerante a gluten, grinder e hipnóloga, fiel, niilista existencialista, metaleira, headbanguer, pelo no suvaco, patriota, masoquista, ballbuster, jogadora de minecraft, buceta fedida, que não tenha medo de chuta minhas bolas pelo amor de deus eu nao consigo encontrar uma menina pra chutar minhas bolas por favor deus eu imploro nao agusnto mais isso nao eh um meme porque voces tem medo de me chutar no saco. Raça: nórdica Altura: 170cm+ Pele: 1 ou 2 (Fitzpatrick) Olhos: 7+ (Martin) Cabelos: qualquer cor, mas apenas lisos ou ondulados (FIA) Nariz: reto ou virado para cima Crânio: dolico ou mesocefálico Óculos: não Aparelhos: não Queixo furado: não Covinhas: não Orelha presa: não Orelha de abano: não Franja em V: não Pelos no corpo: muito pouco Tatuagem: não Graduação: apenas cursos voltados à pesquisa Faculdade: apenas bem conceituadas Habilidades matemáticas: sim Idiomas: fluência em inglês e mais outro idioma Álcool, cigarro, drogas: não, nenhum Personalidade: introversão Cultura: europeia ocidental RELIGIÃO: Cristã Ortodoxa Gostar de escutar rogério skylab:
Para ser sincero, você precisa ter um QI muito alto para entender Rogério Skylab Para ser sincero, você precisa ter um QI muito alto para entender Rogério Skylab. O humor é extremamente sutil e, sem uma compreensão sólida de filosofia moderna, a maioria das piadas vai passar despercebida pelo telespectador médio. Há também a visão niilista de Rogério, que está habilmente tecida em sua caracterização - sua filosofia pessoal se baseia fortemente na literatura de Nododaya Volya, por exemplo. Os fãs entendem essas coisas; eles têm a capacidade intelectual para realmente apreciar a profundidade dessas piadas, para perceber que elas não são apenas engraçadas - elas dizem algo profundo sobre a VIDA. Como conseqüência, as pessoas que não gostam de Rogério Skylab são verdadeiros idiotas - é claro que eles não apreciariam, por exemplo, o humor no bordão existencial de Rogério "Chico Xavier é viado e Roberto Carlos tem perna de pau", que é uma referência criptíca para o épico Pais e Filhos do russo Turgenev. Estou sorrindo agora mesmo imaginando um desses coitados simplistas coçando a cabeça em confusão enquanto as músicas se desenrolam na tela de seu computador. Que tolos… como eu tenho pena deles. E sim, a propósito, eu tenho uma tatuagem do Rogério Skylab. E não, você não pode vê-la. É só para os olhos das damas. E mesmo elas, precisam demonstrar de antemão que possuem um QI com diferença absoluta de no máximo 5 pontos do meu (de preferência para baixo).
Rotina, Habitos e interesses: Nofap + Banho Gelado + comer carne crua + comer virado pra parede + biohack + dormir no chão + Jordan Peterson + mewing + HBD + PUA + jelq + dormir 5 horas por dia + café gelado sem açúcar + hipismo + compilação mitadas Enéas + alho cru + podcast do Joe Rogan + redpill + Brain Force + Jejum + meditação iasd + músicas para concentração, foco e inteligência + teste de QI da internet + grupos de linhagem viking do facebook + ficar longe do poste de internet 4G + youtube do varg vikernes + essência de morango da turma da mônica no narguilé + jogar vape na cara de todo mundo que tentar entrar no bloco da faculdade + 5 segundos de calistenia no deserto do atacama + darkcel + óculos do aécio na foto de perfil + ler quotes do nietzsche no brainy quote + criar galinha no quarto sem os pais saberem + Alho cru + uma colher de azeite quando acorda e outra antes de dormir + jejum de 24hrs a cada 72hrs + assistir VT no premiere logo que chega do estádio + canal Ultras World + LibreFighting + Operation Werewolf + comprar os artigos do Paul Waggener + Centhurion METHOD + humilliation exposure com a finalidade de criar uma crosta na sua mente capaz de desenvolver uma resiliência que resiste à humilhação como se ela fosse nada + tomar banho descalço em chuveiro de academia com chão mijado + musculação caseira + hackear o sono + Empreender + 10 livros de auto ajuda por mês + PUA + Selo super fã da fúria e tradição + Biokinesis + 432hz music + Mexer o pau sem piscar o cú + meditação transcendental + veganismo + minoxidil para cultivar uma barba + filmografia Jason Stataham + assistir vikings + redpill + ir no cinema sozinho + treino saitama + coach quântico + enema de café + dieta lair ribeiro + agua alcalina + O Método de Wim Hof + sabedoria hiperbórea + artigos da Nova Resistência + Biblioteca do Dídimo Matos + dormir virado pra patede assoviando no escuro pra espantar o curupira + dar 3 pulinhos toda vez que levantar da cama + dizer amém quando um 1113 azul passar por você na rua + 100 flexões por dia + 6 meses de jelq + injaculação guiada + sociedade thule + energia vril + chapéu de alumínio para se proteger das armas psicotronicas emitidas pela CIA + caderno de anotações smiliguido + pedir a bênção ao carteiro toda segunda de manhã + 3 horas de academia + 4 horas de corrida + mascar café + exercícios penianos do Dr. Rey + maratona saga Rocky + trilha sonora saga Rocky + trilogia Mercenários + filmes do Jason Statham + assoviar o hino do Palmeiras de ponta-cabeça + intro do Canal do Nicola em loop + palestras do Antonio Conte + vídeos do Rodrigo Baltar + dicas do Gustavo Gambit + aulas de italiano + dormir ouvindo Ultraje a Rigor + ler Walden pelado na mata atlântica de madrugada + ouvir músicas em velocidade aumentada + canto gregoriano árabe + ensinar hino do botafogo pra calopsita + fritar comida com banha de porco + assistir videos de situaçoes de risco com a finalidade de se preparar para o perigo + Terapia Holistica com formandos da UFPR no Jardim Botânico + Radiestesia para harmonizar vibração da casa + Metatron 432HZ no YouTube entoando a oração EU SOU + ler O Código da Vinci + Jesus Quântico + Barra Fixa na praça de madrugada escutando audiolivro do Jordan Peterson na voz do cara dos Fatos Desconhecidos + grupo POPEYE AFIANDO A PIKA + MyInstants AEEE KASINAO + Memes do Fausto Silva + ler O Evangelho dos Animais + stories do Copini no Instagram + Canal SocialGames7 com Gustavo Gambit e CIA + textos de Raphael Machado (Nova Resistência) + ser ex-membro do grupo Comunismo Ortodoxo + Monja Coen + Fazer origami com papel do bis + perder dinheiro com maquina de pegar ursinho + fumar palheiro com o avô + quebrar palito de dente no meio depois que usar + rezar Pai Nosso em aramaico + tentar se comunicar com o ashtar sheran + virar catequista e passar Plínio Salgado para as crianças + Limpeza de 21 dias de São Miguel Arcanjo + arrancar a fimose comendo cu apertado de galinha caipira + Regata branca WifeBeater com calça jeans clara e bota marrom + Ingressar na legiao estrangeira + Comprar toras de eucalipto pra reproduzir o centurion method mas nunca começar o treinamento + vender máquina de cartão de crédito + ler os escritos do Unabomber + Escutar a discografia do Paul Waggener + ler todos os livros do Pavel Tsatsouline + ouvir rap eslavo de cunho político suspeito + café com um cubo de manteiga dentro precedendo a primeira refeição do dia + beber 2L de leite por dia + Stronglifts 5x5 + Dieta Cetogênica + Canal Jason PROJETO GIGA + Cd do TRETA + comprar torre de chopp no prensadão + 2 cápsulas de Tadalafellas antes do sexo + só comprar comida japonesa importada pra dieta + comer arroz sem sal com peixe cru sem tempero enrolado em folha do fundo do mar + memes da página Dollynho Puritano + Deus Vult na capa do Facebook + acessar o dogolachan pelo computador da escola pra postar fanfic gay do Gilberto Barros + Trollar atendentes do mcdonalds no habbo hotel + ligar para o Motel Astúrias perguntar quando custa a bolacha Bauducco que aparece no site + Mandar entregar pizza na Rua dos Tamoios casa n°18 com portão vermelho + cosplay de russo no Omegle pedindo pra mostrarem a bunda + Dormir imaginando uma linha pra fazer viagem astral + recitar Homero pra mendigo + tomar antibiótico no café da manhã + Meditar imaginando o raio de luz violeta que representa a energia transmutadora + Workshop Reiki do Canal Luz da Serra MULHERES TERRAPLANISTAS RALEM.
Primeiro de tudo! Vai tomar no cu, MULHERES terraplanistas! Junto com todas que me contrariaram nos últimos meses falando "dur hur você não sabe nada de paleontologia, vai assistir seus desenhos filipinos e não encha o saco". TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! LERAM DIREITO? TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! A farsa ficou tão óbvia, que eles não tem mais como esconder que TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! Alguns mais penas, outros menos penas, MAS TODOS TEM. E aproveitando no mesmo vídeo, NÃO TEVE METEORO PORRA NENHUMA! Provavelmente as mudanças climáticas naturais, junto com a separação gradual dos continentes, é que extinguiu a mega-flora e a mega-fauna. E se teve algum meteoro, apenas acelerou o processo em uma região muito especifica. Agora só falta as ((especialistas)) e a (((Academia))) admitir que dinossauros nunca existiram e que foi tudo um erro grotesco de interpretação de pessoas que não sabiam que caralhos eram aqueles esqueletos. São apenas aves e mamíferos ancestrais de milhões de anos atrás. E antes que eu me esqueça, vai todo mundo que me contrariou tomar no cu!
GOSTAR DE MIM POR QUEM EU SOU E NAO PELA MINHA APARENCIA
Sério, de verdade, ser uma pessoa bonita não é fácil em nossa sociedade atual; não é só os olhares de desejo das mulheres e dos homens que me incomoda, e sim, o fato de ser só isso para as pessoas. Sou muito mais que apenas um cara bonito. Tenho qualidades além dessas, e saber que as pessoas não ligam para elas, pois estão entorpecidas de anseio pela minha formosura, me entristece muito.
Não suporto mais ser bonito. Tudo que eu queria era poder nascer de novo num corpo de uma pessoa feia, pois sério, vocês não sabem como me dói saber que por culpa de algo que nasceu em mim (a incrível beleza), serei rotulado eternamente por isso.
Eu trabalho, estudo, procuro, conheço, aprendo! Sou um ser-humano como qualquer outro e não só mais um rostinho bonito.
Pergunta antes de eu poder te namorar: Você é ocultista?
Essa é a pergunta de um milhão de dólares que raramente vejo sendo feita.
Se você ainda não for, pra se tornar minha namorada precisará ser e aqui está como fazer isso
É fato que a maior parte da literatura especializada ocidental acredita em Deus e Cristo, somente olhando-o por uma lente diferente. Não há um ritual que lhe aproxime de Deus, as coisas raramente são tão simples. Entretanto, com estudo e meditação o caminho começa a ficar mais claro.
Entenda que não sou nenhum senhor da verdade, e o que te falo hoje posso descobrir ser mentira amanhã. Saiba também que um dos maiores problemas desse meio é a falta de um início claro, sendo as obras tidas como introdutórias porcarias completas. Dito isso, lhe respondo o seguinte:
  1. O caminho mais completo para se aproximar do que você quer começa com noções do pensamento Helênico. Entenda que boa parte da visão de mundo cristã vem da antiguidade clássica, principalmente as noções de harmonia e belo. Não te peço para ler tudo o que já foi jogado ao chão pelos gregos, mas saiba um pouco das origens das coisas. Tenha uma ideia básica dos quatro humores gregos, e que essa é uma das origens para atribuirmos personalidades aos elementos da natureza. Entenda um pouco dos seus deuses e Cosmos, porque eles serão utilizados no futuro de forma metafórica em textos. Saiba que quando aparecer um hermafrodita em um texto especializado não há conexão com desvios modernos, mas com um simbolismo mais antigo (Salvo engano, sua origem é Platônica. Mais especificamente, O Banquete, durante os discursos sobre amor).
  2. Entenda que boa parte da origem da magia ocidental vem da confluência da cultura grega com a egípcia, incluindo a alquimia. A tábua esmeralda é um texto obrigatório. Leia um pouco sobre o Axioma de Maria, A judia. Aprenda um pouco da simbologia alquímica, porque será importante para você no futuro. É dentro da alquimia que irão discursar sem final sobre a trindade (pelo menos os da corrente de Paracelso). Não se pretenda nenhum mestre dos espagíricos, porque os químicos farão isso melhor do que você. Entenda que não havia essa separação absoluta entre o material e o espiritual, então os dois conhecimentos andaram juntos ao decorrer da história. Entenda também que haviam escritores voltados especificamente para a alquimia espiritual, enquanto outros à química.
  3. Estude a Cabala. Eu entendo que para alguns seja difícil dar atenção à Cabala Judaica com o surto conspiracionista chanístico sobre a índole de todo um povo, mas querendo ou não o judaísmo é o Pai da fé cristã, sendo Jesus judeu. Entenda que a árvore da vida é um estudo sobre Deus e suas emanações, e dela virá uma boa parte de seu conhecimento.
  4. Leia as coisas atuais sobre o assunto. Dê atenção aos escritores herméticos, principalmente.
Ocultismo é um saco, pelo menos se você for estudar seriamente. Você pode perder a vida se tiver um projeto ambicioso como se aproximar de Deus.
Você também pode pular algumas etapas no que te falei. Sobre a parte do pensamento grego, saiba que boa parte é "dispensável". Dito isso, recomento que entenda um pouco sobre o funcionamento do Cosmos de Ptolomeu. Entenda também alguns dos símbolos planetários, porque seu entendimento irá lhe ajudar no futuro.
Pra me namorar tambéme tem que gostar dos animes:
Akame ga Kill! Akarui Sekai Keikaku Ana Satsujin Asu no Yoichi! Azumanga Daioh Balance Policy Black Cat BlazBlue: Remix Heart Chichi ga Loli na Mono de Choujigen Game Neptune: The Animation - Dengeki Comic Anthology Come Come Vanilla! Criminale! Dog Style Domina no Do! Eden no Ori Yu-gi-oh
Sobre assistir Yu-gi-oh; quando eu era adolescente, gostava (na época que passou na TV Globinho e era moda), mas hoje em dia não gosto mais; então não assistiria de novo.
Quanto às minhas lembranças marcantes de Yu-gi-oh:
Em 2003, Yu-gi-oh era moda e todo mundo na escola da quinta e da sexta série jogava com cartinhas piratas, já o pessoal da sétima e da oitava não se interessava. A propósito, em 2003 tiveram duas grandes modas de brinquedos baseados em animes, cartinhas de Yu-gi-oh e Beyblade. Outro brinquedo que todo mundo da quinta e da sexta série levava pra escola em 2003 depois que passou a moda de Yu-gi-oh e começou a moda da Beyblade era a Beyblade.
Outra lembrança marcante que tenho de Yu-gi-oh é que em 2003 na escola o pessoal criava suas próprias cartinhas, fazendo desenhos e estatísticas.
Fujimura-kun Mates Gantz Gou-Dere Bishoujo Nagihara Sora♥ Higurashi no Naku Koro ni Kai: Matsuribayashi-hen Hitsugi no Chaika Ichigo 100% Ichinensei ni Nacchattara In Bura!: Bishoujo Kyuuketsuki no Hazukashii Himitsu Jigokuren: Love in the Hell Jinzou Shoujo JoJo no Kimyou na Bouken Part 4: Diamond wa Kudakenai JoJo no Kimyou na Bouken Part 5: Ougon no Kaze JoJo no Kimyou na Bouken Part 6: Stone Ocean JoJo no Kimyou na Bouken Part 7: Steel Ball Run Kaibutsu Oujo Lucky☆Star Mahou no Iroha! Mahou Tsukai Kurohime Monster Hunter Orage Mujaki no Rakuen Needless Zero Nyotai-ka Onihime VS Oretama Perowan!: Hayakushinasai! Goshujinsama♪ Re:Marina Rosario to Vampire Saitama Chainsaw Shoujo Sankarea School Rumble Shingetsutan Tsukihime Shocking Pink! Shurabara! Sora no Otoshimono Sora no Otoshimono Pico Akame ga Kill! Ana Satsujin Asu no Yoichi! Azumanga Daioh Balance Policy Black Cat BlazBlue: Remix Heart Chichi ga Loli na Mono de Choujigen Game Neptune: The Animation - Dengeki Comic Anthology Come Come Vanilla! Dorohedoro Nekopara Pet Toaru Kagaku no Railgun Magia Record: Mahou Shoujo Madoka☆Magica Gaiden Rikei ga Koi ni Ochita no de Shoumei shitemita.Rikei ga Koi ni Ochita no de Shoumei shitemita. Isekai Quartet 2Isekai Quartet 2 Ishuzoku Reviewers Somali to Mori no Kamisama Eizouken ni wa Te wo Dasu na!Eizouken ni wa Te wo Dasu na! Itai no wa Iya nano de Bougyoryoku ni Kyokufuri Shitai to Omoimasu.Itai no wa Iya nano de Bougyoryoku ni Kyokufuri Shitai to Omoimasu. Jibaku Shounen Hanako-kun Haikyuu!!: To the TopHaikyuu!!: To the Top Darwin's GameDarwin's Game Kyokou SuiriKyokou Suiri Plunderer
PRE REQUISITO: GOSTAR DE FILMES DE FAROESTE.
IMPORTANTE: Se você gosta de filmes de super heroi, pare de ler e va se foder.
Se você é assim, fique longe de mim.
NÃO QUERO AS MULHERES QUE: As que falam palavrões As que fumam As que usam drogas As que postam foto com bebida Que bebem (menos 🍷, isso é coisa de dama) As que vão para balada, festa, rave etc As que postam fotos com short curto, decote ou sensuais
Há uma coisa que eu quero que você entenda sobre nós os homens.
Quando você colocar uma foto sua nua no facebook, fazendo uma pose gostosa, mostrando os seios ou como vemos em várias fotos mostrando o bumbum ou deitada sedutoramente em sua cama, a única coisa que você faz é que as pessoas tenham desejo sexual por você, claro em A maioria dos casos por parte de homens.
Eu sei que você vai ficar tão emocionada com os 500 likes, 120 comentários e as inúmeras mensagens privadas! Você vai querer postar cada vez mais fotos para se sentir cada vez mais no topo.
Mas há algo importante que você precisa saber:
Na verdade nenhum desses caras que gostam, comentam ou enviam mensagens privadas te ama. Tudo o que eles querem é usá-la e depois atirá-la para o lixo, para ser honesto nenhum deles a levaria para sua casa para ser sua esposa, acredite em mim, você para eles não é mais que uma menina de programa em busca de popularidade barata No Facebook.
Os homens ricos os que tem o que você procura "dinheiro" ou os pobres admiram as mulheres que se vestem com decência e se respeitam. Uma vestimenta decente que não revela muito o seu corpo, leva-os a amar e a respeitar-te, isto a simples vista nos diz que és uma mulher virtuosa, alguém a quem se pode levar para casa para ser esposa e mãe.
Isto em muitos casos diz-lhes que você foi criada com princípios morais e lhes dá detalhes do seu bom histórico familiar.
Eles não se preocupam muito com a maquiagem excessiva, uma mulher digna de propor casamento sempre se distingue do monte, não importa como.
Valoriza seu corpo, lembre-se que para encontrar diamantes é preciso cavar, respeita, e um verdadeiro homem vai te respeitar de um modo ou de outro.
Mas você terá muito respeito: Mulher, não mostre seu corpo no facebook, você não sabe que tipo de pessoas, venha suas coisas, você é uma mulher bela, não precisa de fotos, nem mostrar tanto, você pode conquistar com sua simpatia, com seu educacióncon seu sonrrisa,
As que já ficaram com amigos seus, ou que ficam com mais de 3 em um único ano As que não trabalham ou estudam (ou que estão em um curso irrelevante de humanas) As que não sabem o básico de uma casa, como lavar, passar roupa, cozinhar, trocar fralda, etc As interesseiras As que estão pedindo presentes sempre As que já estão comprometidas As não gostam de crianças ou dizem que não querem ter filhos (pessoas que não querem ter filhos não são confiáveis) As que tem piercing de bufalo
submitted by NoiteAmorosa to DiretoDoZapZap [link] [comments]


2020.04.12 04:33 altovaliriano A Grande Conspiração Nortenha - Parte 7

Texto original: https://zincpiccalilli.tumblr.com/post/53134866390
Autores: Vários usuários do Forum of Ice and Fire, mas compilado por Yaede.
Índices de partes traduzidas: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5, Parte 6, Parte 7

---------------------------

Sinais e Portentos

Uma das habilidades mais impressionantes doeGRRM como escritor, em minha opnião, é sua capacidade de ocultar prenúncios [foreshadows] em cenas aparentemente irrelevantes a serem revisitadas pelo leitor, que maravilhará com elas. Por exemplo:
Quando Podrick quis saber o nome da estalagem onde esperavam passar a noite, Septão Meribald apegou-se avidamente à pergunta [...].
– Alguns a chamam Velha Estalagem. Ali existe uma estalagem há muitas centenas de anos, embora esta só tenha sido construída durante o reinado do primeiro Jaehaerys […].
Mais tarde, passou para um cavaleiro aleijado chamado Jon Comprido Heddle, que se dedicou a trabalhar o ferro quando ficou idoso demais para combater. Ele forjou um novo sinal para o pátio, um dragão de três cabeças em ferro negro que pendurou em um poste de madeira. [...]
– O sinal do dragão ainda está lá? – Podrick qui saber também.
– Não – Septão Meribald respondeu. – Quando o filho do ferreiro era já um velho, um filho bastardo do quarto Aegon ergueu-se em rebelião contra seu irmão legítimo e escolheu como símbolo um dragão negro. Estas terras pertenciam então a Lorde Darry, e sua senhoria era ferozmente leal ao rei. Ver o dragão de ferro negro o deixou furioso, e por isso derrubou o poste, fez o sinal em pedaços e os atirou ao rio. Uma das cabeças do dragão foi dar à costa na Ilha Quieta muitos anos mais tarde, embora nessa época estivesse vermelha de ferrugem. O estalajadeiro não voltou a pendurar outro sinal, e os homens esqueceram-se do dragão.
(AFFC, Brienne VII)
Aqui está a essência da teoria de que Aegriff é um pretendente de Blackfyre explicada por meio de brasões. O dragão negro retornando a Westeros via mar disfarçado de vermelho. Existem inúmeros pequenas recompensa nos livros para os fãs desenterrarem e, geralmente, quanto mais importante é a história, mais difusas são as dicas. R + L = J é provavelmente o atual campeão disso, com alusões a ela freqüentemente despontando em diálogos casuais sobre Jon ou envolvendo-o. Como por exemplo, esta conversa de quando ele soltar Val na Floresta Assombrada para encontrar Tormund:
[Jon:] Você voltará. Pelo menino, se não por outra razão. [...]
[Val:] Assegure-se de que esteja protegido e aquecido. Pelo bem da mãe dele, e pelo meu. E o mantenha longe da mulher vermelha. Ela sabe quem ele é. Ela vê coisas nas chamas.
Arya, ele pensou, esperando que fosse assim.
– Cinzas e brasas.
– Reis e dragões.
Dragões novamente. Por um momento, Jon quase os viu também, serpenteando na noite, suas sombras escuras delineadas contra um mar de chamas.
(ADWD, Jon VIII)
Muito irônico que, mais cedo, em seu próprio capítulo, Melisandre olhe para as chamas e veja Jon, como ela faz há algum tempo. Jon, que é é rei e dragão (se R+L=J for verdade).
Portanto, a questão agora é se o GRRM deixou pistas que levem à Grande Conspiração Nortenha.
Mais homens de neve haviam sido erguidos no pátio quando Theon Greyjoy voltou. Para comandar as sentinelas de neve nas muralhas, os escudeiros haviam erigido uma dúzia de senhores de neve. Um claramente pretendia ser Lorde Manderly; era o homem de neve mais gordo que Theon já vira. O senhor de um braço só podia ser Harwood Stout, a boneca de neve, Barbrey Dustin. E um que estava mais perto da porta com a barba feita de pingentes de gelo devia ser o velho Terror-das-Rameiras Umber.
(ADWD, O vira-casaca)
Que escolha interessante de bonecos de neve para citar e assim chamar à atenção. No mesmo capítulo, especula-se que Manderly, Terror-das-Rameiras, Stout e a Senhora Dustin formam uma espécie de corrente humana para transmitir informações sobre os Starks (a sobrevivência de Bran e Rickon, com certeza) com o fim derradeiro de trazer a Senhora Dustin e os Ryswells para a secreta liga anti-Bolton.
Ainda mais intrigante é o fato de que isso também pode ser lido como um jogo de palavras que sugerem o apoio norte de Jon. Assim como Wylla Manderly proclama sua lealdade aos Starks durante a audiência de seu avô com Davos, dizendo que os Manderlys juravam ser sempre “homens Stark”, se Lord Wyman e seus co-conspiradores decidissem apoiar o decreto de Robb de nomear Jon seu herdeiro, eles seriam "homens de neve" [Snow men].
Outro conjunto de pistas em potencial está na escolha de músicas de Manderly durante a festa do casamento (ADWD, O príncipe de Winterfell). Por que Manderly quer que Abel contemple os Freys com uma música sobre o Rato Cozinheiro já foi discutido, mas qual das outras duas músicas ele pede pelo nome? Os tristes contos de Danny Flint e "A Noite que Terminou".
Fortenoite surgia em algumas das histórias mais assustadoras da Velha Ama. Tinha sido ali que o Rei da Noite reinou, antes de seu nome ter sido varrido da memória dos homens. Foi ali que o Cozinheiro Ratazana serviu ao rei ândalo seu empadão de príncipe e bacon, que as setenta e nove sentinelas mantiveram-se de vigia, que o bravo jovem Danny Flint foi violado e assassinado.
(ASOS, Bran IV)
---------------------------------------
[Jon:] Mance alguma vez cantou Bravo Danny Flint?
[Tormund:] Não que eu me lembre. Quem era ele?
– Uma garota que se vestiu de menino para tomar o negro. Sua canção é triste e bonita. O que aconteceu com ela não foi. – Em algumas versões da canção, seu fantasma ainda caminhava pelo Fortenoite.
(ADWD, Jon XII)
Já foi teorizado que o elemento chave da história de Danny Flint que Manderly tem em mente é a farsa por meio de uma identidade falsa. Jeyne Poole é outra garota que finge ser alguém que não é e, embora o faça sob coação, seu destino é tão terrível quanto o de Danny Flint.
Manderly pode ter desvendado a falsa Arya? Como? Na verdade, duas falsas Aryas são analisadas e julgadas não convincentes - primeiro Jeyne por Theon (ADWD, Fedor II), depois Alys Karstark por Jon (ADWD, Jon IX). Theon percebe imediatamente que os olhos de Jeyne são castanhos, não cinza. Jon também verifica o cabelo e a cor dos olhos de Alys, que combinam com os de Arya, mas percebe que ela é velha demais para ser sua irmã mais nova. O mesmo vale para Jeyne, que era a melhor amiga de Sansa e, portanto, provavelmente da mesma idade dela, alguns anos mais velha que Arya. A questão é que o estratagema dos Bolton não é perfeito, e uma pessoa familiarizada com Arya pode identificar as discrepâncias. Existe alguém assim em Winterfell além de Theon?
Os Cerwyns são bons candidatos, em minha opinião. Eles moram a apenas meio dia de viagem de Winterfell (ACOK, Bran II) e pode-se esperar que tenham visitado os Starks com frequência suficiente para observar Arya de perto. O próprio Mance Rayder é outro, tendo supostamente aparecido em Winterfell durante o festim real em A Guerra dos Tronos com o propósito declarado de espiar. Harwin, se ele é realmente o misterioso homem encapuzado que Theon encontra. Outros senhores do Norte talvez também suspeitem, pois se interessariam em Arya pelas perspectivas de seu casamento.
Por fim, “A Noite que Terminou” é aparentemente uma música que comemora a última Longa Noite e a vitória da humanidade sobre os Outros.
Muito mais tarde, depois de todos os doces terem sido servidos e empurrados para baixo com galões de vinho de verão, a comida foi levada e as mesas encostadas às paredes para abrir espaço para a dança. A música tornou-se mais animada, os tambores juntaram-se a ela, e Hother Umber apresentou um enorme corno de guerra encurvado com faixas de prata. Quando o cantor chegou à parte de A Noite que Terminou, em que a Patrulha da Noite avançava ao encontro dos Outros na Batalha da Madrugada, deu um sopro tão forte que fez todos os cães latirem.
(ACOK, Bran III)
Em conjunto, a playlist de Manderly no casamento diz àqueles inteligentes o suficiente para ouvir que ele não está se deixando enganar pelas mentiras dos Bolton, ele já derramou sangue Frey às escondidas e seu lado será o vencedor no final. Há outra singularidade em sua seleção de músicas, no entanto. Uma que sugere novamente uma conexão com Jon. Todos as três cançoes são sobre a Patrulha da Noite.
O Rato Cozinheiro era um irmão negro que se vingou, e Danny Flint queria ser um. " A Noite que Terminou " apresenta a Patrulha em glorioso triunfo sobre os Outros, salvando o reino no processo. Certamente, há outras músicas sobre garotas bonitas disfarçadas e mentirosas recebendo sua punição, ou sobre vitórias Stark sobre os ândalos, selvagens ou homens de ferro que Manderly poderia ter pedido. A menos que ele (ou GRRM!) esteja, de fato, inserindo outro ponto muito sutil com isso: que Jon Snow não tenha sido esquecido pelos vassalos leais de seu falecido pai e irmão.
E há uma terceira referência a Jon! Quais são os nomes das duas garotas que tão comovente e retumbantemente falam do amor do Norte pelos Starks? Wylla Manderly e Lyanna Mormont. Pode ser simples coincidência que uma compartilhe um nome com a ama de leite de Jon (que Ned afirmou ser sua mãe) e a outro tenha o nome da verdadeira mãe biológica de Jon (assumindo R + L = J como verdadeiro). Uma vez que estamos falando das Crônicas de Gelo e Fogo , no entanto, eu digo que provavelmente não é coincidência.
Um último potencial prenúncio tem a ver com Stannis e sua campanha para ganhar o Norte.
Stannis estendeu uma mão, e seus dedos fecharam-se emvolta de uma das sanguessugas.
– Diga o nome – ordenou Melisandre.
A sanguessuga retorcia-se na mão do rei, tentando se prender a umde seus dedos.
– O usurpador – disse ele. – Joffrey Baratheon. – Quando atirou a sanguessuga no fogo, ela enrolou-se entre os carvões como uma folha de outono e incendiou-se.
Stannis agarrou a segunda.
– O usurpador – declarou, dessa vez mais alto. – Balon Greyjoy. – Deu-lhe um piparote ligeiro para dentro do braseiro […]
A última sanguessuga estava na mão do rei. Estudou aquela por ummomento, enquanto se contorcia entre seus dedos.
– O usurpador – disse por fim. – Robb Stark. – E atirou-a para as chamas.
(ASOS, Davos IV)
Joffrey, Balon e Robb morrem nas mãos de homens, cujos planos estão em andamento muito antes de Stannis realizar qualquer ritual, não porque sejam amaldiçoados magicamente ou porque R'hllor quer que seja assim. Para que serve Stannis queimando as sanguessugas? Em seu capítulo em A Dança dos Dragões, vimos Melisandre apostar pesado nas aparências como uma maneira de conservar sua influência, mantendo os homens admirados por sua aura de misticismo. Uma demonstração de poder, a fim de recuperar a confiança de Stannis, não seria ruim após a derrota desastrosa no Àgua Negra e, por mais risíveis que tenham sido suas interpretações sobre Azor Ahai, Melisandre consegue prever eventos de importância política em suas chamas, às vezes com detalhes e precisão impressionantes.
[Jon:] Outros senhores se declararam por Bolton também?
A sacerdotisa vermelha deslizou para mais perto do rei.
– Vi uma cidade com muralhas de madeira, ruas de madeira, cheia de homens. Estandartes se agitavam sobre suas muralhas: um alce, um machado de batalha, três pinheiros, machados de cabos longos cruzados sob uma coroa, uma cabeça de cavalo com olhos flamejantes.
– Hornwood, Cerwy n, Tallhart, Ryswell e Dustin – informou Sor Clayton Suggs. – Traidores, todos. Cãezinhos de estimação dos Lannister.
(ADWD, Jon IV)
Melisandre vê nas chamas que Joffrey, Balon e Robb não demorarão muito no mundo dos vivos e orquestra uma pequena farsa para Stannis; portanto, quando a notícia de suas mortes chegar até ele, sua crença nela e em suas habilidades será reforçada. Como tudo isso é relevante para a Grande Conspiração Nortenha? Lorde Bolton é chamado por alguns de Senhor Sanguessuga pelas sanguessugas que frequentemente usa para tratamentos de saúde.
[Roose:] Tem medo de sanguessugas, filha?
[Arya:] São só sanguessugas. Senhor.
– Meu escudeiro poderia aprender alguma coisa com você, ao que parece. Sangramentos frequentes são o segredo de uma vida longa. Um homem tem de se purgar do sangue ruim.
(ACOK, Arya IX)
------------------------------
O quarto do senhor estava cheio de gente quando [Arya] entrou. Qyburn encontrava-se presente, bem como o severo Walton com seu camisão e grevas, além de uma dúzia de Frey, todos eles irmãos, meios-irmãos e primos. Roose Bolton estava na cama, nu. Sanguessugas aderiam à parte de dentro de seus braços e pernas e espalhavam-se por seu peito pálido, longas coisas translúcidas que se tornavam de um cor-de-rosa cintilante quando se alimentavam. Bolton não prestava mais atenção nelas do que em Arya.
(ACOK, Arya X)
-----------------------------
– O que você quer agora? – Gendry perguntou numa voz baixa e zangada.
[Arya:] Uma espada.
– O Polegar Preto mantém todas as lâminas trancadas, já lhe disse mais de cem vezes. É para o Senhor Sanguessuga?
(ACOK, Arya X)
------------------------------
Os olhos de Harwin desceramdo rosto de Arya para o homem esfolado que trazia no gibão.
– Como é que me conhece? – disse, franzindo a testa, desconfiado. – O homem esfolado... quem é você, algum criado do Lorde Sanguessuga?
(Arya II, ASOS)
Qyburn, Jaime e a Senhora Dustin também observam a associação de Roose com sanguessugas (ASOS, Jaime IV / ADWD, O Príncipe de Winterfell). Figurativamente falando, Stannis está novamente queimando sanguessugas para se exibir em sua guerra contra os Boltons, esperando convencer os nortenhos a apoiarem sua tentativa pelo Trono de Ferro. Mas, assim como o teatro de Melisandre não resulta em nada além de aprofundar a confiança de Stannis nela, os experimentos de Stannis em A Dança dos Dragões podem ser inúteis caso outro Stark seja proclamado rei no norte. E há uma dica de que isso acontecerá.
A voz de Melisandre era suave. – Lamento, Vossa Graça. Isso não é um fim. Mais falsos reis irão se erguer em breve para tomar a coroa daqueles que morreram.
– Mais? – Stannis parecia comvontade de esganá-la. – Mais usurpadores? Mais traidores?
– Vi nas chamas.
(ASOS, Davos V)
Em A Dança dos Dragões, mais reis falsos parecem ter substituído os que morreram, como profetiza Melisandre. Tommen assume a coroa de Joffrey e Euron a de Balon. E a coroa de Robb? Quem é o novo rei do norte?
Roose pode ter algumas ambições por lá (ADWD, O Príncipe de Winterfell), mas ele ainda não desafiou o Trono de Ferro ou os Lannisters, que o nomearam Protetor do Norte. De qualquer forma, é improvável que ele pudesse ganhar o apoio dos nortenhos, que prefeririam que um Stark os governasse. Pessoalmente, acho que a opção mais dramática para o próximo usurpador e traidor é Jon, que ganhou o respeito relutante de Stannis por um conselho honesto e pode continuar tendo discussões tensas (leia-se: divertidas!) com ele, de uma maneira que Rickon, de cinco anos de idade, bem, realmente não conseguiria.

Um tempo para lobos

Uma objeção comum à Grande Conspiração Nortenha é que, por mais persuasivo que seja, é otimista demais acreditar que GRRM permitirá que os Starks e seus aliados triunfem. Afinal, ele ganhou reputação por subverter clichês de fantasia de bem vs. Mal, e por matar ou mutilar personagens amados enquanto saboreia as lágrimas amargas de seus leitores.
GRRM é realmente tão pouco convencional? A morte de Ned Stark em A Guerra dos Tronos é frequentemente citada como o momento em que a ASOIAF rompe com as tradições de gênero, transcendendo a tendência juvenil da fantasia por finais de contos de fadas cortando a cabeça do protagonista. No entanto , eu argumentaria que não apenas os críticos da fantasia são os culpados por estereotipar e simplificar outros trabalhos como Senhor dos Anéis a ponto de não fazer sentido, em uma demonstração de memória seletiva. A própria estrutura narrativa da ASOIAF disfarça o fato de que Ned nunca foi o herói da história de GRRM, para começo de conversa.
Ned é uma figura paterna, um mentor protetor e guia do tipo que quase sempre morre, às vezes antes de o primeiro ato de uma fantasia épica terminar (vide Obi-wan Kenobi). As crianças Stark nunca se desenvolveriam de verdade por si mesmas, a menos que o “porto seguro” Ned fosse removido, assim como Harry Potter não pôde depender de Dumbledore em seu confronto final com Voldemort. Dadas as habilidades de vidente verde de Bran, Ned pode até aparecer do além-túmulo para transmitir sabedoria ou divulgar segredos como fizeram Obi-wan e Dumbledore. Tudo isso é bastante convencional. GRRM é simplesmente um mestre da desorientação, e sua manipulação é evidente em muitas das grandes reviravoltas de ASOIAF.
Robb? Nunca teve um ponto de vista. Contos da carochinha sobre reinos perdidos por coisas pequenas são tão comuns quanto as sagas de reis guerreiros heróicos vitoriosos em conquista. As lendas arturianas, por exemplo, contam sobre a fundação da utópica Camelot e a morte de Arthur nas mãos de seu filho bastardo com sua meia-irmã, e sua rainha fugindo com um de seus cavaleiros.
GRRM explora inteligentemente o desejo do leitor de ver Ned vingado. Os Starks se reúnem para distrair os leitores para o prenúncio da morte de Robb no sonho de Theon (com um banquete de mortos em Winterfell) e as visões de Dany na Casa dos Imortais, ambos em A Fúria dos Reis.
Portanto, se a previsibilidade no desdobramento de um enredo não serve como teste para teoria dos fãs, em quais critérios os leitores da ASOIAF podem confiar? Penso que a questão-chave que deve ser colocada em qualquer especulação é: "como isso faz a história avançar?"
A Guerra dos Cinco Reis está marcada pelas mortes de Ned e Robb, a primeira instigando o conflito e a segunda efetivamente encerrando-o – ou pelo menos limpando a lousa para a próxima rodada. Por outro lado, em minha opinião, é narrativamente fraca a ideia de que Jon Snow está permanentemente morto e que seu assassinato levará à queda da Muralha, pensando-se que o atentado sozinho seja capaz de trazer caos a Castelo Negro, pois assim também perderemos Jon como personagem pelo resto da série, tornando inúteis todas aquelas páginas gastas em fazer dele indivíduo e não um simples instrumento do enredo.
Voltando finalmente à Grande Conspiração Nortenha, o que vejo como um dos principais problemas de GRRM em Os Ventos do Inverno é que, depois de cinco livros e quase duas décadas, os Outros ainda não causaram muito impacto. O apocalipse dos zumbis de gelo prometido no prólogo de A Guerra dos Tronos é bom acontecer em breve ou GRRM pode ser justamente acusado de deixar sua história inchar até ficar anticlimática.
Além disso, quando os Outros invadirem inevitavelmente Westeros, eles devem fazê-lo com poder devastador, a fim de estabelecer sua credibilidade como uma ameaça ao reino. No entanto, como pode o Norte, nas condições em que se encontra em A Dança dos Dragões – já devastado pela guerra e pelo inverno, dividido pela política e pelos conflitos de sangue, além de amplamente ignorante do perigo para-lá-da-Muralha –, suportaria realisticamente esse ataque? E as casas do norte, assim como os homens, devem sobreviver em número significativo.
Caso contrário, a tarefa de vencer a Batalha da Alvorada recairá inteiramente sobre Dany, seus dragões, quaisquer forças que a acompanhem de Essos e quaisquer senhores do sul que possam ser convencidos a prestar atenção nela. Acho essa uma perspectiva bastante desagradável, sem mencionar tematicamente inconsistente com o título da série, em que apenas os seres inumano feitos de gelo desempenham papéis principais.
Se for verdade, a Grande Conspiração Nortenha tem o benefício de rapidamente unificar o Norte novamente sob o comando dos Starks, que provavelmente serão liderados por Jon como o mais velho e com mais experiência militar aparente. Isso não recupera magicamente as baixas sofridas pelo Norte durante a guerra, nem produz colheitas para alimentar seu povo faminto e com frio (a menos que Sansa conquiste o Vale), mas garante que as Casas do norte viverão para, em minha opinião, participar do objetivo final de ASOIAF.
As bases para um ressurgimento Stark foram lançadas durante Festim e Dança. Os senhores do rio derrotados estão descontentes e os nortenhos mantêm fé nos Stark. Os Frey são párias para inimigos e aliados, enquanto os Lannisters estão em declínio ignominioso; O legado de Tywin compara-se pejorativamente ao de Ned, apesar da conveniência política do primeiro ser elogiada em detrimento do idealismo rígido do último. Parece que a honra muitas vezes ridicularizada de Ned alcançou uma vitória póstuma, o amor misturado com um respeito saudável provando ser uma influência muito mais duradoura sobre as pessoas do que um reino garantido pelo medo e pela força, que não apenas morre com você, mas também transforma seus filhos em herdeiros inadequados .
Além disso, a mera existência de um complô para coroar Jon não significa que ele será rei no norte. Por acaso, acho que o maior problema nos planos que especula-se que os nortenhos têm é que, após a devida consideração, Jon recusará categoricamente a legitimação e os títulos oferecidos. Considerando que ele seja filho de Lyanna e Rhaegar e que isso o põe como o herdeiro Targaryen do trono de ferro antes mesmo de Dany, seria bastante estranho Jon ser formalmente reconhecido como o rei Stark do norte separatista; Um imperativo dramático exige que Jon seja livre para aceitar o governo de todos os Westeros, quer ele o faça ou não. Jon ouvir a intenção de Robb de reconhecê-lo um verdadeiro filho de seu pai é suficiente para completar o arco de personagens discutido na Parte 1, e os Starks sobreviventes se aliariam a Jon, independentemente de como ele fosse estilizado, por ainda serem um alcatéia.
Não há necessidade de provar o vínculo de afeto de Jon e Arya. Ao resolver a disputa pelas terras de Hornwood, Bran prefere nomear herdeiro bastardo de Lorde Hornwood tendo Jon em mente (ACOK, Bran II). Enquanto isso, Sansa ficou completamente desiludida com o futuro como rainha e quer apenas ir para casa em Winterfell, a salvo de homens que desejam seu dote. É irônico, então, que Jon é um cavaleiro direto das canções outrora queridas de Sansa, pois é um príncipe oculto, cavalheiresco e verdadeiro, seu papel confirmado pela execução que fez de Janos Slynt. Não importa as maldades infantis que Sansa fez a Jon para agradar sua mãe e decorrentes de um senso de adequação, ela pensa com carinho nele agora e entende melhor como ser um bastardo o afeta.
Lorde Slynt, o da cara de sapo, sentava-se ao fundo da mesa do conselho, usando um gibão de veludo negro e uma reluzente capa de pano de ouro, acenando com aprovação cada vez que o rei pronunciava uma sentença. Sansa fitou duramente aquele rosto feio, lembrando-se de como o homem atirara o pai ao chão para que Sor Ilyn o decapitasse, desejando poder feri-lo, desejando que algum herói lhe atirasse ao chão e lhe cortasse a cabeça. Mas uma voz em seu interior sussurrou: Não há heróis.
(AGOT, Sansa VI)
-------------------------
[Sansa] havia séculos que não pensava em Jon. Era apenas seu meio-irmão, mesmo assim... Com Robb, Bran e Rickon mortos, Jon Snow era o único irmão que lhe restava. Agora também sou bastarda, como ele. Oh, seria tão bom voltar a vê-lo. Mas estava claro que isso nunca poderia acontecer. Alayne Stone não tinha irmãos, ilegítimos ou não.
(AFFC, Alayne II)
E Rickon?
A procissão passara a não mais de um pé do local que lhe fora atribuído no banco, e Jon lançara um intenso e demorado olhar para todos eles. O senhor seu pai viera à frente, acompanhando a rainha. [...]Em seguida, veio o próprio Rei Robert, trazendo a Senhora Stark pelo braço. [...] Depois vieram os filhos. Primeiro o pequeno Rickon, dominando a longa caminhada com toda a dignidade que um garotinho de três anos é capaz de reunir. Jon teve de incentivá-lo a seguir, quando Rickon parou ao seu lado.
(AGOT, Jon I)
-----------------------------
Bran bebeu da taça do pai outro gole do vinho com mel e especiarias, [...] e se lembrou da última vez que tinha visto o senhor seu pai beber daquela taça.
Havia sido na noite do banquete de boas-vindas, quando o Rei Robert trouxera a corte a Winterfell. Então, ainda reinava o verão. Seus pais tinham dividido o estrado com Robert e sua rainha, com os irmãos dela a seu lado. Tio Benjen também estivera lá, todo vestido de preto. Bran e os irmãos e irmãs tinham se sentado com os filhos do rei, Joffrey, Tommen e a Princesa Myrcella, que passou a refeição inteira olhando Robb com olhos de adoração. Arya fazia caretas do outro lado da mesa quando ninguém estava olhando; Sansa escutava, em êxtase, as canções de cavalaria que o grande harpista do rei cantava, e Rickon não parava de perguntar por que motivo Jon não estava com eles.
– Porque é um bastardo – Bran teve de segredar-lhe por fim.
(ACOK, Bran III)
Jon tem duas vantagens adicionais sobre qualquer pessoa de fora para conseguir que Rickon o obedeça: 1) Fantasma, que pode subjugar Cão Felpudo. 2) Sua semelhança com Ned, de quem Rickon provavelmente se lembra como seu pai de tempos mais felizes. Assim como a semelhança de Sansa com Catelyn leva Mindinho a uma falsa sensação de segurança, a aparência de Jon pode reforçar sua posição como uma figura de autoridade para Rickon.
Em resumo, sinto que há boas chances de que o primeiro ato do rei Bran ou Rickon, da rainha Sansa ou de Arya seja nomear Jon seu conselheiro, confiável acima de todos os outros, e dê a ele o comando estratégico de seus exércitos, ou se não legitimá-lo como um Stark conforme os últimos desejos de Robb. E, francamente, a noção de que Stannis, Mindinho ou Manderly possamem convencer os Starks a uma disputa de sucessão mesquinha quando Jon é claramente o mais qualificado para liderar o Norte em uma segunda Longa Noite me parece implausível, contradizendo a caracterização estabelecida e a dinâmica familiar.
O que me leva à outra objeção comum a todas as variações de Jon como rei. Jon é honrado demais para quebrar seus votos, certo? Também usurpar os lugares de direito de seus irmãos enquanto eles estão vivos!
Lembremos a lição que Qhorin Meia-mão ensina a Jon: "Nossa honra não significa mais que nossas vidas, desde que o reino esteja seguro". (ACOK, Jon VII) No final de Dança dos Dragões, Jon resolveu fazer o que considerava certo e condenar o que as pessoas dizem sobre ele.
– Tem minha palavra, Lorde Snow. Retornarei com Tormund ou sem ele. – Val olhou o céu. A lua estava meio cheia. – Procure por mim no primeiro dia da lua cheia.
– Procurarei. – Não falhe comigo, pensou, ou Stannis terá minha cabeça. “Tenho sua palavra de que manterá nossa princesa por perto?”, o rei dissera, e Jon prometera que sim. Mas Val não é nenhuma princesa. Disse isso a ele meia centena de vezes. Era uma desculpa fraca, um triste farrapo enrolado em sua palavra quebrada. Seu pai nunca teria aprovado aquilo. Sou a espada que guarda os reinos dos homens, Jon recordou-se, no fim, isso deve valer mais do que a honra de um homem.
(Jon VIII, ADWD)
Apesar de sua aparência essencialmente Stark, Jon não é um clone de Ned, o qual, de todo modo, confessou uma traição que não cometeu, a fim de poupar a vida de Sansa e quase completsmente só sustenta a maior mentira da série em nome de Jon (supondo que R+L=J), por muitos anos antes disso. O entendimento de Jon sobre obrigações, juradas ou não, sempre foi flexível, porque sua própria existência é a prova de que o mais honroso dos homens pode falhar em seu dever. Se Ned, seu modelo de comportamento, não pode cumprir seus votos de casamento, como Jon pode esperar ser melhor, já que é um bastardo?
Depois de seu período com Meia-mão e Ygritte, a tarefa sísifa original de Jon, de alcançar padrões de honra impossivelmente altos, transformou-se em uma dedicação firme ao mais alto mandamento da Patrulha da Noite – ou seja, defender o reino contra os Outros. Existem inegáveis complicações emocionais por parte de Jon ao lidar com o Norte, já que ele não pode reprimir totalmente suas preocupações com a família e o lar, mas assumir o comando de nortenhos que não querem dobrar os joelhos para Stannis garantirá que o Muralha receba reforços e suprimentos necessários. Jon consideraria sua honra pessoal mais importante do que isso? Eu duvido.
Isso tudo, é claro, pressupõe que a Patrulha da Noite continue a existir de alguma forma após o fiasco do assassinato de Bowen Marsh, o que de maneira alguma é certo que ocorrerá.
Que a última cena de Jon em Dança dos Dragões faz paralelo com a morte de Júlio César é uma ideia amplamente aceita. Agora, considere que os senadores que mataram César, em vez de salvar a república romana de um tirano, precipitaram sua queda, descobrindo, para seu choque, que o povo não estava particularmente agradecido pelo assassinato de um líder popular, embora cometido em seu nome.
Guerras civis se seguiram, um império surgindo das ruínas. Ainda não se sabe se Jon é Otaviano / Augusto nesta reconstituição na fantasia. Ele tem à sua disposição um exército pessoal – depois de inconscientemente se tornar rei dos selvagens na ausência de Mance Rayder –e um contrato com o Banco de Ferro (ao que tudo indica).
Concluindo, passo a proibir que discussões posteriores a esta teoria de argumentem que uma conspiração para coroar Jon Rei do Norte esteja fora do mão para os (hipotéticos) conspiradores e os pretendentes Stark para Winterfell ou para GRRM, devido a sua aversão crônica a clichês. Ambas as afirmações foram usadas para descartar a teoria sem abordar as evidências que sustentariam a falta de substância, especialmente tendo em vista a maleabilidade de personagens e tropes nas mãos de um bom escritor (o que eu acredito que a maioria dos fãs da ASOIAF confia que o GRRM seja). Todo mundo deseja a ele boa sorte com Os Ventos do Inverno!
submitted by altovaliriano to Valiria [link] [comments]


2020.04.11 02:12 TurbulentStrike O Pintor de Almas, Ildefonso Falcones

Barcelona, 1901. A cidade vive dias de grande agitação social. A miséria sombria dos mais desfavorecidos contrasta com a elegante opulência das grandes avenidas, onde começam a destacar-se alguns edifícios singulares, símbolo da chegada do modernismo.
Dalmau Sala, filho de um anarquista assassinado, é um jovem pintor que vive preso entre dois mundos. Por um lado, a sua família e Emma, a mulher que ama, são fortes defensoras da luta dos trabalhadores; homens e mulheres que não conhecem o medo ao exigir os direitos dos trabalhadores. Por outro lado, o seu emprego na oficina de cerâmica de Dom Manuel Bello, o seu mentor e um conservador burguês de fortes crenças católicas, aproxima-o de um ambiente em que prevalecem a riqueza e a inovação criativa.
Deste modo, seduzido pelas tentadoras ofertas de uma burguesia disposta a comprar o seu trabalho e a sua consciência, Dalmau terá de encontrar o verdadeiro caminho, como homem e como artista, e afastar-se das noites de vinho e drogas para descobrir o que realmente é importante para ele: os seus valores, a sua essência, o amor de uma mulher corajosa e lutadora e, acima de tudo, aquelas pinturas que brotam da sua imaginação e capturam, numa tela, as almas mais miseráveis que perambulam pelas ruas de uma cidade agitada pelo germe de rebelião.
Com O Pintor de Almas, Ildefonso Falcones oferece-nos a poderosa história de um tempo conturbado, ao mesmo tempo que narra uma trama emocionante, onde o amor, a paixão pela arte, a luta pelos ideais e a vingança combinam com mestria para recriar uma Barcelona, outrora sóbria e cinzenta, que agora caminha para um futuro brilhante, onde a cor e a esperança começam a espalhar-se pelas suas casas e ruas.
ePUB
submitted by TurbulentStrike to Biblioteca [link] [comments]


2020.02.22 03:31 altovaliriano Harpa de Rhaegar nas criptas de Winterfell

Texto original: https://cantuse.wordpress.com/2014/07/31/the-secret-in-the-winterfell-crypts/
Autor: Cantuse
Título original: The Secret in the Winterfell Crypts

Eu tenho uma teoria sólida sobre um possível segredo que mudaria tudo que sabemos sobre as criptas de Winterfell:
A singular harpa de cordas de prata de Rhaegar está no túmulo de Lyanna.
--------------------------------------------------------
– Fará uma canção para ele? – a mulher perguntou.
– Ele já tem uma canção. É o príncipe que foi prometido, e é sua a canção de gelo e fogo [...]
(ACOK, Daenerys IV)
Esta citação é sobre Aegon e se dá entre Elia e Rhaegar. Lembre-se do que Marwyn diz: "A profecia é como uma mulher traiçoeira" . Rhaegar pode estar errado sobre Aegon; ou, mais provavelmente, ele acredita que uma ou todas as três 'cabeças do dragão' são/é o príncipe que foi prometido.
Tematicamente, é mais sensato se Jon Snow for o Príncipe que foi prometido. Especialmente quando você considerar sua paternidade. Apenas combine as palavras Stark e Targaryen. Observe também que, se atualmente você acredita que os pais de Jon são Rhaegar e Lyanna, Jon é possivelmente um 'príncipe prometido', com base nas lembranças de Ned sobre as palavras finais de Lyanna: “Prometa-me, Ned” .

A QUESTÃO DA LEGITIMIDADE

Eu estava profundamente em conflito quando li A Dança dos Dragões pela primeira vez.
Eu sempre acreditei na teoria "R + L = J", então sabia que tinha um viés pessoal: que Jon deve ser um protagonista central e um verdadeiro 'Targaryen secreto', que esse Aegon VI ("Jovem Griff”) Era apenas um pretendente. Eu lutei com esse preconceito contra Aegon VI por algum tempo, sem respostas reais à vista. Intelectualmente, sabia que não poderia responder à pergunta de quem é realmente legítimo.
* * *
Comprovando legitimidade
Ocorreu-me então que havia um método mais prático de abordar a questão, a formação de uma pergunta que fornece possíveis respostas ao mistério: "Como uma pessoa prova legitimidade?"
Isso representa um desafio para Aegon e Jon. Olhando para eles de perto:
Não basta aparecer como um Targaryen ou se declarar um; você precisa de legitimidade, precisa de provas. Os senhores de Westeros já duvidam de sua legitimidade, então ele deve provar ou subjugar todos eles. Em algum momento, ganhar vassalos com uma pretensão legítima será mais valioso do que conflito. Também não ajuda que ele seja apoiado pela Companhia Dourada. Diz bastante que ele e seus conselheiros saibam disso, e é por essa razão que ele está inicialmente empenhado em garantir a mão de Daenerys no casamento; assima ele terá o sangue dela e seus dragões para estabelecê-lo.
Ele está supostamente morto, mas lembre-se: se a noção de estabelecer alguma conexão entre Jon e Rhaegar for importante para a história, independentemente do status vital dele, essa teoria ainda será útil. Ninguém além de Howland Reed tem conhecimento da hereditariedadede Jon, então ele não teria necessidade de encontrar algo parecido com essa harpa. Mas para aqueles de nós que gostariam de vê-lo revelado como Targaryen bastardo ou verdadeiro, Azor Ahai ou o príncipe prometido, ele também deve provar isso a si mesmo e/ou aos demais.
O próximo passo lógico é perguntar: "O que reforçaria significativamente uma pretensa ascendência Targaryen?"
Observe que não há Targaryen vivo e universalmente reconhecido (fora Daenerys) que possa garantir a autenticidade de uma pessoa. Isso também é verdade para um não-Targaryen que tenha amplo conhecimento da legitimidade de um candidato. Assim, não há pessoas vivas que possam declarar genuína e legalmente uma pessoa como um verdadeiro Targaryen, apenas pela força da palavra. Isso seria verdade tanto para Jon Connington quanto para Stannis e Howland Reed.
Simplificando, os nobres de Westeros não têm razões intrínsecas para assumir que um candidato é legítimo apenas com base em palavras.
* * *
A necessidade de evidência
Conseqüentemente, os senhores de Westeros precisarão de evidências objetivas e físicas de legitimidade antes que possam ponderar seriamente a autenticidade de um suposto Targaryen.
Mas que tipo de evidência causaria esse tipo de contemplação?
Meus primeiros pensamentos foram para as espadas valirianas Irmã Sombria e Fogonegro.
Infelizmente, ambas as espadas estão associadas a linhagens bastardas de Targaryen, cada uma manchada por histórias que realmente prejudicariam qualquer reivindicação de legitimidade.
As duas também permaneceram invisíveis por vários anos. Portanto, podem haver sérias questões logísticas sobre se elas permaneceram em famílias de sangue Targaryen verdadeiro ou bastardo: não existe uma "cadeia de custódia " confiável para sugerir que um portador atual tenha algum legítimo relacionamento com a dinastia Targaryen.
Portanto, parece que a ideia de que as lâminas Targaryen possam demonstrar legitimidade é, na melhor das hipóteses, incerta. Mas a exploração da ideia não foi sem benefícios: chegamos a uma constatação valiosa.
Nós, leitores, sabemos inerentemente que, se algum tipo de prova exsistir, será algo que é:
  1. Bem conhecido pelos grandes senhores e damas do reino,
  2. Universalmente reconhecido como um símbolo da verdadeira linhagem Targaryen,
  3. Possui uma forte cadeia de custódia,
  4. E de alguma forma demonstra a hereditariedade de um pretendente.
* * *
Usando informações meta-textuais
Também podemos explorar algum conhecimento de fatores que existem fora dos próprios livros .
No quinto livro de uma série de sete livros, seria um pouco sofisticado introduzir uma nova evidência na história, apenas com o objetivo de responder ao enigma da legitimidade. Provavelmente seria visto pelos leitores como uma desculpa esfarrapada, um artifício inventado para que Martin se livrasse de um problema no qual ele mesmo havia se metido.
Martin já declarou que quer evitar escrever esse final para a série porque estava descontente com o final de Lost . Além disso, conhecendo a preferência de Martin por implementar indícios subliminares de eventos futuros, a evidência que será usada é provavelmente algo que está debaixo de nossos narizes . O tipo de coisa que vamos nos surpreender quando olharmos em retrospectiva.
* * *
Um momento Eureka!
Lá estava eu, fazendo um brainstorming de todos os artefatos, volumes e tesouros possíveis dos Targaryen em que eu pudesse pensar. Em certo momento, eu estava em uma divagaão, ruminando sobre as seguintes passagens:
Quando criança, o Príncipe de Pedra do Dragão era extraordinariamente dado à leitura. Começou a ler tão cedo que os homens diziam que a Rainha Rhaella devia ter engolido alguns livros e uma vela enquanto ele estava em seu ventre. Rhaegar não tinha nenhum interesse pelas brincadeiras das outras crianças. Os meistres ficavam assombrados com sua inteligência, mas os cavaleiros do pai trocavam gracejos amargos sobre Baelor, o Abençoado, ter renascido. Até que um dia o Príncipe Rhaegar encontrou algo em seus pergaminhos que o mudou. Ninguém sabe o que pode ter sido, só se sabe que o garoto apareceu no pátio uma manhã, no momento em que os cavaleiros vestiam as armaduras. Foi direito a Sor Willem Darry, o mestre de armas, e disse: “Vou precisar de espada e armadura. Parece que tenho de ser um guerreiro.”
(ASOS, Daenerys I)
– A perícia do Príncipe Rhaegar era inquestionável, mas ele raramente entrava nas liças. Nunca gostou da canção das espadas, como Robert ou Jaime Lannister gostavam. Era algo que tinha de fazer, uma tarefa que o mundo tinha lhe atribuído. Desempenhava-a bem, pois fazia tudo bem. Era essa a sua natureza. Mas não tirava dela nenhuma alegria. Os homens diziam que o Príncipe Rhaegar gostava muito mais da harpa do que da lança.
(ASOS, Daenerys IV)
– Mas que torneios meu irmão ganhou?
– Vossa Graça. – O velho hesitou. – Ele ganhou o maior torneio de todos.
(ASOS, Daenerys IV)
– Sim. E, no entanto, Solarestival era o lugar que o príncipe mais amava. Ia para lá de tempos em tempos, acompanhado apenas de sua harpa. Nemmesmo os cavaleiros da Guarda Real o serviam ali. Gostava de dormir no salão arruinado, sob a lua e as estrelas, e sempre que regressava trazia uma canção. Quando se ouvia o príncipe tocar sua harpa com cordas de prata e cantar a respeito de penumbras, lágrimas e a morte de reis, era impossível não sentir que ele estava cantando sobre si e sobre aqueles que amava.
(ASOS, Daenerys IV)
O que surge daí é que parece que Rhaegar tinha a intenção de ganhar o Torneio em Harrenhal por algum motivo, mas estava muito pouco interessado em cavalaria e combate. De fato, é fortemente demonstrado que Rhaegar estava muito mais interessado em tocar sua harpa e ler pergaminhos antigos.
De repente, tive um pensamento radical!
E se Rhaegar nunca quis ser um lutador, mas apenas o fez para conhecer Lyanna. E, portanto, fora esse torneio, ele preferisse apenas continuar tocando sua harpa !?
Essa ideia pode não ser verdadeira e não é realmente importante para a teoria deste ensaio. O que importa é que a harpa assomou-se em minha mente.
Foi quando a epifania me atingiu como uma bigorna:
É aquela maldita harpa.
A idéia rapidamente se formou: a harpa de Rhaegar seria central para estabelecer a autenticidade . Atende quase imediatamente a todos os requisitos que estabeleci acima, em um nível mais preciso e objetivo do que qualquer sugestão concorrente.
* * \*

A força de uma harpa

Então, como a harpa de Rhaegar atende aos três requisitos que eu expus na seção anterior?
  1. Como sabemos que é bem conhecido em Westeros?
  2. Como sua autenticidade pode ser confirmada, como um sinal da verdadeira herança Targaryen?
  3. Como podemos verificar se ela possui uma forte cadeia de custódia, indicando que não caiu nas mãos de um pretendente inescrupuloso?
  4. Como um objeto como a harpa realmente prova a herança do sangue?
Reconhecimento: Um Instrumento Bem Conhecido
Em primeiro lugar, existem muitos personagens importantes que fornecem lembranças ou observações específicas sobre a harpa de Rhaegar:
Quando se ouvia o príncipe tocar sua harpa com cordas de prata e cantar a respeito de penumbras, lágrimas e a morte de reis, era impossível não sentir que ele estava cantando sobre si e sobre aqueles que amava.
(ASOS, Daenerys IV)
Dany não conseguia abandonar o assunto.
– É sua a canção de gelo e fogo, disse meu irmão. Tenho certeza de que era meu irmão. Não Viserys, Rhaegar. Tinha uma harpa com cordas de prata.
O franzir de testa de Sor Jorah aprofundou-se tanto que as sobrancelhas se juntaram
– O Príncipe Rhaegar tocava uma harpa assim – ele anuiu. – Viu-o?
(ACOK, Daenerys IV)
De noite, o príncipe tocou a harpa de prata e a fez chorar. Quando lhe foi apresentada, Cersei quase se afogou nas profundezas de seus tristes olhos púrpura..
(AFFC, Cersei V)
No banquete de boas-vindas, o príncipe pegara sua harpa de cordas prateadas e tocara para eles. Uma canção de amor e perdição, Jon Connington se lembrou, e toda mulher no salão chorava quando ele abaixou a harpa.
(ADWD, O Grifo Renascido)
Cada um dos personagens mencionou especificamente a característica singular da harpa de Rhaegar: suas cordas de prata (Cersei se refere ao instrumento como uma 'harpa de prata', completamente de prata).
Não estamos sequer contando os inúmeros outros óbvios que viram a harpa em qualquer uma das muitas apresentações de Rhaegar.
Dada toda essa ênfase, parece inteiramente razoável concluir que a harpa de Rhaegar poderia ser facilmente reconhecida por vários (talvez muitos) personagens de Westeros.
Dito de outra forma:
A harpa de Rhaegar é facilmente reconhecida por sua característica singular: suas cordas de prata.
Muitos personagens específicos viram e lembram distintamente desse detalhe.
Existem muitos outros personagens inominados que viram a harpa também.
Assim, cumprimos nosso primeiro requisito, a harpa é realmente bem conhecida em Westeros.
* * *
Autenticidade: o sinal de um príncipe Targaryen
O segundo critério é verificar se a harpa é realmente um sinal de ascendência Targaryen.
O maior problema aqui é o óbvio: possuir a harpa (ou qualquer relíquia semelhante) não estabelece automaticamente a linhagem Targaryen . Um ladrão de sepulturas não pode se proclamar descendente de um faraó simplesmente porque saqueou uma tumba egípcia.
Isso cria um problema óbvio para a teoria da harpa (ou qualquer outra teoria de ancestralidade das relíquias de Targaryen). A resolução desse problema requer duas coisas:
É justo dizer que existem vários artefatos dos Targaryen que, após inspeção cuidadosa, podem ser reconhecidos como autênticos: as espadas valirianas, as coroas de Targaryen e assim por diante. No entanto, a maioria deles está ausente da história há décadas, o que significa que há cada vez menos pessoas que continuam vivas para garantir sua autenticidade.
Da mesma forma, outras teorias sobre os objetos existentes que conferem legitimidade também são igualmente dificultadas pela incapacidade de estabelecer sua autenticidade. A idéia popular de que uma capa nupcial Targaryen possa existir, indicando uma união legítima entre Rhaegar e Lyanna, é vulnerável às perguntas extremamente básicas de "Quem realmente a fez?" e "Por que nunca vi isso antes?". Um argumento subseqüente é que qualquer objeto ou evidência que exista também deve ser difícil de falsificar ou replicar.
Essencialmente, o que você precisa é de um objeto que possa ser reconhecido como autêntico por vários indivíduos vivos. Também seria de grande valor se esses indivíduos representassem conjuntos de interesses múltiplos e distintos. Muito parecido com um álibi ou um conjunto de testemunhas de um crime, você não deseja coletar seus fatos de fontes tendenciosas: as pessoas têm muito mais probabilidade de apoiar a autenticidade se sentirem que a afirmação disso é verdadeira e objetiva.
Como observei na seção anterior, a harpa de Rhaegar certamente se qualifica como um objeto que sabemos ter sido visto por muitas pessoas que ainda vivem (muitas delas relativamente jovens). Também foi expressamente mencionado por vários personagens diferentes e opostos. Isso reforça a noção de que esses personagens saberiam que a harpa autêntica seria verdadeira, mesmo que sua posição pública fosse diferente. Também ajuda que os leitores tenham recebido uma descrição da harpa com relativa distinção; assim, os leitores também estão em posição de apreciar a suposta validade de uma harpa.
Então você pode ver que a harpa de Rhaegar tem o status singular de ser uma relíquia quase certamente: afiliada aos Targaryens, reconhecida como autêntica por muitos senhores e senhoras vivos vivos, de diferentes alianças, e pelos próprios leitores.
* * *
Domínio: Uma Cadeia de Custódia
Mesmo que haja consenso entre personagens sobre a autenticidade da harpa, ela não prova nada. Se uma relíquia não prova linhagem, o que provaria? Por que então uma relíquia seria valiosa?
Para estabelecer qualquer confiança de que a propriedade da harpa implica hereditariedade, primeiro devemos mostrar que a harpa não estava em uma posição em que um pretendente inescrupuloso possa tomá-la. Devemos mostrar que ele passou de Rhaegar para seu novo proprietário por meio de um método que não apresentava exposição ou risco de adulteração.
Além disso, a posse ou o recebimento da harpa por qualquer requerente deve ser testemunhada. Especificamente, isso deve ser testemunhado por indivíduos cuja autoridade e honra estão além da censura.
O que isso significa para a harpa é que, onde quer que esteja (se ainda existir), sua aquisição deve ser documentada ou observada por vários senhores proeminentes de Westeros. Também deve ser demonstrado que a harpa esteve em um local onde podemos confiar que não foi violada ou perturbada por falsos pretendentes. Assim, dada a ausência de um verdadeiro dono Targaryen, documentado ou verdadeiro, o melhor lugar para a harpa seria em um cofre ou túmulo de algum tipo. Um que poderia ser razoavelmente determinado como não sendo adulterado.
Dado que a harpa ficou invisível há anos, sua cadeia de custódia seria melhor determinada caso a harpa tivesse sido mantida em segurança em um cofre ou outro equivalente confiável.
Se, de fato, a harpa está localizada em um cofre, túmulo ou outra forma de proteção fisicamente segura; com seu depósito e saque legalmente testemunhados por um quorum de senhores; podemos ter razoável certeza de que o histórico da harpa não está contaminado.
* * *
Patrimônio: Estabelecendo uma Conexão de Sangue
Mesmo que um personagem acredite que a harpa é real e tenha uma sólida cadeia de custódia, isso não significa que quem a tiver recebe automaticamente a herança Targaryen.
Isso seria verdade para qualquer objeto destinado a estabelecer a legitimidade de uma pessoa.
Para tanto, seu objeto deve estar em conformidade com um dos seguintes itens:
Não há indicações ao longo dos livros de que a própria harpa possa apontar para qualquer sucessor. Isso poderia ser dito de qualquer evidência, seja uma capa, uma espada ou uma coroa.
Naturalmente, isso significa que deve haver algo mais que confira ancestralidade sanguínea. A harpa então atua como alavanca, aumentando a validade da reivindicação e, no melhor dos cenários, estabelecendo o que poderia ser razoavelmente chamado de "preponderância de prova".
Embora a descoberta da harpa possa colocar muitas pessoas a ponderar, ela não estabelece relações de sangue por si só. Alguma outra evidência precisa ser usada.
No entanto, a harpa pode ajudar drasticamente a legitimidade dessa evidência.
Discuto essa possibilidade em uma seção posterior deste ensaio. Por enquanto, vamos deixar de lado a questão.
* * \*

Um instrumento deixado para trás

Agora eu gostaria de compartilhar a história de como a harpa de Rhaegar acaba no túmulo de Lyanna.
Primeiro, reconheço que não posso provar dedutivamente que a harpa está no túmulo de Lyanna. Em vez disso, especulei sobre as circunstâncias que a levaram a estar lá, com um alto grau de confiança na resposta resultante. Eu então ponderei essa teoria contra alternativas usando as noções de 'menos complicado' e 'mais relevante para a narrativa' para chegar à conclusão de que isso é mais provável do que qualquer alternativa. É uma peça do quebra-cabeça que resolve mais partes do quebra-cabeça do que qualquer outra opção.
As circunstâncias e os motivos a respeito de como a harpa acaba no túmulo de Lyanna são melhor descritos como uma sequência de eventos:
Primeiro, Rhaegar deixou a harpa na Torre da Alegria
Rhaegar adorava tocar sua harpa. É algo que todo mundo familiarizado com ele diz. Ele foge com Lyanna por quase um ano antes de retornar a Porto Real e subsequente ruína no Tridente. É improvável que Rhaegar deixasse sua harpa para trás quando se dirigiu para a Torre da Alegria.
Após a eclosão da rebelião de Robert, parece que ele esperou até ficar claro que Lyanna estava grávida. Supondo que ele planejasse voltar, é provável que ele não levasse à guerra coisas que ele não planejava usar ou pudesse pegar de volta. Levá-la à guerra ou a Porto Real também coloca em risco de ser destruída caso ele a perca. Ele também pode ter deixado-a para trás como um símbolo para Lyanna de sua afeição e da promessa de voltar.
No mínimo, não houve menção a ela em nenhum momento durante ou após a Rebelião de Robert , o que implica que ela desapareceu em algum ponto. Dado que a harpa sempre foi mencionada como estando na posse de Rhaegar, é lógico que ele estava no controle da disposição da harpa. Embora seja verdade que a harpa poderia simplesmente ter sido destruída no Tridente, alguém poderia imaginar que Rhaegar teria agido para impedir que a harpa chegasse perto da batalha, e se a harpa foi mantida no acampamento de Rhaegar, por que não há menção de como foi descartada?
Além disso, Rhaegar pode ter calculado as chances de sua própria morte. É interessante notar pelas citações acima que Rhaegar não estava interessado em torneios e até foi derrotado neles. Talvez realmente seu treinamento militar se limitasse àquilo que tivesse relação com os segredos que ele descobriu em seus pergaminhos. Tendo em conta que o lugar em que ele venceu mais proeminentemente foi em Harrenhal, parece razoável que ele apenas tenha participado na medida em que aquilo se adequasse a quaisquer profecias que ele houvesse descoberto.
Isso talvez seja um indício de que Rhaegar sabia que Robert poderia derrotá-lo, tanto por ter sido derrotado em torneios antes, quanto pelo fato de que talvez as profecias de Rhaegar indicassem que sua vitória em Harrenhal era o que importava, e não sua vitória no Tridente. Considerando-se que Rhaegar não mostra tal fatalismo em sua conversa final com Jaime, estou inclinado a acreditar que Rhaegar não tinha certeza do resultado glorioso da batalha e havia se preparado de acordo.
A harpa também é uma ferramenta poderosa . Deixá-la para trás também pode ter sido uma tentativa deliberada de deixar um dispositivo que de alguma forma poderia ser usado posteriormente por aqueles que sobreviveram a ele. Isso seria particularmente verdadeiro se Rhaegar pensasse que a harpa poderia ser usada para estabelecer seu consentimento ou a afirmação de algum tipo de evento ou agenda controversa. Isso pareceria particularmente provável se estivesse convencido de que o referido evento ou agenda era fundamental para as profecias com as quais ele era tão fiel.
Considerando-se os argumentos extremamente persuasivos para Jon Snow ser filho de Rhaegar e Lyanna, começa-se a suspeitar que Rhaegar pode ter deixado a harpa para trás como parte de um esquema para estabelecer a hereditariedade ou legitimidade de Jon.
Isso seria baseado no fato de que sua harpa é tão singular que sua presença no lugar errado sugeriria uma conexão com Rhaegar. Se Lyanna - supostamente sequestrada por Rhaegar - tivesse surgido com um bebê recém-nascido e, entre outras evidências, a harpa, teria sido um argumento convincente.
No entanto, isso não aconteceu. Lyanna morreu na Torre da Alegria. Nenhuma criança, harpa ou pretensão surgiu.
Em vez disso, sabemos o que realmente aconteceu: a Batalha do Tridente, a luta na Torre da Alegria. Prometa-me, Ned ; e uma cama de sangue.
Ou não sabemos?
* * *
O pedido de Lyanna no leito de morte
"Prometa-me, Ned."
Imagine alguém dizendo para você "Prometa-me, ". Imagine isso sendo dito várias vezes.
Se você é como eu, a coisa mais imediata que vem à mente é alguém pedindo que você faça algo que você relutaria em fazer ou algo em que eles não confiam que você fará.
Por exemplo, "Prometa que vai limpar essa bagunça" normalmente significa "Eu sei que você não quer fazer isso, mas por favor limpe essa bagunça".
Isso leva a um conjunto bastante óbvio de observações:
As pessoas não exigem que uma pessoa prometa fazer algo que ela faria naturalmente.
Precisamente o oposto, eles exigem a promessa de uma pessoa de fazer algo desconfortável, arriscado, inconveniente ou prejudicial.
Assim, a promessa de Ned a Lyanna provavelmente envolvia algo que não era fácil para ele.
Como outras teorias apontam, pedir para ser enterrado nas criptas de Winterfell parece ser um desejo mundano e prescindível de se fazer em seu leito de morte (um ponto que parecerá irônico depois que você ler essa teoria). Lembre-se de dois pontos que minam essa ideia:
1. A família Stark tem sido enterrada nas criptas de Winterfell há gerações, incluindo parentes como irmãos e irmãs.
[...] estavam agora quase no fim, e Bran sentiu-se submergir em tristeza. – E ali está o meu avô, Lorde Rickard, que foi decapitado pelo Rei Louco Aerys. A filha Lyanna e o filho Brandon estão nas sepulturas ao seu lado. Eu, não, outro Brandon, irmão do meu pai. Não era previsto que tivessem estátuas, pois issoé só para os senhores e reis, mas meu pai os amava tanto que as mandou fazer.
(AGOT, Bran VII)
2. Somente os Senhores de Winterfell e os Reis do Inverno anteriores têm estátuas.
É difícil imaginar que a promessa de Lyanna consistisse em pedir uma estátua a Ned em sua homenagem. Como mencionei, esse é um desejo aparentemente mundano e estúpido. E sinceramente um que Ned realmente teria pouca dificuldade em manter.
Portanto, parece inteiramente plausível, até lógico, que a promessa de Ned a Lyanna envolvesse algo diferente de sua estátua. Certamente algo de uma magnitude mais desconfortável para Ned. E é isso que ajuda a impulsionar as especulações subseqüentes.
Mais do que tudo, Ned odeia ver crianças mortas.
Ned ama muito sua família e está disposto a sofrer severos castigos e desonras quando necessário para proteger seus filhos. Mas isso vai além de sua carne e sangue: observe como ele luta fortemente contra a exigência de Robert de que uma Daenerys grávida seja morta, e como ele arrisca tudo e confronta Cersei sobre seu incesto, tudo porque ele quer evitar danos aos filhos dela.
Não tenho dúvidas de que, mesmo que Lyanna não tivesse pedido, Ned teria acolhido Jon. Não importa quantos desafios ele teria que enfrentar ao adotar Jon, ele o faria.
A promessa de Ned a Lyanna não envolvia criar Jon, já que Ned faria isso de qualquer maneira.
Mas voltando ao que eu disse sobre a natureza de pedir promessas aos outros, Lyanna provavelmente pediu que ele fizesse algo que ele estava apreensivo. O que parece provável é que ela estivesse pedindo para que ele preservasse a herança de Jon, para ser um dia compartilhada com Jon ou outras pessoas, algo que Ned nunca iria querer fazer .
Mais do que tudo, a promessa de Ned envolvia algo que colocaria em risco uma criança.
A criança mais relevante seria o filho em potencial de Lyanna.
A tarefa que colocaria o filho de Lyanna em maior perigo seria estabelecer sua herança. Especialmente se essa criança fosse legítima.
Lembre-se de que Ned já sofreu a perda de seu pai, seu irmão, possivelmente do meio-irmão e da meia-irmã de Jon, e estava testemunhando a morte de sua irmã. Qualquer homem são ficaria compreensivelmente traumatizado. Ele viu muita morte e guerra; muitas crianças mortas.
Com o aparente fim da dinastia Targaryen consolidado, não haveria razão prática para contar a Jon sua ascendência. Fazer isso só reabriria as feridas que estavam começando a curar (naquela época), mancharia a imagem de Lyanna para o reino e provavelmente resultaria na morte de Jon, tanto como Targaryen quanto possivelmente como um pretendente bastardo (pense que a natureza de sua família lembra os bastardos da Rebelião Blackfyre). No mínimo, o desejo de Robert por sangue Targaryen exigiria a morte de Jon.
Existem várias razões possíveis para Lyanna querer que Jon conheça sua linhagem :
Eu suponho que Ned argumentaria verbalmente que nunca contaria a Jon, ou que Lyanna sabia implicitamente que ele não queria. Estou inclinado a acreditar na primeira opção, que Ned iria contra o pedido de Lyanna falando sobre as mortes de Aegon e Rhaenys. Talvez então Lyanna simplesmente exigisse uma promessa ou depois o enganasse de alguma maneira.
* * *
[Continua nos comentários]
submitted by altovaliriano to Valiria [link] [comments]


2020.02.13 11:24 jmcdm As Janelas do Céu - Gonzalo Giner

Sinopse
No século XV, Hugo de Covarrubias decide que não quer tomar as rédeas do negócio do pai, um mercador de lãs. Esta decisão faz que parta de Burgos em busca da sua vocação, votando ao abandono o negócio familiar, o ambicioso meio-irmão Damián, e Berenguela, o seu grande amor. No entanto, tudo muda quando descobre que o pai está a ser atraiçoado e vê-se obrigado a fugir para salvar a vida num baleeiro basco e conhece Azerwan, um homem fascinante que se define como contador de lendas e com quem iniciará em África um prometedor negócio de venda de sal. Tudo corria bem até que uma vingança o obriga a fugir de novo, desta vez com uma mulher e um extraordinário falcão, em busca do seu verdadeiro destino: aprender a arte dos vitrais. As Janelas do Céu, transmite a emoção de quem se assoma ao céu através dos vitrais, mas também alcança algo provavelmente ainda mais difícil, aproximar-se de outras janelas tão ou mais difíceis de abrir, as da alma, as das relações entre pessoas e as do amor. O autor é veterinário de profissão e gosta de incluir animais como personagens, e no romance conheceremos um falcão de nome Ayal, que acompanha o nosso herói Hugo grande parte da história.

epub
submitted by jmcdm to Biblioteca [link] [comments]


2020.01.27 03:34 altovaliriano Jon Connington

A Casa Connington somente passou a existir em A Tormenta de Espadas, assim como Jon. Já havíamos ouvido falar de “Sor Ronnet de Poleiro do Grifo” em A Fúria dos Reis, mas seu sobrenome era desconhecido. O próprio Poleiro do Grifo só surgiu nos mapas de O Festim dos Corvos.
Portanto, a Batalha dos Sinos, Jon Connington e sua Casa foram adições posteriores à história, provavelmente em decorrência dos planos para reestabelecer Aegon, filho de Rhaegar, na história e dos planos para o salto temporal de 5 anos entre Tormenta e Dança. E todos este pano de fundo foi lançado pensando no retorno de Aegon, filho de Rhaegar.
Jon Connington é o único filho de Armond Connington, antigo Senhor de Poleiro do Grifo, quando os Connington ainda eram uma casa nobre menor jurada aos Baratheon de Ponta Tempestade. Não se sabe como, Armond conseguiu fazer com que seu filho se tornar-se escudeiro em Porto Real para o mesmo cavaleiro que o próprio príncipe herdeiro servia. Mais tarde Jon Connington serviria de escudeiro para o próprio príncipe herdeiro, que o considerava um grande amigo.
Entretanto, em algum ponto desta convivência, Jon Connington desenvolveu sentimentos românticos por Rhaegar Targaryen. Aparentemente, este amor foi determinante para que Connington se mantivesse como um legalista todos esses anos. O que surpreende é que o sentimento tenha suportado o casamento com Elia e o rapto de Lyanna.
Com a morte do pai em algum momento antes de 280 dc, JonCon se tornou Lorde de Poleiro do Grifo. Não é dito em nenhum momento dos livros em que ponto da vida Connington foi armado cavaleiro, mas não seria de se estranhar caso descobríssemos que fora antes do torneio de Harrenhal, pelas mãos de seu amado Rhaegar. Afinal, o príncipe herdeiro havia armado homens de reputações piores, como Gregor Clegane. Por que não seu grande amigo Jon?
De fato, JonCon esteve no torneio da Falsa Primavera, durante o qual é lembrado por ter dançado com Ashara Dayne. Antes disso, quando Steffon Baratheon ainda era vivo, Barristan se lembra de tê-lo derrubado do cavalo em um torneio em Ponta Tempestade. Kevan Lannister afirma que JonCon, quando jovem, era capaz, enérgico e habilidoso com armas, e que isso lhe rendeu o cargo de Mão do Rei, depois que Owen Merryweather havia sido exilado por Aerys II.
Connington passou de perseguidor de Robert a perseguido, quando bateu em retirada de Septo de Pedra. Por seu fracasso, Aerys o exilou. A experiência o traumatizou de forma que qualquer pessoa consegue notar, e muito provavelmente é a razão pela qual JonCon é tão desprovido de humor:
– Entendo o ódio bem o suficiente.
Pelo jeito que Griff falou isso, Tyrion soube que era verdade. Este aí tem se alimentado de ódio. É o que o aquece à noite, durante anos.
(ADWD, Tyrion III)
Jon sonha com isto, mesmo 17 anos depois:
Na noite passada, sonhara novamente com o Septo de Pedra. Sozinho, com uma espada na mão, corria de casa em casa, derrubando portas, pulando de telhado em telhado, enquanto seus ouvidos captavam o som distante de sinos. Profundas badaladas de bronze e carrilhões de prata soavam dentro de seu crânio, em uma cacofonia enlouquecedora que ficava cada vez mais alta, até que sua cabeça parecia explodir.
Dezessete anos haviam se passado desde a Batalha dos Sinos, e até hoje o som do badalar ainda causava um nó em seu estômago. Outros poderiam dizer que o reino foi perdido quando o Príncipe Rhaegar caiu sob o martelo de guerra de Robert, no Tridente, mas a Batalha do Tridente nunca teria sido travada se o grifo tivesse matado o veado no Septo de Pedra. Os sinos dobraram por todos nós naquele dia. Por Aerys e sua rainha, por Elia de Dorne e sua filhinha, por todo homem verdadeiro e mulher honesta dos Sete Reinos. E por meu príncipe de prata.
(ADWD, O Senhor Perdido)
Porém, perder a batalha em nome do Trono de Ferro e ser exilado por Aerys provavelmente não são tão terríveis para Jon quanto o fato de que ele deixou Rhaegar na mão, para lidar com um rebelião fortalecida após o episódio em Septo de Pedra. O sentimento de ter alguma responsabilidade na morte do homem que ele amava deve ter contribuído para que JonCon nutrisse o desejo de poder fazer algo para se redimir.
Passara cinco anos na companhia, ascendendo das fileiras para um lugar de honra do lado direito de Toyne. Se tivesse ficado, bem que poderia ter sido ele a assumir o lugar de Myles, após sua morte, em vez de Harry Strickland.
(ADWD, O Senhor Perdido)
O aplicativo oficial para smartphone aponta que, então, Illyrio e Varys abordaram Myles Toyne e Jon Connington para falar que o filho de Rhaegar estava vivo. Não se sabe ao certo que tipo de evidências foram apresentadas a Connington para que ele acreditasse na identidade do garoto. Muitos leitores acreditam que nenhuma prova foi apresentada, que o exilado JonCon estava tão desesperado por redenção que vive em autoengano desde então:
Mas o Príncipe Aegon Targaryen não era nem de perto tão dócil quanto o Jovem Griff havia sido. Boa parte de uma hora havia se passado antes que ele finalmente aparecesse no solar, com Pato ao seu lado.
– Lorde Connington – disse –, gostei do seu castelo.
“As terras do seu pai são bonitas”, ele disse. Seu cabelo prateado agitava-se ao vento e seus olhos eram um púrpura profundo, mais escuros do que os desse garoto.
(ADWD, O Grifo Renascido)
Entretanto, devemos observar que Toyne foi uma das partes motoras desse acordo. A não ser que Toyne fosse um apoiador da conspiração Blackfyre (ou Brightfyre, se preferir), aparentemente não havia razões para que ele partilhasse do suposto autoengano de Connington. Entretanto, é preciso lembrar que Maelys, o Monstruoso, já estava morto há quase 40 anos, tempo durante o qual, até onde sabemos, a Companhia Dourada operou em Essos como as demais companhias mercenárias de westerosis. Ou seja, visando o lucro e tendo sonhos vagos com conseguir terras em Westeros.
De todo modo, quando Connington passou a criar Aegon como se fosse seu próprio filho, a criança deveria ter aproximadamente 6 anos de idade. Assim, foram 10 anos viajando sob disfarce por Essos. Todo este tempo retardando o retorno a Westeros e escondendo sua identidade deve ter servido de longo aprendizado ao jovem impulsivo que perdeu a Batalha dos Sinos.
Não parece plausível que Aegon e Jon tenham vivido este tempo todo a bordo do Donzela Tímida. É mais capaz que eles tenham viajado pelas Cidades Livres quase tão frequentemente quanto Viserys e Daenerys, talvez até nas mesmas míseras condições. Tampouco sabemos quantos dos atuais companheiros do garoto estão com ele desde o início. Aparentemente, apenas Lemore é confirmada estar lá desde o começo:
Uma septã o instruiu nos mistérios da Fé desde que teve idade suficiente para entendê-los.
(ADWD, Epílogo)
O que instiga a curiosidade é saber que tipo de história Connington inventava para se devotar tanto a seu filho uma vez que ele disfarçava-se como mercenário. JonCon pegava trabalhos eventuais? Inventava missões ou Illyrio empregava pessoas para lhe dar trabalhos falsos? Como foi que, em 10 anos, nenhum incidente foi registrado se a Tyrion bastou alguns dias para descobrir? Respostas que jamais teremos, eu acredito.
Qualquer que seja a resposta, o que importa é que todo o planejamento e preparação de Connington foi por água abaixo no momento em que se viu infectado pela escamagris. Tyrion havia plantado em Aegon a vontade de seguir para Westeros sem dragões ou Daenerys, algo que, em condições normais, Jon estaria inclinado a negar. Porém, a doença terminal lhe deu um senso de urgência:
Falhara com o Príncipe Rhaegar uma vez. Não falharia com seu filho, não enquanto tivesse vida em seu corpo.
Não tenho tempo suficiente para cautela.
(ADWD, O Senhor Perdido)
O homem que chega a Westeros sofre um desembarque atrapalhado, com tropas espalhadas pelo litoral, mas tira o melhor que pode disto. Imediatamente toma controle do Cabo da Fúria e de seu assento ancestral, Poleiro do Grifo, e parte para tomar Ponta Tempestade pela força.
A mistura fica assim: uma campanha relativamente vitoriosa em pouco tempo, um homem rancoroso e passional a procura de vingança, uma experiência de guerra traumática com sinos, a chegada do inverno mais letal dos últimos 8000 anos e uma segunda Dança dos Dragões a caminho. Todos os elementos apontam para uma tragédia.
Quem sabe, uma "segunda" Batalha dos Sinos em que Jon Connington finalmente siga o diagnóstico de Toyne sobre o que Tywin teria feito no lugar de Jon:
Lorde Tywin não teria se incomodado com uma busca. Teria queimado a vila e toda criatura viva nela. Homens e meninos, bebês de peito, cavaleiros nobres e septões santos, porcos e putas, ratos e rebeldes, teria queimado todos. Quando o fogo se apagasse e restassem apenas cinzas, ele teria enviado seus homens para encontrar os ossos de Robert Baratheon. Mais tarde, quando Stark e Tully aparecessem com suas tropas, teria oferecido perdão para os dois, e eles teriam aceitado e voltado para casa com o rabo entre as pernas.
Ele não estava errado, Jon Connington refletiu, inclinando-se sobre as ameias de seus antepassados. Eu queria a glória de matar Robert em um combate singular, e não ser chamado de açougueiro. Então Robert escapou de mim e matou Rhaegar no Tridente.
– Falhei com o pai – disse –, mas não falharei com o filho.
(ADWD, O Grifo Renascido)

Declaração de GRRM sobre JonCon

GRRM deixa implícito que Connington é homossexual (fonte)

Perguntas

  1. Como Armond Connington conseguiu enviar o filho para servir como escudeiro em Porto Real, inclusive ao lado do princípe herdeiro?
  2. A quem você acha que Jon Connington servia como escudeiro em Porto Real junto com Rhaegar?
  3. Quem armou Jon cavaleiro?
  4. Você acha que JonCon nutria sentimentos românticos por Myles Toyne, ainda que não tão fortes como aqueles que sentia por Rhaegar?
  5. Como Connington se manteve icógnito todos estes anos fingindo ser mercenário?
  6. Connington iniciará uma praga de escamagris em Westeros ao esconder sua própria doença?
  7. Como JonCon tomará Ponta Tempestade?
  8. Que tipo de evidências você achar que Varys e Illyrio forneceram a Jon para que ele acredita-se na identidade de Aegon?
  9. Caso Jon Connington descobra que Aegon é um falso Targaryen, como você acha que ele reagirá?
  10. Os rancores de Jon com a Batalha dos Sinos são um sinal de que suas novas táticas de batalhas serão mais brutais?
  11. Veremos uma "segunda" Batalha dos Sinos?
submitted by altovaliriano to Valiria [link] [comments]


2020.01.17 03:59 altovaliriano De inimigos a amantes: Rohanne e Eustace

A Espada Juramentada termina com uma solução inusitada. Eustace e Rohanne deixam de ser inimigos para se tornar marido e esposa. A forma como isso ocorre não nos é mostrada. Tal qual Dunk, não temos consciência de como as coisas realmente se desenvolveram, só ficamos sabendo que a memória do filho de Eustace e antigo amor de Rohanne, Addam Osgrey, os uniu.
Essa solução baseada em sentimentos é particularmente surreal. Rohanne é uma mulher muito consciente da sua condição política para tomar tamanha decisão com base no puro otimismo de que, com o tempo, as coisas se resolveriam naturalmente. Osgrey era um traidor sem posses cujo orgulho poderia facilmente o levar a se aproveitar da condição de marido para arrebatar o controle das propriedades de Rohanne (que, no passado, foram da família dele). Em resumo, Rohanne não tinha aparentemente nada a ganhar casando com ele.
Ainda podemos alegar que o momento não era o melhor para a saúde mental de Rohanne. Com a morte de Lucas Inchfield, ela perdeu um cavaleiro temido que poderia afugentar inimigos. Ela havia se apaixonado por Dunk, mas ele tinha sido retirado do Riacho semi-morto. A disputa estava legalmente encerrado, mas ela havia perdido e o prazo do testamento de seu pai estava se esgotando.
Portanto, é necessário olhar para as medidas que Rohanne tomou logo após a disputa, para tentar entender o que se passou de fato. Antes de analisar o ocorrido, é preciso que estar atento ao fato de que estamos ouvindo um relato de segunda mão, dado pelo Meistre Cerrick, que provavelmente está cuidando de Dunk desde que ele afogou (“Você estava ferido demais para voltar a Pousoveloz, então a Senhora Rohanne ordenou que o trouxéssemos para cá”). Assim, acho prudente analisar descontando fatos muito específicos ocorridos nas terras de Eustace, quando o meistre provavelmente não estava junto de Rohanne para apurar o que aconteceu de verdade. Vejamos:
A Senhora Rohanne pediu a permissão do velho Sor Eustace para cruzar suas terras e visitar o túmulo de Addam, e ele lhe deu esse direito. Ela se ajoelhou diante das amoreiras e começou a chorar, e ele ficou tão tocado que foi confortá-la. Passaram a noite toda conversando sobre o jovem Addam e o nobre pai da minha senhora.
(A Espada Juramentada)
A parte sobre pedir permissão parece ser algo que o meistre poderia ter presenciado. Este tipo de gesto demonstra um respeito que viria a ser útil para amaciar a vaidade de Sor Eustace. E talvez até a tenha ouvido dizer que a intenção era honrar Addam com uma visita ao seu túmulo. Porém, tenho para mim que não foi sentimentalismo que fez com que Rohanne escolhesse visitar o túmulo do filho de Eustace. Afinal, como ela mesma disse a Dunk:
[...] Mal me lembro de Addam agora. Foi mais do que metade da minha vida atrás. Lembro que o amei, no entanto. E não amei nenhum dos outros.
Pode parecer que eu estou forçando algum tipo de malícia nas atitudes de Rohanne, haja vista que o próprio Septão Sefton afirmou categoricamente:
– Gostava? – O septão bufou pesadamente. – Ela amava o garoto, e ele a ela. Nunca passou de um beijo ou dois, mas... foi por Addam que ela chorou após o Campo do Capim-Vermelho, não pelo marido que mal conheceu. [...]
Entretanto, cumpre notar que mesmo o Septão se refere à relação dos dois no pretérito. Rohanne tinha dez anos à época da Batalha do Capim Vermelho e afirma carregar consigo apenas a lembrança de ter amado o garoto, mas não dele em si. Portanto, a parte da fala do septão que tem mais impacto sobre a Viúva Vermelha deveria ser aquela que fala sobre a pessoa viva a quem Rohanne culpa pela morte de seu amor de juventude:
[...] Ela culpa Sor Eustace pela morte dele, e corretamente. O garoto tinha doze anos.
De fato, a reação explosiva de Rohanne quando Dunk pede que ela desfaça a represa em nome de Addam Osgrey se justifica não porque ela guarda sentimentos para com o garoto, mas em razão de ela considerar hipocrisia que um enviado de Eustace, o homem responsável pela morte de Addam, venha fazer um pedido em nome do garoto.
Assim, ainda que eu acredite que Rohanne possa ter derramado lágrimas diante do túmulo (em razão do reavivamento de memórias adormecidas), meu palpite é que a escolha do local de visita foi pensada para persuadir Osgrey. Diante das sepulturas, Eustace poderia estar mais disposto a ser pressionado para uma aliança, especialmente se Rohanne demonstrasse ainda ter sentimentos por um dos filhos que Eustace ainda prestava luto frequentemente:
– Sor Inútil nunca deixa a torre, exceto para ver os meninos nas amoreiras.
Sempre que o velho abria um novo barril de vinho, ele descia a colina para oferecer a cada um de seus meninos uma bebida.
Desse modo, talvez as lágrimas de Rohanne tenham vindo em boa hora (caso não tenham sido até intencionais). Como Addam havia inesperadamente sido mencionado por Dunk, Rohanne pode ter capitalizado sobre o nome do garoto. Porém, parece que nem mesmo assim Osgrey se mostrou fácil na queda. Salvo contrário, por que razão Rohanne passaria “a noite toda” conversando com Eustace?
Um rubor percorreu o rosto de Rohanne. Ela agarrou a trança, torcendo-a entre os dedos.
– Tive que me casar, sabe disso. O testamento do meu pai... ah, não seja tão tolo.
Não acredito que o conforto que Osgrey tenha prestado à Viúva Vermelha ou a conversa que durou a noite toda sejam eufemismos para uma relação sexual. Eu acho que os termos que Rohanne apresentou eram muito prejudiciais para Eustace, por isso ele levou a madrugada barganhando, enquanto fingia falar do passado, algo que Osgrey fizera com o próprio Dunk antes:
– [...] Quando Sor Lucas me informou o que fora feito ao meu pobre Dake, fiz um juramento sagrado de nunca mais colocar os pés dentro daquele castelo novamente, exceto para tomar posse dele. Então, veja, Sor Duncan, não posso ir lá. Não para pagar o preço de sangue, ou por qualquer outro motivo. Não posso.
Dunk compreendeu.
– Eu poderia ir, senhor. Não fiz juramento algum.
– Você é um bom homem, Sor Duncan. Um cavaleiro corajoso e verdadeiro. – Sor Eustace deu um apertão no braço de Dunk. [...]
Entretanto, penso que Osgrey sabia que não tinha outra saída. Diante do fato de que Sor Bennis do Escudo Marrom havia roubado tudo de valor que pôde encontra em Pousoveloz antes de fugir, o Velho não teria nada mais a oferecer a não ser a si mesmo e suas parcas propriedades. Nesse contexto, até que uma negociação durante a madrugada parece curta.
De todo modo, os arranjos de Rohanne e Eustace parecem fadado ao insucesso. Cleyton Caswell e Simon Leygood, os pretendentes persistentes de Rohanne podem se tornar oponentes persistentes de Eustace. Lorde Rowan tem uma irmã casada com Wendell, que perdeu Fosso Gelado, e não gosta de Eustace.
Portanto, a víuva vermelha e o leão xadrez estão cercados por inimigos, tão apertados como se estivessem em uma gaiola de corvos, com os corvos do lado de fora. E eu acredito que Martin utilizou uma metáfora visual para representar esta situação, uma vez no começo das novelas, outra no fim:
A gaiola de ferro quase não era grande o bastante para caber um homem, mesmo assim os dois haviam sido enfiados lá dentro. Estavam rosto com rosto, com os braços e pernas entrelaçados e as costas contra as barras negras de ferro quente. Um tentara comer o outro, roendo o pescoço e o ombro. Os corvos comeram ambos.
Na gaiola de ferro na encruzilhada, os cadáveres ainda se abraçavam. Pareciam solitários, abandonados. Até as moscas os abandonaram, e os corvos também. Só alguns pedaços de pele e cabelo permaneciam sobre os ossos dos mortos.

Estas são minhas impressões.
Como vocês acham que Rohanne e Osgrey ajustaram a aliança por casamento?
submitted by altovaliriano to Valiria [link] [comments]


2020.01.06 02:48 altovaliriano Mance Rayder

Este sábado de personagens foi movido para o domingo, pois estamos em reformas.
Mance é o pacote completo das terras além da Muralha. Ele é um selvagem, um irmão da Patrulha da Noite, um desertor e um Rei-para-lá-da-Muralha. A história diz que sua mãe era uma selvagem e o pai um irmão juramentado da Patrulha. Portanto, desde a concepção, Mance era destinado a viver em ambos os campos, como gelo e fogo.
Porém, quando garoto, Mance foi retirado da mãe e criado junto a Patrulha da Noite. Não se sabe quando isso aconteceu, nem em que circunstâncias. A Patrulha pode ter matado sua mãe, pois se diz que ele teria sido levado após o grupo de saqueadores em que estava foi morto pelos irmãos negros. Mas este grupo de saqueadores poderia ter o retirado de sua mãe, e a Patrulha não teria culpa na separação. Simplesmente não sabemos.
Tampouco sabemos se Mance serviu lado-a-lado com seu pai. Mance parece ter mais de 40 anos de idade no começo de A Guerra dos Tronos e é dito que ele servia em Torre Sombria. Denys Mallister é o comandante do castelo há 33 anos (o que não o impede de estar servindo há vários anos de ter sido eleito comandante), portanto, se alguém poderia dizer mais sobre isso, provavelmente seria Mallister.
O que é importante entender aqui é que a Muralha foi o pai provedor de Mance durante grande parte de sua vida. Entretanto, mesmo quando era um patrulheiro, Mance era muito interessado em canções, ainda que suas voz e habilidade com o alaúde sejam consideradas apenas medianas. Como o próprio homem alega conhecer todas as canções lascivas já feitas ao norte e ao sul da Muralha, é de se imaginar que Mance tinha desde cedo em si uma paixão incompatível com a vida de deveres de seus irmãos juramentados.
De fato, imaginemos o que é crescer na Muralha. Especialmente sob o comando de um homem cavalheiresco como Denys Mallister. É muito provável que Mance, durante a juventude, tenha desfrutado de uma juventude cheia de frugalidade e provações. Conhecendo o homem como ele é hoje, deve ter sido uma experiência extremamente limitadora e frustrante.
Portanto, não admira que o Rei-para-lá-da-Muralha tenha sido influenciado a desertar da Patrulha após a experiência com a filha de uma velha feiticeira selvagem. Todos conhecem a história: o grupo de Mance foi atacado por um gato das sombras enquanto esfolavam um alce caçado em uma patrulha, Mance estava ferido e foi levado às pressas para uma velha feiticeira selvagem, mas teve que ser tratado pela filha dela (pois a velha havia morrido) e foi bem tratado:
Limpou meus ferimentos, deu pontos em mim e me alimentou com mingau de aveia e poções até eu ficar suficientemente forte para voltar a subir em um cavalo. E também costurou os rasgões em meu manto, com um pouco de seda escarlate de Asshai que a avó tinha tirado dos restos de um barco afundado que apareceu na Costa Gelada. Era o maior tesouro que ela possuía, e foi um presente para mim. (ASOS, Jon I)
Estas poucas linhas apresentam uma história extremamente interessante. É um exemplo de como GRRM consegue comprimir um conto que poderia ser tratado em uma obra autônoma em apenas algumas linhas (algo que, segundo Remy Verhoeve, Martin perdeu em livros mais recentes).
Mance Rayder foi ferido em uma caça e levado a uma velha feiticeira. As expectativas provavelmente eram de encontrar uma senhora esquisita, mas eles acabaram encontrando alguém mais jovem. A mulhegarota aparentemente foi solícita e atenciosa, especialmente quando usou um “tesouro” familiar para consertar as roupas de Mance.
A questão do conserto da roupa, com seda escarlarte é a parte mais impressionante. Há uma sugestão de envolvimento sexual. Poder-se-ia pensar que Mance teve um caso com a mulhegarota e a seda no manto foi uma lembrança. Simbolicamente, representaria que Mance teve o negro da Patrulha conspurcado por um vermelho vivo de um amor encontrado do outro lado da Muralha.
Eu, porém, prefiro pensar que foi uma ferramenta de sedução. Que Mance e a filha da feiticeira não tiveram um caso de amor, mas que a seda seria uma demonstração de interesse, como que um convite à retornar. Afinal, como disse o própri Mance “Parti na manhã seguinte... para um lugar onde um beijo não era crime e um homem podia usar o manto que quisesse” (ASOS, Jon I).
Assim, quando Denys Mallister ordenou que Mance descartasse a roupa costurada e vestisse o uniforme padrão da Patrulha, o então patrulheiro estava diante de um dilema maior do que dever-liberdade. Descartar a roupa significaria virar definitivamente as costas para o amor. Assim, a motivação de Mance encontra um eco nas palavras de Meistre Aemon:
O que é a honra comparada com o amor de uma mulher? O que é o dever contra sentir um filho recém nascido nos braços… ou a memória do sorriso de um irmão? Vento e palavras. Vento e palavras. Somos apenas humanos, e os deuses nos moldaram para o amor. Esta é a nossa grande glória e a nossa grande tragédia.
(AGOT, Jon VIII)
Diante deste dilema, o patrulheiro se dirigiu para o seio de sua antiga comunidade, atraído pelo estilo de vida que nunca deve ter conhecido a não ser nas canções que tanto gostava. O detalhe interessante é que Mance usa este manto quando Jon o encontra.
Entretanto, há outro aspecto essencial nesta história, carregado de mistério. O navio que trazia seda de Asshai era um navio originário de Asshai? Claro que poderia ser um navio de Westeros que trazia a seda. Porém, a Costa Gelada não é conhecida por ser visitada por navios mercantes. Talvez então saqueadores das Ilhas de Ferro que acabaram naufragando na Costa Gelada ainda com a carga roubada? É possível.
Contudo, GRRM poderia simplesmente estar querendo dizer que é um navio vindo do oriente que naufragou após circundar o mundo sentido leste-oeste até chegar a Westeros. O que faria com que Alissa Farman não fosse a primeira navegadora a cruzar o Mar do Poente. Bem, acho que jamais saberemos definitivamente.
Voltando a Mance, não sabemos quanto anos antes do começo da história ele começou a reunir as diversas comunidades do Norte sob seu comando. Sabemos que o plano dele era levar o povo livre para o sul da Muralha, fugindo dos outros, mas não sabemos exatamente quando isso começou. Na verdade, GRRM manteve toda a linha do tempo envolvendo Mance bastante confusa.
Sabemos que ainda quando era patrulheiro, sob o comando do Lorde Comandante Qorgyle (que morreu em 288 DC), Mance visitou Winterfell e conheceu Jon ainda criança (que nasceu em 283-284 DC). Portanto, Mance não devia estar entre o Povo Livre há mais de 10 anos no começo de A GUERRA DOS TRONOS. Se está correta a informação obtida por Jon de que Mance “tinha passado anos reunindo aquela vasta e lenta tropa” (ASOS, Jon II), então é de se esperar que tudo tenha começado em anos recentes.
Por outro lado, podemos questionar a razão que levou Mance Rayder a reunir um exército para atacar a Muralha. O ex-patrulheiro não parece ser exatamente o tipo heroico de pessoa, que pensa em todas as vidas humanas que seriam perdidas em razão dos Outros.
Ou seja, se Mance Rayder pensasse apenas em salvar a própria vida, por que não simplesmente atravessou sozinho a Muralha, disfarçado de bardo e pegou um navio para Essos? Não só ele parece ser um mestre dos disfarces e da arte de se misturar a multidão, como também tinha uma bolsa de veados de prata quando visitou Winterfell para ver Robert Baratheon. Tinha a faca e o queijo na mão.
Se nós pudermos acreditar em Osha, entretanto, o plano de Mance na verdade seria reunir o exértico para lutar contra os Outros:
Por que você acha que fugi para o sul com Stiv, Hali e o resto daqueles idiotas? Mance pensa que vai lutar, o bravo, querido, teimoso homem, como se os caminhantes brancos não fossem mais que patrulheiros. Mas, que sabe ele? Pode chamar a si próprio Rei-para-lá-da-Muralha se bem entender, mas ainda é apenas mais um dos velhos corvos negros que fugiram da Torre Sombria. Nunca experimentou o inverno. Eu nasci lá em cima, filho, assim como a minha mãe e a minha avó antes dela, e a minha bisavó antes dela, nascida entre o Povo Livre. Nós recordamos.
(AGOT, Bran VI)
Dessa forma, fica parecendo que Mance estava reunindo as tribos para enfrentar os Outros, mas acabou fracassando. A fim de manter a unidade, porém, usou a hoste que havia reunido para atacar a Muralha e tentar forçar passagem para o Sul. Ainda assim, nada explica sua motivação para querer salvar toda essa gente.
Veja, Mance não parecia cultuar laços afetivos fortes antes do começo de A Guerra dos Tronos. Seus companheiros de acampamento são apenas líderes que ele submeteu ou parentes de sua mulher, e ele somente conheceu Dalla quando retornou da visita a Winterfell para ver Robert. Portanto, não parece haver qualquer explicação. Ou era ele tão apaixonado pela cultura do Povo Livre que desejava salva-los da extinção? Talvez, mas ainda parece uma justificativa estranha. Teria Mance alguma pessoa querida que foi morta pelos Outros antes que o conhecêssemos pelos olhos de Jon? Não, senão todos no acampamento saberiam e teriam comentado.
De todo modo, a investida de Mance contra a Patrulha da Noite não deu em nada. Coube ao recém-eleito Lorde Comandante Jon Snow ter a sensibilidade de dar seguimento ao plano de Mance, em parceria com Stannis Baratheon. Na verdade, é curioso que Jon tenha dado continuidade ao legado de Mance.
Frequentemente, aponta-se para o fato de Mance ter exercido uma influência partenal sobre o Lorde Comandante. E na mesma frequência Mance Rayder é associado com Rhaegar: um cantor-guerreiro que traiu seus votos em razão de uma mulher e desertou de suas responsabilidades. Com isso, não estou dando crédito à teoria “Mance = Rhaegar”, apenas fazendo um brinde a seus argumentos, pois acho que ela falha em ver literalidade em metáfora.
Diferentemente de outros personagens trazidos a vida do mundo dos mortos, Mance retorna ao mundo dos vivos saído de trás de uma ilusão, não por desígnio de R’hllor. Melisandre usa seduções (glamours, em inglês) para disfarçar Camisa de Chocalho como Mance e vice-versa, e Stannis é convencido para queimar o cara errado disfarçado de cara certo.
Eu nunca achei muito convincente a forma como Camisa de Chocalho é queimado. Não acho crível que ele não percebesse que estava sendo confundido com Mance e não fizesse uma defesa astuta de si mesmo. No caso, ao invés de R’hllor de se esconder atrás de R’hllor, GRRM preferiu deixar patente a importância de Mance para a trama dos futuros livros. E, de fato, sabemos que Mance conhece “muito e ainda mais sobre nosso verdadeiro inimigo” (ADWD, Jon I). Stannis o garante após conversar “por horas” com Mance Rayder.
Dessa forma, a não ser que o conhecimento que o Rei-para-lá-Muralha transmitiu ao Rei-na-Muralha seja suficiente para que a trama se desenvolva eficientemente, Mance teria que viver até que os Outros chegassem. Por essa razão que muitas pessoas suspeitam que as afirmações de Ramsay não verdadeiras. Na carta do bastardo, mais conhecida como “a carta rosa”, o atual Senhor de Winterfell afirma que Mance está enjaulado e deixado para o frio do inverno mata-lo. Esta é uma das afirmações que enche a carta de um senso de urgência, e possivelmente também foi uma das frases que deixou Jon convicto que deveria agir imediatamente para salva-lo.
Mas grande parte dos leitores enxergam muitos furos em tudo que é dito na carta. Alguns até mesmo dizem que dizem que a carta teria sido escrita pelo próprio Mance. Sem falar que o Rei-para-lá-da-Muralha estava confortável demais em sua imitação da história de Abel, o Bardo, para que ninguém imaginasse que ele tinha a intenção de imitá-la até os últimos detalhes. O que, em outras palavras, quer dizer que Mance tinha intenção de se esconder fora da vista de qualquer pessoa até que a confusão terminasse (o que faria de Ramsay um mentiroso).
Porém, não me aprofundarei no conteúdo da carta ou nas teorias que alegam que o autor não teria sido Ramsay (pretendo fazer isso no futuro). Por enquanto, basta dizer que a verdade sobre o que aconteceu com Mance está aberto à discussão dentro e fora do universo dos livros. Veja bem: o que estarão pensando os Selvagens na Muralha agora que Jon Snow leu a eles uma carta que diz que Mance está vivo em Winterfell, sendo que todos eles o viram queimar? Talvez passem a atribuir poderes mágicos a Mance e comecem a teorizar que ele enganou até a própria morte.
Coisas que saberemos quando Os Ventos do Inverno sair.

Perguntas

  1. O navio de onde a seda escarlate do manto de Mance foi retirado vinha do oriente?
  2. Por que Mance reuniu os Selvagens ao invés de fugir e se salvar?
  3. Mance realmente planejava lutar contra os Outros?
  4. Que tipo de influência Mance teve sobre Jon?
  5. Mance realmente foi capturado por Ramsay?
  6. Você acha que os Selvagens podem tentar resgatar Mance com base na Carta Rosa?
submitted by altovaliriano to Valiria [link] [comments]


2019.10.06 04:28 altovaliriano Eddard Stark

George R. R. Martin reiteradamente afirma que nenhum personagem está a salvo da morte, uma noção que ele lapidou muito habilidosamente para estabelecer na saga. A primeira pedra da fundação desta estrutura é lançada com Eddard "Ned" Stark, ao final de A Guerra dos Tronos.
Ned é visto como personagem central do primeiro livro, no qual ele é apresentado como um pai amoroso, marido dedicado, amigo querido, líder confiável, vassalo leal, homem devoto e cumpridor de sua palavra e deveres. Estas qualidades são apontadas como as razões pela qual os leitores o identificam como o herói da história e alguém para quem torcer.
A história do personagem todos sabemos. Ned estava feliz no Norte com sua família quando notícias de que seu antigo protetor e pai de criação teria sido assassinado e seu rei (e amigo de infância) o nomeia como substituto no cargo de Mão do Rei. Desde o momento em que Ned aceita (relutante) o cargo, sua família começa sofrer com os atritos políticos entre Eddard e a família da Rainha. Em Porto Real, Eddard vai de peixe fora d'água a persona non grata enquanto investiga as circunstâncias da morte de Jon Arryn, até que perde todo o apoio político que tinha na capital com a morte do Rei Robert. Eddard tenta fazer justiça, mas é traído, humilhado e acaba por sequer ganhar a misericórdia que lhe foi prometida.
É muito apontado que Ricardo Plantageneta, o 3º Duque de York (1411-1460) seria a inspiração histórica de GRRM para Eddard Stark. O líder de sua Casa de York nos primeiros anos da Guerra das Rosas havia sido nomeado como Lorde Protetor e Regente da Coroa quando o Rei Henrique VI sofreu um colapso nervoso, traiu a Coroa e enfrentou a Rainha Margaret de Anjou, da Casa de Lancaster, mas acabou derrotado e teve sua cabeça exposta nos portões da cidade de York.
Outra inspiração histórica apontada é um dos filho de Ricardo, que viria a reinar como Ricardo III, que havia tentado usar o testamento de Eduardo IV para se tornar regente de Eduardo V... somente para depois anular o casamento de sua cunhada Elizabeth Woodville com o irmão, declarar seus sobrinhos como bastardos e tomar o trono para si. No fim, foi derrotado pelos filhos do primeiro casamento de Elizabeth.
Mas nenhuma dessas personalidades históricas pode ser tomada como referência direta à Eddard Stark, uma vez que a forma como Martin retratou Eddard parece ter sido moldada tendo em vista as necessidades da ficção e não como um estudo da história do mundo real. Portanto, é necessário avaliar a construção da personalidade de Ned Stark dentro das exigências de "As Crônicas de Gelo e Fogo".
Assim, para entender Eddard, proponho questionarmos sua criação, suas relações pessoais e suas relações políticas.
EDDARD, O ANIMAL HUMANO
Eddard nasceu como segundo filho de Rickard e Lyarra Karstark, mas sem demora foi substituído como caçula por Lyanna e Benjen. Ser um filho do meio já evoca uma série de questões sobre auto-estima e favoritismo em um núcleo familiar, especialmente em uma sociedade como a de Westeros, em que toda a fortuna da família é passada apenas para o primeiro herdeiro na linha de sucessão.
Tudo isto parecia ser verdade na família Stark. Ned relata que foi seu irmão mais velho, Brandon, quem recebeu toda a educação senhorial e era tido como o próximo senhor, até mesmo por Eddard, que não nutria nenhuma esperança de herdar Winterfell.
Neste contexto, o papel que um segundo irmão deveria desempenhar era o de leal vassalo do irmão mais velho. Não sabemos se a personalidade de Eddard foi determinante para que ele absorvesse essa postura ou se estas lições lhe foram passadas por seus pais ou por Jon Arryn. Contudo, sabemos que é assim que Eddard entendia seu papel dentro de sua família. Afinal, foram a estas lições que ele recorreu quando explicou a seu segundo filho, Bran, qual deveria ser seu papel diante do primogênito Robb.
De todo modo, se seu papel secundário e instrumental não estava claro durante sua infância em Winterfell, deve ter ficado muito claro quando foi enviado para o Ninho da Águia, para ser criado por um estranho. Ao contrário de Robert, Ned parece ter voltado pouco para a sede de sua Casa durante sua adolescência, fazendo com que seus laços com sua família e os nortenhos fossem notoriamente mais fracos do que os de Brandon, que foi criado em Vila Acidentada. Na verdade, Brandon era de tal carisma que conquistaria amigos até mesmo no Vale de Arryn.
Por outro lado, Ned é descrito como tímido, reservado, com aparência solene, coração e olhos gelados que parecem julgar os outros com desdém. Talvez isso tenha sido desenvolvido depois de adulto, e em razão das adversidades que enfrentou. Talvez estas características estivessem com ele desde que ele fosse criança. Assim, é possível que tenha deixado poucas amizades para trás quando partiu com oito anos para o Ninho da Águia.
Uma vez sob a tutela de Jon Arryn, a vida parece ter sido diferente. Como Jon Arryn havia perdido sua segunda esposa, irmão e sobrinho e não tinha filho algum, Robert e Ned eram como se fossem seus filhos mais velho e mais novo, respectivamente. Durante os nove anos que ficou por lá, é imaginável que Eddard tenha recebido muito mais deferências do que recebia de seu próprio pai em Winterfell.
Na verdade, a propalada honra de Ned Stark pode ser mais fruto de sua criação junto a Arryn do que derivada dos Stark. Não só porque a honra é uma das marcas daquela outra Casa ("Alto como a honra"), como o próprio Jon Arryn demonstrou que punha a honra frente a cega obediência (como quando se recusou a entregar Robert e Ned a Aerys e iniciou uma Rebelião por isso).
Já sobre os Stark de Rickard, por sua vez, paira uma suspeita de que tinham tanta sede de poder e influência quanto tinham de sangue (o tal "sangue de lobo"). Talvez por isso também que sejam tão notórias as diferenças entre Eddard e seus irmãos. Para além de uma mera incompatibilidade de gênios, pode ter havido uma incompatibilidade de criação.
Eddard não deixou de amar os irmãos, entretanto. Ainda que ele condene as atitudes de Brandon e Lyanna, Ned encomendou estátuas mortuárias para todos eles nas criptas de Winterfell, algo inédito na tradição Stark, que demonstra quão profundamente sentimental ele era, especialmente para seus familiares que tiveram um fim trágico.
Contudo, as vezes parece que a verdadeira família de Eddard, aquela que era dona de seu coração era triângulo que formava com Jon Arryn e Robert Baratheon. De fato, ao saber primeiro da morte de Arryn e depois da visita de Robert logo no começo de A Guerra dos Tronos, Ned vai da escuridão a luz: ele perdeu uma parte importante de sua família postiça, mas outra está a caminho para uma visita inesperada.
Por alguma razão que eu ainda não entendo completamente, entretanto, Ned parecia amar Lyanna acima até mesmo de Robert (apesar de ele achar que Robert tinha uma devoção por ela ainda maior do que a dele - AGOT, Eddard I). Nas memórias de Eddard, Lyanna era uma "menina-mulher de inigualável encanto" e, se foram verdade as especulações de que Lyanna o teria visitado às vezes enquanto ele esteve no Vale, poderia ser um indício de que entre ele e Lyanna havia uma intimidade ímpar na família Stark.
Durante "A Guerra dos Tronos", há vários instantes em que essa intimidade e as promessas que Lyanna requereu em seu leito de morte ecoaram. Mas um dos momentos que eu julgo mais significativo foi quando Robert, também em seu leito de morte, cita e imita Lyanna:
Saudarei Lyanna por você, Ned. Tome conta dos meus filhos por mim. [...]
– Eu… defenderei seus filhos como se fossem meus – respondeu lentamente.
(AGOT, Eddard XIII)
Esta coincidência parece indicar que Lyanna e Robert foram as figuras fraternas centrais na vida de Eddard.
NED, PARA OS ÍNTIMOS
Já foram explorados acima vários aspectos da personalidade íntima de Ned. Mas é preciso discriminar melhor. E o primeiro deles se refere à visão que, durante a infância, Ned tinha de sua família e vice-versa.
Sobre seu pai e mãe, pouco conhecemos através de Ned. E isso parece indicar que há uma distância, tanto porque não era um filho com deferência de nenhum deles, quanto porque ele desenvolveu sua psicologia longe de casa, sob a tutela de sua icônica figura paterna, Jon Arryn.
Sobre seus irmãos, Ned passou a vida à sombra de Brandon (sendo suplantado por ele até na tarefa de conseguir para si próprio uma dança com a garota por quem ele se apaixonou), mas até parecia apreciar esta posição, pois sentia-se mais confortável na posição de irmão cumpridor de seu dever.
Quanto à Lyanna, há muitos indícios de sua intimidade, o que talvez decorresse de seu temperamento analítico, em contraste com o sangue de loba dela. O modo como Eddard tentou persuadir Lyanna de que Robert seria um bom partido parece revelar que Eddard pensava ter algum influência sobre ela. Ao mesmo tempo, Eddard afirma que Robert não conhecia a garota como ele. Pode ser, inclusive, que a falta de de rancor de Eddard por Rhaegar e sua reação mais moderada quando o príncipe a coroou Rainha da Beleza e do Amor em Harrenhal decorram de um certo conhecimento sobre a natureza de Lyanna e de como ela poderia estar correspondendo àquilo.
Sobre Benjen, o relacionamento com Eddard parece mais distante. É curioso pensar que, sendo o outro único filho sobrevivente de Rickard e Lyarra, somente tenha se aproximado melhor de Ned nos anos entre o fim da Rebelião de Robert e seu ingresso para a Patrulha da Noite. É possível, inclusive, que essa falta de intimidade, aliada com o fato de Ned já ter retornado a Winterfell com dois filhos homens, tenham sido decisiva na decisão de Benjen ir para a Muralha.
O segundo aspecto da personalidade íntima de Eddard é como ele se portou durante sua idade adulta, enquanto fazia amigos, vivia amores e formava uma família.
Eddard nunca é descrito como sendo um homem atraente ou um amante encantador. Na verdade, Catelyn fala como ficou desapontada com ele ser mais baixo e melancólico e ter um rosto mais simples que o de Brandon. Mas ela afirma que com o tempo descobriu o amor no coração "bom e doce" de Ned.
É interessante notar que essa foi a mesma opinião que ela deu sobre o Norte a Lynesse Hightower:
Lembrava-se de como a Senhora Lynesse era jovem, bela e infeliz. Uma noite, após várias taças de vinho, confessara a Catelyn que o Norte não era lugar para uma Hightower de Vilavelha.
– Houve uma Tully de Correrrio que sentiu o mesmo um dia – Catelyn respondeu com gentileza, tentando consolá-la –, mas, com o tempo, encontrou aqui muitas coisas que podia amar.
(ASOS, Catelyn V)
Portanto, Ned é uma alegoria do Norte: inóspito, simples e melancólico, mas que guarda algum tipo beleza e calor. A próprioa Lyanna é descrita como uma bruta por alguns (meistre Yandel) e uma beleza selvagem por outros (Kevan Lannister). Sabemos que Ned não tinha a natureza da irmã, mas poderia ter um pouco dessa beleza selvagem? Talvez Ashara o tenha visto sob essa ótica? Talvez nunca saberemos.
O que sabemos com certeza é que Eddard era um marido dedicado, assim com Catelyn era uma esposa dedicada. Ironicamente, dois cumpridores de seu dever conseguiram fazer surgir amor em um casamento arranjado que era o substituto de outro casamento arranjado. A forma como Eddard se obrigou a respeitar até a crença religiosa da mulher é tocante (construindo um septo para ela e trazendo um septão a Winterfell).
Isto é diferente do tipo de amor que Robert tem por ele. A amizade entre os dois parece o típico caso em que um extrovertido carismático adota um introvertido sem amigos. Este tipo de relação - que é imposta por outra pessoa - parece ser o tipo com que Eddard lida bem. Ironicamente, poderíamos dizer que Ned só é amigo de seu "chefe", o que combina com sua lição a Jon de que um senhor nunca deve ser amigo dos homens que comanda (ADWD, Jon III).
Como pai, Ned era muito efetivo e marcou seus filhos profundamente. Podemos ver os resultados de sua criação naqueles que amadureceram antes de sua morte. Robb havia absorvido todo o dever, a honra e o senso de justiça do pai, se tornando um Eddard em pele de Tully. Jon seria sua imagem e semelhança, caso não fosse filho de outros e não tivesse sido acossado a vida inteira por Catelyn. Ainda assim, é incrível que toda essa adversidade não o tornou menos cópia de seu "pai". É notório que Jon é mais orgulhoso que Robb, mas isso é uma coisa sua, talvez um mecanismo de defesa, resultado de um complexo de inferioridade, ou apenas das falsas certezas da juventude.
Bran, Arya e Rickon eram jovens demais para que a influência do pai cristalizasse em sua personalidade. Portanto, eles hoje estão suscetíveis à influência de outras figuras paternas na jornada que enfrentam. Ainda assim, pequenas lições de Eddard continuam a ecoar neles mesmo anos mais tarde. Bran ainda se lembra sobre como seu pai dizia que apenas diante do medo os homens podem ser corajosos, e Arya procura uma matilha constantemente para não perecer como o lobo solitário 'quando os ventos brancos se erguerem'.
O caso oposto foi o que aconteceu com Theon Greyjoy. Nem todo o tratamento com deferência que lhe foi oferecido em Winterfell resultou em boas relações com Ned. Ainda que descontemos seu conflitos internos pessoais (assunto para outro texto), esta repulsa de Theon pode ser explicada pelo fato de que ele havia crescido e sido educado dentro de uma cultura que odeia os habitantes do continente, em especial os nortenhos. Portanto, diante da educação recebida nas Ilhas de Ferro e do tratamento solene que lhe era dirigido, não parece inverossímil que ele mais tarde alegue que era sempre lembrado de sua condição de prisioneiro e pense que Eddard era frio com ele.
Entretanto, como visto em A Dança dos Dragões, o verdadeiro ressentimento de Theon era saber que nunca seria parte da família Stark. De fato, havia semelhanças demais entre a história de Ned e Theon para que suponhamos que Ned não tivesse boa dose de tato quando eles se relacionavam. Ned também havia sido retirado de casa quando ainda era criança para ir morar com um estranho em uma terra estranha. Ainda que sua condição no Ninho da Águia fosse bastante menos opressora do que a de Theon em Winterfell, ninguém poderia dizer que Ned foi voluntariamente enviado para o Vale. Assim, As conclusões de Theon serão sempre injustas.
Mas esse não é o caso mais interessante e agudo entre as crianças criadas por Ned. O relacionamento mais desafiador e com mais consequência era aquele com sua filha Sansa. Comecemos por dizer que não havia nada afetivamente errado entre eles, mas as circunstâncias tornaram as falhas deste relacionamento em um sintoma do que havia de errado no próprio Eddard como Mão do Rei. Em síntese, os erros de Sansa também foram erros de Ned.
Durante os eventos sinistros que ocorreram em A Guerra dos Tronos, Ned repetidamente deixa suas filhas no escuro sobre o que realmente estava se passando. Em razão da diferença de naturezas, Arya e Sansa têm respostas diferentes às situações. Eddard tem mais sucesso em apaziguar Arya, cujas semelhanças com Lyanna podem ter ajudado com que ele a compreende-se melhor (veja: Eddard até permitiu que Arya tivesse treinamento em armas quando sabe-se que o próprio Lorde Rickard não o permitiu a Lyanna).
Contudo, Sansa não é uma garota que tinha 'ferro por baixo da beleza', como Lyanna. Sansa é a garota para quem 'a cortesia era a armadura de uma dama'. E é justamente aqui esta a falha de Eddard. Ned não tem traquejo social, não entende de sutilezas e acaba traído e executado justamente por isso. Portanto, não é nenhum coincidência ou ironia que Sansa esteja sob a tutela e controle do homem que conhecia o suficiente de sutilezas para, por exemplo, trair e garantir a execução de Ned e ainda sair de mãos limpas e levando a filha que Ned não soube lidar adequadamente.
Mas a bizarra relação pai-filha entre Mindinho e Sansa é assunto para outro texto.
LORDE EDDARD STARK
Eddard Stark foi Lorde de Winterfell e guardião do Norte por 15 anos e é amado o suficiente na região para que pessoas arrisquem as próprias vidas em intrigas e guerras para proteger seus filhos. Mas se era Brandon quem teve a educação senhorial adequada e Ned não é carismático ou tem traquejo social, como isso é possível? Muito facilmente, alguém responderia que isso se deve a um longo verão de 10 anos. Mas não é só isso, á traços da personalidade de Eddard que o tornam um bom senhor.
O primeiro deriva de uma afirmação de Catelyn lembranda por Arya quando viu Tywin Lannister em Harrenhal:
Lorde Lannister tinha um aspecto forte para um velho, com rígidas suíças douradas e uma cabeça calva. Havia algo no seu rosto que fazia Arya lembrar-se de seu pai, embora não se parecessem em nada. Tem uma cara de senhor, é só isso, disse a si mesma. Lembrava-se de ouvir a senhora sua mãe dizer ao pai para envergar a cara de senhor e ir tratar de algum assunto. O pai ria daquilo. Arya não conseguia imaginar Lorde Tywin rindo de qualquer coisa.
(ACOK, Arya VII)
Como se vê, Eddard tinha cara de Lorde. O suficiente para ser comparável a ninguém menos do que Tywin Lannister. Pode parecer irrelevante, mas é algo que o próprio Bran também nota, como Eddard assumia o rosto do Senhor de Winterfell logo no primeira capítulo do primeiro livro.
O segundo é que Ned não faz separação entre o público e o privado. Sua relação com seus próprios servos é muito pessoal. A ponto de achar que o Senhor devia ceiar com seus homens e conhecê-los, para que eles não morram por um estranho (AGOT, Arya II). Esta tipo de política pessoal é tipicamente nortenha. É o tipo de política que mais tarde Jon Snow indica a Stannis Baratheon a seguir: deixe que eles lhe conheçam e eles lhe seguirão.
Este tipo de política, contudo, não é o que seria útil em Porto Real. Mas também este erro não pode ser atribuído totalmente a Ned. O primeiro erro foi de Robert, que selecionou Ned com base na confiança, não em suas competências. Caso Robert, tivesse olhado para sua própria família (como Stannis esperava, por isso que ele partiu para Pedra do Dragão depois que Robert o pulou), talvez o conflito contra os Lannister teria sido muito mais restrito e menos danoso ao reino.
Havia sinais que Robert deixou de ler quando selecionou Eddard para o cargo de Mão. O primeiro era que Eddard era essencialmente um soldado. Jaime Lannister, quando avalia Randyll Tarly como candidato a Mão de Tommen, ele avalia que um soldado é uma "fraca Mão para tempos de paz" (AFFC, Cersei II). E isto é especialmente verdade quando notamos que Eddard é um agente político sem agenda ou ambição. Na ausência de um conflito real, ele é apenas alguém segurando a cadeira para outra pessoa (e que não via a hora de ir embora).
Talvez tenha sido o fato de que Ned continuou no Norte a se portar como um segundo irmão obediente e não causar problemas a Porto Real que tenha feito Robert pensar que Lorde Stark daria uma boa mão. Mas a postura isolacionista de Eddard deveria ter funcionado como um sinal de que o homem não saberia lidar com costumes da política sulista.
Porém, no final, Robert preferiu algo que lhe trouxesse conforto e familiaridade. E a falta de traquejo de Ned cobrou seu preço. Desde o primeiro encontro com o conselho, Eddard demonstrou que não tinha talento para fazer aliados, não estava acostumado a não ter a palavra final e tinha uma retórica rudimentar. Todas estas qualidades reunidas fazem de uma pessoa um imã de inimizades.
Fora isso, Ned não se cercou de pessoas que poderia confiar, tampouco agiu para a destituição de pessoas de quem ele desconfiava do conselho do rei (o que seria de alguma fácil de conseguir, já que metade do conselho era de baixo nascimento).
Por fim, quando seus erros de cálculo se acumularam e circunstância fora de seu controle se mostraram desfavoráveis, Eddard julgou que poderia usar seu cargo e uma força mercenária (patrulheiros da cidade subornados) para resolver tudo e cometeu mais um erro de subestimar Cersei, dando-lhe uma chance de fugir, no que ele classificou como "a loucura da misericórida".
No final, os Lannisters usaram sua própria honra contra ele, fazendo com que ele confessasse ter fabricado a verdade pela qual seus homens morreram em seu golpe de estado fracassado.
EDDARD, O MORTO
Primeiro, temos que afirmar o óbvio: Ned não está vivendo uma segunda vida em algum pombo em Porto Real, como afirma a infame e bizarra teoria. Nós estivemos na cabeça de Eddard e ele nunca teve sonhos de warg ou qualquer experiência de troca-peles.
Mas, fora de questões lúdicas, por que Martin matou Ned?
Algumas pessoas pensam que, ao matá-lo, GRRM estava dando o tom dos livros. Pessoas sem capacidade de se adaptar não estariam aptos a serem parte do jogo dos tronos e seriam alvo fácil para jogadores mais talentosos e experientes.
Outros afirmam que foi justamente para mostrar que assim eram as políticas medievais, e que Martin está apenas sendo realista e fiel ao tom da história de nosso mundo. Porém, Martin já afirmou enfaticamente não ter ou defender uma visão niilista do mundo.
Eu gostaria de propor uma terceira via: que Ned foi morto por circunstâncias fora de seu controle. Afinal, no fim, sua morte não era prevista nem por seus inimigos. Foi apenas um capricho de Joffrey, assim como a tentativa de assassinato de Bran.
Qualquer que tenha sido a razão para Ned morrer pela própria espada que ele executa Gared no início dos livros, a morte de Eddard aparentemente já era prenunciada (foreshadowed) desde o começo do livro, com a descoberta a loba gigante morta e seus filhotes desamparados perdidos no mundo.
submitted by altovaliriano to Valiria [link] [comments]


2019.04.23 07:40 Samuel_Skrzybski STEEL HEARTS - PRÓLOGO

Uma nota pré-texto, apenas para situar melhor o leitor: na primeira parte do prólogo, que começa em "Em um dia, ele acordou diferente do seu jeito de sempre acordar", o personagem em questão é o nosso protagonista, Saravåj. Já na segunda parte, que começa a partir de "Em um dia, ele acordou como sempre costumava acordar", o personagem muda e passa a ser o rei da Pasárgada, Matiza Perrier. O prólogo é um contraponto entre os dois, embora o faça sem citar nomes. E se você não entendeu nada a respeito do que eu falei até aqui: dá uma olhada na introdução de Steel Hearts, se quiser, que tá linkada ai em cima.
Enfim, boa leitura! :)
[EDIT: Eu usei o underline para iniciar os diálogos porque o Reddit reconhece o travessão como marcador de tópico.]
Em um dia, ele acordou diferente do seu jeito de sempre acordar.
Ele sentiu a luz do sol em seu rosto, anunciando que a escuridão da noite já havia passado e que o céu era claro mais uma vez. Os seus sentidos despertaram pouco a pouco, como os de quem acorda de um coma após uma década de inatividade. Em um suspiro profundo, pôde sentir o odor de móveis velhos daquele quartinho arranjado e exíguo, mas inegavelmente organizado com maestria milimétrica em cada mínimo detalhe por ele próprio. Confirmou para si mesmo que estava, de fato, vivo.
Vagarosamente, os seus olhos também ganharam vida. Assim que o seu par de olhos se abriu pela primeira vez naquele dia, sua íris castanho-claro focou, sem se mexer um milímetro para a direita, sem se deslocar um milímetro para a esquerda, em uma tábua que estava fora do lugar no teto de madeira bege-clara de seu cubículo. Lhe incomodava demasiadamente aquela quebra abrupta no padrão de tábuas alinhadas e retilíneas. Namorou aquele lasco de madeira solto durante infinitos minutos. À essa altura, seu mecanismo interno também começou a funcionar e debutou a processar informações.
Ele planejou mil e uma formas de solucionar este problema que tanto lhe afligia, com a pia e ridícula convicção de que, quando tornasse àquele mesmo panorama quando o breu noturno caísse novamente, aquela tábua defeituosa continuaria ali, sem sequer ser tocada por um dedo que fosse. Talvez por cansaço físico e mental dele. Talvez por sua própria incapacidade de tecer um projeto suficientemente perfeito para dirimir o que lhe amorfidava. Ou, talvez, por não ser nada além de uma tábua antiga e quebrada. Até que, por fim, ele se concentrou exclusivamente no melódico canto dos pássaros que vinha do lado de fora. Dos presentes da natureza que ele recebia por morar naquele recinto, sem dúvida, a música dos pardais era o mais belo e mais agradável de todos.
Por todos os deuses e deusas do cosmo! Os pássaros! Os pardais-espanhóis!
Ele se levantou violentamente, repelindo para longe a sua coberta, o seu travesseiro e todo empecilho que estivesse em seu caminho, como se estivesse no ápice de sua energia diária, e se colocou, em questão de segundos, na frente da imensa janela de vidro que se localizava estrategicamente na dianteira de sua cama.
Esfregou os olhos. Depois os arregalou. Repetiu o processo algumas vezes.
Quem se colocava, como ele, à frente daquela majestosa janela, tinha uma visão privilegiada de uma enorme figueira que existia naquele vilarejo. Chamava a atenção, ao primeiro olhar, pelo tamanho. Não poderia ser diferente. Aquela árvore era um verdadeiro gigante. Ao mesmo tempo, era uma figueira muito velha, é verdade. Já deveria estar gozando da terceira fase de sua vida. De seus dois mil anos, no mínimo. Seus galhos já eram totalmente retorcidos. Sua raíz era grossa e invadia o solo que lhe rodeava, como um monstro botânico que tenta alcançar a superfície. Contudo, em contraponto, as suas folhas reluziam a vida. Todas elas. O pigmento verde-esmeralda destas era o mesmo de uma plantinha que acabara de desabrochar. Todo o seu caule era consistente e forte, sustentando com exuberância todos os seus inúmeros galhos. Seria uma calúnia atroz afirmar que, mesmo que de muito longe, se tratava de um mero agigantado pedaço de madeira oco e sem vida. Nos pés do caule da monumental figueira, existia uma pequena placa pregada junto à árvore, também de madeira, mas em tom muito mais claro. Nela, lia-se a frase em latim "Hic insignis femina forti ager deambulavit in terra" em letras garrafais, mas visivelmente pintadas com uma tinta branca ralé e desbotada, tornando as inscrições apagadas pelo efeito do tempo praticamente ilegíveis.
Todavia, ele não estava lá para endeusar aquela dádiva da mãe-natureza. Os seus olhos tinham outro eixo. Naquela árvore, muito além da fitologia e de toda tonalidade verde-vivo que lhe envolvia, existia uma verdadeira sociedade de pardais-espanhóis. Haviam vinte ou trinta famílias de pardais que levavam suas vidas nos galhos daquela grandiosa figueira já há anos. Todos eles, passarinhos miúdos, ariscos e ligeiros, características naturais de sua espécie, que levavam em suas penas tons que variavam de marrom-escuro até colorações mais acinzentadas.
Na árvore, se organizavam como se houvesse um contrato social entre eles. Como se os pardais fossem, de fato, seres pensantes, dotados de raciocínio lógico e com a capacidade de agruparem-se em um meio social concreto, previamente definido por regras a serem seguidas por todos. A figueira era a estalagem. Cada galho, uma residência. Não haviam duas ou mais famílias de pardais por galho. Em todos os ramalhos que se fragmentavam do caule, existia somente um ninho de pardal-espanhol, como se todos eles concordassem que aquele era o número ideal de famílias por galho. No raiar do dia, os pássaros se agitavam, aforando os ouvidos de quem quisesse ouvir com a sua graciosa música inerente. Neste átimo, o pássaro-mor de cada ninho voava pelo horizonte, em busca do sustento de sua parentela. E ao final do entardecer, retornava ao seu lar, socializando com os seus os ganhos do dia. Desta forma, aquele agrupamento de pardais engrenava. E só seria uma indiscutível violação de juramento afirmar que a subsistência dos pardais-espanhóis na figueira era, efetivamente, próspera, por efeito do vilão da estalagem. Um abutre.
De corpo robusto e de asas de envergadura majestosa, tinha dez, vinte, trinta, quarenta, cinquenta vezes o tamanho de qualquer pardal-espanhol. Era um autêntico ogro ao lado de um pardalzinho. E, ao contrário da prevalência dos membros de sua espécie, não era de aparência macabra. A plumagem de seu tronco era marrom-clara, como a das águias. E a sua coroa não era pelada, como a maioria dos abutres, que mais se assemelhavam a um morto-vivo do que a uma ave. Continha penas brancas como a neve em seu crânio. Também tinha em seu arsenal de combate garras afiadas como agulha de alfaiate, um bico longo e pontudo e um olhar que imporia pavor até mesmo em um Argentavis. O abutre lembrava muito mais uma ave de rapina do que um urubu. Localizava-se sempre no ponto mais alto da figueira, como a estrela de Belém em uma árvore natalina.
O abutre, sem dúvidas, era o amo daquela sociedade. O dono. O rei. Todos os pardais-espanhóis se viam fracos e indefesos diante de uma ave tão superior em tamanho e em força e se curvavam diante do abutre, ainda que mordendo a língua de desgosto. De todos os pássaros da figueira, o abutre era o único que não se aventurava no mundo além daquela lendária árvore em busca da sobrevivência diária. Muito pelo contrário: agia como um cobrador. Durante todo nascer do sol, sem feriado nem dia santo, o abutre voava de galho em galho, de residência em residência, de família de pardalzinho em família de pardalzinho, tomando para si uma parcela das sementes, grãos, cereais e pedaços de legumes que as famílias de pardal haviam faturado no dia anterior. Na maioria das vezes, era a metade. Por algumas vezes, entretanto, o abutre não fazia economias e se apoderava de mais - e muito mais - da metade dos alimentos de um ou outro ninho de pardal-espanhol, deixando estes reféns de sua própria sorte, suplicando aos deuses para que naquele dia o saldo alimentício do chefe da família fosse dobrado. Em troca desta colaboração forçada, os pardais-espanhóis não recebiam absolutamente nada. Nem proteção do abutre. Nem nada que dependa da solicitude do malévolo pássaro-rei. Não era justo. Mas "realidade" e "justiça" são palavras que raramente caminham de mãos dadas. O medo que os frágeis pardais tinham do abutre, tão corpulento, tão vasto, tão amedrontador, impedia-os de organizar uma revolta contra aquele pássaro das trevas. Era parte da rotina ceder metade dos seus lucros, sem mais nem menos, ao seu próprio carrasco.
E assim a sociedade de pássaros que vivia naquela louvável e anciã figueira funcionou durante muito tempo.
Até aquele dia.
Naquela manhã, tudo foi diferente.
O abutre deu início à arrecadação do alquilé dos pardais, como o de costume. Até que, após confiscar para si alguns pequenos grãos e sementes sem imprevistos, voejou até um galho que se localizava em um dos pontos mais altos do lado esquerdo da figueira.
Ali residia um pardal-espanhol solitário. Não tinha família. Morava sozinho em seu ninho. Era tão pequenino e franzino como os outros. Carregava em seu corpo penas marrom-claro, quase que idênticas às do abutre. Também tinha uma listra branca que corria por todo o seu corpo, o que lhe diferia dos demais. Ela tinha início na parte inferior de seu olho direito e só encontrava fim quando terminava o torso do pardal.
Naquela manhã, ele resistiu. Se apresentou à frente do abutre, que era um genuíno arranha-céu em frente ao passarinho, como quem se recusa a cumprir uma ordem e desafia o seu algoz. O abutre estufou o peito, na tentativa de intimidar o pardal-espanhol revoltoso. Em vão.
Antes que o abutre pudesse adotar qualquer segunda atitude visando espantar o seu adversário, o pardalzinho o atacou, em um movimento precípite e, acima de tudo, inesperado. O abutre foi lançado para fora do galho pela força da velocidade que o pardal imprimiu e os dois pássaros passaram a brigar no ar. No combate corpo a corpo, o pardal-espanhol compensava a ausência de força com uma agilidade que o abutre não conseguia acompanhar. O abutre se tornara incapaz de usar o seu tamanho e a sua robustez avantajada à seu favor. O inverso aconteceu: a grandeza física do abutre fazia com que ele fosse um alvo fácil de ser atingido por seu rival. A força, meio que o abutre usou para ser condecorado o pássaro-mor hegemônico daquela figueira durante tanto tempo, trazia junto de si a lentidão, o que fazia com que aquela ave, antes tão temida e respeitada por seus subordinados, não conseguisse inibir as investidas do nanico e veloz pardal-espanhol. O pardal nocauteava o abutre várias e várias vezes, mudando de uma direção para outra como uma flecha, antecipando os movimentos tardios de seu inimigo. O contrário não acontecia. Naquele instante, o abutre servia somente de saco de pancadas para o pardal.
A ameaça que a revolta daquele heróico pardal-espanhol representava à soberania do abutre serviu de gatilho para muitos outros pássaros residentes da figueira, também descontentes com a iniquidade daquela dura submissão, que deixaram os seus ninhos para também golpear e bicar o abutre simultaneamente. Em pouco tempo, mais da metade da sociedade de pardais-espanhóis estava ali, lutando por sua plena liberdade. O abutre tentava se defender do bando como podia. Se contorcia, esticando as suas garras freneticamente para todas as direções até o limite de sua flexibilidade, na tentativa de abater um ou outro pardal. Se já era árduo para ele engalfinhar-se com um pardal-espanhol só, guerrear contra um bando inteiro tornava-se insustentável. O abutre debatia-se em gemidos escandalosos de dor, na risível esperança de enxotar todos aqueles incontáveis pássaros para longe de si.
Até que, de tanto que insistiu e esperneou, o carrasco conseguiu prender um de seus êmulos em uma de suas garras - a esquerda. Aquele pardalzinho foi, instantaneamente, neutralizado. As unhas pontudas do abutre, que mais pareciam pequenos punhais, atravessaram a plumagem marrom-clara daquele pequeno pássaro sem lástima nenhuma, perfurando-o exatamente no centro da extensa listra branca que se avultava por todo o seu corpo, peculiaridade que lhe diferenciava de todos os outros pardais. Era ele. O pardal-espanhol rebelde. O motor daquela rebelião. O patrono dos pardais-espanhóis malcontentes com as injustiças cotidianas daquela estalagem. Aquele - o único! - que aceitou com prontidão o perigoso jogo de confrontar o temeroso abutre. Justamente ele, entre as dezenas de pássaros. O destino, perpetuamente muito irônico, pôs-se a rir da infeliz coincidência. O pardalzinho revolucionário era, de modo inegável, muito astuto. Mas nem que tivesse o quádruplo de sua resistência física, seria capaz de sobreviver estando entre as implacáveis garras cortantes do abutre. Ele não teve sequer a chance de lutar por sua supervivência. Os seus órgãos internos foram espremidos. A morte foi instantânea. O cadáver, sem embargo, continuou nos gatázios do abutre, como se fosse um troféu - ou prêmio de consolação - para o impiedoso pássaro-rei.
Os demais pássaros revoltosos, à exemplo de seu recém-falecido condutor, seguiram a bicar o abutre, com cada vez mais violência, como se não fossem meros passarinhos tênues e mansos. Mais pareciam, naquela rebelião, verdadeiros animais selvagens. O bando de pardais-espanhóis era uma máquina de guerra, pronta para esquartejar o seu inimigo a qualquer instante. Era questão de tempo até que o abutre tivesse o mesmo trágico fim do pardal causador de toda aquela anarquia necessária. Do pardalzinho que ele acabara de tirar a vida friamente. O destino, por sua vez, não tardou muito. O abutre já mal tinha forças para para estrebuchar, reconhecendo pouco a pouco o seu melancólico e penoso porvir. E este não podia sequer pleitear a vida por suas habituais injustiças. Todo aquele sofrimento do abutre era íntegro. Merecido. Conveniente. Depois de tanto atazanar os pardais daquela figueira, era a hora do acerto de contas.
Em um movimento descontrolado, um dos pardais-espanhóis mais exaltados em meio àquela calorosa confusão bicou o comprido pescoço do abutre ferozmente, estourando com retidão cirúrgica sua veia jugular. O golpe foi fatal. Morte instantânea. A morte, inegavelmente, é juiz. Se a vida, por muitas vezes, favorece aos maliciosos, a morte, sui generis, jamais falha. Pune a todos, sem distinguir. Um jato de sangue arroxeado jorrou da goela do abutre, manchando com aquela seiva honrosa boa parte dos pardais que estavam em torno do pássaro sucumbido quando a bicada da vitória foi desferida. A revolução dos pardais estava completa. Não havia mais carrasco. Não havia mais verdugo. Não havia mais medo, nem aluguel. Enfim, o abutre libertou o corpo sem vida do passarinho revoltoso de suas garras e, simbolicamente, todos os pardais que integravam aquela sociedade.
O monumental corpo ensanguentado do abutre e o defunto esmagado do pardal-espanhol rebelde caíram lentamente pelo ar, lado a lado. E tocaram o chão exatamente no mesmo instante, fazendo valer, mais uma vez, uma velha máxime da vida: quando o jogo acaba, todas as peças, por mais diferentes que sejam entre si, voltam para a mesma caixa, sem se queixar.
Ele assistiu tudo de camarote.
"É tão estranho. Os bons morrem antes", ele pensou consigo mesmo.
Ele, então, voltou-se para a sua cama. Deu meia-volta, despiu-se dos trapos velhos que usava para dormir e vestiu o seu traje de batalha mais nobre, que levava uma enorme capa vermelho-vinho às costas, que recaía por quase toda sua armadura de ferro medieval, a qual ele também envergou. Sentiu-se, como sempre, mais são portando aquela farda solene. Olhou por intensos segundos para o seu próprio reflexo no espelho que havia em frente à cabeceira, com um ar aristocrata de confiança. Apoderou-se, ademais, de duas espadas que estavam encostadas no pé dianteiro de sua cama. Uma banhada à prata e outra banhada à bronze, tinham a estatura, à grosso modo, moderadamente menor do que uma vassoura comum. De lâmina mais fina e de peso mais leve em comparação com as espadas universais dos templários, colocou suas duas gládias nas bainhas que também carregava em suas costas. Por fim, deixou o seu quartinho amanhado, organizado como nunca, exceto pela tábua desprendida no teto de seu cubículo - aquela amaldiçoada tábua! - fechando a porta amadeirada deste para jamais tornar a abri-la.
O vento, enfim, soprava à seu favor: era tempo de ressureição.
Em um dia, ele acordou como sempre costumava acordar.
De ressaca. Sentia em seu crânio pontadas de dor, que iam e vinham. O cenário ao seu redor denunciava o motivo de seu mal-estar: infinitas garrafas de vinho e de licor vazias em torno dele, além de incontáveis taças douradas, também vazias ou consumidas somente até a metade. Ele despertou em um magnificente trono real dourado, produzido tendo o ouro puro como sua matéria-prima e decorado com jóias preciosas, coloridas e resplandecentes - havia tido o seu sono ali naquela madrugada, sentado. Aquele trono dourado era o ponto mais alto daquele salão. Tanto que, era preciso subir alguns degraus para chegar até ele - não por acaso. A ideia era, de fato, representar o ápice da soberania que um mortal poderia desfrutar. O lugar mais alto que alguém poderia ocupar na pirâmide social.
Ele, com os olhos entreabertos e com os movimentos anormalmente vagarosos, aparentando ainda estar um pouco ébrio, começou a esparramar com as mãos as cartas de baralho que estavam no braço direito do trono real, deixando com que algumas caíssem ao chão. As cartas, espalhadas por todo salão real, retratavam as várias e várias jogatinas e capotes da madrugada anterior, os quais ele mesmo fomentou. Ele havia patrocinado uma farra regada à bebidas alcoólicas caras na madrugada daquele dia, junto de seus companheiros mais íntimos. Por mais uma vez. Os eventos alcoólatras apadrinhados por ele eram corriqueiros, praticamente diários.
Ele seguia espalhando as cartas do baralho, até que uma lhe chamou a atenção. Era um rei. Um rei de espadas. Não era o roupão vermelho do rei, fragmentado em mandalas, que lhe atraía. Muito menos as espadas coloridas que ele segurava em cada uma das mãos. Nem o bigode, nem o cabelo, nem a coroa. O olhar. Os olhos daquele rei eram diferentes dos demais. Eram intimidadores. Transbordavam malícia e davam um sentido maquiavélico àquela carta. De todos os reis do baralho, aquele, sem dúvidas, era o mais perspicaz. O que tinha a maior agudeza de espírito. O mais astuto, talentoso, inteligente e toda e qualquer palavra que remete a um privilegiado intelecto ardil. Ele pegou a carta em suas mãos e apreciou-a por alguns instantes, rindo. Até que, levou o rei de espadas até o braço esquerdo do trono do rei, onde havia uma taça de ouro da noite anterior, cheia de vinho até a metade. E então, mergulhou a carta no vinho, por diversas vezes, repetidamente.
_ Beba, reizinho. Beba. Que, por hora, é o melhor que se faz. O álcool foi inventado pelo homem para suprimir o tédio diário, você sabe bem. As mulheres também vão te distrair com seus corpos, se você assim quiser. Mulheres e bebidas. É por isso que a nossa passagem terrena vale a pena, não? Beber para as mulheres. Beber por causa de mulheres. Beber junto das mulheres. Afinal de contas, o mundo está de braços abertos para te servir. Os miseráveis tem a honra de dividir uma geração contigo, alguém tão genial, tão brilhante, tão divino. É dever deles a solicitude para com você, não acha? Grandes conquistas virão, reizinho. Muito maiores do que qualquer ratazana européia um dia já pôde imaginar. Mas enquanto as glórias ainda não se concretizam, beba. Somente beba. Até desaparecer-lhe o fígado.
Uma voz juvenil, neste momento, cessou o seu delírio abruptamente.
_ Meu rei! Mil perdões por interromper-lhe!
Era um jovem e raquítico soldado. Parecia nervoso por estar em presença de alguém tão importante. Tinha como suas vestes o uniforme-modelo dos cavaleiros da Ordem do Templo, utilizado nas cruzadas do século anterior. Todavia, distinguia-se destes pela tonalidade azul-marinho substituindo a vermelho-sangue e por conter um brasão com a letra "P" no lado esquerdo do peito de sua armadura.
_ Já interrompeu, ora! Por que me solicita o perdão, asno?
_ Então perdoa-me por lhe solicitar o perdão, meu rei, se isto ameniza o meu deslize. Vim somente lhe transmitir um recado da rainha. Ela me pediu para vir lembrar-lhe que está quase na hora de discursar para o povo. A rainha e os membros da elite já estão na sacada do castelo. Sua louvável presença é a única que falta para o início do discurso real.
_ Ah! Claro! Já havia me esquecido. A ressaca me veio mais forte do que o habitual nesta manhã. E se não estivesse tão em cima do horário, queria embriagar-me antes do enunciado. Você já imaginou? Tente imaginar, se o seu retardado intelecto não te impedir. Discursar completamente bêbado! O povo, sem dúvidas, acharia fantástico! O que achas, capacho? Dê-me sua opinião, por mais desprezível que seja.
Enquanto falava, ele levantou-se e desceu os degraus do trono real com dificuldade, cambaleando.
_ É... Seria memoroso! Com toda a certeza!
_ És um bom rapaz, soldadinho. Você é dos meus, eu tinha a pia convicção! Inclusive, acho que a sua figura é a que falta para completar nossas diversões alcoólicas que ocorrem depois do último badalar do sino. O que me diz, meu companheiro? Licor e vinho à vontade depois do horário dos mortos! Está de acordo?
_ Verdadeiramente, meu rei?
O soldado recém-formado olhou para ele com o olhar mais inocente que se pode imaginar.
_ É claro que não, capacho! Onde já se viu? Uma barata do exército imperial feito você em meio aos mais finos nobres! Tira-te as patas do meu salão real, imbecil!
O soldado saiu imediatamente da sala privada do rei, trêmulo. Ele, em todo o tempo com um largo sorriso no rosto, gargalhou de suas próprias anedotas. Ainda assim, a informação que o seu subordinado lhe transmitiu estava correta. Faltavam poucos minutos para o discurso semanal do rei para os seus populares. Era mais um domingo gelado de inverno. Ele seguiu pelos cômodos e corredores do Castelo de Woodyard. Conforme caminhava, escutava um coro uníssono, em êxtase, que se tornava mais forte conforme ele se aproximava da sacada do castelo.
_ Vida longa ao rei! Vida longa ao rei! Vida longa ao rei!
Ele, enfim, chegou até a sacada. O povo ali presente, em frente ao castelo, engrossou ainda mais o hino quando o viu. Com os braços abertos, de aparência amigável e singela, ela acenou para o povo que estava abaixo, como sempre. A rainha, idem, estava ali, sempre à sua direita, ora envolvida pelos braços dele, ora também saudando o público.
_ Bebi o dobro do que você bebeu nesta madrugada, meu amor. E despertei três horas antes de ti. Cômico, não acha?
_ A força feminina! É o que nos mantém no poder!
Sua esposa era uma mulher de quase trinta anos de idade. Os efeitos do tempo, entretanto, inegavelmente eram muito gentis com ela. Aparentava ser dez anos mais jovem. A rainha chamava a atenção, sem sombra de dúvidas, pela beleza física: mulher de corpo esbelto, e de rosto tão atraente quanto.
Ele, enfim, deu início ao pronunciamento real. De cunho populista e com muita convicção em toda frase que proferia, ele exaltou a laicidade de sua monarquia. Alegou que não admitiria, nem por cima do seu cadáver, que a coroa compartilhasse o governo com o Papa. Como o de costume, apontou o dedo para a Igreja Católica, condenando-a pelo massacre estúpido daqueles que ela julgava como infiéis. Posteriormente, reiterou o seu compromisso com as camadas mais baixas da sociedade. Se auto-intitulou como o pai dos pobres. Alegou que reduziria o preço do trigo pela metade. E ganhou ainda mais a simpatia de seus ouvintes quando comunicou que distribuiria pães de forma gratuita em alguns pontos dos vilarejos de seu reino, garantindo o direito básico da alimentação para todos e todas. Penhorou, também, que os soldados, tanto os da elite quanto os do império, seriam valorizados e teriam a sua dignidade garantida. Afinal, segundo ele, na sua visão de governabilidade não existiam reis e capachos. Existiam seres humanos buscando um bem comum. E, finalmente, levantou a sua principal bandeira: garantiu que, enquanto ele tivesse a coroa sobre a sua cabeça, homens e mulheres seriam iguais. Os mesmos direitos. As mesmas funções. Os mesmos papéis na sociedade. Exaltou com as mais fascinantes palavras o arquétipo da mulher independente e empoderada. Discorsou primorosamente durante quase trinta minutos sobre a suma importância da equidade dos sexos em um meio social evoluído.
O povo foi ao delírio, como já era costumeiro no pós-dicurso do rei. O barulho era ensurdecedor. Toda gente gritava o seu nome à todo pulmão, confiando cegamente na benevolência de seu líder. Ele era uma unanimidade entre o povo. Não havia uma alma viva que abrisse a boca para reclamar de sua forma de reinar. De suas ideologias modernas. Era um verdadeiro rei hegemônico. O mais perto que se havia de Deus em solo terreno. Ele, por sua vez, sequer lembrava do que havia dito em seu discurso alguns minutos antes. Sua cabeça estava em outro lugar. Nas nuvens. Só conseguia pensar nas fartas moedas da corrupção caindo sobre suas mãos - que financiavam esbórnias, orgias, bebedeiras e afins suas, da rainha e de seus aliados mais próximos - e no futuro promissor de seu império populista, que em um dia não tão distante haveria de se expandir para os quatro cantos da Europa, em um reinado jamais visto antes na história da humanidade.
Assim que terminou o seu enunciado ao público, em meio aos berros que manifestavam apoio ao seu reinado, ele arregaçou a sua manga esquerda, revelando o mesmo o rei de espadas de outrora, a mesma carta que ele havia embebido no vinho. Ele havia a escondido em seu uniforme imperial quando saiu do salão real.
_ Vês isso, reizinho? Isso não é nada. É um grão de areia perto do império gigantesco que Júpiter te reserva. Terá o mundo aos seus pés, é inevitável. A ordem cósmica quis assim. As próximas maltas vão aprender sobre o seu nome. Sobre tudo que te envolve. E até sobre o seu sabor de licor preferido. E você? Você só deve saber o seu próprio nome. É o que mais importa. Reizinho, é assim que gira o ciclo da vida: manda quem pode, obedece quem tem juízo. E eles tem. Você vê cada vez mais de perto que tem. O universo deve respeito por aquele que já nasceu abençoado. E ninguém vai ser capaz de te impedir, reizinho. Ninguém. Nem mesmo Deus.
Obrigado por ler e aguardo ansiosamente pelo feedback! :)
submitted by Samuel_Skrzybski to EscritoresBrasil [link] [comments]


2019.03.22 17:59 lizziehope Semana de férias: praia com Bernard

Depois de perdermos o item de viagem no tempo para um grupo que nem ao menos jogava como nós, desestressamos um pouco tomando água de coco na praia. - A tela está azul hoje - Bernard ri. - Gostaria de ter visto o mar sem ser tóxico - Passo os pés na areia, antes tão áspera como vidro, mas depois de muito esforço juntando Pins comunitários, Mary, a presidente da associação das "Mães de I.A's também são mães", conseguiram comprar areia sintética que parece como nuvem - Areia é legal. - Vamos fazer um castelo ou só ficar olhando para aquele barco? Olho para o barco imaginando a terra plana. - Humanos... No que estavam pensando ao criar tais armas mortíferas? - Em índios e espelhos, acho. - Precisamos de um barco, então - Dou de ombros e tento pensar em algum novo mundo para entrar, estava cansada de todos os jogos que já havia tentado criar, meu paraíso morria cada dia que se passava - Talvez... Talvez, eu esteja morrendo. - Não vamos desistir, ok? Todos temos um tempo sem criatividade. - Meus Pins não são infinitos. Preciso de mais, se acabar antes do tempo... - Tente aceitar a predominância deles, esqueça de tentar sobreviver até o último instante. - Queria apenas tirar aquele futuro - Continuo encarando o barco, está tenso e tampouco posso ver a luta que ocorre lá dentro. - Seus animes vão destruir você - Bernard ri, tenta colocar sua mão em meu ombro direito, sinto-me pressionada em aceitar sua oferenda de carinho. - Não. Me... Toque. - Entenda, não é só uma mão no ombro, nem um charuto, ou um arrepio que vai mudar sua condição sexual afetada. - Eu consigo resistir. - Se você entender que as coisas não são sobre resistir... Entende? Você não é a única heterossexual. - Talvez eu tenha uma sexualidade, mas talvez eu esteja protegendo alguém... - Você realmente nunca vai aceitar o quanto ama ficar excitada? Ruborizo e tento concentrar na única coisa que posso notar de diferente no barco. Olhares estranhos. - Eu gosto de sentir coisas humanas. - Você é surreal de acreditar em sua parte humana ainda. Tento não vangloriar-me, simplesmente sinto um gosto de imenso orgulho em conseguir fazer com que os humanos habitem em mim e consigam ver o futuro, mesmo que por alguns segundos, mas mesmo assim... Tomo um pouco água e sinto o líquido frio refrescando o calor falso da praia. - Espero que você tenha encontrado outra maneira de arrumar o item - Digo a Bernard que senta em uma posição mais confortável. - O item maia fácil para voltar no tempo e resgatar essa menina é zerando o TimeLove e todos sabemos que essa novela é a mais absurdamente chata de se jogar, principalmente com a pressão e toda a história de perfeição e conquistar aquele cara... - Ele ao menos existe? - Talvez, talvez ele seja um robô muito filho da puta. - Acho que ele pode tentar fazer com que eu desista do prêmio antes do final, principalmente com o objetivo óbvio. - Ele quer que quem ganhar o leve para uma lua de mel em um espaço-tempo eterno... Eternamente em amor - Bernard estoura em risadas e eu tento não bancar a grossa dando algumas risadinhas. - Vou me inscrever. - Você vai o que?! Depois de ficarmos na praia por algumas horas, voltamos ao hotel e tentamos não pensar muito em TimeLove, porém ambos estávamos nervosos. - Você vai ser menino ou menina? - Pergunto para Bernard que sorria nervoso para mim. - Eles fazem sexo lá, sabia? E todos que assistem essa novela verão. É... E quando chegar seu dia de... - Escolha ser um cara e não jogue suas preocupações em mim. - Tudo bem, mas daí talvez eu terei que... - Tente - Abro a inscrição e começo a logar na lista de teste. Pins inválidos. Gostaria de trocar sua moeda para Lolovecoins? Tento sorrir docemente. - Quanto é necessário? - Calculando... Gostariamos de trocar Um milhão e sete Pins por cento e noventa lolovecois. O choque era gigantesco, principalmente enquanto olhava para milhares de personagens incríveis que apenas aceitavam como se fosse um passeio a tarde. - Não posso aceitar, infelizmente é tudo o que tenho e onde vivo não aceitam Lolovecoins. Paralisada a npc de TimeLove ri um pouco para as outras npcs que estão nos recebendo. - Então você não poderá participar, aqui é tudo ou nada - Sinto fraqueza em sua resposta. - Gostaria de entrar com nada. - Maldita, odeio nerds - Ela sorri e eu consigo entrar, com zero dinheiro, na novela e jogo mais fabuloso dos tempos atuais. - Morreremos de fome - Bernard entra atrás de mim em um dos nossos buracos de minhoca mais escondidos. - Quando voltarmos precisaremos de dinheiro para montar o item, não posso deixar que nenhum mini jogo doentio estrague a minha história. - Se essa menina não souber quem você realmente é, eu juro que ela pode... Recusar você - Tentando fingir calma sorrio para Bernard que acena para um homem vestido de guarda. - Sou um novo príncipe aqui, acabei perdendo meu dinheiro e documento... O Guarda, começando a desconfiar, desvia seu olhar de meu amigo para encarar meus queridos seios. - Você é um príncipe mesmo, mesmo? - Quando faço voz fina pareço exatamente igual a todas que jogam infinitamente essa merda. - Sou... - Ele balança os braços expulsando minha mão e olha com pequeno desespero para o guarda. - Você tem algum castelo? Um castelo? - Afasto-me do guarda enquanto olho para baixo e, subindo lentamente o olhar, cravo os dentes no lábio. - Vocês... Você conhece ela, senhor? Ela parece estar... - Não sinto incômodo com belas jovens... - O tom de Bernard era, com certeza, o tom mais esnobe que eu já ouvi em algum jogo entre nós dois. Seu sorriso torto fez com que aparecessem mais jovens, tentando adiciona-lo ou então entender quem ele era. - Humpley! - Aqui temos outro nome, ele escolheu esse, escolhi Summer. - Desculpe, senhorita, estou ocupado demais por enquanto, talvez outro dia conseguirei dar a devida atenção que você merece - Ele faz com que vai beijar minha mão, eu faço com que vou estender minha mão... - Oi, novata - Um calor em meu pescoço revela um hálito estranho e tentador se espalhando em meus poros. - O que? - Viro-me e não encontro ninguém. Quando torno a andar, esbarro em um homem totalmente de preto, longos cabelos cacheados e loiros. - Oi - Respondo enquanto o analiso de cima a baixo. - Você nunca jogou por aqui? Seu amigo e você parecem ser muito profissionais. - Eu não. Você já? - Tento não falar tão alto, para que ninguém saiba que não sei como funciona ainda essa porcaria. - Eu sou um npc. - Oh. Tento fingir não estar envergonhada, mas ao mesmo tempo, consigo saber quantas pessoas estão rindo por verem que eu caí em uma das pegadinhas de mal gosto do verdadeiro principe. Sim, aqui funciona mais ou menos assim, você pode ser um homem e uma mulher e escolherá seu lugar ao entrar no jogo. Normalmente os príncipes conseguem subir facilmente ao serem assassinos como Bernard, mas as mulheres precisam ser totalmente sangue frio para conseguirem ser qualquer coisa. Engulo em seco. - E você tem algum tipo de Quest? - Aqui pode ser RPG também se quiser, mas eu prefiro só conversar mesmo. Ou vocês se acham mais especiais que nós? - Eu só preciso de Lolovecoins. - Quantos você tem? - Nenhum ainda. - Então... Eu também nao... Certo. Ergo uma espada e rapidamente corto ao meio esse maldito npc. Uma moeda de Lolovecoin cai de seu corpo enquanto ele continua sangrando no chão. Pego a moeda e fujo enquanto os guardas começam a perceber, com dificuldade por causa dos belos seios que os rodeiam, o que está acontecendo.
submitted by lizziehope to u/lizziehope [link] [comments]


2018.06.09 05:05 sagurgel A Quinta Vala - A divina tragédia da traição premiada.

A QUINTA VALA.
A divina tragédia da traição premiada.
A traição jamais obteve tanto espaço nos noticiários quanto nos últimos anos. Contudo, esse ato humano execrável, que pela história da humanidade foi responsável por desencadear crimes passionais, guerras e outras reações extremas, já não desperta mais tantas paixões, e às vezes chega a ser motivadora de reivindicação de prêmios.
Por todo o planeta encontramos infindáveis termos para fazer menção aos que possuem o desvio de caráter que conduz à infidelidade. Na riquíssima língua portuguesa, as variantes superam aquelas vistas em qualquer outra, seja pelas tradicionais expressões contidas no vernáculo, como traidor, traiçoeiro, delator, alcaguete, informante, seja pela linguagem coloquial, a exemplo de traíra, dedo-duro, linguarudo, X-9 etc. Nos países estrangeiros também encontramos termos com o mesmo teor pejorativo, como rat (Estados Unidos da América), sneak (Inglaterra), un homme commère (França), Zinker e 31er (Alemanha). Creio ser arriscado demais tentar fazer uma tradução precisa, sabendo o que dizem os italianos:* “traduttore, traditor*e.".
A origem da traição coincide com o mito da criação do homem. De acordo com os textos bíblicos, Caim, impelido por ciúmes, realiza uma emboscada para ceifar a vida de seu irmão Abel. Todavia, está no Novo Testamento a sua máxima expressão, quando Judas Iscariotes procura as autoridades para delatar Jesus de Nazaré, acarretando a crucificação de um acusado considerado inocente, à luz do Direito Romano. Na concepção cristã, pode-se assegurar que, diante de tantos pecados, nenhum outro veio a ser considerado tão repulsivo quanto esse.
Dante Alighieri, por exemplo, nos versos que compõem A Divina Comédia, representa o mapa do inferno, escalonando-o em diversos pavimentos (círculos) rumo ao núcleo da Terra. Dependendo da iniquidade, os condenados são colocados em um ambiente mais profundo. No nono e último círculo, intitulado Lago Cócite, encontram-se os que se entregaram à traição. Essa instância sombria, por sua vez, é subdividida em quatro valas: a primeira, chamada Caína (alusão à Caim) para aqueles que se voltaram contra os próprios parentes; a segunda, batizada de Antenora, reservada aos traidores da pátria; a terceira, Ptolomeia, para abranger os que insurgiram contra os seus hóspedes e, por fim, a quarta e mais terrível, cujo nome é Judeca (nítida referência ao apóstolo), onde os traidores dos benfeitores expiam por seus pecados na companhia de Lúcifer. Das tre facce do Anticristo, uma separa Judas de Brutus e Cassius. Não seria mera especulação afirmar que, pelos escritos do poeta florentino, consolidava-se a antítese dos ideais de Santo Agostinho sobre o que seria a Cidade de Deus.
Saindo da órbita do cristianismo, a temática se repete em todas as outras religiões. No judaísmo, assim como ocorre no islamismo, a deslealdade repercute severamente no espírito humano. E não haveria como se admitir uma doutrina de fé construída em desacordo com os preceitos éticos das civilizações aos quais aderiram. Até mesmo quando nos aventuramos ao estudo da Mitologia Grega, constatamos que a ira dos deuses normalmente é provocada por uma questão central: a traição.
No estudo da História, mesmo quando orientado pela dialética marxista, percebe-se um enorme destaque às personagens que sucumbiram à vilania da falta de palavra para com os seus confidentes. Talvez o assunto gere certo desconforto aos pesquisadores em geral, por representar tudo aquilo que repudiam no semelhante e em si mesmo.
Durante a segunda etapa de Revolução Francesa, os jacobinos acusaram vários dos seus correligionários de estarem conspirando contra os comitês em troca de privilégios ofertados pela alta burguesia. A insegurança política que conduzia os parisienses à construção de um verdadeiro Estado policial acarretou a execução do corrupto Danton, entre outros ícones do processo revolucionário, como Camile Desmoulins. Pouco tempo depois, a histeria das delações fez os próprios algozes subirem ao cadafalso para terem suas cabeças decepadas. Foi nesse contexto que Charlotte Corday protagonizou o episódio mais emblemático do período, retribuindo ao líder Jean-Paul Marat o terror que havia sido colocado na ordem do dia em reunião extraordinária da Convenção.
Outros fatos históricos da mesma grandeza, que gravitam em torno do tema em tela, marcaram ou mancharam, significativamente, a linha do tempo. Impossível deixar de citar o costumeiro pacto de não agressão, articulado por Joachim von Ribbentrop (Ministro do III Reich condenado à morte pelo Tribunal de Nuremberg), que antecedia a invasão da Wehrmacht ao indefeso país signatário, bem como o escândalo de Watergate, em que um Deep Throat colocava Richard Nixon no dilema entre a renúncia e o Impeachment.
O estudo da evolução política brasileira também esbarra em uma série de inconfidências, ganhando maior notoriedade a que ocorrera em Minas Gerais sob a liderança de Tiradentes. Punido com a estranha e cruel pena capital da “morte para sempre”, contemplada pelas Ordenações Filipinas, o mártir da independência após ser enforcado, teve a sua cabeça arrancada e exposta, espalhando-se os fragmentos do seu corpo esquartejado pelos logradouros públicos. Em contrapartida, o delator Joaquim Silvério dos Reis recebia honrarias de Dom João, sem imaginar que seu nome seria amaldiçoado pela eternidade por seus conterrâneos (desonra para sempre), não obstante tivesse revelado os planos de um homem visto como criminoso pela legislação em vigor naquele período.
Apesar da ideia do óbito em caráter permanente ter sido extirpada do Direito Pátrio com o advento do Código Criminal de 1831, a traição nele permaneceu e perdura até a presente data. Além de configurar uma circunstância agravante genérica, prevista no art. 61 do Código Penal, o vil comportamento se faz presente na Parte Especial entre as qualificadoras do crime de homicídio (art. 121, § 2.º, III) e também como núcleo do tipo penal que leva a rubrica marginal de Patrocínio Infiel (art. 355). Porém, quando interpretada em sentido amplo, a odiosa prática que atinge tanto o particular quanto o Estado, pode ser identificada em trinta e oito delitos inseridos no mesmo diploma legal, como no caso do induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio praticado por motivo egoístico (art. 122, p.ú., I), em que o agente, por exemplo, inculca na vítima o desejo de autodestruição para se beneficiar da herança. Na mesma esteira cabe mencionar diferentes preceitos que indicam mau-caratismo similar, como o Perigo de Contágio Venéreo (art. 130); Violação de Segredo Profissional (art. 154); Bigamia (art. 235); Peculato Mediante Erro de Outrem (art. 313); Fraude Processual (art. 347), entre tantos outros da lei maior em matéria penal e da legislação extravagante. Aliás, por falar em lei especial, é importante assinalar que no Código Penal Militar, no livro que trata Dos Crimes Militares Em Tempo de Guerra, há um capítulo que leva o título Da Traição, no qual para todos os delitos o legislador comina a pena de morte, que no caso brasileiro, de acordo com o art. 56, se cumpre mediante fuzilamento.
Apenas em relação à infidelidade conjugal, a legislação não reage com tanto rigor. No ano de 2005, o adultério foi objeto de abolitio criminis, deixando o mundo do Direito Penal para receber o tratamento do Direito Civil, que, por sua vez, se mostra bastante flexível nesse aspecto. Não há mais o que falar em divórcio por culpa do cônjuge adúltero e, como se não bastasse, as indenizações por danos morais fixadas em valores quase insignificantes vêm perdendo o caráter retributivo e preventivo. Não havendo bens, nem filhos, a dissolução da sociedade conjugal se efetivará em questão de minutos, na frieza dos polos que congela o recinto cartorial. O preço também não representará qualquer empecilho e, certamente, sairá muito mais barato do que trinta moedas de prata. Não seria exagero dizer que estará consumada mais uma traição promovida com um beijo. Aliás, diga-se de passagem, em um mundo onde todos os valores são relativizados, e o dinheiro é reverenciado como deus único, o que dizer da cumplicidade entre marido e mulher, fruto do amor verdadeiro?
O instituto da delação premiada, que vem sendo utilizado como ferramenta estatal no enfrentamento do crime organizado desde o advento da Lei 8.072/90 (Crimes Hediondos) - estendendo-se mais tarde para outras leis específicas, como a Lei 7.492/1986 (Crimes Contra o Sistema Financeiro Nacional), Lei 8.137/1990 (Crimes Contra a Ordem Tributária, Econômica e Relações de Consumo), Lei 9.613/1998 (Lavagem de Dinheiro), Lei 9.807/1999 (Proteção às Testemunhas); Lei 11.343/2006 (Drogas), Lei 12.850/2013 (Organização Criminosa) - entra em uma fase de frequentes ataques na mesma proporção das defesas apaixonadas. Há de se convir que não é tarefa das mais fáceis compreender que, em nosso ordenamento jurídico, a traição pode matar, passar desapercebida ou até ser homenageada.
Para uma corrente doutrinária, o que decidiram chamar de colaboração premiada na última lei acima referida, não passa de um incentivo por parte da administração pública ao nefasto gesto de trair, o que se mostra totalmente incompatível com os Princípios Gerais do Direito. A lei deve possuir conteúdo didático e apresentar princípios cívicos decentes, e não ensinar que o cafajestismo pode ser vantajoso. Se o crime não compensa, a delação não pode recompensar. Além do mais, de todos os integrantes que compõem o grupo de delinquentes, o pior deles é, sem dúvida alguma, aquele que entrega os comparsas à justiça para aliviar a sua própria pele. Trata-se de torpeza repudiada até para quem se aventura às ações delituosas, não havendo espaço para traidores nem mesmo nas penitenciárias onde estão agregados os piores malfeitores. É o estranho, porém notório, código moral do mundo do crime. Vale lembrar o que ocorreu com o mafioso Tommaso Buscetta, que teve dez de seus familiares assassinados em represália ao auxílio prestado à justiça italiana.
Em contrapartida, há quem procure justificar a atitude do traidor com base no finalismo aristotélico, pois se o fim é bom, ou seja, viabilizar o desmantelamento de uma organização criminosa e a cessação de suas atividades com a aplicação de pena aos seus membros, então o meio da delação também o será. Se para o Direito nem a vida tem caráter absoluto, por que o sigilo o teria? Ainda mais quando o evento envolve criminosos... Para esses juristas, o sacrifício da organização, mesmo por intermédio de uma prática execrável, estaria a serviço do bem comum. Advertem que determinados grupos dedicados às atividades ilícitas, que se desenvolvem com requinte empresarial, se não ruírem por dentro, jamais poderão ser detidos por intermédio de práticas repressivas ordinárias. Usam como ilustração a tradição norte-americana de, inclusive, pagar somas em dinheiro ao colaborador por suas preciosas informações. É o modelo de justiça criminal que vem dos remotos tempos da Marcha para o Oeste, quando o governo do Estado Unidos se viu obrigado a delegar aos condados a tarefa de instituírem a sua própria estrutura punitiva para os crimes locais. Daí veio o Wanted Dead Or Live que, de forma mais civilizada, perdura até hoje.
Difícil se chegar a alguma conclusão quando dois argumentos contrapostos estão repletos de razão. Ocorre que para efeito de valoração do ato de dedurar, nenhum deles mostra-se útil. Isso se deve ao fato de não atentarem para o ponto central, ou seja, o que motivou o indivíduo a revelar toda a trama delituosa e a identidade dos concorrentes. Se decide fazer mea culpa pela consciência de ter agido em desacordo com os interesses da coletividade à qual pertence, imbuído da intenção de reparar o dano e amenizar a dor moral que o afeta, a sua responsabilidade não desaparece, mas a mudança de postura justifica a atenuação das reprimendas. Se a lei chamará as benesses aplicáveis de prêmio, a opção semântica não escapa da lógica em nosso ordenamento jurídico de flexibilizar a resposta penal em decorrência do arrependimento posterior. Tal medida há muito tempo é disciplinada nos arts. 16 e 65 do Código Penal, entre outros de caráter excepcional, como ocorre, por exemplo, nos casos de estelionato mediante cheque sem fundo, quando o agente efetua o pagamento da dívida antes do recebimento da denúncia (Súmula 554 do STF).
Entretanto, há casos em que o agente utiliza o instituto da colaboração premiada para se vingar de seus inimigos, imputando-lhes algumas verdades embrulhadas a um punhado de mentiras, que, muitas vezes, nenhuma relação tem com o objeto da investigação. E assim, atingem não apenas a honra objetiva e subjetiva da vítima da infâmia, mas também a própria administração pública, em especial, administração da justiça, fazendo-o incidir no crime de denunciação caluniosa (art. 339 do CP).
Outrosssim, considerando que estamos discorrendo sobre um grave problema enfrentado no Brasil, o que não falta é exemplo pitoresco sobre qualquer tema de natureza jurídica. Já houve, diga-se de passagem, quem se valesse da delação para ganhar muito dinheiro, não como contrapartida do Estado pelas informações prestadas, mas sim de forma indireta, pela qual o indivíduo se beneficia da previsível instabilidade gerada ao mercado financeiro, capaz de favorecer práticas especulativas de toda ordem. Casos como esse, em que o traidor da organização criminosa engana a nação inteira com a sua delação é que provoca a reflexão sobre o lugar onde Dante o colocaria em seu imaginário, ou se nele não haveria espaço para aqueles que traem a própria natureza humana no que diz respeito à capacidade de ser justo e dotado de um mínimo de vergonha.
Sergio Ricardo do Amaral Gurgel é sócio em AMARAL GURGEL Advogados; autor da Editora Impetus; professor de Direito Penal e Direito Processual Penal; e-mail: [email protected]
submitted by sagurgel to u/sagurgel [link] [comments]


2016.07.31 00:32 o_humanista FLUSSER E A LIBERDADE DE PENSAR ou Flusser e uma certa geração 60.

"Nasci em Praga em 1920 e meus antepassados parecem ter habitado a “Cidade Dourada” por mais de mil anos. Sou judeu e a sentença “o ano vindouro em Jerusalém” acompanhou toda a minha mocidade. Fui educado na cultura alemã e dela participo há vários anos. Embora minha passagem por Londres em 1940 tenha sido relativamente curta, ocorreu em época de vida em que a mente se forma de modo definitivo. Engajei-me, durante a maior parte da minha vida, na tentativa de sintetizar a cultura brasileira, a partir de culturemas ocidentais, levantinos, africanos, indígenas e extremo-ocidentais (e isso continua a fascinar-me). Atualmente moro em Robion, sul da França, integrando-me no tecido de aldeia provençal cujas origens se perdem na bruma do passado".
Este é o Flusser que conheço (e aprendi a conhecer) ao longo de espaços e tempos os mais descontínuos. Figura humana impressionante, dessas que causam impressão de matriz em nossos núcleos pessoais. Mesmo não havendo empatia, no primeiro ou nos encontros subseqüentes, jamais se fica neutro. Flusser ama o desafio, o “corpo a corpo” intelectual provocando-o mesmo, quase como a um gesto iniciático. E que venham as críticas, elogiosas ou não, tanto faz! “Um marco na cultura alemã”; “Um desrespeito filosófico, de Platão a Wittgenstein”: as duas críticas diametralmente opostas lhe foram dirigidas por ocasião de um seminário em Hamburgo sobre seu livro 'Para uma filosofia da fotografia'. Flusser relata a cena com a melhor das gargalhadas – traço personalíssimo do caráter desse autêntico homo ludens, um Macunaíma judeu-tcheco-paulistano. Em sua última passagem por São Paulo, a convite da 18ª Bienal para proferir palestras, ouvi-o falar sobre seu tema atual: texto/imagem. As sentenças, destiladas pelo “rigor da razão-e-da-paixão” (como Flusser, poucos conseguem amalgamar), eram como chicotadas, querendo sacudir-nos da letargia a que nos condena uma época ruidosa; querendo incomodar, para que não se tenha a ilusão de não sermos responsáveis e que o pensar e repensar tudo não vale mais a pena. Mas aquelas sentenças queriam também abraçar, atrair novos e mais parceiros ao diálogo. Flusser sempre faz pensar. E pensar dói. Pois continua o mesmo, esse nosso amigo, escritor, filósofo, engajando-se para fazer da reflexão alimento de primeira necessidade, gesto corporal do ser, prazer erótico. Não há dúvida que, para ele, o homem total é o ser pensante.
"Participo da desconfiança em analogias que tendem rapidamente a se transformarem em metáforas, isto é, transferências de raciocínio adequado a um dado contexto para contexto inapropriado. No entanto, nada captaremos sem modelo. De modo que todo modelo deve, primeiro, procurar pescar o problema, e depois, procurar modificar-se, ou em certos casos, ser jogado fora. (...) O dever de gente como nós, é engajar-se contra a ideologização e em favor da dúvida diante do mundo, que, de fato, é complexo e não simplificável. Engajamento difícil, por certo, mas nem por isto, apolítico. Para nós, Polis é a elite decisória e não a tal massa".
A intenção que move este relato, que se quer subjetivo, é possibilitar um testemunho humano – não mais que isso – da vívida presença entre nós, geralmente incompreendida, super-sub-estimada, deste que é, por muitos, considerado “o genuíno filósofo brasileiro”-, já que falar de sua obra é tarefa que exigiria plena desenvoltura no percurso de seu controvertido pensamento. Se o faço, é certamente apoiada pelo afeto, mas sobretudo por um tipo de engajamento. Publicar Flusser, no Brasil, é questão de honestidade, simples reconhecimento do valor de suas reflexões. Mas falar sobre a pessoa de Flusser é, talvez, querer ir mais longe, penetrar floresta escura, já invadindo quem sabe espaço transpessoal.
"Aprendi o seguinte: ao nascer fui jogado em tecido que me prendeu a pessoas. Não escolhi tal tecido. Ao viver, e sobretudo ao migrar, teci eu próprio fios que me prendem a pessoas e fiz em colaboração com tais pessoas. “Criei” amores e amizades (e ódios e antagonismos); é por tais fios que sou responsável. O patriotismo é nefasto porque assume e glorifica os fios impostos e menospreza os fios criados. Por certo: os fios impostos podem ser elaborados para se tornarem criados. Mas o que importa é isto: não sou responsável por meus laços familiais ou de vizinhança, mas por meus amigos e pela mulher que amo. Quanto aos fios que prendem as pessoas, tenho duas experiências opostas. Todas as pessoas às quais fui ligado em Praga morreram. Todas. Os judeus nos campos, os tchecos na resistência, os alemães em Stalingrado. As pessoas às quais fui ligado (e continuo ligado) em São Paulo, em sua maioria, continuam vivas. Embora, pois, Praga tenha sido mais “misteriosa” que São Paulo, o nó górdio cortado foi macabramente mais fácil".
Quando o conhecemos – refiro-me a um grupo de jovens universitários dos anos 60, geração que cultivava um jeito de vivenciar intelectualmente a sua angustia e cuja ironia não havia ainda descambado para o deboche–, estávamos todos submersos no grande vazio que é a busca de sentido. Flusser, estrangeiro no mundo, apátrida por excelência, assistia a tudo, promovendo tudo. Mas entre o seu engajamento na cultura brasileira e o nosso destacar-se do pano de fundo habitual-nativo, uma sutil dialética se estabelecerá.
"Nós os migrantes, somos janelas através das quais os nativos podem ver o mundo".
Seria ele, para nós, esta janela?
"Mistério mais profundo que o da pátria geográfica é o que cerca o outro. A pátria do apátrida é o outro".
Seríamos nós, para ele, esta pátria? Nós, jovens daquela geração niilista, vivenciávamos a saga de uma época em que, após ter aplaudido o célebre protesto de estudantes na Europa, nada passava mais a ter significado. Os anos 60, se de um lado traziam marcas como a rebeldia dos Beatles, a revelação do sexo, e a partir daí, o culto ao amor livre do movimento hippie e a escalada social do bissexualismo; o fracasso da potência americana no Vietnã, onde a inteligência venceu as armas, num combate que utilizou cobras, abelhas e bambus; toda uma poesia desordenada e todo um desencanto às coisas e aos valores estabelecidos, por um lado, deixou farrapos de um derradeiro “romantismo”: desejo da mão jovem querendo reconstruir o mundo e impedida pelos velhos (como sempre foi); o olhar do mundo culto e politizado para o primeiro movimento de objetivos definidos na América, ao som do slogan “cubanos si, yankees no”; a resposta de uma “geração triste” que começava a se redimir pela música e a poesia (“Tropicália” e os “Novíssimos”, apenas para citar alguns). No campo da Filosofia, Sartre, Camus e demais existencialistas marcavam a juventude intelectual brasileira, embora a grande maioria não tivesse acesso a tudo isso. O escritor Jorge Medauar é quem diz: “O Brasil não tem linha filosófica definida porque não tem pensadores”. Nosso grupo, porém, era privilegiado: freqüentávamos a casa de Flusser. Lá se canalizavam os turbilhões, ventos e brisas do mundo filosófico, em tertúlias que se alongavam por sábados e domingos, e quantas vezes não éramos surpreendidos por Guimarães Rosa, Samson Flexor, Vicente Ferreira da Silva! Flusser foi se revelando professor, cercado por aqueles moços e moças, de modo doméstico e peripatético (embora sempre sentado em sua cadeira no jardim-de-inverno, nos fundos daquela casa, no Jardim América) envolto às fumaças de seu cachimbo inseparável. Não há como apagar os primeiros passos na filosofia ensinada, transmitida assim... Paideia construída pelo con-viver, em chão de concretude, por um “modelo” vivo de existência. Tudo isso plasmou as nossas mentes, interagindo hoje na circunstância em que vivemos. Caso clássico de influência poderosa de patriarca intelectual – não faltará quem o diga. Alguns, não suportando o peso de tamanha in-formação, hoje o renegam e se refugiam nos cantos matreiros do inconsciente, omitindo-se ao confronto. Não lembraria Flusser, em certo aspecto, a personalidade de Freud? Como ele – subversivo, judeu, emigrado – também não foi aceito pelo establishment acadêmico, criando afetos, desafetos e uma fieira de pupilos dolorosamente estigmatizados. Ao longo dos trinta e um anos em que viveu na circunstancialidade brasileira, Flusser desenvolveu seu modo de pensar com um vigor e originalidade que cunham um de seus traços inconfundíveis – o que lhe valeu imagem mitificada, e até certo ponto, desconcertante para certos eruditos, que, tantas vezes, com ele se digladiaram. Como Nietzsche, Kierkegaard e tantos outros, Flusser não se propôs a construir um sistema filosófico. Seu pensamento é um fluir generoso que se vai tecendo fora de velhas ou modernas malhas, dentro da urdidura fundante que é a linguagem – “morada do ser”, como a nomeia Heidegger. Seu mergulho nas correntes da Fenomenologia levou-o à Filosofia da Linguagem, seu campo predileto, ao qual dedicou vários ensaios, livros e cursos. Chegou até a criar uma coluna em jornal (“Posto Zero” na Folha de São Paulo, de 1969 a 1971), onde fazia uma espécie de análise fenomenológica do cotidiano brasileiro. Quando escreve, e o faz como quem respira o ar fresco das manhãs, Flusser traduz e retraduz o mesmo texto para as línguas que domina: alemão, inglês, português, francês.
"Sinto-me abrigado por, pelo menos, quatro línguas, e isto se reflete no meu trabalho, uma das razões pelas quais me interesso pelos fenômenos da comunicação humana. Reflito sobre os abismos que separam os homens e as pontes que atravessam tais abismos, porque flutuo, eu próprio, por cima deles. De modo que a transcendência das pátrias é minha vivência concreta, meu trabalho cotidiano e o tema das reflexões às quais me dedico".
Max Planck, em sua biografia, diz que para haver uma idéia original são necessárias duas condições: que o “criador” esteja livre e que morra toda uma geração, porque apenas a seguinte poderá compreendê-la. Os contemporâneos estão comprometidos e escravizados, por isso se assustam com o novo. Eis, numa palavra, o pecado de Flusser: pensar o novo e, para tanto, estar livre. Qualquer pessoa que entra em contato com suas idéias percebe o quão ligadas estão ligadas com o que acontece à sua volta. Não se pode delimitar as bases de seu pensamento, porque ele está constantemente correlacionado a fatos, não importa de que natureza. A aguda capacidade de observar o mundo e captar a atualidade, filtrando a ambos pelos conceitos clássicos e construindo os seus próprios conceitos, tornam Vilém Flusser o pensador para a época “pós-histórica” que atravessamos. É precisamente a consonância entre observação dos fatos e sua resultante reflexão que nos dá a sensação do verdadeiro. Mas, para que tal sensação conduza à verdade, o que ainda nos falta? Aqui transcrevo pergunta feita ao psicanalista Isaías Kirschbaum, que após driblar com mestria: la reponse est la mort de la question...(que analista, afinal, não tem necessariamente de ser filósofo...) assim respondeu: “Consenso é que dá cunho de verdade”. Daí, minha indagação: teria sido o meio cultural brasileiro – e o paulistano em particular – propício à formação de um consenso ao pensamento flusseriano, consenso que, por sua vez, teria de ser o fruto maduro de exercícios de crítica responsável e consciente por parte da comunidade pensante?
"Migrar é situação criativa, mas dolorosa. Toda uma literatura trata da relação entre criatividade e sofrimento. Quem abandona a pátria (por necessidade ou decisão, e as duas são dificilmente separáveis), sofre. Porque mil fios o ligam à pátria, e quando estes são amputados, é como se intervenção cirúrgica tenha sido operada. Quando fui expulso de Praga (ou quando tomei a decisão corajosa de fugir), vivenciei o colapso do universo. É que confundi o meu intimo com o espaço lá fora. Sofri as dores dos fios amputados. Mas depois, na Londres dos primeiros anos da guerra, e com a premonição do horror dos campos, comecei a me dar conta de que tais dores não eram as de operação cirúrgica, mas de parto. Dei-me conta de que os fios cortados me tinham alimentado, e que estava sendo projetado para a liberdade. Fui tomado pela vertigem da liberdade, a qual se manifesta pela inversão da pergunta “livre de quê” em “livre para fazer o quê”. E assim somos todos os migrantes: seres tomados de vertigem".
Sei que Vilém Flusser tem algo a nos dizer. Algo para nos inquietar. Sejamos livres para ouvi-lo. E exerçamos com liberdade o direito de pensar.
submitted by o_humanista to BrasildoB [link] [comments]


O AMOR DE JÔNATAS A DAVI. MÁRCIO GREYCK - O MAIS IMPORTANTE É O VERDADEIRO AMOR ... É necessário se casar na vida? Qual o significado da relação física entre um homem e uma mulher? O que é o amor ?  Ique Carvalho  TEDxJoaoPessoa - YouTube Esposa cega ganha presente que só um homem apaixonado pode dar ENTRE O AMOR E A RAZÃO - HD - YouTube Kamba de Verdade e o Alembamento:'Fiz o alembamento, não comprei a mulher' O Que É o Amor Verdadeiro? Ele Existe? Uma Emocionante ... Como deve ser o amor entre um homem e uma mulher

8 coisas que você deve saber sobre o amor verdadeiro - A ...

  1. O AMOR DE JÔNATAS A DAVI.
  2. MÁRCIO GREYCK - O MAIS IMPORTANTE É O VERDADEIRO AMOR ...
  3. É necessário se casar na vida? Qual o significado da relação física entre um homem e uma mulher?
  4. O que é o amor ? Ique Carvalho TEDxJoaoPessoa - YouTube
  5. Esposa cega ganha presente que só um homem apaixonado pode dar
  6. ENTRE O AMOR E A RAZÃO - HD - YouTube
  7. Kamba de Verdade e o Alembamento:'Fiz o alembamento, não comprei a mulher'
  8. O Que É o Amor Verdadeiro? Ele Existe? Uma Emocionante ...
  9. Como deve ser o amor entre um homem e uma mulher

Deus não planta o amor que casa homens e mulheres. É uma escolha que ele nos deu! - Duration: 8:58. Caio Fábio 47,933 views Fazer o alembamento ou casamento tradicional é uma tradição cultural de Angola. É uma tradição que realça o amor entre um homem e uma mulher e que confirma a amizade entre duas familias. É necessário se casar na vida? Qual o significado da relação física entre um homem e uma mulher? 4 Encontro de perguntas e respostas - Pergunta 4 Bombay (Mumbai) Índia 9 de Fevereiro de 1984. SINOPSE O longa-metragem “Entre o Amor e a Razão” retrata a luta de Elizeu (Anchieta Cardoso), um homem pobre que vive juntamente com a esposa Claudia (Irisc... Versão de Tanta Voglia di Lei, grande sucesso do grupo italiano I Pooh. Uma das faixas mais tocadas do long-play As 14 Mais - volume 26, lançamento da CBS, h... O que é o amor ? Já imaginou lidar na mesma semana com o fim de um relacionamento amoroso e o diagnóstico que seu pai estava com uma doença rara, degenerativ... Neste vídeo você verá o que é realmente AMAR. O verdadeiro amor entre um homem e uma mulher não se trata apenas de um sentimento romântico, mas também de um cuidado, um zelo, uma ... Jamais devemos interpretar que o amor divino seja comparado com o amor entre um homem e uma mulher. Jônatas amou a Davi assim como Rute amou sua sogra, que não tinha nada para lhe dar. Algumas pessoas pensam que encontrar um amor verdadeiro é encontrar uma pessoa perfeita, que saiu dos seus sonhos e encaixa perfeitamente em todas as áreas d...